
Recesso nos dias de folia em diversos espaços culturais e galerias. Confira datas e horários de funcionamento
As atividades culturais ofertadas em São Paulo entram em recesso durante o período de Carnaval e serão retomadas, de um modo geral, na quinta-feira (19), exceto o MAC USP, que estará aberto.
Confira abaixo as datas e os horários de funcionamento de algumas galerias de arte com exposições em curso na capital.
Role a página para ver os destaques das exposições
CASA TRIÂNGULO
Exposição: Jardim Flamejante – Rafael Chavez
Visitação até 14 de março
A galeria fecha para o público de 14 (sábado) a 18 de fevereiro (quarta-feira)
Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins – São Paulo
Telefone: (11) 3167-5621 | www.casatriangulo.com info@casatriangulo.com
Entrada gratuita
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GOMIDE&CO
Exposição: ANTONIO DIAS / IMAGE + MIRAGE
Exposição: Trama – bancos da coleção Porangatu e Tecelares de Lygia Pape
Visitação até 21 de março
A galeria fecha para o público de 14 (sábado) a 18 de fevereiro (quarta-feira)
Endereço: Avenida Paulista, 2644 – São Paulo/SP
www.gomideco.com.br | instagram.com/gomide.co
Entrada gratuita
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MARTINS&MONTERO
Exposição: Linha de Resolução
Coletiva com trabalhos de Lia D Castro, Deyson Gilbert, Robert Barry, Martha Araújo, Hudinilson Jr. Dalton Paula, Juraci Doréa, Jac Leirner, e outros
Visitação até 07 de março
A galeria fecha para o público de 14 (sábado) a 18 de fevereiro (quarta-feira)
Endereço: Rua Jamaica, 50 – Jardins – São Paulo
Telefone: +55 11 4306 1943| www.martinsemontero.com.br | @martinsemontero
Entrada gratuita
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MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO – MAC USP
Exposição: José Antônio da Silva – Pintar o Brasil
Visitação: até 15 de março
Aberto de 3ª a domingo. Fechado na segunda-feira (16/2)
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301
Entrada gratuita
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DESTAQUES SOBRE AS EXPOSIÇÕES EM CURSO
Rafael Chavez abre mostra ‘Jardim Flamejante’ inspirada na força criativa da caatinga paraibana
É a primeira individual da artista na Casa Triângulo, que reúne obras a partir de materiais e formas de expressão diversificados
A artista plástica autodidata Rafael Chavez, natural de Santa Luzia, no Vale do Sabugi — território reconhecido por sua importância arqueológica, com mais de 25 sítios catalogados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), inaugura em 24 de janeiro de 2026 sua nova exposição, ‘Jardim Flamejante’, a primeira individual da artista na Casa Triângulo, reunindo obras que revelam a potência sensorial, espiritual e política do sertão nordestino.
A mostra tem texto crítico de Walter Arcela. O projeto articula matéria, território, memória e cosmologia, inscrevendo o trabalho de Chavez em um campo no qual técnica, rito e imaginação se tornam indissociáveis. A exposição reafirma a relevância de Chavez como uma das vozes mais instigantes da produção artística contemporânea surgida do sertão paraibano.
As pinturas de Chavez são uma gramática expositiva do chão que ecoa a aridez e o mistério do sertão a céu aberto. A territorialidade é reforçada por meio da mistificação sem recorrer a obviedades arquetípicas. As obras, majoritariamente verticais, se lançam para cima como troncos tensionados, conectando o plano telúrico ao etéreo. Há nelas uma tentativa constante de soldar céu e chão, como se a forma buscasse alinhar o olhar humano com um eixo mais amplo, cósmico.
As esculturas cerâmicas – butijas, totens, casulos e receptáculos – vieram diretamente do Sertão paraibano, e carregam em suas superfícies uma luminosidade quase corpórea, como se cada uma fosse um campo de radiação de calor e de sentidos. As butijas insinuam volumes que parecem capturar a própria chama, uma luz pela memória arqueológica da caatinga. Os totens que se dobram tornam-se portais; recipientes se oferecem como abrigos densos, onde a luz parece habitar cada dobra da matéria.
SERVIÇO
Jardim Flamejante – Rafael Chavez
Texto crítico: Walter Arcela
Período da exposição:24 de janeiro a 14 de março
Horário de funcionamento: de terça a sexta das 10h às 19h e sábado das 10h às 17h
Local: Casa Triângulo
Endereço: Rua Estados Unidos 1324, Jardins – São Paulo
Telefone: (11) 3167-5621 | www.casatriangulo.com info@casatriangulo.com
Entrada gratuita
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Gomide&Co apresenta individual de Antonio Dias
ANTONIO DIAS / IMAGE + MIRAGE, na Gomide&Co, apresenta pinturas
históricas do período inicial de Antonio Dias em Milão e preservadas por Gió Marconi
A Gomide&Co tem o prazer de apresentar ANTONIO DIAS / IMAGE + MIRAGE, primeira individual de Antonio Dias (1944–2018) na galeria. Organizada em parceria com a Sprovieri, Londres, a partir de obras do artista preservadas por Gió Marconi, a exposição tem organização e texto crítico de Gustavo Motta e expografia de Deyson Gilbert.
