{"id":8880,"date":"2024-09-24T14:18:27","date_gmt":"2024-09-24T17:18:27","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=8880"},"modified":"2024-09-24T14:18:27","modified_gmt":"2024-09-24T17:18:27","slug":"mam-sao-paulo-anuncia-abertura-do-38o-panorama-da-arte-brasileira-mil-graus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/mam-sao-paulo-anuncia-abertura-do-38o-panorama-da-arte-brasileira-mil-graus\/","title":{"rendered":"MAM S\u00c3O PAULO ANUNCIA ABERTURA DO 38\u00ba PANORAMA DA ARTE BRASILEIRA: MIL GRAUS\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros, e traz mais de 130 obras, sendo 79 in\u00e9ditas, e projetos especiais, como o ambiente 3D e o podcast. O 38\u00ba Panorama acontecer\u00e1 de 5 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025 e, em fun\u00e7\u00e3o da reforma da marquise do Parque Ibirapuera, a mostra ser\u00e1 exibida no MAC USP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo inaugura em 5 de outubro o 38\u00ba Panorama da Arte Brasileira: Mil graus, exposi\u00e7\u00e3o com curadoria de Germano Dush\u00e1 e Thiago de Paula Souza, e curadoria-adjunta de Ariana Nuala, cujo t\u00edtulo evoca a ideia de um \u201ccalor-limite\u201d, onde tudo se transforma, fazendo refer\u00eancia \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e metaf\u00edsicas intensas que desafiam e conduzem a processos inevit\u00e1veis de transmuta\u00e7\u00e3o. Nesta edi\u00e7\u00e3o, a mostra bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros. Acesse aqui mais informa\u00e7\u00f5es sobre a lista de artistas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o da reforma da marquise do Parque Ibirapuera no trecho em que o MAM est\u00e1 sediado, esta edi\u00e7\u00e3o do Panorama ser\u00e1 apresentada no Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Universidade de S\u00e3o Paulo, institui\u00e7\u00e3o parceira e que divide uma mesma origem com o MAM. A exposi\u00e7\u00e3o vai ocupar partes do t\u00e9rreo e o terceiro andar do MAC USP com mais de 130 obras, sendo 79 in\u00e9ditas, realizadas para o 38\u00ba Panorama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cFaz alguns anos que o MAM tem estabelecido parcerias com as institui\u00e7\u00f5es do eixo cultural do Parque Ibirapuera. Realizar o 38\u00ba Panorama da Arte Brasileira do MAM no MAC, al\u00e9m de uma aproxima\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica entre as duas institui\u00e7\u00f5es, \u00e9 um momento de integra\u00e7\u00e3o e soma de esfor\u00e7os em benef\u00edcio da arte\u201d, comentam Elizabeth Machado e Cau\u00ea Alves, respectivamente presidente e curador-chefe do MAM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Jos\u00e9 Lira, diretor do MAC USP, \u201c\u00e9 com enorme satisfa\u00e7\u00e3o que o Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Universidade de S\u00e3o Paulo acolhe o 38\u00ba Panorama da Arte Contempor\u00e2nea Brasileira, tradicionalmente realizado pelo Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo. Desde 2018, tem sido um tra\u00e7o fundamental da gest\u00e3o do MAC USP estabelecer parcerias institucionais para realiza\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es e eventos culturais em geral\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mil graus<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proposta curatorial do 38\u00ba Panorama da Arte Brasileira \u00e9 elaborar criticamente a realidade atual do Brasil sob a no\u00e7\u00e3o de calor-limite \u2014 conceito que alude \u00e0 uma temperatura em que tudo derrete, desmancha e se transforma. O projeto busca tra\u00e7ar um horizonte multidimensional da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica contempor\u00e2nea