{"id":7581,"date":"2024-07-09T17:46:16","date_gmt":"2024-07-09T20:46:16","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=7581"},"modified":"2024-07-09T17:46:16","modified_gmt":"2024-07-09T20:46:16","slug":"mais-que-hobby-cutelaria-tambem-e-profissao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/mais-que-hobby-cutelaria-tambem-e-profissao\/","title":{"rendered":"MAIS QUE HOBBY, CUTELARIA TAMB\u00c9M \u00c9 PROFISS\u00c3O\u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Atividade promissora, a arte de fazer facas artesanais pode render ganhos acima de dois d\u00edgitos por pe\u00e7a produzida. Conhe\u00e7a os passos para se tornar um cuteleiro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cutelaria \u00e9 a fabrica\u00e7\u00e3o artesanal de instrumentos de corte, como facas, canivetes, espadas, tesouras e outras l\u00e2minas. Esta atividade milenar nasceu junto com a civiliza\u00e7\u00e3o e evoluiu com a industrializa\u00e7\u00e3o. Mas, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, voltou a ganhar for\u00e7a como hobby e tamb\u00e9m como profiss\u00e3o. Devido \u00e0 crescente demanda e alto valor agregado, tem atra\u00eddo pessoas que se dedicam exclusivamente \u00e0 atividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O pa\u00eds j\u00e1 tem 2.300 cuteleiros profissionais registrados, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). Mesmo t\u00e3o nichada, a cutelaria artesanal movimenta cerca de 10 milh\u00f5es de reais por ano. A maior parte deste mercado est\u00e1 na regi\u00e3o sul, mas, em Goi\u00e1s, ela tamb\u00e9m tem seus adeptos. Tanto \u00e9 que Goi\u00e2nia vai receber um encontro nacional de cuteleiros, agendado para 12 a 14 de julho na Villa Cavalcare &#8211; Goi\u00e2nia Knife Show.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cuteleiro Tiago Silva, de Anap\u00f3lis, ser\u00e1 um dos expositores deste evento. Ele \u00e9 um exemplo de quem abra\u00e7ou a profiss\u00e3o. H\u00e1 15 anos, ele come\u00e7ou a dedicar-se \u00e0s facas artesanais como um hobby e hoje esta \u00e9 sua atividade exclusiva. Ele produz pe\u00e7as por encomenda que v\u00e3o de R$600 a R$45 mil. \u201cTudo depende da forma como a faca \u00e9 produzida, da mat\u00e9ria-prima e dos detalhes. Cada pe\u00e7a \u00e9 \u00fanica\u201d, diz<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cuteleiro Edison Okigami, de Trindade, \u00e9 outro exemplo. Ele come\u00e7ou na cutelaria por hobby e, depois de se aposentar, passou a se dedicar \u00e0 atividade integralmente, h\u00e1 tr\u00eas anos. Dedica-se mais \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as de uso di\u00e1rio e art\u00edsticas, como facas de ca\u00e7a, para pesca, facas de cozinha, lamparinas, machados, entre outros. \u201cEu fa\u00e7o cada pe\u00e7a por amor \u00e0 cutelaria, desta forma n\u00e3o fico com o meu tempo ocioso&#8221;, relata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O crescimento da atividade levou o Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR-GO) a incluir um curso de cutelaria em sua grade, desde 2022. Com uma carga hor\u00e1ria de 32 horas, o curso \u00e9 itinerante e gratuito. Desde a cria\u00e7\u00e3o da iniciativa, que conta com a parceria dos sindicatos rurais, j\u00e1 foram promovidos mais de 89 treinamentos para mais de 800 participantes. Atualmente, a institui\u00e7\u00e3o est\u00e1 com 13 turmas agendadas at\u00e9 o m\u00eas de setembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na capital federal, a Universidade de Bras\u00edlia (UnB) tamb\u00e9m oferece um curso de extens\u00e3o com dura\u00e7\u00e3o de uma semana desde os anos 2000. O professor que ministra o curso, Milton Hoffmann, explica que naquela \u00e9poca, a internet n\u00e3o era t\u00e3o acess\u00edvel e a informa\u00e7\u00e3o era limitada, o que levou