
Izabel Vianna Villela e Miriana Machado, PhDs, conquistaram a certificação Diplomate of the American Board of Toxicology (DABT). O título, concedido pelo American Board of Toxicology (ABT), um dos órgãos mais respeitados do setor, reconhece profissionais com alto nível de conhecimento e competência global em toxicologia. Izabel detém o título desde 2022. Agora, Miriana também tem o reconhecimento. Com a conquista, a InnVitro, empresa liderada pelas cientistas, consolida-se como referência internacional na área.
A avaliação toxicológica é concedida a partir de relatórios gerados com os ensaios. Esse processo permite compreender se há algum risco toxicológico previsto na utilização de determinado produto. A avaliação engloba matérias-primas, impurezas, contaminantes de processo e embalagens, fornecendo um panorama completo referente à segurança daquele produto para encaminhamento ao órgão responsável pela regulação – como ANVISA, IBAMA e MAPA.
Para a população, a análise de toxicologia de produtos para industrialização e utilização cotidiana, como alimentos, medicamentos e cosméticos, entre outros tantos, comprova sua segurança para uso ou consumo. Para os fabricantes, o resultado da análise de toxicologia vem em forma de economia, inclusive, de tempo, para a obtenção da aprovação ou registro de um produto e sua disponibilização no mercado.
Caso recente no Brasil
Exemplo discutido recentemente é o caso do polimetilmetacrilato, conhecido pela sigla PMMA , ou acrílico. O Conselho Federal de Medicina (CFM) solicitou à Anvisa a proibição de uso, produção e distribuição do PMMA. A substância plástica popularizou-se como “preenchedor”, porém, tem provocado lesões crônicas e inflamatórias em pacientes com usos e aplicações indevidas. Do ponto de vista toxicológico, a matéria-prima PMMA não é classificada como perigosa pela Agência Europeia de Químicos (ECHA, em dados de 2021). Contudo, é liberada para utilização como tratamento reparador em correções volumétricas faciais e corporais, tratando alterações de volume provocadas por sequelas de doenças como a AIDS e a paralisia infantil. Para a utilização ser segura e não ter a probabilidade dos efeitos adversos, é fundamental que os produtos tenham sido previamente avaliados do ponto de vista toxicológico e aprovados pela ANVISA, sejam utilizados para o tipo de uso aprovado e aplicados por profissionais qualificados.