{"id":9486,"date":"2024-10-12T19:17:59","date_gmt":"2024-10-12T22:17:59","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=9486"},"modified":"2024-10-17T19:19:20","modified_gmt":"2024-10-17T22:19:20","slug":"conheca-as-artistas-da-10a-edicao-do-cura-circuito-urbano-de-arte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/conheca-as-artistas-da-10a-edicao-do-cura-circuito-urbano-de-arte\/","title":{"rendered":"CONHE\u00c7A AS ARTISTAS DA 10\u00aa EDI\u00c7\u00c3O DO CURA &#8211; CIRCUITO URBANO DE ARTE"},"content":{"rendered":"<p>Festival tem line up exclusivamente feminino e acontece entre 24\/10 e 03\/11 em Belo Horizonte pela 8\u00aa vez<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Direcionar o olhar para as comunidades, para o que inventam e para a capacidade de promover a perman\u00eancia, n\u00e3o no sentido de se estacionar no tempo, mas na condi\u00e7\u00e3o de prover sentidos de vida, \u00e9 o movimento da 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do CIRCUITO URBANO DE ARTE &#8211; a 3\u00aa realizada na Pra\u00e7a Raul Soares.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com curadoria de Flaviana Lasan, Jana\u00edna Macruz, Juliana Flores e Priscila Amoni \u2014, esse ano o festival conta, pela primeira vez, como uma programa\u00e7\u00e3o composta exclusivamente por mulheres. A artista belo-horizontina Clara Valente \u00e9 a anfitri\u00e3 da vez e recebe a artista ind\u00edgena Li\u00e7a Pataxoop, educadora e lideran\u00e7a da aldeia Mu\u00e3 Mimatxi, em Itapecerica (MG) e Bahati Simoens, artista nascida no Burundi, com descend\u00eancia congolesa e belga e hoje radicada na \u00c1frica do Sul. Essa edi\u00e7\u00e3o conta ainda com uma instala\u00e7\u00e3o brincante concebida pela arquiteta Isabel Brant, da Mutabile Arquitetura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre as artistas<\/p>\n<p>Li\u00e7a Pataxoop<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Edif\u00edcio Leblon (Av. Amazonas, 1054)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO Tempo Grande das \u00c1guas \u00e9 o primeiro tempo do mundo. \u00c9 o tempo do come\u00e7o de todas as coisas, todas as hist\u00f3rias. \u00c9 o tempo da intelig\u00eancia, da sabedoria e do conhecimento. \u00c9 o tempo da grande \u00e1gua que deu origem ao nosso povo Pataxoop\u201d. Assim explica Li\u00e7a Pataxoop sobre como nomeou a obra que ir\u00e1 realizar no CURA, no Edif\u00edcio Leblon (Av. Amazonas, 1054).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Educadora e lideran\u00e7a da aldeia ind\u00edgena Mu\u00e3 Mimatxi (Itapecerica, Minas Gerais), ela escolheu H\u00e3m kuna&#8217;\u00e3 xeka (O Grande Tempo das \u00c1guas) para falar do tempo em que os Pataxoop fazem um grande ritual para celebrar a vida e agradecer, com oferendas \u00e0 m\u00e3e terra: sementes, frutas, o que d\u00e1 alimento. Ela conta que \u00e9 o tempo do entendimento, onde cada ser foi formado como ele \u00e9. \u201cN\u00e3o tem ningu\u00e9m igual a ningu\u00e9m. Tem parecido. Cada um com a sua hist\u00f3ria, o seu lugar e o seu jeito de viver\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As obras de Li\u00e7a se fazem com a metodologia dos teh\u00eays, um instrumento de pesca que ganhou outros sentidos e se transformou em um m\u00e9todo de ensino praticado nas aldeias. S\u00edmbolo dos Pataxoop, os teh\u00eays s\u00e3o como redes, armadilhas tecidas com corda de tucum e cip\u00f3, utilizados especialmente pelas mulheres e crian\u00e7as pescarem nos rios. Quando se \u201cterreia\u201d, a \u00e1gua abaixa e ficam os peixes, o alimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na escola, o teh\u00eay \u00e9 utilizado para a pesca de conhecimento. Como professora, Li\u00e7a trabalha para manter viva a l\u00edngua ancestral Pataxoop e a tradi\u00e7\u00e3o de seu povo. Utiliza dos teh\u00eays de conhecimento, livros vivos que carregam desenhos-narrativos, para ensinar as crian\u00e7as sobre territ\u00f3rio, mem\u00f3ria e a vida dos ind\u00edgenas Pataxoop. Em grandes pain\u00e9is em desenho, que ela chama de pain\u00e9is de terreiro, ela desenha toda a comunidade, a aldeia e suas hist\u00f3rias, pr\u00e1ticas, elementos da vida Pataxoop.