Aventura Pirata tem relíquias originais dos séculos XVI ao XVIII como utensílios que “envenenavam” e moedas cujo uso era proibido sob pena de morte

 

Moedas proibidas

 

Mais do que um passeio temático, o Aventura Pirata, em Balneário Camboriú (SC), celebra quatro anos em dezembro consolidado como uma experiência que combina entretenimento, educação e história marítima. De frente para o mar, em um dos destinos turísticos mais visitados do país, a atração transporta visitantes de todas as idades para a chamada Era de Ouro da Pirataria, entre os séculos XVI e XVIII.

 

Além das encenações interativas com a trupe de piratas, o espaço abriga um museu com peças autênticas resgatadas de navios naufragados, o que transforma a diversão em uma verdadeira viagem ao passado. Os objetos ajudam a revelar como era a vida a bordo, os conflitos no mar e curiosidades desse período.

 

Conheça cinco relíquias que ajudam a contar essa história:

 

Utensílios de estanho: resistência que tinha um preço alto: Pratos e canecas de estanho – metal prateado e que quase não enferruja – eram comuns nas embarcações por serem duráveis e quase indestrutíveis. No entanto, o contato frequente com a água salgada acelerava a liberação de chumbo presente no material. A intoxicação causava irritabilidade, alterações de comportamento e a chamada “bebedeira contínua” – um envenenamento que podia ser fatal.

 

Moedas de pirata: proibidas sob pena de morte: Conhecidas como macuquinas, essas moedas eram pequenos lingotes de prata destinados à Europa. Capturadas por piratas durante as travessias, passaram a circular ilegalmente nas colônias espanholas, onde seu uso era proibido sob pena de morte por serem consideradas uma ameaça ao controle econômico e político da Coroa Espanhola. A peça em exposição é original do século XVI, feita em prata maciça, com 27 gramas e valor equivalente a oito reales da época.

 

Sino de bordo: o som que organizava a vida no mar: Antes de rádios ou apitos, o sino era o principal meio de comunicação a bordo. Sequências específicas de badaladas indicavam horários de refeições, limpeza ou alertas. Em tempos de pirataria, o toque acelerado significava perigo – uma embarcação havia sido avistada e o combate podia começar a qualquer momento.

 

Bala de canhão: os “pelouros” do terror naval: Os canhões (chamados de “bocas de fogo”) disparavam projéteis conhecidos como pelouros, que podiam pesar de meio quilo a mais de 30 quilos. Carregadas pela boca, essas armas tinham poder devastador e foram decisivas nas batalhas e abordagens marítimas entre os séculos XVI e XVIII.

 

Armas dos piratas: pólvora e lâmina: Mosquetes, pistolas e adagas compunham o arsenal dos piratas. As armas de fogo eram usadas no início do confronto, já que a recarga era lenta. Em seguida, entravam em cena espadas e adagas, utilizadas no combate corpo a corpo e também no cotidiano – muitas vezes, a adaga servia até como talher durante as refeições.

 

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