brasileira, estabelecendo pontos de contato e contraste entre diversas pesquisas e pr\u00e1ticas que, em comum, compartilham uma alta intensidade energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa da curadoria foi norteada a partir de cinco eixos tem\u00e1ticos: Ecologia geral, Territ\u00f3rios origin\u00e1rios, Chumbo tropical, Corpo-aparelhagem, e Transes e travessias. Os eixos n\u00e3o funcionam como n\u00facleo ou segmentos da exposi\u00e7\u00e3o, mas sim como fios condutores que instigam reflex\u00f5es e leituras, tra\u00e7ando poss\u00edveis rela\u00e7\u00f5es entre os trabalhos a partir dessas perspectivas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em Ecologia geral, s\u00e3o destacadas no\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas e pr\u00e1ticas ambientais ampliadas que se orientam por uma vis\u00e3o de interconectividade total. J\u00e1 em Territ\u00f3rios origin\u00e1rios, est\u00e3o narrativas e viv\u00eancias de povos origin\u00e1rios, quilombolas e outros modos de vida fora da matriz uniformizante do capital, capazes de refletir vis\u00f5es alternativas sobre a inven\u00e7\u00e3o e a atual conjuntura do Brasil. Chumbo tropical, por sua vez, trar\u00e1 leituras cr\u00edticas que subvertem imagin\u00e1rios e representa\u00e7\u00f5es do Brasil, colocando em xeque aspectos centrais da identidade nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Corpo-aparelhagem \u00e9 a linha que busca evidenciar interven\u00e7\u00f5es experimentais e reflex\u00f5es sobre a cont\u00ednua transmuta\u00e7\u00e3o corp\u00f3rea dos seres e das coisas, com seus hibridismos e suas inter-rela\u00e7\u00f5es, enquanto Transes e travessias aborda conhecimentos transcendentais, pr\u00e1ticas espirituais e experi\u00eancias ext\u00e1ticas que canalizam os mist\u00e9rios vitais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As obras<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O corpo formado por 34 artistas e coletivos apresenta obras que abordam quest\u00f5es ecol\u00f3gicas, hist\u00f3ricas, sociopol\u00edticas, tecnol\u00f3gicas e espirituais, e utilizam tanto tecnologia avan\u00e7ada quanto materiais org\u00e2nicos, como o barro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adv\u00e2nio Lessa construiu uma s\u00e9rie in\u00e9dita de esculturas que aludem a uma rede formada por diferentes polos e conectadas em diferentes espa\u00e7os: o MAC USP, o Museu Afro Brasil Emanuel Araujo, o Caser\u00ea e a UMAPAZ. Adriano Amaral criou uma instala\u00e7\u00e3o comissionada para o t\u00e9rreo do MAC USP, a obra Cabe\u00e7a-d\u2019\u00e1gua (2024), uma estrutura arquitet\u00f4nica, esp\u00e9cie de c\u00e1psula octogonal, que traz em suas paredes pe\u00e7as in\u00e9ditas da s\u00e9rie Pinturas prot\u00e9ticas (2022).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ana Clara Tito apresenta uma instala\u00e7\u00e3o comissionada que ocupa o piso do campo expositivo com uma composi\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as em diferentes escalas, como uma ecologia rizom\u00e1tica. Com a obra comissionada Ascendendo o sil\u00eancio (2024), Antonio Tarsis toma o centro de uma das alas do campo expositivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Davi Pontes apresenta um trabalho comissionado no qual segue elabora\u00e7\u00f5es anteriores, envolvendo a cria\u00e7\u00e3o de um repert\u00f3rio em conjunto com uma dupla de performers. Um registro documental in\u00e9dito do centro espiritual e das obras de Dona Romana, l\u00edder espiritual da Serra de Natividade, uma das cidades mais antigas do Tocantins, ser\u00e1 exibido em larga escala no campo expositivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com duas obras