{"id":55294,"date":"2026-10-28T02:00:44","date_gmt":"2026-10-28T05:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=55294"},"modified":"2026-10-28T16:14:44","modified_gmt":"2026-10-28T19:14:44","slug":"do-carreteiro-ao-baiao-de-dois-pratos-regionais-mostram-como-o-brasil-transformou-o-arroz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/do-carreteiro-ao-baiao-de-dois-pratos-regionais-mostram-como-o-brasil-transformou-o-arroz\/","title":{"rendered":"DO CARRETEIRO AO BAI\u00c3O DE DOIS: PRATOS REGIONAIS MOSTRAM COMO O BRASIL TRANSFORMOU O ARROZ"},"content":{"rendered":"<p>No Dia Internacional do Arroz, Tio Jo\u00e3o percorre diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds para mostrar como ingredientes, costumes e influ\u00eancias culturais deram ao gr\u00e3o novas formas de chegar \u00e0 mesa<\/p>\n<p>Preparado com charque nas viagens pelo Sul, combinado ao pequi no Cerrado, cozido com feij\u00e3o no sert\u00e3o nordestino ou servido com carne su\u00edna na cozinha rural mineira, o arroz ganhou diferentes identidades ao atravessar o Brasil. No Dia Internacional do Arroz, o Tio Jo\u00e3o resgata a origem e o contexto cultural de quatro prepara\u00e7\u00f5es que mostram como ingredientes dispon\u00edveis, modos de vida e costumes locais ajudaram a transformar o gr\u00e3o em parte da mem\u00f3ria alimentar do pa\u00eds.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, o arroz carreteiro \u00e9 associado aos condutores de carretas e tropas que percorriam longas dist\u00e2ncias. Arroz e charque resistiam ao transporte e podiam ser preparados juntos, em uma \u00fanica panela. A receita atravessou gera\u00e7\u00f5es e se consolidou como um dos s\u00edmbolos da culin\u00e1ria ga\u00facha. S\u00e3o Luiz Gonzaga, no noroeste do estado, recebeu por lei estadual o t\u00edtulo de Capital Ga\u00facha do Arroz Carreteiro.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, o arroz encontrou um ingrediente nativo do Cerrado. De aroma e sabor marcantes, o pequi est\u00e1 ligado \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o alimentar de Goi\u00e1s e de outros estados da regi\u00e3o. O arroz com pequi mostra como as comunidades incorporaram ao preparo cotidiano um fruto dispon\u00edvel no pr\u00f3prio territ\u00f3rio, criando uma combina\u00e7\u00e3o reconhecida como parte da cozinha goiana.<\/p>\n<p>J\u00e1 o bai\u00e3o de dois re\u00fane dois alimentos presentes diariamente na mesa brasileira. Ligado ao sert\u00e3o nordestino e especialmente \u00e0 culin\u00e1ria cearense, o prato combina arroz e feij\u00e3o em uma mesma panela, com ingredientes que variam conforme a regi\u00e3o e a receita de cada fam\u00edlia. Al\u00e9m de formar uma refei\u00e7\u00e3o substanciosa, o preparo est\u00e1 relacionado ao aproveitamento dos alimentos que j\u00e1 estavam dispon\u00edveis em casa.<\/p>\n<p>Em Minas Gerais, o arroz com su\u00e3 guarda a influ\u00eancia da cozinha rural e do aproveitamento integral dos ingredientes. A su\u00e3 \u00e9 um corte su\u00edno da regi\u00e3o da espinha dorsal, com ossos e carne ao redor. Durante o cozimento, ela forma um caldo saboroso, usado para preparar o arroz. O resultado \u00e9 um prato servido como refei\u00e7\u00e3o principal e preservado no repert\u00f3rio das cozinhas de fazenda.