{"id":7131,"date":"2024-05-24T21:59:11","date_gmt":"2024-05-25T00:59:11","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=7131"},"modified":"2024-05-30T22:00:21","modified_gmt":"2024-05-31T01:00:21","slug":"livro-resgata-a-contribuicao-dos-tropeiros-para-a-construcao-da-identidade-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/livro-resgata-a-contribuicao-dos-tropeiros-para-a-construcao-da-identidade-brasileira\/","title":{"rendered":"LIVRO RESGATA A CONTRIBUI\u00c7\u00c3O DOS TROPEIROS PARA A CONSTRU\u00c7\u00c3O DA IDENTIDADE BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p>Jorge Antonio Salem reconstr\u00f3i as hist\u00f3rias contadas pelo falecido sogro, Jo\u00e3o Boiadeiro, sobre a \u00e9poca em que ele desbravava o Brasil liderando comitivas de animais a cavalo, nos anos 1950<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo\u00e3o Azevedo, mais conhecido como Jo\u00e3o Boiadeiro, costumava reunir familiares e amigos para contar as lembran\u00e7as da \u00e9poca em que levava a vida como tropeiro, no in\u00edcio da d\u00e9cada de 1950. Natural de Santo Anast\u00e1cio, em S\u00e3o Paulo, o trabalhador viajou por diversas terras distantes enquanto liderava comitivas de animais a cavalo. Em 2020, aos 95 anos, ele morreu de velhice. Logo depois, a filha dele, Maura L\u00facia, faleceu em decorr\u00eancia da covid-19. Agora, o genro do patriarca e vi\u00favo, Jorge Antonio Salem, publica Mem\u00f3rias de um tropeiro para eternizar essas hist\u00f3rias e homenagear a trajet\u00f3ria da fam\u00edlia Azevedo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Junto com a esposa, o autor foi vizinho de Jo\u00e3o Azevedo em Nova Esperan\u00e7a, no Paran\u00e1. A cada visita que fazia \u00e0 casa do sogro, ouvia atentamente os detalhes narrados sobre as experi\u00eancias vividas no campo e nas estradas. Com um gravador, Jorge registrou ao longo dos anos muitas dessas conversas e, ap\u00f3s o falecimento do l\u00edder familiar, decidiu transcrever e transformar as grava\u00e7\u00f5es neste livro \u2014 que \u00e9 escrito em primeira pessoa, pelo ponto de vista do pr\u00f3prio Boiadeiro, para retratar a forma como ele contava as mem\u00f3rias quando ainda estava vivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Trabalhei como tropeiro por quase 30 anos. Essa atividade fazia o meu cora\u00e7\u00e3o bater mais forte e era o que realmente me fazia bem. Viajar, o vento e o sol no rosto, o barulho da tropa andando, e n\u00f3s observando as pessoas \u00e0s margens das estradas e as paisagens pelo longo caminho. (Mem\u00f3rias de um tropeiro, p. 39)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tropeirismo surgiu como uma alternativa para promover a interliga\u00e7\u00e3o dos polos econ\u00f4micos inexistentes no Brasil do passado, a partir do s\u00e9culo XVII. Esses trabalhadores transportavam grandes quantidades de animais por entre rios e montanhas, abrindo rotas e fundando vilas. Jo\u00e3o Azevedo iniciou esse trabalho em 1952, formando grupos de pe\u00f5es que conduziam centenas de cabe\u00e7as de gado pelo pa\u00eds afora: ele passou pelos estados de Mato Grosso, S\u00e3o Paulo e Santa Catarina, e por pa\u00edses como Argentina, Paraguai e Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A obra oferece um retrato dessas viagens, como as dist\u00e2ncias percorridas, os locais desbravados, as pessoas que ele conheceu e as guerras que presenciou pelo caminho. Para trazer ainda mais fidelidade aos relatos do sogro, o autor visitou pessoalmente cidades pr\u00f3ximas a Ponta Grossa (PR), onde trotavam as caravanas que sa\u00edam do Rio Grande do Sul em dire\u00e7\u00e3o a Sorocaba (SP). Al\u00e9m disso, as p\u00e1ginas s\u00e3o recheadas de fotografias de arquivos pessoais que n\u00e3o apenas ilustram as aventuras de Jo\u00e3o Boiadeiro, mas tamb\u00e9m mostram registros hist\u00f3ricos datados entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1980.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em uma jornada que destaca a import\u00e2ncia dessa pr\u00e1tica para a cultura e a economia do pa\u00eds, as mem\u00f3rias de Jo\u00e3o Azevedo pintam um retrato v\u00edvido de uma era que moldou tanto a identidade quanto a constru\u00e7\u00e3o do interior brasileiro e da Am\u00e9rica Latina. Recomendada a todos os leitores que apreciam narrativas hist\u00f3ricas e familiares, essa leitura estabelece uma ponte entre o ontem e o hoje para revelar a heran\u00e7a cultural (e muitas vezes an\u00f4nima) deixada por esses condutores de tropas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica<\/p>\n<p>T\u00edtulo: Mem\u00f3rias de um tropeiro<\/p>\n<p>Autor: Jorge Antonio Salem<\/p>\n<p>ISBN: 978-65-5872-734-7<\/p>\n<p>P\u00e1ginas: 104<\/p>\n<p>Pre\u00e7o: R$ 38,90 (f\u00edsico)<\/p>\n<p>Onde encontrar: Amazon<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o autor<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m de escritor, Jorge Ant\u00f4nio Salem \u00e9 farmac\u00eautico-fiscal do Conselho Regional de Farm\u00e1cia do Paran\u00e1 desde 1996 e mestre em Ci\u00eancias da Sa\u00fade. Ele tamb\u00e9m publicou a obra 60 anos \u2013 Uma hist\u00f3ria de dedica\u00e7\u00e3o ao conhecimento e o livro de poemas Poesias da vida cotidiana. Foi casado por 30 anos com Maura L\u00facia Azevedo, filha de Jo\u00e3o Azevedo, personagens que inspiraram a publica\u00e7\u00e3o de Mem\u00f3rias de um tropeiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Redes sociais do autor<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Site: jorgesalemescritor.com.br<\/p>\n<p>Instagram: @jorge_antonio_salem<\/p>\n<p>YouTube: @jasalemfar<\/p>\n<p>Facebook: Jorge Salem Escritor<\/p>\n<p>LinkedIn: Jorge Salem<\/p>\n<p>TikTok: @jorgesalemescritor<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jorge Antonio Salem reconstr\u00f3i as hist\u00f3rias contadas pelo falecido sogro, Jo\u00e3o Boiadeiro, sobre a \u00e9poca em que ele desbravava o Brasil liderando comitivas de animais &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7132,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-7131","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7131"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7131\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7133,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7131\/revisions\/7133"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7132"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}