in\u00e9ditas, frutos de processos anteriores, mas que culminaram em projetos comissionados para o 38\u00ba Panorama, Frederico Filippi aborda a colis\u00e3o e o atrito como ferramentas conceituais para reelaborar criticamente o imagin\u00e1rio social do Brasil e da Am\u00e9rica do Sul sob as marcas indel\u00e9veis do capitalismo avan\u00e7ado. Gabriel Massan apresenta um novo desdobramento de sua obra Baile do terror (2022-2024), no qual tra\u00e7a um paralelo entre a escalada de tens\u00f5es e viol\u00eancias em \u00e2mbito global e os traumas da \u201cguerra \u00e0s drogas\u201d no eixo Rio-S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ivan Campos apresenta a obra que marcou sua trajet\u00f3ria como seu projeto mais desafiador: uma pintura sem t\u00edtulo (2008 &#8211; 2010), de sete metros horizontais, que levou um ano para ser conclu\u00edda e traz os principais aspectos de sua obra. Em tons de verde e azul, o artista d\u00e1 vida a uma selva intrincada, onde tudo est\u00e1 em movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Falecido durante a concep\u00e7\u00e3o do 38\u00ba Panorama, Jayme Fygura \u00e9 o \u00fanico artista n\u00e3o vivo a compor a exposi\u00e7\u00e3o, e sua participa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma homenagem \u00e0 sua trajet\u00f3ria e \u00e0 sua obra que combina a pintura, com a tradi\u00e7\u00e3o da escultura em metal, da poesia marginal, do rock e das den\u00fancias de opress\u00f5es cotidianas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A colabora\u00e7\u00e3o entre Jonas Van e Juno B. resultou na videoinstala\u00e7\u00e3o imersiva Visage (2024), uma experi\u00eancia ambiental envolvente que combina esculturas e mobili\u00e1rios feitos com pe\u00e7as automobil\u00edsticas, luz, som e v\u00eddeo. Jos\u00e9 Ad\u00e1rio dos Santos traz ao 38\u00ba Panorama um conjunto de esculturas que se referem a divindades e entidades das religi\u00f5es de matriz africana, como Ogum Onir\u00e9, Oxossi Od\u00e9, Agu\u00e9, Padilha e Exu, e Joseca Mokahesi Yanomami apresenta dez obras in\u00e9ditas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lais Amaral participa com duas pinturas da s\u00e9rie Como um zumbido estrelar, um p\u00e1ssaro no fundo do ouvido, Sem t\u00edtulo I e Sem t\u00edtulo II, ambas de 2024, enquanto Lab\u014d e Rafaela Kennedy apresentam uma s\u00e9rie de fotografias em que mergulham no entrela\u00e7amento entre fen\u00f4menos naturais e cen\u00e1rios urbanos do Norte do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lucas Arruda exibe uma s\u00e9rie de pinturas que sugerem um espa\u00e7o entre o real e o imagin\u00e1rio, com paisagens que caminham entre o figurativo e o abstrato. Com uma obra comissionada, Marcus Deusdedit desdobra sua investiga\u00e7\u00e3o sobre a edi\u00e7\u00e3o de objetos, reformulando um equipamento de exerc\u00edcio f\u00edsico para discutir quest\u00f5es sociais e pol\u00edticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marina Woisky apresenta uma instala\u00e7\u00e3o formada por uma s\u00e9rie de pe\u00e7as in\u00e9ditas, nas quais toma como ponto de partida as ilustra\u00e7\u00f5es cient\u00edficas e representa\u00e7\u00f5es idealizadas, que combinam diferentes eras e regi\u00f5es para demonstrar o movimento ou a evolu\u00e7\u00e3o da vida biol\u00f3gica na superf\u00edcie terrestre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Maria Lira Marques leva uma s\u00e9rie com mais de dez desenhos sobre pedras e Marlene Almeida apresenta duas obras com din\u00e2micas distintas: Derrame (2024), uma instala\u00e7\u00e3o in\u00e9dita feita com recortes de algod\u00e3o cru tingidos com pigmentos origin\u00e1rios do basalto e rocha vulc\u00e2nica, e Tempo voraz II (2012), obra em que a artista reflete sobre quest\u00f5es existenciais diante da fugacidade da vida. O grupo MEXA traz, em apresenta\u00e7\u00e3o \u00fanica, a pe\u00e7a in\u00e9dita no Brasil A \u00daltima Ceia (2024).