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Raul Soares, o Edif\u00edcio Leblon ser\u00e1 transformado em um grande teh\u00eay, com seres vivos, flores, mata, rio e pedras. Li\u00e7a vai oferecer \u00e0 cidade uma pesca de conhecimento, uma possibilidade de aprender sobre a vida a partir do que se vive. \u201cSe voc\u00ea derruba a natureza, espera que, mais cedo ou mais tarde, ela te derrubar\u00e1, sempre e sempre. Tem vento que a gente se aquieta, n\u00e3o fala nada, s\u00f3 reza com o cora\u00e7\u00e3o. Tem vento que a gente canta, ele vem brando, refrescando e sombreando a terra, indicando que a gente precisa fazer ritual para as sementes, para ouvir suas palavras que vem da terra, das grandes matas, dos animais e do seu espalhar\u201d, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Clara Valente<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Edif\u00edcio Claro (Rua Esp\u00edrito Santo, 1.000)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Grafiteira de longa trajet\u00f3ria, Clara far\u00e1 sua primeira empena nesta edi\u00e7\u00e3o. E j\u00e1 em sua estreia, ela far\u00e1 a maior fachada cega em \u00e1rea j\u00e1 pintada do Brasil. Nascida em Belo Horizonte, ela tem in\u00fameros grafites realizados na cidade, j\u00e1 participou da cria\u00e7\u00e3o de trabalhos dentro do CURA, como artista assistente de outras criadoras. Mas, em 2024, ela expande suas cria\u00e7\u00f5es para um novo formato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Formada em pintura e desenho pela Escola Guignard, UEMG, Clara j\u00e1 exp\u00f4s suas obras em diversas ocasi\u00f5es, participando de festivais de arte no Brasil, Uruguai, Alemanha e Canad\u00e1. Seu trabalho transcende fronteiras e t\u00e9cnicas, explorando modalidades como escultura, cer\u00e2mica, murais, fotografia, videoarte e instala\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Olhar e observar fazem seu percurso criativo. A imagina\u00e7\u00e3o de suas obras come\u00e7a na contempla\u00e7\u00e3o e na pesquisa di\u00e1ria das formas geom\u00e9tricas, como as da arquitetura da cidade, das paisagens org\u00e2nicas e dos cen\u00e1rios naturais. Observa atentamente a flora, faz estudos de cores e luz. Transforma estes materiais inspiradores em pinturas, murais, colagens, objetos, gravuras, fotografias, v\u00eddeos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma verdadeira retratista da natureza, que busca o di\u00e1logo com seus elementos e esta\u00e7\u00f5es, Clara encontra inspira\u00e7\u00e3o nas paisagens do Cerrado e nas nascentes que cortam as montanhas. Com o abstracionismo geom\u00e9trico e sua rela\u00e7\u00e3o de proximidade com a natureza, ela evoca a no\u00e7\u00e3o de comunidade para al\u00e9m do humano e abre frestas para uma rede de rela\u00e7\u00f5es de diversos seres conectados, um mundo que \u00e9 em si comunit\u00e1rio. Seu abstracionismo geom\u00e9trico \u00e9 tamb\u00e9m o abstracionismo do pensamento. Suas obras s\u00e3o expedi\u00e7\u00f5es rumo \u00e0s profundezas da terra e \u00e0 beleza silenciosa que floresce no espa\u00e7o tridimensional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bahati Simoens<\/p>\n<p>Edificio D&#8217;\u00c1vila (Rua Guaranis, 590)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bahati Simoens nasceu em Munanira (Burundi, 1992) e \u00e9 filha de pai belga e m\u00e3e congolesa. Cresceu em Oostende, na costa da B\u00e9lgica e h\u00e1 tr\u00eas anos mora em Joanesburgo (\u00c1frica do Sul). As f\u00e9rias em fam\u00edlia, as mem\u00f3rias e hist\u00f3rias de sua m\u00e3e sobre a vida no Congo est\u00e3o refletidas na sua obra que apresenta figuras grandes e sem rosto, formas arredondadas, com bra\u00e7os, barrigas e coxas carnudos, cabe\u00e7a bem pequena, corpos negros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Afetos, alimentos, cenas de tranquilidade e conforto aparecem em suas obras, com tons de uma paleta suave. S\u00e3o imagens que renovam o imagin\u00e1rio, a mem\u00f3ria e a representa\u00e7\u00e3o do senso comum da di\u00e1spora e das pessoas negras e se situam no campo da celebra\u00e7\u00e3o, do bem-estar. Bahati cresceu em ambientes predominantemente brancos, o que lhe causava o sentimento de falta. Fabulando novos mundos em contraposi\u00e7\u00e3o ao que vivia, em seu trabalho, ela procura criar um senso de lar e pertencimento, de comunidade. \u201cMeu objetivo \u00e9 focar na alegria negra\u201d, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No CURA, ela ir\u00e1 pintar o Edif\u00edcio D&#8217;\u00c1vila (Rua Guaranis, 590) com a obra &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o pode chorar se est\u00e1 rindo&#8221; (You can\u2019t cry if you\u2019re laughing), que faz parte da s\u00e9rie &#8220;Papai nunca chegou com