Explorando formas animadas, máscara e manipulação de objetos, espetáculo aborda a descoberta da adolescência. No elenco estão Alexandre Borin e Fábio Cuelli

A nova produção do premiado grupo gaúcho Máscara EnCena, Sonar, explora a perspectiva de um menino que dá os primeiros passos rumo à adolescência. O projeto tem concepção de Alexandre Borin, que atua com Fábio Cuelli, responsável pela direção cênica. As apresentações de estreia serão nos dias 6, 7 e 8 de agosto, quinta-feira, sexta e sábado, às 15h, no Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa. Os ingressos estão à venda na plataforma Sympla/ CHC.

A trama é protagonizada por Ranos, um garoto em fase de crescimento em busca de sua identidade. Por meio do teatro de formas animadas, o quarto do personagem torna-se palco para o processo de transformação da infância à vida adulta. Explorando também máscara e manipulação de objetos, a peça é um mergulho na estranheza de crescer com a coragem de habitar o desconhecido. A montagem conta com financiamento do CHC Santa Casa através do Edital de incentivo à novos espetáculos CHC 2026 e da PNAB — Política Nacional Aldir Blanc — e da Secretaria Estadual da Cultura (SEDAC).

Uma curiosidade do projeto está na escolha do nome Sonar, que em português se refere a um sistema de propagação de ondas sonoras para detectar objetos, medir distâncias e mapear o fundo de ambientes aquáticos como o oceano. Algo próximo do que fazem golfinhos e baleias através da ecolocalização. Porém “sonar” também significa soar em espanhol, se referindo a capacidade de emitir sons. Em ambos os sentidos, essa palavra se refere a dois elementos centrais na narrativa deste projeto: a busca por se localizar no mundo em um momento de transição da infância a vida adulta, e o som como personagem que impulsiona esse jovem em uma nova descoberta de si mesmo.

A montagem do Máscara EnCena nasce do desejo de sensibilizar o público adolescente, reconhecendo essa etapa da vida como um território potente, complexo e ainda pouco contemplado na cena teatral. A ideia é que o espetáculo dialogue com o público adolescente sem simplificações, apostando em uma linguagem artística sofisticada por meio das formas animadas com o uso de máscaras, manipulação de objetos e construção de uma dramaturgia com forte apelo visual e sonoro. “O que nos aproxima da adolescência é a forte identificação que crianças e jovens apresentam com as máscaras e personagens desenvolvidos nesses doze anos de Máscara EnCena, e também de partir de uma dramaturgia em que a imagem tenha força poética para traduzir as transformações físicas, emocionais e subjetivas que atravessam o crescimento”, afirmam os diretores da montagem.

Ficha técnica

Concepção: Alexandre Borin

Direção Cênica: Fábio Cuelli

Elenco: Alexandre Borin e Fábio Cuelli

Dramaturgia: Máscara EnCena

Direção de arte e cenografia: Maurício Casiraghi

Direção coreográfica: Camila Vergara

Trilha sonora original: Caio Amon

Figurino: Gustavo Dienstmann

Iluminação: Gui Malgarizi

Criação de máscara: Fábio Cuelli

Criação de bonecos e elementos cênicos: Mário de Ballentti

Voz mãe: Mariana Rosa

Cenotécnico: André Gnatta

Comunicação e redes sociais: Mariana Rosa

Design gráfico: Carol Rosa

Vídeos de divulgação: Eroica Conteúdo

Fotografia: Tom Peres

Audiodescrição: OVNI Acessibilidade

Direção de produção: Camila Vergara

Produção e realização: Máscara EnCena

Financiamento: PNAB e CHC Santa Casa

Duração: 50 minutos

Classificação indicativa: livre

SONAR

Dias 06, 07 e 08 de agosto, às 15h (com LIBRAS no dia 06/08)

Teatro do Centro Histórico-Cultural Santa Casa – Av. Independência, 75

Ingressos: R$ 50,00 a R$ 25,00

No Sympla/CHC: https://www.sympla.com.br/evento/sonar/3497109

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