
Com o maestro Pablo Trindade, a cantora Rê Adegas e Deborah Finocchiaro, o show literomusical fala do amor e exalta a vida
Benção Poetinha utiliza uma linguagem híbrida onde canções, textos e poemas são tocados, falados e cantados de maneira delicada, profunda e contundente, atingindo o espectador de forma horizontal. Os sentidos são aguçados, o prazer artístico compartilhado, o exercício do pensamento crítico estimulado e as energias revigoradas. “Benção Poetinha humaniza as relações e promove encontros saudáveis. Une música e poesia como espelhos da alma, e cria um ambiente de arte sanadora, com alívio, leveza e acolhimento, onde é possível retirar as máscaras, desatar nós e se sentir em casa, entre amigos, como viveu Vinicius de Moraes. O público é transportado para outro lugar, lugar este que cada um encontra, ao final de tudo, dentro de si mesmo”, afirma Deborah. O espetáculo está presente no Porto Verão Alegre, com apresentações dias 28 e 29 de janeiro no Instituto Ling.
O poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor Vinícius de Moraes (1913-1980), passou a vida rompendo convenções sociais. Passou da poesia culta para a popular, misturando ritmos brancos com negros, samba com candomblé e o comportamento aristocrático com o boêmio. Além de ser um dos fundadores da bossa nova, foi também importante poeta da segunda fase do modernismo e um dos mais famosos compositores da música popular brasileira. Qualquer que seja a análise feita da obra de Vinicius de Moraes, não se pode escapar das palavras “mudança”, “evolução”, “transição”. Sua poesia, além de ser a encarnação do movimento e do transitório, elege a busca como motor primordial: do divino, da coisa ordinária, do homem concreto, do homem social, do homem banal, do amante e, sobretudo, da mulher. Não importa que Vinicius parta do etéreo para chegar ao real, o que mais vale em sua obra é a busca da fusão com a vida.
Deborah Finocchiaro é multiartista e desde 1985, quando estreou no teatro, esteve em centenas de trabalhos como atriz no teatro, cinema e televisão. Acadêmica da Academia Literária Feminina do RS desde 2025, é diretora, locutora, produtora, mestre de cerimônias, roteirista e ministra aulas. Ao longo de sua carreira, recebeu mais de trinta prêmios, entre eles nove de melhor espetáculo, vinte como melhor atriz, além de prêmios de direção, texto adaptado e roteiro. Em 1993 fundou a Companhia de Solos & Bem Acompanhados, que traz em seu repertório inúmeros trabalhos. Em 2014 foi a artista homenageada do 21º Festival Internacional de Teatro Porto Alegre em Cena, ganhando a biografia A Arte Transformadora, escrita pelo jornalista Luiz Gonzaga Lopes, que integra a coleção Gaúchos Em Cena. Em 2020 foi tema do documentário Deborah! O Ato da Casa, longa-metragem com direção de Luiz Alberto Cassol (2020). Em 2022 lançou o livro infantil Baile das Letrinhas (Bestiário) e, em 2025, o livro infantil Baile das Letrinhas – Uma Peça de Teatro, pela editora Libretos, dentro da programação da 71º Feira do Livro de Porto Alegre. Também em 2025 estreou a peça Confessionário – Relatos de Casa, a partir da websérie homônima, em que atua, assina a dramaturgia, concepção e direção. Lançou ainda o projeto Podres de Ricos, em que atua e assina a dramaturgia. Deborah é Bacharel em Interpretação Teatral no DAD / UFRGS (1992).
Desde seu primeiro show no final dos anos 1990 até os dias atuais, Rê Adegas não cessou sua paixão pela música. Integrante de diversas bandas da cena musical do sul do Brasil, conquistou três indicações ao Prêmio Açorianos de Música em 2009 e emprestou sua voz a trilhas sonoras de filmes notáveis, como “O Homem que Copiava” e “Extremo Sul”. Em 2018, Rê participou do The Voice Brasil, sendo orientada pelo renomado músico Carlinhos Brown. Seu álbum de estreia, “Sambô”, lançado em 2008 no Theatro São Pedro, está agora sendo relançado nas plataformas de streaming com uma nova identidade visual. Após sua participação no The Voice Brasil, Rê lançou os singles “A Melhor Companhia” e “Dor de Amor”, além da emocionante “Do Nada”, uma colaboração com o talentoso artista paulista Jota Pê. Em março de 2020, estreou um novo espetáculo em homenagem ao inesquecível disco “Elis e Tom”, com a apresentação final no Blue Note em São Paulo. Deste show, surgiu um álbum intitulado “Falando de Amor”. Após viver quatro anos em Lisboa, Rê levou sua brasilidade aos palcos portugueses ao participar do The Voice Portugal em 2023. Agora de volta ao Brasil, Rê dedica-se ao seu novo álbum autoral, preparando também um novo EP com composições próprias e de outros talentosos compositores.