A exposição segue em cartaz até 21 de março. Entre as obras em exibição, a exposição destaca sete pinturas pertencentes a Gió Marconi realizadas por Dias entre 1968 e 71, em seus anos iniciais em Milão, demarcando um momento importante na trajetória do artista. No dia 14 de março (sábado), às 11h, haverá o lançamento de uma publicação que acompanha a mostra. Também com organização e texto de Gustavo Motta, a publicação apresenta todo o conjunto de obras do artista sob a guarda de Gió Marconi, além de documentação complementar sobre seu período de execução. Na ocasião do lançamento, haverá uma mesa redonda com a presença de Gustavo Motta, Sergio Martins e Lara Cristina Casares Rivetti. A mediação será de Deyson Gilbert.
As obras realizadas por Dias em Milão sintetizam uma virada decisiva na trajetória do artista, na qual a pintura se torna simultaneamente mais sóbria e mais reflexiva. Por meio de grandes campos monocromáticos, palavras isoladas e estruturas rigorosamente diagramadas, o artista reduz a imagem ao essencial e transforma o quadro em um espaço de pensamento.
Entre as obras apresentadas na exposição da Gomide&Co, figuram pinturas que estiveram presentes na individual inaugural de Antonio Dias no Studio Marconi, em 1969, que contou com texto crítico de Tommaso Trini, além da mais recente dedicada ao artista pela fundação, Antonio Dias – Una collezione, 1968–1976 (2017). A seleção também compreende obras que estiveram em outras ocasiões importantes da carreira do artista, como a histórica (e polêmica) Guggenheim International Exhibition de 1971 e a 34ª Bienal de São Paulo (2021).
SERVIÇO
ANTONIO DIAS / IMAGE + MIRAGE, individual de Antonio Dias
Texto crítico: Gustavo Motta
Expografia: Deyson Gilbert
Local: Gomide&Co | Avenida Paulista, 2644 – São Paulo/SP
Lançamento de publicação: 14 de março de 2026, 11h
Período: 10 de fevereiro a 21 de março de 2026
Horários de visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h
Entrada gratuita | gomideco.com.br | instagram.com/gomide.co
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Gomide&Co apresenta Trama, diálogo entre bancos indígenas da coleção Porangatu e Tecelares de Lygia Pape
Trama propõe um encontro entre ancestralidade e modernidade ao aproximar bancos indígenas da coleção Porangatu e obras da série Tecelares, de Lygia Pape, em uma exposição que articula gesto, matéria e geometria
A Gomide&Co, em parceria com a coleção Porangatu, tem o prazer de apresentar Trama, exposição que propõe um diálogo inédito entre bancos de madeira produzidos por etnias indígenas em sua maioria do Alto Xingu e obras da série Tecelares (1953–1960), de Lygia Pape. A apresentação, que ocupa o Viewing Room da galeria, tem texto crítico de Camila Bechelany e expografia do escritório de arquitetura Acayaba _ Rosemberg Arquitetos. A exposição segue em cartaz até 21 de março.
Trama reúne mais de 10 bancos de madeira produzidos por etnias diversas da Amazônia brasileira, como Assurini, Karajá, Mehinako, entre outras localizadas no Alto Xingu e arredores. Os exemplares são provenientes da coleção Porangatu, criada por Maria Feitosa Martins.
Os bancos de madeira apresentados na exposição evidenciam a sofisticação técnica e simbólica dessa produção ancestral, resultado de práticas transmitidas entre diferentes povos originários da Amazônia e de seu entorno.
No contexto de aproximações proposto pela exposição, a série Tecelares, de Lygia Pape, surge como um eixo fundamental de diálogo. Realizadas em xilogravura, as obras da série partem da exploração da chamada “linha-corte”, em que a incisão na madeira – gesto físico, direto e irreversível – estrutura composições geométricas que tensionam rigor e sensibilidade, cálculo e matéria viva.
Nos Tecelares, a geometria neoconcreta não se afirma como abstração pura, mas como resultado de um fazer que responde a veias, resistências e acidentes do suporte, instaurando uma noção de espaço construída pelo corpo e pela ação. É nesse ponto que se delineiam paralelos possíveis com os bancos indígenas: tanto nas gravuras de Pape quanto nesses objetos ancestrais, a madeira não é mero suporte, mas agente ativo de sentido; e o grafismo, longe de ser decorativo, constitui um sistema de conhecimento incorporado no gesto, na repetição e na transmissão.
