Chef Cesar Valerio conta a história do Limoncello servido no restaurante e indica como utilizá-lo em marinadas e sobremesas como o panetone; processo de fabricação artesanal passa pela seleção de limões frescos de produtores locais

 

Um dos principais hits do menu do restaurante Ponte Vecchio não foi pensado para os clientes: trata-se da versão artesanal de Limoncello assinada por Cesar Valerio, chef do italiano mais premiado de Curitiba há 30 anos. “Encontrei uma receita em um livro e preparei um pouco para beber em casa, junto com os amigos”, conta Valerio. A receptividade foi tão boa que passou a oferecer pequenos copos aos clientes para que experimentassem após as refeições. “Sem programar nada, surgiu uma demanda pela bebida, que até hoje continua sendo preparada de forma totalmente artesanal”, revela o chef.

 

Tradicionalmente consumido gelado e após as refeições, o Limoncello pode dar um sabor especial a drinks que são velhos conhecidos entre os apaixonados por aperitivos. O chef Cesar Valerio indica quatro receitas para quem quer experimentar o sabor da bebida dessa maneira nas festas de fim de ano. “É possível perfumar os drinks torcendo a casca do limão siciliano e aproveitando um pouco de seu óleo. Quem quiser decorar com a própria casca ou meia-lua do limão, também pode”, explica. Prepare o caderninho:

 

Limoncello Spritz

 

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Em uma taça com gelo, misture:

90 ml de Prosecco;

uma parte de água com gás bem gelada;

60 ml de Limoncello.

 

E depois? “Mexa delicadamente com uma colher ou bailarina. Leve em conta que o drink precisa estar gelado. A temperatura é importantíssima”, completa.

 

Limoncello Negroni

 

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Em um mixing glass com gelo:

30 ml de Campari bem gelado;

30 ml de Gim;

30 ml de Limoncello.

 

E depois? “Misture devagar por cerca de dez segundos. Sirva em copo baixo com gelo, de preferência”, diz o chef.

 

Limoncello Tonic

 

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Em um copo longo com gelo:

60 ml de Limoncello;

Tônica até completar o copo.

 

E depois? “Mexa, incorpore delicadamente os ingredientes. Fica bonito com meia-lua de limão siciliano no copo”, explica.

 

Daiquiri siciliano

 

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Misture antes de bater na coqueteleira:

40 ml de Limoncello;

30 ml de Rum Prata;

15 ml de xarope de açúcar;

25 ml de limão siciliano.

 

E depois? “Adicione gelo. Tampe e bata por doze segundos. Perfume e decore com casca de limão siscliano. Sirva em taça”.

 

Panetone ao Limoncello

 

Além de consumido ali, no restaurante, o Limoncello do Ponte Vecchio é vendido em versões de 500 ml e 750 ml para quem quiser levar o licor de origem italiana para casa. A ideia é boa: tradicionalmente servido bem gelado, depois de armazenado no freezer, o Limoncello é versátil e funciona muito bem em preparações diversas, especialmente em molhos leves ou para realçar pratos com frutos do mar, peixes brancos ou marinadas, sem roubar o sabor.

 

“Mas é na parte doce que ele realmente brilha”, explica o chef. Para a surpresa de quem prova, o licor vai muito bem sobre sorvetes mais neutros, como creme ou baunilha, e combina muito com cheesecake. “Também funciona como finalização em pães doces artesanais ou colombas, trazendo perfume e um leve contraste cítrico. O segredo é usar com moderação, para manter o equilíbrio e deixar o sabor do limão falar por si”, explica.

 

Como sobremesa para o Natal, “tente umedecer levemente panetones artesanais para criar uma experiência diferente e surpreendente”. Por fim, vale lembrar que o licor é forte e pode passar de 30% de teor alcoólico em versões artesanais, mais do que encontrado em vinhos ou cervejas. “Como é servido gelado, geralmente, acaba parecendo mais suave do que realmente é. A dica, como sempre, é a moderação”, completa Valerio.

 

Limões frescos garantem o perfume ideal

 

Segundo Cesar Valerio, a etapa mais importante e fundamental para um bom Limoncello passa pela escolha dos ingredientes. “Seleciono sempre limões bem frescos, de casca firme e colorida, mais aromáticos”, explica. São eles que possuem maior concentração de óleos essenciais, que garantem o perfume e a coloração características. “Evito limões muito maduros ou com a casca opaca, porque não oferecem o mesmo resultado. O licor precisa ser equilibrado”, diz o chef, que procura valorizar produtores locais para garantir padronização de sabor em todos os lotes.

 

A base alcoólica recebe a mesma atenção do chef. “Busco bebidas de alta pureza e com graduação adequada, para extrair os óleos da casca sem deixar o sabor agressivo. É essa combinação entre a qualidade do limão e o álcool certo que faz toda a diferença no resultado final”, explica Valerio, que escolheu também as garrafas e ajudou a pensar até no rótulo. “Artesanal do início ao fim”, completa.

 

Serviço

 

Restaurante Ponte Vecchio

@restaurantepontevecchio

Rua Des. Costa Carvalho, 151 – Batel, Curitiba

Horário: segunda a sexta, das 11h30 às 14h30; sábados e domingos, das 11h30 às 15h

Estacionamento próprio | Reservas pelo (41) 3264-7193