<\/p>\n<p>Em outras regi\u00f5es, o gr\u00e3o ajuda a conectar sabores locais mesmo quando n\u00e3o ocupa o centro da receita. No Par\u00e1, por exemplo, o arroz acompanha prepara\u00e7\u00f5es tradicionais do almo\u00e7o do C\u00edrio de Nazar\u00e9, como o pato no tucupi e a mani\u00e7oba. Segundo a Universidade Federal do Par\u00e1, a refei\u00e7\u00e3o, marcada pela dimens\u00e3o comunit\u00e1ria e religiosa, re\u00fane influ\u00eancias ind\u00edgenas, portuguesas e africanas. A presen\u00e7a do arroz na cultura alimentar brasileira tamb\u00e9m se constr\u00f3i, portanto, ao lado de outros ingredientes.<\/p>\n<p>Quatro formas de levar esses sabores \u00e0 mesa<\/p>\n<p>Para quem deseja conhecer essas combina\u00e7\u00f5es na pr\u00e1tica, o Tio Jo\u00e3o re\u00fane vers\u00f5es das quatro prepara\u00e7\u00f5es. O Arroz dos Fortes parte do arroz carreteiro e acrescenta bacon e lingui\u00e7a calabresa. O Arroz com Pequi leva Arroz Parboilizado Tio Jo\u00e3o, pequi, cebola, pimenta e cebolinha. O Bai\u00e3o de Dois combina os ingredientes caracter\u00edsticos do prato nordestino. J\u00e1 o Arroz com Su\u00e3 \u00e9 preparado com Arroz Integral Tio Jo\u00e3o, carne su\u00edna, tomate e cheiro-verde. As receitas completas, com quantidades e modo de preparo, est\u00e3o dispon\u00edveis a seguir.<\/p>\n<p>Arroz dos fortes<\/p>\n<p>Ingredientes<\/p>\n<p>&#8211; 1 embalagem de Tio Jo\u00e3o Cozinha &amp; Sabor \u2013 Arroz Carreteiro<\/p>\n<p>&#8211; 2 colheres (sopa) de azeite ou \u00f3leo<\/p>\n<p>&#8211; 3 x\u00edcaras (ch\u00e1) de \u00e1gua (600 ml)<\/p>\n<p>&#8211; \u00bc colher (ch\u00e1) de sal (2,2 g)<\/p>\n<p>&#8211; 1 x\u00edcara (ch\u00e1) de bacon em cubinhos<\/p>\n<p>&#8211; 1 lingui\u00e7a calabresa em rodelas finas<\/p>\n<p>&#8211; 2 dentes de alho picados<\/p>\n<p>Modo de preparo<\/p>\n<p>Em uma panela aque\u00e7a o azeite ou \u00f3leo em fogo m\u00e9dio, frite o bacon e a lingui\u00e7a calabresa. Junte 2 dentes de alho e o conte\u00fado da embalagem e refogue por 2 minutos. Acrescente a \u00e1gua e o sal, abaixe o fogo e deixe cozinhar com a panela semitampada at\u00e9 que a \u00e1gua seque. Sirva imediatamente.<\/p>\n<p>Arroz com pequi<\/p>\n<p>Ingredientes<\/p>\n<p>&#8211; 2 colheres (sopa) de azeite (26 ml)<\/p>\n<p>&#8211; 1 cebola picadinha (150 g)<\/p>\n<p>&#8211; 200 g de pequi em conserva (limpo) ou 10 caro\u00e7os de pequi em conserva<\/p>\n<p>&#8211; 2 \u00bd x\u00edcaras (ch\u00e1) de Arroz Parboilizado Tio Jo\u00e3o (425 g)<\/p>\n<p>&#8211; 4 pimentas-malaguetas (15 g)<\/p>\n<p>&#8211; Sal<\/p>\n<p>&#8211; \u00bd ma\u00e7o de cebolinha (40 g)<\/p>\n<p>Modo de preparo<\/p>\n<p>Aque\u00e7a o azeite em fogo m\u00e9dio e refogue a cebola e o pequi por 3 minutos, ou at\u00e9 a cebola murchar. Em seguida, adicione o arroz e refogue por mais 2 minutos, ou at\u00e9 o arroz ficar transparente.<\/p>\n<p>Junte 5 x\u00edcaras (ch\u00e1) de \u00e1gua fervendo (1 litro) e as pimentas inteiras, tempere com sal a gosto, abaixe o fogo e cozinhe com a panela semitampada por 15 minutos (at\u00e9 a \u00e1gua secar). Desligue o fogo e deixe o arroz descansando por 5 minutos.<\/p>\n<p>Salpique a cebolinha, misture bem e sirva o arroz em seguida, acompanhando carne de sol frita ou assada.