SERVIÇO
Trama, diálogo entre bancos indígenas da coleção Porangatu e obras da série Tecelares, de Lygia Pape
Local: Gomide&Co | Avenida Paulista, 2644 – São Paulo/SP
Período: 10 de fevereiro a 21 de março de 2026
Horários de visitação: segunda a sexta-feira, das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h
Entrada gratuita | gomideco.com.br instagram.com/gomide.co
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Martins&Montero apresenta Linhas de Resolução
Organizada por Joaquim Pedro, exposição reúne trabalhos de Lia D Castro, Deyson Gilbert, Robert Barry, Martha Araújo, Hudinilson Jr. Dalton Paula, Juraci Doréa, Jac Leirner, e outros
Na exposição Linhas de Resolução, o organizador Joaquim Pedro propõe uma reflexão sobre os limites da percepção e da representação da mídia digital em linhas que sugerem uma estrutura rítmica composta por desvios e ruídos.
É conduzida pelo conceito de dithering, um mecanismo de processamento tanto de áudio quanto de imagens gráficas para fins de publicação ou impressão, que pode remover dados do arquivo original enquanto insere um novo padrão para reconstruir a imagem em uma escala menor de cores — ou, no caso do áudio, introduzir um ruído aleatório para que nossos ouvidos não percebam a dinâmica do áudio de baixa resolução como distorção ou erro.
SERVIÇO
Linhas de Resolução
Local: Martins&Montero | Rua Jamaica, 50 – São Paulo/SP
Telefone: +55 11 4603-1943
Período: 07 de fevereiro a 07 de março de 2026
Horários de visitação: terça a sexta-feira, das 10h às 19h, sábado das 11h às 17h
Entrada gratuita | martinsemontero.com.br instagram.com/martinsemontero
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MAC USP exibe obras de José Antônio da Silva após mostra em
Grenoble-França e na Fundação Iberê
A exposição em São Paulo tem adição de 23 obras do acervo do museu, incluindo pinturas e um livro de desenhos, exposto pela primeira vez na íntegra
O Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC USP) segue com a exposição José Antônio da Silva: Pintar o Brasil, aberta para visitação até 15 de março. Dando luz sobre a trajetória de um dos nomes mais contundentes da arte brasileira do século 20, muitas vezes considerado o Van Gogh brasileiro, a exposição tem curadoria do espanhol Gabriel Pérez-Barreiro e traz a São Paulo, obras adicionais curadas por Fernanda Pitta, após ter passado pelo Musée de Grenoble (FR), na Temporada Brasil-França 2025, em abril, e em agosto do mesmo ano, pela Fundação Iberê, em Porto Alegre (RS).
José Antônio da Silva: Pintar o Brasil
O público encontra no espaço expositivo um recorte que destaca a produção de pinturas e desenhos do Silva – deixando de lado sua criação como poeta, compositor e cantor – organizada por temas frequentes em suas obras, seja em determinadas fases ou durante longos períodos de sua trajetória: a vida caipira, cenas religiosas, paisagens, naturezas-mortas e autorretratos.
A exposição tem um total de 142 obras, sendo 23 acréscimos provenientes do rico acervo da instituição, o maior do artista no Brasil, formado com doações dos primeiros colecionadores de Silva, entre os quais estão Ciccillo Matarazzo e Theon Spanudis. São 15 pinturas, que, em sua maioria, retratam a vida campestre, como Paisagem rural e trabalhador com enxadas (1948), a dupla Algodoal (1953 e 1972), Boaida descansando no mangueirão (1956), Batendo algodão (1975) e Algodoal com troncos decepados (1975).
Há, ainda, uma seção dos retratos, e um núcleo de obras dedicado aos trabalhos sobre papel do artista. Nele, está o primeiro livro de José Antônio da Silva, Romance da minha vida, composto por 76 desenhos.
A mostra é realizada com patrocínio da Petrobras e do Banco do Brasil, e apoio do Ministério da Cultura por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet.
SERVIÇO
José Antônio da Silva: Pintar o Brasil
Curadoria: Gabriel Perez-Barreiro
Período expositivo: 15/11/2025 a 15/03/2026
Horário de funcionamento: terça-feira a domingo, das 11h às 21h
Endereço: Av. Pedro Álvares Cabral, 1301
MESAS DE CONVERSA – 11h
21 de fevereiro
Com Lais Myrrha, Paulo Pasta, Theo Monteiro e Alexandre Martins Fontes
Mediação de Fernanda Pitta
7 de março
Conversa com Sébastien Gokalp, Vilma Eid e Orandi Momesso
Mediação de Emilio Kalil
14 de março
Exibição do filme Este é o Silva
Conversa com Carlos Augusto Calil após exibição
Mediação de Fernanda Pitta
Entrada gratuita
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