{"id":55422,"date":"2026-10-28T01:00:13","date_gmt":"2026-10-28T04:00:13","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=55422"},"modified":"2026-10-29T19:15:01","modified_gmt":"2026-10-29T22:15:01","slug":"primeiro-livro-de-cronicas-de-porto-alegre-ganha-nova-edicao-durante-a-feira-do-livro-e-sera-lancado-neste-sabado-dia-31-10","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/primeiro-livro-de-cronicas-de-porto-alegre-ganha-nova-edicao-durante-a-feira-do-livro-e-sera-lancado-neste-sabado-dia-31-10\/","title":{"rendered":"PRIMEIRO LIVRO DE CR\u00d4NICAS DE PORTO ALEGRE GANHA NOVA EDI\u00c7\u00c3O DURANTE A FEIRA DO LIVRO E SER\u00c1 LAN\u00c7ADO NESTE S\u00c1BADO, DIA 31\/10"},"content":{"rendered":"<p>P<i>rojeto lan\u00e7ar\u00e1 3 mil exemplares gratuitos de \u201cAntigualhas\u201d, de Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira Coruja, primeiro cronista da cidade e primeiro cliente da CAIXA. O projeto \u00e9 patrocinado pela CAIXA.<\/i><\/p>\n<div id=\"m#msg-f:1880395272461129094-content\" class=\"mail-message-content collapsible zoom-normal mail-show-images msg6704017682337726126\">\n<div class=\"clear\">\n<div dir=\"ltr\">\n<div>Considerado o primeiro livro de cr\u00f4nicas da Capital ga\u00facha, <b>\u201cAntigualhas: reminisc\u00eancias de Porto Alegre\u201d<\/b>, de Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira Coruja, ganhar\u00e1 uma nova edi\u00e7\u00e3o durante a 72\u00aa Feira do Livro. Ser\u00e3o publicados <b>3 mil exemplares<\/b>, com distribui\u00e7\u00e3o gratuita ao p\u00fablico da Feira e por meio do Sistema Estadual de bibliotecas do Estado.<\/div>\n<div>O lan\u00e7amento acontecer\u00e1 dia 31 de outubro, \u00e0s 18h30min, na Galeria Xico Stockinger, na Casa de Cultura Mario Quintana, e integra a programa\u00e7\u00e3o do <b>CAIXA de Escritores<\/b>, projeto com patroc\u00ednio da <b>CAIXA<\/b>, criado e concebido pela Buenas Ideias e produzido pela Voz Cultural. A nova edi\u00e7\u00e3o ter\u00e1 apresenta\u00e7\u00e3o de Eduardo Bueno, introdu\u00e7\u00e3o do escritor e professor <b>Lu\u00eds Augusto Fischer<\/b> e pref\u00e1cio e notas do historiador <b>S\u00e9rgio da Costa Franco<\/b>.<\/div>\n<div>Escritas no final do s\u00e9culo XIX, as cr\u00f4nicas de <b><i>Antigualhas<\/i><\/b> recuperam a inf\u00e2ncia e a juventude do escritor Coruja, tido como o cronista mais antigo da cidade, em uma Porto Alegre que j\u00e1 havia desaparecido quando ele decidiu registrar suas lembran\u00e7as. As p\u00e1ginas entrecruzam o cotidiano da ent\u00e3o capital da Prov\u00edncia de S\u00e3o Pedro do Rio Grande do Sul com recorda\u00e7\u00f5es da escola, do ensino, das ruas, dos costumes e das figuras da cidade naquela primeira metade dos anos 1800.<\/div>\n<div>Coruja se revela um observador afetuoso, mas tamb\u00e9m cr\u00edtico, da vida porto-alegrense. Mais do que reunir textos de lembran\u00e7as pessoais, sua obra preserva cenas, express\u00f5es e modos de viver que ajudam a compreender a forma\u00e7\u00e3o social e cultural da cidade. Al\u00e9m disso, o cronista voltou o seu olhar para os escravizados, os ind\u00edgenas e as mulheres \u2013 algo raro em quem escreveu em uma sociedade ainda escravista e excludente.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Um encontro entre os 220 anos de Coruja e os 165 anos da CAIXA<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A reedi\u00e7\u00e3o marca duas datas que se encontram em 2026: os <b>220 anos do nascimento de Coruja<\/b>, em 31 de agosto de 1806, e os <b>165 anos da CAIXA<\/b>.<\/div>\n<div>Criada por decreto em 12 de janeiro de 1861, a institui\u00e7\u00e3o abriu efetivamente suas portas ao p\u00fablico em 4 de novembro daquele ano, no Rio de Janeiro. O primeiro cliente atendido foi justamente Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira Coruja. Professor, historiador e escritor brasileiro, ele inaugurou uma rela\u00e7\u00e3o entre a CAIXA e a literatura brasileira que seria retomada por diferentes autores ao longo das d\u00e9cadas.