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mestre Nado, como ficou conhecido Aguinaldo da Silva, apresenta tr\u00eas obras in\u00e9ditas, esculturas de grande escala \u2014 raras na sua produ\u00e7\u00e3o \u2014 que parecem esp\u00e9cies de torres de sopro, remetendo a instrumentos como a gaita de foles. Melissa de Oliveira apresenta duas obras ligadas a suas viv\u00eancias no universo do \u201cgrau\u201d. As imagens, produzidas com conhecidos e familiares, retratam a pr\u00e1tica de empinar moto em manobras exibicionistas e arriscadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Noara Quintana exibe duas obras in\u00e9ditas comissionadas para o 38\u00ba Panorama. A primeira, Sat\u00e9lite esqueleto \u00e2mbar (2024), da s\u00e9rie Futuro f\u00f3ssil, configura uma reprodu\u00e7\u00e3o de um objeto espacial gravitando sobre o campo expositivo. Na segunda obra, intitulada Gengiva de fogo (2024), uma grande massa rubra e disforme paira sobre nossas cabe\u00e7as. Rafael RG apresenta duas obras comissionadas que se conectam e se complementam em suas naturezas: uma objetual e outra perform\u00e1tica. Em uma delas, De quando o c\u00e9u e o ch\u00e3o eram a mesma coisa (2024), o artista resgata grafias imemoriais inspiradas na observa\u00e7\u00e3o do c\u00e9u.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Rebeca Carapi\u00e1 apresenta uma grande pe\u00e7a comissionada para a exposi\u00e7\u00e3o, que remete tanto a uma escrita urbana quanto a c\u00f3digos de outros tempos. Solange Pessoa traz \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o uma constela\u00e7\u00e3o de quase uma d\u00fazia de esculturas de pedra-sab\u00e3o, e um conjunto composto por tr\u00eas pe\u00e7as de cer\u00e2mica e l\u00e3 (2019-2024), que remetem a fragmentos de rochas escuras, que guardam a pot\u00eancia de tempos imemoriais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O povo Akro\u00e1 Gamella, em colabora\u00e7\u00e3o com G\u00ea Viana e Thiago Martins de Melo, participa sob o nome de Rop Cateh \u2013 Alma pintada em Terra de Encantaria dos Akro\u00e1 Gamella, e exibe um grande painel multim\u00eddia que expressa a identidade e espiritualidade articuladas pela comunidade. Com um conjunto de vinte esferas cer\u00e2micas com marca\u00e7\u00f5es gr\u00e1ficas feitas com \u00f3xido de ferro, Sallisa Rosa d\u00e1 vida a seu exerc\u00edcio cont\u00ednuo de v\u00ednculos com a terra e os territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Paulo Nimer Pjota apresenta uma obra in\u00e9dita, em cinco telas, no qual cria um mar de chamas atravessado por raios de sol difusos, em que animais e seres fant\u00e1sticos se misturam a lendas e elementos da natureza-morta de diferentes culturas. Paulo Pires participa com quatro obras que denotam seu estilo e, simultaneamente, a versatilidade de suas composi\u00e7\u00f5es. Entre os trabalhos, est\u00e3o a escultura de grande formato Os desejos da pedra (2023 -2024) e O namoro da pedra (2021).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Tropa do Gurilouko, uma turma de \u201cbate-bolas\u201d criada em 2023 no bairro carioca de Campo Grande, marca sua presen\u00e7a no 38\u00ba Panorama por meio da indument\u00e1ria criada para o Carnaval de 2024, e de uma sa\u00edda do grupo por S\u00e3o Paulo, nas imedia\u00e7\u00f5es do MAC USP e do Parque Ibirapuera.