O BONITO CINESUR – FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO anuncia a programação de sua 4ª edição, que acontece de 24 de julho a 1º de agosto, em Bonito, Mato Grosso do Sul. O festival reúne filmes de quase todos os países da América do Sul em mostras competitivas, sessões especiais, pré-estreias, oficinas, cine debates, palestras sobre cinema, programação infantojuvenil, atividades formativas e encontros com realizadores.

A cerimônia de abertura acontece no dia 24 de julho, às 19h30, no Auditório Kadiwéu do Centro de Convenções de Bonito, com a apresentação do ator Reynaldo Gianecchini e a exibição de QUERIDO TRÓPICO, longa dirigido por Ana Endara. Coprodução entre Panamá e Colômbia, o filme acompanha o encontro entre Mercedes, uma mulher rica de meia-idade com demência, e Ana María, uma imigrante colombiana.

Nesta edição, a grande homenageada será a atriz, diretora de teatro e dramaturga chilena Paulina García. Sua trajetória é marcada por personagens complexas e sensíveis, em trabalhos como A NOIVA DO DESERTO, NARCOS e GLORIA, filme que lhe rendeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim.

Entre os destaques da programação está a pré-estreia nacional de HONESTINO, dirigido por Aurélio Michiles, no dia 25 de julho, às 20h, no Auditório Kadiwéu. O filme será apresentado pelo diretor e por Bruno Gagliasso e reconstitui a trajetória de Honestino Guimarães, líder estudantil, presidente da UNE e símbolo da resistência contra a Ditadura Militar, perseguido, sequestrado e desaparecido pelo regime em 1973.

As sessões especiais incluem ainda A HISTÓRIA OFICIAL, clássico argentino dirigido por Luis Puenzo; ALDEIA DE NALIKE, de Claude Lévi-Strauss e Dina Lévi-Strauss, na Sessão Memória Bonito Cinesur; MARTÍRIO, de Vincent Carelli; DO SUL, A VINGANÇA, de Fábio Flecha; e JACKSON – NA BATIDA DO PANDEIRO, de Marcus Vilar e Cacá Teixeira. Vincent Carelli também será reconhecido pelo conjunto de sua obra cinematográfica durante a cerimônia de premiação do Troféu Pantanal e fará uma Charla Cinematográfica sobre os 40 anos do Projeto Vídeo nas Aldeias.

O encerramento do festival, no dia 1º de agosto, contará com apresentação do ator, diretor e roteirista Paulo Betti e da atriz Valentina Herszage. Betti também participa da Charla Cinematográfica “Interpretação para Cinema e TV”, no dia 31 de julho, às 14h30, na Sala Glauce Rocha.

A programação competitiva reúne 32 títulos divididos entre longas e curtas sul-americanos, filmes ambientais e produções sul-mato-grossenses. Na Mostra Competitiva de Longa-metragem Sul-Americano, estão o brasileiro A VIDA DE CADA UM, de Murilo Salles; EL HOMBRE DE LA LUZ, coprodução entre Venezuela e Colômbia dirigida por Christian Márquez; HIJO MAYOR, da Argentina e França, com direção de Cecilia Kang; LA NOCHE ESTA MARCHÁNDOSE YA, da dupla argentina Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini; NAIRA, obra peruana da diretora Gabriela Quiroz; e ¿QUIEN MATÓ A NARCISO?, novo trabalho do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi.

Na Mostra Competitiva de Curta-metragem Sul-americano, seis produções compõem um panorama de narrativas ficcionais e documentais atravessadas por juventude, memória, luto, identidade, migração e violência histórica. Foram selecionados A VIDA DE JERÔNIMO DENTRO E FORA DA CASCA, de Andrews Nascimento, representando o Brasil; BENTEVEO, da cineasta argentina Bianca Bazán Zárate; ESCENA FINAL, também da Argentina, dirigido por Diego Kompel; SUKUA, da Colômbia, de Omar E. Ospina; FUTURA LICENCIADA, produção chilena, da dupla Samantha Copano e Florencia Peña, além de VERMELHO DE BOLINHAS, documentário brasileiro da dupla Renata Fortes e Joedson Kelvin.

