Depois do lançamento de dois singles – “Terras Baixas” e ” Estado De Alerta”, prévias do primeiro álbum da banda, chegou a vez de ouvir o repertório completo de Outro Universo Transcendental – O.U.T., que faz profundas provocações ao nosso modo de vida digital.

Com 12 canções, uma interligada à outra, cria uma simbiose com todas as letras e tenta projetar o mundo em 3001, por exemplo, data que também é o título de uma das canções do álbum que está nas principais plataformas musicais.

 

(A interpretação é livre. O.U.T. cria uma atmosfera para ser contemplada, ouvida, admirada na infinidade de uma obra musical que transcende conceitos para brilhar nas ideias. É dessa maneira que a banda MACROPHONES mergulha nas questões da atualidade do Planeta, nos coloca num lugar em um espaço do Universo para lançar sua primeira coleção de músicas para serem ouvidas e vistas, num processo contínuo de contar histórias).

 

MACROPHONES

 

A origem do nome da banda vem de um trocadilho com a palavra microfone. Como micro, na sua origem, significa uma unidade de medida de algo menor, macro transforma, através da analogia, o principal condutor da voz em algo imprescindível para o processo musical.

 

E no processo de escolha do nome da banda entra também a palavra microfone pronunciada no inglês, elevando os significados para se transformar na MACROPHONES, amplificando o alcance da proposta musical da banda.

 

Como tantas outras bandas mundo afora, a MACROPHONES também surgiu do encontro de jovens amigos que gostavam e sonhavam ter a música em suas vidas para simplesmente se divertir, viver dela e sonhar com o sucesso. E também, como a imensa maioria das bandas, nasceu numa garagem com os amigos dispostos a fazer música.

 

Ao longo do tempo, a banda existiu dentro do espírito da paixão pela música, com poucas apresentações, feitas em reuniões e festas de amigos e shows à base de canções covers. Há cerca de três anos, em uma reflexão sobre o futuro da banda e a ideia de deixar um legado, foi redigido um manifesto, um documento base que deu origem e direcionamento para a composição do álbum O.U.T., orientando a mudança da trajetória da banda. Os amigos que tocavam e cantavam de tudo um pouco centraram a força criativa na MACROPHONES. Em comum, o gosto pelo rock, o que determinou a essência musical da banda.

 

Mais tarde, a banda entendeu que precisava definir os elementos musicais e atualmente a MACROPHONES é composta por voz, guitarra, baixo, teclado e bateria. Neste período a banda amadureceu o suficiente para apostar em repertórios autorais. Hoje a banda tem a sua formação com Paulo Trejes – compositor, guitarra base, violão e voz; Eduardo Collaço – Guitarrista solo; Rafa Welter – compositor, teclados e voz; Daniel Gomes – baixista e Beto Fonseca – baterista.

 

No processo de mudança para o autoral, muitas referências estão presentes. “Nós temos muitas influências do rock feito no Brasil a partir dos anos 70 até o começo dos anos 80, especialmente o trabalho de bandas como os Mutantes, Barão Vermelho, Rita Lee, entre outros, mas como cenário geral o rock progressivo e também no folk. E de forma muito consistente, o despertar de nossas canções passam pelo rock inglês. Nossa identidade hoje é muita ampla, passa por todas essas influências relatadas, mais a força diversa da MPB do Norte ao Sul do Brasil. Usando nosso idioma e contextualizando nossa sonoridade nos conectamos com as novas gerações, sem perder o que é puro, mas sintonizados com o digital, traduzindo o conceito do que vem do passado com os tempos atuais, criando uma conexão universal, resultado dos efeitos da internet e das redes sociais”, conta Paulo Trejes.

 

Nas letras, que refletem o conceito musical da banda, há um relativo protesto sobre as mazelas do cotidiano mundial. As canções refletem as profundas

 

mudanças que ocorrem todos os dias nas relações humanas e que são profundas no momento em que a digitalização de tudo e a inteligência artificial invadem o cotidiano universal. A banda traz ao público músicas que falam sobre os novos tempos do amor, da amizade, do sentir das alegrias e das tristezas, numa proposta de análise psicológica e filosófica dos novos tempos.

 

Neste momento, o novo passo da banda está no lançamento do álbum O.U.T., depois de oito anos em que o respirar da banda passou a manifestar seus olhares para as transformações mundiais em todas as direções. O álbum traz 12 músicas elaboradas nos últimos dois anos e marca historicamente o lançamento do primeiro álbum totalmente inédito.

 

Neste primeiro trabalho, a MACROPHONES se preparou para mostrar como estamos agindo enquanto seres humanos e que reações estamos provocando na maneira de interagir com nossa moradia planetária, principalmente na necessidade de revisão de valores e comportamentos da nossa sociedade. O que um dia foi só a reunião de amigos para tocar e se divertir, agora é rock em contínua transformação e buscando fazer a boa transformação do mundo.

 

O.U.T. coloca em órbita o atual comportamento do mundo tentando sobreviver a dependência da vertiginosa tecnologia e indecifrável e inalcançável vida virtual feliz. Refletir é a proposta em canções que se comunicam entre si para criar um enredo final. Elevar o contato entre as pessoas e a natureza, fazer sorrir, dançar, chorar e perceber as angústias e o mundo que não anda certo visto pelo OUTRO UNIVERSO TRANSCENDENTAL (O.U.T.)

 

As músicas do álbum:

 

1 – Deserto da Alma

 

2 – Ilusão

 

3 – Mundo Novo

 

4 – Atividade Digital

 

5 – Face to Face

 

6 – OUT

 

7 – Estado de Alerta

 

8 – Linha de Chegada

 

9 – Fora da Nova Lei

 

10 – Vista Grossa

 

11-Terras Baixas

 

12 – 3001

 

Ficha Técnica O.U.T.

 

Direção Artística: Paulo Trejes e Orth Produções

 

Direção de Produção – Eveline Orth

 

Compositores – Paulo Trejes e Rafa Welter

 

Produção Musical: Beto Fonseca

 

Arranjos: Macrophones

 

Estúdio: Um Lugar (Florianópolis)

 

Mixagem: Beto Fonseca

 

Masterização: Alécio Costa

 

Direção de Arte: Flora Trejes

 

Músicos convidados: Victor Pio; Braionsax; Migas; Luana Laus e Matheus Schaffer

 

Selo: Ímã Records