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Zah\u1ef3 Tentehar apresenta sua pesquisa mais recente por meio da videoperformance Ureipy (M\u00e1quina Ancestral) (2023), e Zimar, como \u00e9 chamado Eusimar Meireles Gomes, apresenta uma s\u00e9rie de m\u00e1scaras oriundas de sua liga\u00e7\u00e3o com a Bumba meu boi \u2014, manifesta\u00e7\u00e3o cultural de maior import\u00e2ncia na regi\u00e3o onde vive, a Baixada Maranhense.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Projeto expogr\u00e1fico<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nesta edi\u00e7\u00e3o em que, pela primeira vez, o Panorama da Arte Brasileira acontece fora da sede do MAM, o projeto expogr\u00e1fico assinado pelo arquiteto Alberto Rheingantz foi repensado e adaptado para os espa\u00e7os do MAC USP. O objetivo foi assimilar tanto os conceitos curatoriais quanto as quest\u00f5es visuais e formais das obras em exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A adapta\u00e7\u00e3o envolveu o desafio de conectar os pavimentos do MAC que recebem o 38\u00ba Panorama &#8211; parte do t\u00e9rreo e todo o terceiro andar -, espa\u00e7os n\u00e3o cont\u00edguos, o que levou \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de tr\u00eas partidos expogr\u00e1ficos principais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O primeiro partido \u00e9 a ocupa\u00e7\u00e3o espelhada entre as alas A e B do edif\u00edcio, com elementos que se complementam em cada uma. O segundo \u00e9 o uso de pain\u00e9is met\u00e1licos como base estrutural, permitindo varia\u00e7\u00f5es de combina\u00e7\u00f5es e materiais em suas superf\u00edcies. Por fim, o terceiro partido envolve a instala\u00e7\u00e3o de obras comissionadas em locais estrat\u00e9gicos, incluindo sob a marquise de entrada e em \u00e1reas espec\u00edficas do museu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para ampliar suas formas de uso e flexionar as possibilidades de exibi\u00e7\u00e3o das obras bidimensionais, foi definida uma cartela de materiais para as superf\u00edcies expositivas, e foram consideradas op\u00e7\u00f5es para estruturas complementares aos pain\u00e9is principais, desempenhando a fun\u00e7\u00e3o de \u201cpr\u00f3teses\u201d que transformam sua configura\u00e7\u00e3o original. H\u00e1, tamb\u00e9m, dispositivos expogr\u00e1ficos e mobili\u00e1rios feitos com metal e madeira desenhados para atender diversas demandas espec\u00edficas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Programa\u00e7\u00e3o p\u00fablica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tradicionalmente, o Panorama da Arte Brasileira promove uma s\u00e9rie de atividades abertas ao p\u00fablico. S\u00e3o ativa\u00e7\u00f5es de obras e apresenta\u00e7\u00f5es de performances, conversas com curadores, visitas mediadas com educadores do MAM e outras a\u00e7\u00f5es educativas. A agenda ser\u00e1 divulgada em breve no site e redes sociais do MAM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Projetos especiais<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proposta do 38\u00ba Panorama da Arte Brasileira envolve uma s\u00e9rie de projetos especiais, s\u00e3o desdobramentos da conceitua\u00e7\u00e3o de Mil graus em diferentes plataformas e linguagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O ambiente 3D, que estar\u00e1 acess\u00edvel de forma gratuita durante toda a exibi\u00e7\u00e3o, visa ampliar o alcance da mostra e criar um espa\u00e7o de experimenta\u00e7\u00e3o curatorial. A ideia n\u00e3o \u00e9 reproduzir no digital os espa\u00e7os da exposi\u00e7\u00e3o f\u00edsica, mas sim trazer um espa\u00e7o imaginado pelos curadores e proporcionar uma experi\u00eancia imersiva, que desafia a percep\u00e7\u00e3o da materialidade e reflete criticamente sobre a integra\u00e7\u00e3o das infraestruturas digitais no que entendemos como &#8220;mundo