flores\u201d (Daddy never came with flowers). Ela se diz curiosa com o di\u00e1logo poss\u00edvel entre sua obra, que reflete suas origens africana e europeia, com o contexto brasileiro, forjado por uma grande comunidade diasp\u00f3rica. \u201dComo meu trabalho ser\u00e1 recebido? Como as pessoas ir\u00e3o interagir com ele? Mas, acima de tudo, espero que traga alegria para a comunidade\u201d. Para ela, \u00e9 preciso imaginar o mundo de uma forma diferente, acreditando que a mudan\u00e7a e a reinven\u00e7\u00e3o s\u00e3o poss\u00edveis. \u201cEsse \u00e9 o poder que temos como artistas e contadores de hist\u00f3rias, criando esperan\u00e7a. Temos o poder de segurar um espelho para que o outro se sinta visto e mostrar o que est\u00e1 faltando. Ou mostrar como as coisas poderiam e deveriam ser, se algu\u00e9m estiver aberto a isso\u201d, comenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Instala\u00e7\u00e3o Brincante: brincacidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma configura\u00e7\u00e3o patriarcal, as cidades foram historicamente desenhadas para o tr\u00e2nsito e a efici\u00eancia, ignoram as necessidades de conviv\u00eancia e seguran\u00e7a para todos os cidad\u00e3os. Para as mulheres, habitar a cidade significa reescrever suas regras, reivindicar sua presen\u00e7a e garantir que cada esquina, pra\u00e7a e avenida seja um lugar de acolhimento, prote\u00e7\u00e3o e liberdade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, o CURA prop\u00f5e repensar a cidade sob a influ\u00eancia das matrizes matriarcais. Uma cidade para as crian\u00e7as \u00e9 uma cidade para todo mundo. Com a ideia projetada pelo urbanista Jan Gehl, o CURA defende uma cidade inclusiva e traz para a Raulzona uma instala\u00e7\u00e3o brincante concebida pela arquiteta Bel Brant.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o nome de BRINCACIDADE, a obra prop\u00f5e transformar a Pra\u00e7a Raul Soares em um espa\u00e7o onde as crian\u00e7as possam brincar. Ao reivindicar o espa\u00e7o p\u00fablico como um lugar de vida, a instala\u00e7\u00e3o desafia a l\u00f3gica que prioriza os carros e o capital, propondo uma cidade pensada para as pessoas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como um ambiente interativo e seguro, a instala\u00e7\u00e3o, a partir da experimenta\u00e7\u00e3o infantil, acolhe tamb\u00e9m as pessoas cuidadoras e incentiva a ocupa\u00e7\u00e3o. BRINCACIDADE convida ao atravessamento, \u00e0 explora\u00e7\u00e3o das suas estruturas e seus elementos que prometem descobertas para quem se aventurar \u00e0 experi\u00eancia. Para isabel, quando uma crian\u00e7a brinca na cidade, ela encontra o diferente, a pluralidade, expandindo fronteiras do privado e do conv\u00edvio. O ambiente criado pela obra, onde a rua se torna extens\u00e3o do lar, compreende a cidade como nossa casa, um patrim\u00f4nio que tamb\u00e9m precisa ser cuidado coletivamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A obra traz como refer\u00eancia os xaponos dos povos ind\u00edgenas Yanomami, uma aldeia-casa permanente ocupada por um grupo familiar, uma comunidade, onde tudo se faz coletivamente: brincar, festejar, conviver.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com oito portais inspirados no desenho da Pra\u00e7a Raul Soares e nos eixos das avenidas que a cortam, a obra se transforma em um espa\u00e7o onde se entra por todos os cantos. Com quatro totens interativos, traz a experi\u00eancia de um espa\u00e7o p\u00fablico de perman\u00eancia, onde \u00e9 poss\u00edvel interagir de forma segura e acolhedora. O CURA acredita que a arte, em rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio e as pessoas que o habitam, pode construir uma alternativa real e vibrante para as comunidades da Raulzona.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a nova edi\u00e7\u00e3o do CURA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A 10\u00aa edi\u00e7\u00e3o do CURA &#8211; Circuito Urbano de Arte est\u00e1 prestes a transformar novamente a Pra\u00e7a Raul Soares, em Belo Horizonte. A edi\u00e7\u00e3o de 2024 convida a comunidade a repensar como os espa\u00e7os p\u00fablicos podem ser vividos e ocupados, propondo uma vis\u00e3o que coloca a imagina\u00e7\u00e3o como o primeiro passo para a a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desde 2021, o CURA ocupa a emblem\u00e1tica Pra\u00e7a Raul Soares, trazendo vida e reflex\u00e3o sobre o espa\u00e7o. Este ano, a provoca\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: e se a pra\u00e7a fosse mais que uma rotat\u00f3ria, fosse mais do que apenas um lugar de passagem? E se ela pudesse se transformar em um verdadeiro parque, um espa\u00e7o de conviv\u00eancia que acolhesse m\u00e3es, crian\u00e7as e idosos? O CURA 2024 prop\u00f5e uma transforma\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o urbano em um ambiente de pertencimento e perman\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Pra\u00e7a Raul Soares como Mirante e Espa\u00e7o de Encontro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CURA atua como um catalisador na cidade, propondo novas maneiras de habitar e coexistir. Desde sua chegada \u00e0 Pra\u00e7a Raul Soares, o festival transformou o local em um mirante que oferece \u00e0 comunidade uma oportunidade de repensar seu uso. O que antes era visto apenas como uma rotat\u00f3ria movimentada, tornou-se um espa\u00e7o de arte, encontro e troca. Em 2024, o festival continuar\u00e1 essa trajet\u00f3ria de transforma\u00e7\u00e3o, construindo um legado art\u00edstico e cidad\u00e3o que reconta a hist\u00f3ria da cidade e imagina novos futuros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale destacar como a ocupa\u00e7\u00e3o da pra\u00e7a impulsionou uma revitaliza\u00e7\u00e3o do seu entorno. A abertura de bares e estabelecimentos ao redor transformou a vida noturna local, trazendo novas perspectivas para o uso do espa\u00e7o p\u00fablico. O desafio, agora, \u00e9 estender essa ocupa\u00e7\u00e3o para o cotidiano diurno, propondo uma pra\u00e7a reimaginada, com mobili\u00e1rio urbano e sombra, para que a popula\u00e7\u00e3o possa desfrutar plenamente do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o Cura<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CURA \u2013 Circuito Urbano de Arte \u00e9 um dos maiores festivais de arte p\u00fablica da Am\u00e9rica Latina. Desde a primeira edi\u00e7\u00e3o, em 2017, carrega um compromisso com a democratiza\u00e7\u00e3o da arte e transforma espa\u00e7os urbanos em galerias a c\u00e9u aberto, convidando a comunidade a interagir com obras de grande impacto art\u00edstico. Os murais, que incluem a maior cole\u00e7\u00e3o de arte p\u00fablica ind\u00edgena do mundo e as obras mais altas pintadas por mulheres na Am\u00e9rica Latina, celebram a ancestralidade e a diversidade cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CURA nasceu em Belo Horizonte e, atuando como um verdadeiro agente de transforma\u00e7\u00e3o cultural e urbana, trouxe um legado palp\u00e1vel para a cidade, que transcende os dias do festival. Em 2023, realizou sua primeira edi\u00e7\u00e3o em Manaus, com murais e instala\u00e7\u00f5es que homenageiam a ancestralidade dos povos da floresta e hoje constroem o primeiro mirante de arte ind\u00edgena do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com muita festa, feiras, shows e exposi\u00e7\u00f5es de arte, o festival convida as pessoas a assistirem a todo o processo das pinturas. O CURA \u00e9 mais do que um evento cultural e tur\u00edstico, \u00e9 um movimento que redefine a paisagem e enriquece a vida comunit\u00e1ria, promovendo a arte como um elemento essencial na constru\u00e7\u00e3o de uma sociedade mais inclusiva e consciente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Patroc\u00ednio e Apoio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O CURA 2024 conta com o patroc\u00ednio master da Claro, patroc\u00ednio UniBH e Cemig e apoio Shell.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o completa e outras informa\u00e7\u00f5es ser\u00e3o enviadas em seguida e tamb\u00e9m podem ser acompanhadas nas redes sociais do festival @cura.art<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Festival tem line up exclusivamente feminino e acontece entre 24\/10 e 03\/11 em Belo Horizonte pela 8\u00aa vez &nbsp; Direcionar o olhar para as comunidades, &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":9487,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-9486","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9486"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9488,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9486\/revisions\/9488"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/9487"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9486"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9486"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9486"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}