muitas pessoas a buscarem um aprendizado mais formal e estruturado. \u201cEsse curso \u00e9 a primeira escola do g\u00eanero no Brasil e a segunda no mundo, oferecendo aos alunos uma base s\u00f3lida para desenvolverem suas habilidades\u201d, explica o professor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aprendizado pr\u00e1tico, o curso tamb\u00e9m representa um importante ponto de refer\u00eancia cultural e art\u00edstico. \u201cO nosso curso acabou se tornando uma refer\u00eancia e temos visto um impacto significativo na difus\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o da arte da cutelaria no Brasil\u201d, diz ele<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Como come\u00e7ar<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para quem quer come\u00e7ar na cutelaria, fazer o curso \u00e9 o primeiro passo. Milton Hoffmann aconselha ainda que, mesmo ap\u00f3s o curso, o aprimoramento deve ser cont\u00ednuo. \u201cH\u00e1 diversas ferramentas online e cursos avan\u00e7ados dispon\u00edveis, ampliando ainda mais o alcance deste of\u00edcio milenar\u201d, recomenda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m \u00e9 preciso praticar e, para isso, o cuteleiro precisa de uma oficina. Tiago explica que \u00e9 necess\u00e1rio investir em ferramentas b\u00e1sicas como a forja a g\u00e1s ou carv\u00e3o, a bigorna, os martelos, pin\u00e7as espec\u00edficas, esmeril, furadeira de bancada e um bom conjunto de limas e lixas. Al\u00e9m disso, uma lixadeira de cinta \u00e9 crucial para atingir um n\u00edvel maior de usinagem e alinhamento das pe\u00e7as. \u201cAcredito que o investimento inicial pode ficar entre R$10.000 e R$15.000\u201d, estima.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para os iniciantes, ele recomenda come\u00e7ar com projetos simples para aprender as t\u00e9cnicas b\u00e1sicas antes de avan\u00e7ar para projetos mais elaborados. \u201cN\u00e3o pule etapas\u201d, aconselha Tiago.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>*Inspira\u00e7\u00e3o*<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conhecer o trabalho de cuteleiros renomados pode servir de inspira\u00e7\u00e3o para quem est\u00e1 come\u00e7ando no ramo. O Goi\u00e2nia Knife Show (GKS), que acontece de 12 a 14 de julho na Villa Cavalcare, ser\u00e1 uma oportunidade para isso, pois reunir\u00e1 cuteleiros de todo o Pa\u00eds, alguns com renome internacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre eles, Dionatam Franco, que estar\u00e1 presente no evento GKS como jurado do concurso de facas. Ele \u00e9 um dos quatro brasileiros detentores do t\u00edtulo de Master Smith concedido pela American Bladesmith Society (ABS)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os outros tr\u00eas cuteleiros com o reconhecimento internacional s\u00e3o Rodrigo Sfreddo, o primeiro a receber o t\u00edtulo, Eduardo Berardo, ministrador de curso de forja, e F\u00e1bio Barros, reconhecido na \u00faltima edi\u00e7\u00e3o do Blade Show Atlanta 2024, que aconteceu de 07 a 09 junho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro nome de refer\u00eancia \u00e9 Gil Hibben, cuteleiro americano que se tornou conhecido por desenvolver a primeira linha de facas de ca\u00e7a Bowie em 1968, a American Kenpo Knife, para Ed Parker e a Rambo Knife para o filme de 1988 Rambo III 2008 Rambo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cVale a pena acompanhar o trabalho destes nomes, que s\u00e3o refer\u00eancia para todos que admiram o trabalho artesanal de desenvolver facas\u201d, orienta Walter Motta, organizador do GKS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Atividade promissora, a arte de fazer facas artesanais pode render ganhos acima de dois d\u00edgitos por pe\u00e7a produzida. 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