real&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Composta por obras digitais e representa\u00e7\u00f5es tridimensionais de cria\u00e7\u00f5es f\u00edsicas de alguns dos artistas participantes, re\u00fane v\u00eddeos, objetos 3D e sons que formam um espa\u00e7o de intera\u00e7\u00e3o. Os visitantes podem navegar livremente, explorando novos imagin\u00e1rios e conex\u00f5es que questionam as conven\u00e7\u00f5es tradicionais de produ\u00e7\u00e3o e interpreta\u00e7\u00e3o de imagens no campo art\u00edstico. A proposta tamb\u00e9m reflete o dinamismo e a criatividade cibern\u00e9tica do Brasil contempor\u00e2neo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dispon\u00edvel nos principais tocadores a partir de 30 de setembro, o podcast Mil graus vai apresentar, em seis epis\u00f3dios, os temas abordados no 38\u00ba Panorama da Arte Brasileira e contar a hist\u00f3ria de alguns dos coletivos e artistas que integram esta edi\u00e7\u00e3o da mostra bienal do MAM. O objetivo \u00e9 apresentar hist\u00f3rias e discuss\u00f5es sobre arte com temas atuais, mostrando como elas refletem quest\u00f5es sociais, pol\u00edticas e culturais da contemporaneidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma s\u00e9rie de cinco epis\u00f3dios dispon\u00edvel nas redes sociais do MAM, o p\u00fablico pode conhecer mais a pr\u00e1tica art\u00edstica e o ateli\u00ea de Adv\u00e2nio Lessa, Adriano Amaral, Marina Woisky, Marlene Almeida e Zimar. A s\u00e9rie revela conex\u00f5es singulares entre os processos e os territ\u00f3rios em que cada um dos artistas vivem e trabalham.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma colabora\u00e7\u00e3o in\u00e9dita com uma marca, o MAM lan\u00e7a uma linha de produtos do 38\u00ba Panorama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais detalhes sobre cada projeto ser\u00e3o divulgados em breve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artistas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adriano Amaral (SP) Marlene Almeida (PB)<\/p>\n<p>Adv\u00e2nio Lessa (MG) Melissa de Oliveira (RJ)<\/p>\n<p>Ana Clara Tito (RJ) Mestre Nado (PE)<\/p>\n<p>Antonio Tarsis (BA) MEXA (SP)<\/p>\n<p>Davi Pontes (RJ) Noara Quintana (SC)<\/p>\n<p>Dona Romana (TO) Paulo Nimer Pjota (SP)<\/p>\n<p>Frederico Filippi (SP) Paulo Pires (MT)<\/p>\n<p>Gabriel Massan (RJ) Rafael RG (SP)<\/p>\n<p>Ivan Campos (AC) Rebeca Carapi\u00e1 (BA)<\/p>\n<p>Jayme Fygura (BA) Rop Cateh &#8211; Alma pintada em<\/p>\n<p>Jonas Van &amp; Juno B. (CE) Terra de Encantaria dos<\/p>\n<p>Jos\u00e9 Ad\u00e1rio dos Santos (BA) Akro\u00e1 Gamella (em<\/p>\n<p>Joseca Mokahesi Yanomami (RR) colabora\u00e7\u00e3o com G\u00ea Viana<\/p>\n<p>Lab\u014d (PA) &amp; Rafaela Kennedy (AM) e Thiago Martins de Melo) (MA)<\/p>\n<p>La\u00eds Amaral (RJ) Sallisa Rosa (GO)<\/p>\n<p>Lucas Arruda (SP) Solange Pessoa (MG)<\/p>\n<p>Marcus Deusdedit (MG) Tropa do Gurilouko (RJ)<\/p>\n<p>Maria Lira Marques (MG) Zah\u1ef3 Tentehar (MA)<\/p>\n<p>Marina Woisky (SP) Zimar (MA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o Panorama da Arte Brasileira do MAM S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A s\u00e9rie de mostras Panorama da Arte Brasileira foi iniciada em 1969 e coincidiu com a instala\u00e7\u00e3o do MAM S\u00e3o Paulo em sua sede na marquise do Parque do Ibirapuera. As primeiras edi\u00e7\u00f5es do Panorama marcaram a hist\u00f3ria do museu por terem contribu\u00eddo direta e efetivamente na forma\u00e7\u00e3o de seu acervo de arte contempor\u00e2nea. Ao longo das 37 mostras j\u00e1 realizadas, o Panorama do MAM buscou estabelecer di\u00e1logos produtivos com diferentes no\u00e7\u00f5es sobre a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica brasileira, nossa