<\/div>\n<div>Segundo a pesquisa do projeto, seu primeiro dep\u00f3sito foi de <b>dez mil-r\u00e9is<\/b>, quantia comparada atualmente ao valor de um par de sapatos. O epis\u00f3dio transformou o cronista de Porto Alegre no primeiro personagem de uma trajet\u00f3ria que, no projeto CAIXA de Escritores, chega a nomes como Machado de Assis, Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Nelson Rodrigues e Luis Fernando Verissimo.<\/div>\n<div>Coruja morreu em 4 de agosto de 1889, poucos dias antes de completar 83 anos. Para os padr\u00f5es do s\u00e9culo XIX, teve uma vida longa, marcada por iniciativas pioneiras, mudan\u00e7as de cidade, per\u00edodos de prosperidade e dificuldades financeiras.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Professor, cronista e pesquisador da linguagem ga\u00facha<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Aos 30 anos, Coruja transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como professor e abriu uma escola. Foi um dos educadores associados \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o do <b>m\u00e9todo Lancaster<\/b>, sistema de ensino no qual alunos de diferentes idades e n\u00edveis podiam aprender simultaneamente, com o aux\u00edlio dos estudantes mais adiantados.<\/div>\n<div>Tamb\u00e9m se dedicou ao estudo da linguagem e publicou um dos primeiros vocabul\u00e1rios de regionalismos do Rio Grande do Sul, reunindo palavras e express\u00f5es pr\u00f3prias do falar local. Sua contribui\u00e7\u00e3o atravessa, assim, diferentes campos: educa\u00e7\u00e3o, imprensa, hist\u00f3ria, mem\u00f3ria e l\u00edngua.<\/div>\n<div>Depois de viver momentos de prosperidade e sucessivos reveses financeiros, Coruja voltou-se \u00e0s lembran\u00e7as de sua cidade natal. Por volta de 1880, j\u00e1 com mais de 70 anos, come\u00e7ou a escrever os textos que formariam <i>Antigualhas<\/i>. As cr\u00f4nicas circularam inicialmente em jornais da \u00e9poca e foram reunidas em livro em <b>1883<\/b>.<\/div>\n<div>A obra registrava a Porto Alegre da inf\u00e2ncia de Coruja: uma cidade do in\u00edcio do s\u00e9culo XIX que, naquele momento, j\u00e1 sobrevivia principalmente na mem\u00f3ria. Por essa caracter\u00edstica, o livro se tornaria uma refer\u00eancia para pesquisadores, historiadores e leitores interessados na forma\u00e7\u00e3o da capital ga\u00facha.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Uma obra recuperada por diferentes gera\u00e7\u00f5es<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Cem anos depois da edi\u00e7\u00e3o original, em <b>1983<\/b>, <i>Antigualhas<\/i> voltou a circular por iniciativa de S\u00e9rgio da Costa Franco, um dos principais historiadores de Porto Alegre. Al\u00e9m de contribuir para a recupera\u00e7\u00e3o da obra, Franco preparou notas destinadas a explicar personagens, lugares, express\u00f5es e acontecimentos mencionados por Coruja.<\/div>\n<div>Uma segunda reedi\u00e7\u00e3o foi realizada na d\u00e9cada de 1990, a partir de uma articula\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio da Costa Franco e Lu\u00eds Augusto Fischer com a Prefeitura de Porto Alegre.<\/div>\n<div>Agora, em 2026, a terceira reedi\u00e7\u00e3o recupera novamente o texto para uma nova gera\u00e7\u00e3o de leitores. <b>A publica\u00e7\u00e3o mant\u00e9m o trabalho de contextualiza\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio da Costa Franco, recebe introdu\u00e7\u00e3o de Lu\u00eds Augusto Fischer e ganha uma apresenta\u00e7\u00e3o de Eduardo Bueno, conhecido como Peninha.<\/b><\/div>\n<div>\u201c\u00c9 um livro sobre a mem\u00f3ria de Porto Alegre, mas tamb\u00e9m sobre a maneira como uma cidade continua existindo na lembran\u00e7a de quem a viveu. Coruja escreveu sobre uma Porto Alegre que j\u00e1 n\u00e3o encontrava diante dos olhos. \u00c9 justamente isso que torna <i>Antigualhas<\/i> t\u00e3o valioso ainda hoje\u201d, destaca Bueno.