
Capital baiana tem reforçado infrasestrutura tecnológica em pontos turísticos como Pelourinho e Farol da Barra
A capital baiana tem avançado na agenda de cidades inteligentes, consolidando sua infraestrutura de conectividade e segurança digital em pontos turísticos icônicos como o Pelourinho e o Farol da Barra. Essa infraestrutura, fundamental para a experiência urbana contemporânea, ganha ainda mais relevância com a reformulação do São João de Salvador em 2026, que prioriza o retorno às origens com o conceito “São João Raiz” no Centro Histórico e a descentralização da festa para oito bairros da cidade.
Para se ter uma ideia, segundo dados da Secretaria de Turismo da Bahia (Setur-BA), o estado recebeu 1,8 milhão de visitantes durante o São João de 2025, movimentando cerca de R$ 2,3 bilhões na economia local. Em 2026, a expectativa é de números ainda maiores, impulsionados pelo crescimento do turismo regional. Os dados mostram que só o Pelourinho recebe, em média, 2 milhões de visitantes por ano, com picos expressivos durante o Carnaval e o São João, enquanto o Farol da Barra, segundo ponto turístico mais visitado da Bahia, atrai cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano.
É nesse cenário que a tecnologia se torna um dos principais pilares para garantir organização e continuidade dos serviços durante todo o ano. Para André Oliveira, Diretor Operacional da TLD, empresa de tecnologia com mais de 35 anos de atuação nacional, especializada em cibersegurança, infraestrutura crítica e soluções digitais, o crescimento do turismo baiano evidencia a necessidade de sustentar continuidade operacional e resiliência digital em ambientes de alta demanda, pressão máxima e exposição pública.
“Hoje, conectividade faz parte da operação das cidades. Os sistemas precisam garantir continuidade operacional durante seus picos de uso. Não basta ter a rede apenas, é preciso ter inteligência operacional capaz de antecipar demandas, proteger dados em tempo real e sustentar a experiência urbana mesmo sob pressão máxima. Hoje, a conectividade é o sistema nervoso da cidade em funcionamento.”
Na prática, isso significa entender por completo o funcionamento da infraestrutura urbana em ambientes de alta circulação, como centros históricos durante festivais ou pontos turísticos em alta temporada. A infraestrutura crítica digital deixa de ser uma camada de suporte e passa a ser a garantia de que a cidade opere em pleno funcionamento. Isso implica o monitoramento em tempo real das redes, o gerenciamento de incidentes antes que se tornem falhas visíveis, a proteção de dados dos visitantes e a continuidade dos serviços públicos sob demanda máxima.
“É essa resiliência digital aplicada ao território que mostra a capacidade de uma cidade em absorver picos, adaptar sua operação e manter a experiência urbana conectada sem rupturas. Mais do que apenas a tecnologia instalada, é a inteligência operacional — os sistemas que aprendem, antecipam e respondem — que diferenciam uma cidade com infraestrutura de uma cidade verdadeiramente inteligente.”
A discussão acompanha um movimento global de modernização urbana. De acordo com projeções da IDC (International Data Corporation), os investimentos mundiais em soluções para smart cities devem ultrapassar US$ 250 bilhões até 2027, impulsionados principalmente por conectividade, digitalização de serviços e segurança cibernética.
No Brasil, o Nordeste tem ganhado destaque como um dos territórios de maior potencial nessa corrida, focando não só na infraestrutura, mas também na arquitetura da resiliência digital das cidades. Para o executivo, a região tende a ganhar protagonismo crescente pela combinação entre expansão turística, digitalização acelerada e demanda por infraestrutura tecnológica.
“Eventos culturais movimentam toda a economia local, mas também tornam a operação urbana mais complexa. Um São João que para porque a rede caiu compromete milhares de pessoas e serviços essenciais. O que estamos construindo é a infraestrutura invisível que sustenta a experiência visível. Quando funciona, ninguém percebe, mas quando falta, todo mundo sente. Eventos culturais são o teste de estresse das cidades inteligentes e é nesse momento que infraestrutura crítica, proteção digital e continuidade operacional precisam estar integradas, não apenas instaladas.”
Sobre a TLD
A TLD é uma empresa de tecnologia com atuação nacional, especializada em cibersegurança, soluções de infraestrutura digital, estratégias de omnicanalidade e aplicação de inteligência artificial em ambientes corporativos. Com sede em Salvador (BA), a empresa se destaca pela entrega de projetos sob medida, combinando inovação tecnológica, robustez operacional e proximidade com o cliente. Atuando de forma consultiva, a TLD apoia organizações públicas e privadas na modernização de seus processos, garantindo mais eficiência, segurança e integração entre canais físicos e digitais. Ao longo de sua trajetória, consolidou-se como referência em soluções que acompanham os avanços e as exigências do mercado digital.