hist\u00f3ria, cultura e sociedade. Realizado a cada dois anos, sempre produz novas reflex\u00f5es acerca dos debates mais urgentes da contemporaneidade brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o MAM S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fundado em 1948, o Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo \u00e9 uma sociedade civil de interesse p\u00fablico, sem fins lucrativos. Sua cole\u00e7\u00e3o conta com mais de cinco mil obras produzidas pelos mais representativos nomes da arte moderna e contempor\u00e2nea, principalmente brasileira. Tanto o acervo quanto as exposi\u00e7\u00f5es privilegiam o experimentalismo, abrindo-se para a pluralidade da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica mundial e a diversidade de interesses das sociedades contempor\u00e2neas. O MAM t\u00eam uma ampla grade de atividades que inclui cursos, semin\u00e1rios, palestras, performances, espet\u00e1culos musicais, sess\u00f5es de v\u00eddeo e pr\u00e1ticas art\u00edsticas. O conte\u00fado das exposi\u00e7\u00f5es e das atividades \u00e9 acess\u00edvel a todos os p\u00fablicos por meio de visitas mediadas em libras, audiodescri\u00e7\u00e3o das obras e videoguias em Libras. O acervo de livros, peri\u00f3dicos, documentos e material audiovisual \u00e9 formado por 65 mil t\u00edtulos. O interc\u00e2mbio com bibliotecas de museus de v\u00e1rios pa\u00edses mant\u00e9m o acervo vivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Localizado no Parque Ibirapuera, a mais importante \u00e1rea verde de S\u00e3o Paulo, o edif\u00edcio do MAM foi adaptado por Lina Bo Bardi e conta, al\u00e9m das salas de exposi\u00e7\u00e3o, com ateli\u00ea, biblioteca, audit\u00f3rio, restaurante e uma loja onde os visitantes encontram produtos de design, livros de arte e uma linha de objetos com a marca MAM. Os espa\u00e7os do museu se integram visualmente ao Jardim de Esculturas, projetado por Roberto Burle Marx e Haruyoshi Ono para abriga obras da cole\u00e7\u00e3o. Todas as depend\u00eancias s\u00e3o acess\u00edveis a visitantes com necessidades especiais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>38\u00ba Panorama da Arte Brasileira: Mil graus<\/p>\n<p>Curadoria: Germano Dush\u00e1, Thiago de Paula Souza<\/p>\n<p>Curadoria-adjunta: Ariana Nuala<\/p>\n<p>Per\u00edodo expositivo: 5 de outubro de 2024 a 26 de janeiro de 2025<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o: Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Exibi\u00e7\u00e3o em: Museu de Arte Contempor\u00e2nea da Universidade de S\u00e3o Paulo, MAC USP<\/p>\n<p>Locais: t\u00e9rreo e terceiro andar<\/p>\n<p>Funcionamento: ter\u00e7a a domingo, das 10h \u00e0s 21h<\/p>\n<p>Gratuito<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es em: mam.org.br\/38panorama<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Esta edi\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o bienal do MAM apresenta 34 artistas de 16 estados brasileiros, e traz mais de 130 obras, sendo 79 in\u00e9ditas, e &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8881,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-8880","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8880","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8880"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8880\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8882,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8880\/revisions\/8882"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8881"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8880"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8880"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8880"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}