Um dos eixos centrais do BONITO CINESUR, a temática ambiental aparece em duas mostras competitivas específicas para filmes com esse enfoque. Entre os longas da Mostra Competitiva de Longa-metragem Ambiental, foram selecionados AGUA INVADIDA, produção uruguaia dirigida por Carolina Sosa que apresenta a investigação sobre os impactos da pesca ilegal no Atlântico Sul; EL CAMINO DEL AGUA, do Peru, sobre comunidades ameaçadas por um projeto de mineração, da dupla cineasta Víctor Ybazeta e Matías Magnano; MUNDURUKUYÜ – A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE, do Brasil, realizado a partir da cosmologia Munduruku nas margens do Tapajós por Aldira Akay, Beka Munduruku e Ricélia Akay; PÁRAMOS II EL ORIGEN, obra colombiana de Alejandro Calderón; PROPIEDAD PRIVADA PROHIBIDO PASAR, coprodução entre Polônia e Argentina comandada por Wojciech Ganczarek sobre disputas territoriais na Patagônia; e UM OLHAR INQUIETO: O CINEMA DE JORGE BODANZKY, do Brasil, produção do cineasta em parceria com Liliane Maia que revisita sua trajetória e registros da Amazônia

A Mostra Competitiva de Curta-metragem Ambiental reúne obras que abordam justiça climática, contaminação da água, extrativismo, memória radioativa, espécies invasoras e modos de vida ameaçados. Integram a seleção À MARGEM DO FIM, do Brasil, sobre os impactos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, dirigido por Felipe Beltrame; BUEN VIVIR – ÑUTSE CANSEYE, de Zoé Nathalie Kugler, do Equador; ENTRE LA SAL Y EL CIELO, trabalho de Felipe Rosa, da Bolívia; HIPOPÓTAMOS, EL ARCA DE ESCOBAR, obra de Alejandro Calderón que representa a Colômbia; LOURDES E LEIDE, produção brasileira de Angelo Lima; e UMA UÑJIRINAKA CUIDADORXS DEL AGUA, coprodução entre Bolívia e Espanha dirigida pelo Colectivo Left Hand Rotation.

O festival também reforça seu compromisso com a produção audiovisual do Mato Grosso do Sul em uma mostra competitiva dedicada ao cinema realizado no estado. Foram selecionados oito filmes locais: AO SUL DO SOL, de Rodolfo Ikeda; FILHOS DO LITORAL CENTRAL, de Pedro Melo; FRONTEIRIÇAS, de Beatriz Abrahão e Izabella Corrêa; HIGA KE – OLHO POR OLHO, de Conrado Roel e Debora Bah; MAPAGO, de Marcus Teles; NATASHA, de Ana Ostapenko, Willerson Amorim, Thiago Rotta e Rafael Rotta; QUATRO LUAS PANTANEIRAS, de Ana Carla Loureiro; e VÍPUXOVUKO – ALDEIA, de Dannon Lacerda.

Na programação das sessões infanto-juvenis, o Festival apresenta a pré estreia de COLEGAS E O HERDEIRO, de Marcelo Galvão; além das exibições de DENTRO DA CAIXINHA – MUNDO DE PAPEL, de Guilherme Reis, e da animação EU E MEU AVÔ NIHONJIN, de Célia Catunda.

A formação audiovisual segue como parte importante do festival, com oficinas de realização de filme documentário, roteiro, projeto audiovisual e mercado, direção de fotografia e animação para crianças. A programação também inclui cine debates com curadores e equipes dos filmes, além de charlas cinematográficas sobre vozes femininas sul americanas no audiovisual, aquisição e licenciamento de conteúdo, crítica de cinema, o projeto Vídeo nas Aldeias e interpretação para cinema e TV.