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Tr\u00eas mil livros distribu\u00eddos gratuitamente<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Dos 3 mil exemplares produzidos, <b>300 ser\u00e3o encaminhados a bibliotecas p\u00fablicas do Rio Grande do Sul<\/b>, por meio do Sistema Estadual de Bibliotecas. Os demais ser\u00e3o distribu\u00eddos gratuitamente durante a Feira do Livro e nas atividades do CAIXA de Escritores.<\/div>\n<div>O p\u00fablico tamb\u00e9m poder\u00e1 receber o livro ao participar do <b>Circuito Caixa de Escritores<\/b>, que ter\u00e1 64 sess\u00f5es de visitas mediadas pelo entorno da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega. As inscri\u00e7\u00f5es ser\u00e3o abertas previamente e, ao final do percurso, cada participante ganhar\u00e1 um exemplar da nova edi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>O circuito ter\u00e1 como ponto de partida a galeria CAIXA na Pra\u00e7a, no Edif\u00edcio Quer\u00eancia (acesso pela Av. Sete de Setembro, 1001)\u00a0 e passar\u00e1 por diferentes n\u00facleos do projeto: os pain\u00e9is instalados no tapume\u00a0 da obra da CAIXA Cultural, no Cine Imperial, a galeria montada no acesso do Edif\u00edcio Quer\u00eancia da CAIXA, pela Av. Sete de Setembro, e a exposi\u00e7\u00e3o principal na Galeria Xico Stockinger, da Casa de Cultura Mario Quintana.<\/div>\n<div>A distribui\u00e7\u00e3o gratuita amplia o acesso a uma obra fundamental para a mem\u00f3ria de Porto Alegre e concretiza um dos prop\u00f3sitos do projeto: fazer com que a hist\u00f3ria de Coruja volte \u00e0s m\u00e3os dos leitores da cidade que ele ajudou a narrar.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Servi\u00e7o | Lan\u00e7amento de \u201cAntigualhas: reminisc\u00eancias de Porto Alegre\u201d<\/b><\/div>\n<div><b>Quando:<\/b> 31 de outubro<br \/>\n<b>Onde:<\/b> Galeria Xico Stockinger, na Casa de Cultura Mario Quintana<br \/>\n<b>Participa\u00e7\u00e3o:<\/b> Eduardo Bueno e Luis Augusto Fischer<br \/>\n<b>Distribui\u00e7\u00e3o:<\/b> gratuita<br \/>\n<b>Tiragem:<\/b> 3 mil exemplares<br \/>\n<b>Destina\u00e7\u00e3o:<\/b> p\u00fablico da Feira do Livro, participantes do Circuito Caixa de Escritores e bibliotecas p\u00fablicas do Rio Grande do Sul<br \/>\n<b>Inscri\u00e7\u00f5es para as visitas guiadas:<\/b> link na bio das redes sociais do projeto @caixadeescritores<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Sobre o projeto CAIXA de Escritores<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Com patroc\u00ednio da <b>CAIXA<\/b>, o projeto CAIXA de Escritores re\u00fane 16 autores que ou foram clientes da institui\u00e7\u00e3o, escreveram sobre ela ou mantiveram outros v\u00ednculos com sua hist\u00f3ria ao longo de 16 d\u00e9cadas. Realizado durante a 72\u00aa Feira do Livro de Porto Alegre, o projeto ter\u00e1 exposi\u00e7\u00f5es, interven\u00e7\u00f5es urbanas, mostra de cinema e 64 sess\u00f5es de visitas mediadas no entorno da Pra\u00e7a da Alf\u00e2ndega.<\/div>\n<div><b>Ficha t\u00e9cnica | Caixa de Escritores<\/b><\/div>\n<div><b>Patroc\u00ednio:<\/b> CAIXA e Governo do Brasil<\/div>\n<div><b>Cria\u00e7\u00e3o e concep\u00e7\u00e3o:<\/b> Eduardo Bueno \u2013 Buenas Ideias<br \/>\n<b>Coordena\u00e7\u00e3o geral:<\/b> Fernando Bueno<br \/>\n<b>Produ\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o cultural:<\/b> Vitor Ortiz \u2013 Voz Cultural<br \/>\n<b>Curadoria:<\/b> Andr\u00e9 Severo e Andrea Pires<br \/>\n<b>Textos:<\/b> Eduardo Bueno e L\u00facia Brito<br \/>\n<b>Projeto expositivo:<\/b> Edu Saorim<br \/>\n<b>Design gr\u00e1fico:<\/b> Sandro Fetter<br \/>\n<b>Fotografia:<\/b> Fernando Bueno e Luiz Paulo de Ara\u00fajo<br \/>\n<b>Circuito de visita\u00e7\u00e3o:<\/b> M.A. Eventos<br \/>\n<b>Comunica\u00e7\u00e3o:<\/b> Kreativ<\/div>\n<div><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto lan\u00e7ar\u00e1 3 mil exemplares gratuitos de \u201cAntigualhas\u201d, de Ant\u00f4nio \u00c1lvares Pereira Coruja, primeiro cronista da cidade e primeiro cliente da CAIXA. 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