O uruguaio Pablo Trindade Roballo é regente orquestral e coral, pianista, compositor e arranjador. Estudou no Conservatório Fálleri-Balzo de Montevidéu e foi bolsista da OEA e do Conselho Interamericano de Música (CIDEM) na Venezuela, onde se especializou em Regência Orquestral. Tem se destacado pelo seu trabalho pedagógico musical, trabalhando como professor desde 1981, assim como compositor e arranjador. Suas composições e arranjos integram o repertório de grupos vocais e coros da América e da Europa. Tem regido e ministrado cursos de regência coral, arranjos musicais, coro de música popular e dinâmicas para cantar em grupo, em cidades de Alemanha, Argentina, Brasil, EEUU, Equador, Espanha, Finlândia, França, Itália, México, Paraguai, Portugal, Uruguai e Venezuela. É regente e diretor artístico do grupo Expresso 25 de Porto Alegre, RS, Brasil e rege os grupos Sem Contraindicação em Porto Alegre, o Coro Tramontina em Farroupilha, RS, o grupo vocal e instrumental “Areté” de Itajaí, SC. Recebeu o Prêmio Açorianos de Música 2004 pelo disco do Expresso 25 e o Prêmio Açorianos de Música 2016 por sua comédia musical “As tias do Vinícius” na categoria “Melhor espetáculo do ano”. Gravou e se apresentou como arranjador e regente com Hermeto Pascoal, Celso Viáfora, Guinga e Ivan Lins. Sua obra “Tudo se imagina” (SSATB) foi publicada pela editora estado-unidense Kjos. É autor da Ópera de câmara “Areté, o boi”, cuja estreia foi em 2012. Ganhador do 2nd. Prize in The International Choral Composition Competition 2018, VocalEspoo Festival, Finlândia, com sua obra “Pasajes”, para dois coros a capela.
Um dos núcleos de criação cênica mais atuantes do Rio Grande do Sul, a Companhia de Solos & Bem Acompanhados é reconhecida pela versatilidade e escolha de temas que estimulam a reflexão e o pensamento crítico, mesclando diferentes linguagens. Além de dezenas de indicações, recebeu 44 prêmios, entre eles 10 de melhor espetáculo, 20 de melhor atriz, dois de melhor cenário, dois de melhor trilha, dois de melhor direção, e um de melhor texto adaptado, bem como roteiro, figurino, produção e videografia, além de prêmios como melhor artista de teatro. Em sua trajetória reuniu artistas e grupos de diferentes áreas e cidades brasileiras, atingindo aproximadamente 500 mil pessoas com seus espetáculos, oficinas e performances. Além disso, percorreu o Brasil e países como Uruguai, Argentina e Portugal, participando de temporadas, projetos, mostras e festivais nacionais e internacionais. Em dezembro 2025, a peça “Confessionário – Relatos de Casa” recebeu 14 indicações ao prêmio Olhares da Cena, nas categorias: melhor espetáculo, dramaturgia, atriz, atriz e ator coadjuvantes, elenco, iluminação, cenário, figurino, videografia, design gráfico, produção, fotografia de cena e trilha sonora. Pelo espetáculo Menina de Tranças e Cabelos Brancos, recebeu duas indicações: melhor trilha e melhor elenco.
Ficha técnica:
Textos, poemas e músicas: Vinicius de Moraes
Repertório: Anaadi, Deborah Finocchiaro e Pablo Trindade
Piano: Pablo Trindade
Intérpretes: Deborah Finocchiaro, Rê Adegas e Pablo Trindade
Iluminação: Leandro Roos Pires
Técnico de som: Haik Khatchirian
Produção e Realização: Companhia de Solos & Bem Acompanhados
Duração: 50 min
Classificação: livre
BÊNÇÃO POETINHA
Dias 28 e 29 de janeiro, às 20h
Instituto Ling – R. João Caetano, 440 – Três Figueiras
Ingressos no site do festival: www.portoveraoalegre.com.br
Pontos de venda:
– Online, pelo site: www.portoveraoalegre.com.br
– Na bilheteria oficial, localizada no andar térreo da Casa de Cultura Mário Quintana (Rua dos Andradas, 736 – Centro Histórico).
– Nos dias das apresentações, a partir de 1h antes do início das sessões, nas bilheterias dos espaços participantes.