Realizado em Bonito, no coração do ecoturismo brasileiro, o BONITO CINESUR segue ampliando sua atuação como plataforma de circulação, formação, encontro e valorização do cinema sul-americano.

A 4ª edição do evento conta com o patrocínio master do Banco do Brasil e da Petrobrás e patrocínio da Caixa Econômica, da EMGEA e do Sesc MS e da Fecomércio MS. O Festival tem o apoio da Prefeitura de Bonito, da FUNDTUR e do Estado de Mato Grosso do Sul. O evento é uma realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), Lei Rouanet e Ministério da Cultura.

PROGRAMAÇÃO – BONITO CINESUR 2026

24 de julho, sexta-feira

19h30 – Auditório Kadiwéu | Cerimônia de Abertura: Exibição de QUERIDO TRÓPICO, de Ana Endara.

22h30 – Café Bar Cacá Diegues | Cine Música

25 de julho, sábado

8h às 12h e 14h às 18h – Espaço Guató | Oficina de Realização Filme Documentário: com Luís Carlos Lacerda.

15h – Auditório Terena | Cine Bonito: Sessão Infantojuvenil Sul-Americana – pré-estreia de COLEGAS E O HERDEIRO, de Marcelo Galvão

17h – Auditório Kadiwéu | Sessão Especial: A HISTÓRIA OFICIAL, de Luis Puenzo.

20h – Auditório Kadiwéu | Pré-estreia Nacional: HONESTINO, de Aurélio Michiles, com apresentação de Bruno Gagliasso e Aurélio Michiles.

22h30 – Café Bar Cacá Diegues | Cine Música

26 de julho, domingo

8h às 12h e 14h às 18h – Espaço Guató | Oficina de Realização Filme Documentário: com Luís Carlos Lacerda.

Sala Glauce Rocha: 14h30 – Charla Vozes Femininas Sul-americanas – protagonismo e resistência no cinema, com Paulina García, Gabriela Sandoval, Cecília Diez, Minom Pinho e Daniela Siqueira

15h – Auditório Kadiwéu | Sessão Memória Bonito Cinesur: ALDEIA DE NALIKE, de Claude Lévi-Strauss e Dina Lévi-Strauss.

15h – Auditório Terena | Sessão Infantojuvenil Sul-Americana – EU E MEU AVÔ NIHONJIN, de Célia Catunda

16h30 – Auditório Terena | Mostra Competitiva Filme Sul-Mato-Grossense: HIGA KE – OLHO POR OLHO, de Conrado Roel e Débora Bah.

18h30 – Auditório Kadiwéu | Mostra Competitiva Filme Ambiental: Curta: À MARGEM DO FIM, de Felipe Beltrame. Longa: ÁGUA INVADIDA, de Carolina Sosa.

20h30 – Auditório Kadiwéu | Mostra Competitiva Filme Sul-Americano: Curta: A VIDA DE JERÔNIMO DENTRO E FORA DA CASCA, de Andrews Nascimento. Longa: NAIRA, de Gabriela Quiroz.

22h30 – Café Bar Cacá Diegues | Cine Música

Confira o restante da programação no site.

Curadores

Mostra de Longas e Curtas sul-americanos: Cecília Diez, José Geraldo Couto e Rodrigo Fonseca

Mostra de Longas e Curtas de cinema ambiental: Elis Regina Nogueira

Mostra de Filmes sul-mato-grossenses: Flávia Seligman e Marcos Pierry

Sessões Infanto-juvenis: Amanda Ruano, Daniela Azeredo e Luciana Druzina

Jurados

Mostra de Longas e Curtas sul-americanos: Celso Franco, Dandara Ferreira e Gabriela Sandoval

Mostra de Longas e Curtas de cinema ambiental: Minom PInho, Olinda Tupinambá, Vincent Carelli

Mostra de Filmes sul-mato-grossenses: Daniela Siqueira, Luiz Carlos Lacerda (Bigode), Solange Bouffay.

Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano 2026

Data: de 24 de julho a 01 de agosto de 2026

Site: bonitocinesur.com.br

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