Projeto Caminhos da Arte levou apresentações a escolas, Apaes, centros de convivência e clubes de mães

A circulação teatral Caminhos da Arte reuniu um público superior a 1,7 mil pessoas nos municípios de Bento Gonçalves, Bom Princípio, Caxias do Sul, Estrela, Feliz, São Francisco de Paula e Venâncio Aires. O projeto do Coletivo Vegalianos levou, em março e abril, apresentações gratuitas a escolas, Apaes, centros de convivência e clubes de mães, com o objetivo de descentralizar a produção artística e aproximar diferentes públicos da linguagem teatral.

Cada município recebeu três espetáculos, pensados para dialogar com públicos específicos e promover experiências sensoriais, poéticas e reflexivas. A circulação reuniu as montagens Criando e Contando, Histórias para Voar e Khaleh, compondo um percurso artístico que atravessou temas como ecologia, amadurecimento, ancestralidade e protagonismo feminino.

O projeto contou com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), viabilizados pelo Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, e pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, através da Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul, com apoio do Instituto Cultural Taru.

Sobre os espetáculos

Criando e Contando

Apresentado nas Apaes, o espetáculo é inspirado nos antigos contadores de histórias e acompanha dois amigos viajantes espaciais que chegam à Terra com a missão de proteger a mãe natureza. Em cena, os artistas Gio & Doug criam personagens ao vivo utilizando materiais reciclados, transformando sucatas em bonecos manipuláveis.

Histórias para Voar

Voltado às escolas públicas, o espetáculo habita o universo mambembe e convida o público a revisitar a infância e suas descobertas. A narrativa acompanha Naná (Aline Tanaã), uma menina que percebe estar perdendo o interesse pelas histórias, mas encontra apoio em personagens como o Tio Zebedeu e o caramujo inventor Seu Lento, ambos interpretados pelo artista Doug. A história conta ainda com os personagens ET e Sombra, com interpretação de Gabriel Zeni, que também é o narrador. As peças utilizadas na apresentação foram confeccionadas pela artista plástica Gio.

Khaleh

Destinado aos centros de convivência e clubes de mães, o monólogo Khaleh é protagonizado pela atriz Aline Tanaã e inspirado livremente na obra A Ciranda das Mulheres Sábias, da psicanalista Clarissa Pinkola Estés. O nome da peça, de origem iraniana, remete à intimidade familiar carinhosa e à afinidade entre almas.