
Como alegoria de um mundo em descontrole, “Stromboli” aproxima processos geológicos, físicos e psíquicos para refletir sobre as transformações do corpo, enquanto a parceria entre Bolsa de Arte e Almeida & Dale amplia diálogos artísticos e reforça a expansão da galeria no Sul do Brasil
Com 46 anos de atuação no mercado brasileiro, a Bolsa de Arte inicia novo capítulo ao firmar parceria com a Almeida & Dale. A sociedade amplia o alcance institucional da Bolsa, que mantém sua operação em Porto Alegre, e reforça sua inserção no circuito nacional e internacional.
O novo momento marca uma virada estratégica para a galeria, com programa artístico renovado, identidade atualizada e atuação integrada a uma rede de galerias distribuídas pelo Brasil, ampliando sua presença e diálogo no cenário da arte contemporânea. Conduzindo de forma conjunta o projeto que inaugura essa etapa para a galeria, a Bolsa de Arte conta com a direção de Marga Pasquali, Egon Kroeff, Antonio Almeida e Carlos Dale como sócios-diretores. Em 13 de junho deste ano, a galeria reabre na capital gaúcha com a exposição Stromboli, sob curadoria de Bernardo José de Souza.
Corpo em transformação
A coletiva reúne mais de 50 artistas em torno das tensões, violências e transformações que atravessam o corpo. A mostra aproxima obras de nomes fundamentais da arte moderna — Cândido Portinari, Iberê Camargo e Tarsila do Amaral — a produções contemporâneas de artistas como Adriana Varejão, Camila Elis, Eduardo Haesbaert, Letícia Lopes, Marina Borges, Mauro Fuke, estabelecendo diálogos entre temporalidades, linguagens e contextos diversos. “Stromboli conecta artistas de um amplo arco geográfico-geracional para especular sobre as transformações sofridas pelo corpo tanto na vida quanto na arte”, afirma o curador Bernardo José de Souza.
Artistas em Stromboli
Adriana Varejão, Ana Mazzei, Andressa Cantergiani, Alice Shintani, Amoako Boafo, Arthur Barrio, Camila Elis, Carlos Pasquetti, Cildo Meireles, Chico Machado, Cristiano Lenhardt, Di Cavalcanti, Eduardo Haesbaert, Elena Damiani, Emmanuel Nassar, Hélio Melo, Ío, Iberê Camargo, Ismael Nery, Ivens Machado, José Leonilson, Letícia Lopes, Letícia Ramos, Liuba Wolf, Louise Bourgeois, Lúcio Fontana, Luiz Roque, Luiz Sacilotto, Lygia Pape, Maria Lídia Magliani, Marina Borges, Michel Zózimo, Mauro Fuke, Montez Magno, Nelson Leirner, Olga de Amaral, Paloma Bosquê, Portinari, Robert Mapplethorpe, Rodolpho Parigi, Romy Pocztaruk, Saint Clair Cemin, Sara Ramo, Sarah Lucas, Tarsila do Amaral, Tony Oursler e Toyin Ojih Odutola.
Renovação artística e estrutural
O programa artístico renovado busca equilibrar diferentes gerações e abordagens, reunindo artistas históricos, trajetórias em redescoberta e produções contemporâneas. Entre os nomes representados estão Maria Lídia Magliani, Mauro Fuke, Marina Borges, Eduardo Haesbert e Saint Clair Cemin. Como parte dessa reestruturação, a Bolsa de Arte amplia seus espaços expositivos em Porto Alegre, após reforma assinada pelo arquiteto Alberto Rheingantz, permitindo a realização simultânea de mostras e alinhando a sede a padrões internacionais de conservação e apresentação de obras.
Sobre a Bolsa de Arte
Fundada em 1980 na capital gaúcha e dirigida por Marga Pasquali desde 1986, a Bolsa de Arte teve papel decisivo na consolidação da arte contemporânea no Sul do Brasil. Desenvolveu ao longo de sua trajetória um programa atento tanto à história da arte quanto às práticas contemporâneas. Entre 2014 e 2024, a galeria manteve também uma sede em São Paulo, criando uma ponte entre as cenas das duas capitais. Em 2026, ao iniciar a parceria com a Almeida & Dale, a Bolsa de Arte encerra sua operação paulista para concentrar sua atuação em Porto Alegre/RS, fortalecendo seu projeto institucional e ampliando conexões entre o circuito artístico do Mercosul, o Brasil e o cenário internacional.
Instagram: @galeriabolsadearte