Denominação italiana combina séculos de tradição a novas interpretações de seu terroir

É impossível não pensar em Chianti quando o assunto são os vinhos italianos. Este estilo clássico de vinho é elaborado na região de Toscana e tem na uva Sangiovese a sua protagonista. O Dia do Chianti é celebrado na primeira sexta-feira do mês de setembro, e a sua história secular ajudou a construir a imagem da Itália como um dos grandes países produtores do mundo.

“Ao longo de todo esse tempo, a composição e estilo do vinho passou por evoluções. Antes sua fórmula era baseada principalmente em Sangiovese, acompanhada por variedades como Canaiolo e Malvasia Bianca. Hoje, quem determina as regras é o disciplinar da Chianti DOCG: a Sangiovese deve representar mais de 70% do vinho, podendo ser complementada por outras variedades autorizadas na Toscana dentro dos limites estabelecidos pela denominação”, explica o sommelier da Bodegas Grupo Wine, Diego Peres.

Um vinho surge na Idade Média

A tradição vitivinícola da região é remota: antes mesmo da ascensão de Roma, os etruscos, civilização que habitava a antiga Etrúria (atual Toscana), já dominavam o cultivo de videiras e a produção vinícola local. Durante a Idade Média, a vitivinicultura ganhou importância econômica e social, e os primeiros registros conhecidos do nome “Chianti” associado ao vinho apareceram no final do século XIV. O estilo produzido naquela época, porém, ainda estava distante deste que conhecemos hoje.

Um marco importante aconteceu em 1716, quando o grão-duque da Toscana delimitou oficialmente áreas de produção de Chianti, mecanismos para controlar o comércio e combate de fraudes relacionadas ao uso desses nomes. Por isso, o decreto é considerado um dos primeiros exemplos europeus de proteção de relação entre vinho e território, sem, contudo, corresponder ainda ao sistema moderno de Denominação de Origem. Apenas em 1967 que o Chianti recebeu oficialmente o reconhecimento de Denominazione di Origine Controllata e em 1984 foi elevado à Denominazione di Origine Controllata e Garantita.

Perfis dos Chiantis modernos

“Atualmente, tendo a Sangiovese como coluna dorsal do vinho, temos algumas características reconhecíveis do Chianti: frutas vermelhas, boa acidez, notas herbais e especiadas e taninos presentes. É também um vinho muito gastronômico, sua acidez é o motivo disso. Muitas vezes é relacionada a comidas com tomate, boa base de gordura e queijo”, diz o sommelier.

É justamente nessa interpretação mais contemporânea que entra o Piccini D.O.C.G. Chianti, na virada para os anos 2000, Mario Piccini repensa a apresentação de um dos vinhos mais tradicionais da Toscana para aproximá-lo da nova geração de consumidores. A proposta não é criar uma categoria de Chianti, mas apresentar o próprio sob uma linguagem mais fresca, dinâmica e moderna. Dessa ideia nasceu o rótulo laranja que se tornaria uma das principais assinaturas visuais da Piccini.

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No outro extremo dessa história, está o Piccini Collezione Oro Chianti Riserva D.O.C.G. A palavra “Riserva”, não é apenas uma definição de estilo: ela é regulamentada pela própria denominação. Para utilizar a menção, um Chianti deve passar por pelo menos dois anos de envelhecimento, contados a partir de 1º de janeiro posterior ao ano da colheita. O resultado tende a apresentar uma expressão mais desenvolvida e estruturada do que aquela encontrada nos Chianti destinados ao consumo jovem.

https://www.wine.com.br/vinhos/piccini-collezione-oro-riserva-d-o-c-g-chianti-2022/prod31488.html

Assim, ambos rótulos mostram diferentes expressões dentro da mesma denominação e sob o mesmo disciplinar: o Chianti Orange representa uma leitura mais jovem e contemporânea do Chianti D.O.C.G., enquanto o Collezione Oro Chianti Riserva segue as exigências adicionais previstas para a menção Riserva, incluindo maior tempo de envelhecimento.

Sobre a Bodegas Grupo Wine

A Bodegas Grupo Wine é uma importadora e distribuidora de vinhos que combina tradição e inovação para oferecer rótulos exclusivos ao mercado brasileiro. Uma empresa do Grupo Wine, destaca-se pelo pioneirismo na distribuição digital para o mercado B2B e pelo rigor na seleção de vinhos. Com um modelo de autosserviço online, a Bodegas Grupo Wine otimiza a experiência de compra para bares, adegas, restaurantes e varejistas. Seu portfólio prioriza vinícolas da América do Sul, com destaque para a Argentina e Chile, mas também inclui rótulos da Itália, Portugal, França, Espanha, Uruguai e EUA. Mais informações em www.bodegasgrupowine.com.br.