Mostras com obras de 23 artistas e pinturas de Letícia Lopes abrem em 4 de novembro, em Porto Alegre.

Duas exposições com propostas distintas, obras de 24 artistas e performance ao vivo integram a abertura da Bolsa de Arte, em 4 de novembro. A partir das 18 horas, o público poderá conhecer Omnia mutantur, nihil interit (tudo se transforma, nada perece), mostra coletiva com curadoria de André Severo, e Espiral da voz, exposição de pinturas de Letícia Lopes, com curadoria de Ana Roman. A abertura terá ainda a apresentação de Nadir #Escaleno (2016–2026), do artista Túlio Pinto, com Diego Passos, numa performance que coloca o corpo no centro de uma estrutura escultórica.

A ação estabelece uma conexão direta com a pesquisa apresentada em Omnia mutantur, nihil interit, reunindo trabalhos de 23 artistas em torno das relações entre matéria, corpo e espaço. A mostra apresenta artistas de diferentes gerações, entre eles Anna Maria Maiolino, vencedora do Leão de Ouro pelo conjunto da carreira na Bienal de Veneza de 2024, e Tunga, referência da arte contemporânea brasileira. Além de Túlio Pinto, a exposição reúne nomes como Mauro Fuke, Saint Clair Cemin, Lia Menna Barreto, Daniel Acosta, Zé Carlos Garcia e Wagner Costa, artistas representados pela galeria, e ainda Alex Rocca, Angelo Venosa, Artur Lescher, Barrão, Carlos Trevi, Elaine Tedesco, Farnese de Andrade, Henrique Oliveira, Hugo França, Leo Caobelli, Lidia Lisbôa, Nelson Félix, Sergio Camargo e Waltercio Caldas.

Na mesma noite, o público conhece Espiral da voz, de Letícia Lopes, onde a artista investiga as relações entre imagens da natureza, referências científicas e figuras do imaginário mitológico. Com curadoria de Ana Roman, a mostra traz pinturas de mariposas, paisagens, nuvens, orquídeas e criaturas como o bode-peixe e o unicórnio. Em telas de grandes dimensões, as asas das mariposas aparecem ampliadas, com os padrões e desenhos de sua superfície assumindo protagonismo.

A artista parte de fotografias, ilustrações científicas e reproduções artísticas, reorganizando o repertório e aproximando referências de diferentes origens em composições que convidam a reinterpretar as formas naturais. “A asa de uma borboleta é um papel da natureza. A padronagem da asa é uma escrita. Como se fosse algo para ser lido”, afirma Lopes. Ambas as exposições investigam como formas e imagens ganham novos sentidos por meio de suas relações.

SERVIÇO

Abertura de Omnia mutantur, nihil interit (tudo se transforma, nada perece) e Espiral da voz

Performance ao vivo: Nadir #Escaleno (2016–2026), de Túlio Pinto, com Diego Passos.

Abertura: 4 de novembro de 2026, das 18h às 21h.

Local: Bolsa de Arte, Rua Visconde do Rio Branco, 365, Bairro Floresta, Porto Alegre.

Visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h; sábados, das 10h às 15h.