<\/p>\n<p>Bai\u00e3o de dois<\/p>\n<p>Ingredientes<\/p>\n<p>&#8211; 250 g de feij\u00e3o-de-corda<\/p>\n<p>&#8211; 2 folhas de louro<\/p>\n<p>&#8211; 4 dentes de alho descascados (16 g)<\/p>\n<p>&#8211; \u00bd x\u00edcara (ch\u00e1) de manteiga de garrafa (100 ml)<\/p>\n<p>&#8211; 1 cebola grande picada (240 g)<\/p>\n<p>&#8211; 2 piment\u00f5es vermelhos em cubinhos (340 g)<\/p>\n<p>&#8211; 2 x\u00edcaras (ch\u00e1) de Arroz Branco Tio Jo\u00e3o (340 g)<\/p>\n<p>&#8211; Sal<\/p>\n<p>&#8211; 400 g de queijo de coalho em cubos de 1 cm<\/p>\n<p>&#8211; 2 ma\u00e7os de coentro picados (140 g)<\/p>\n<p>Modo de preparo<\/p>\n<p>Na v\u00e9spera do preparo, lave o feij\u00e3o e deixe-o de molho em 4 x\u00edcaras (ch\u00e1) de \u00e1gua (800 ml). Ent\u00e3o, cozinhe-o juntamente com as folhas de louro e os dentes de alho por 30 minutos, ou at\u00e9 o feij\u00e3o ficar macio, por\u00e9m firme (se necess\u00e1rio, adicione mais \u00e1gua). Separe o feij\u00e3o do caldo.<\/p>\n<p>Em outra panela, em fogo m\u00e9dio, aque\u00e7a metade da manteiga e murche a cebola. Adicione o piment\u00e3o e o arroz e refogue por 3 minutos, ou at\u00e9 o arroz ficar transparente.<\/p>\n<p>Junte o feij\u00e3o ao arroz e adicione 4 x\u00edcaras (ch\u00e1) do caldo do feij\u00e3o (800 ml). Se necess\u00e1rio, complete com \u00e1gua. Abaixe o fogo, tempere com sal e cozinhe em panela semitampada por cerca de 20 minutos, ou at\u00e9 o arroz ficar cozido e seco.<\/p>\n<p>Enquanto o arroz cozinha, aque\u00e7a uma frigideira e grelhe os cubinhos de queijo at\u00e9 que fiquem bem dourados. Desligue o fogo do arroz e regue-o com o restante da manteiga. Adicione o queijo e metade do coentro, tampe a panela e deixe descansar por 5 minutos para que o queijo derreta no vapor. Finalize com o restante do coentro e sirva em seguida, como prato \u00fanico.<\/p>\n<p>Arroz com su\u00e3<\/p>\n<p>Ingredientes<\/p>\n<p>&#8211; 800 g de su\u00e3<\/p>\n<p>&#8211; 1 x\u00edcara (ch\u00e1) de \u00f3leo (200 ml)<\/p>\n<p>&#8211; 3 lim\u00f5es (190 g)<\/p>\n<p>&#8211; Sal e pimenta-do-reino<\/p>\n<p>&#8211; 1 cebola picadinha (180 g)<\/p>\n<p>&#8211; 3 dentes de alho picados (12 g)<\/p>\n<p>&#8211; 2 tomates picadinhos (340 g)<\/p>\n<p>&#8211; 2 x\u00edcaras (ch\u00e1) de Arroz Integral Tio Jo\u00e3o (340 g)<\/p>\n<p>&#8211; 1 ma\u00e7o de cheiro-verde picado (90 g)<\/p>\n<p>Modo de preparo<\/p>\n<p>Lave bem o su\u00e3 e aque\u00e7a, em fogo alto, o \u00f3leo at\u00e9 a temperatura de 180 \u00b0C. Frite o su\u00e3 no \u00f3leo at\u00e9 que ele fique bem dourado (cerca de 5 minutos de cada lado). Escorra o excesso de \u00f3leo da carne, coloque-a em uma tigela e tempere com sal, pimenta-do-reino e o suco dos lim\u00f5es. Deixe descansar por pelo menos 20 minutos.<\/p>\n<p>Em outra panela, em fogo m\u00e9dio, aque\u00e7a 1 colher (sopa) do \u00f3leo. Doure a carne novamente, junte a cebola e o alho e refogue por 2 minutos, ou at\u00e9 a cebola murchar. Adicione o tomate e refogue por mais 10 minutos. Entre com 2 x\u00edcaras (ch\u00e1) de \u00e1gua (400 ml) e deixe cozinhar por 15 minutos, ou at\u00e9 a \u00e1gua reduzir \u00e0 metade.<\/p>\n<p>Adicione o arroz e 4 \u00bd x\u00edcaras (ch\u00e1) de \u00e1gua fervendo, abaixe o fogo e cozinhe, com a panela semitampada, por 25 minutos, ou at\u00e9 a \u00e1gua secar e o arroz estar totalmente cozido. Finalize com o cheiro verde picado e sirva em seguida como prato principal.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>Para conferir receitas como estas e muitas outras, acesse o site da marca Tio Jo\u00e3o. Mais informa\u00e7\u00f5es e para adquirir os produtos, acesse o e-commerce Armaz\u00e9m Tio Jo\u00e3o.<\/p>\n<p>Sobre Tio Jo\u00e3o<\/p>\n<p>H\u00e1 mais de 50 anos presente na mesa dos brasileiros, Tio Jo\u00e3o \u00e9 uma das principais refer\u00eancias em arroz no Brasil e oferece um portf\u00f3lio de alimentos para diferentes ocasi\u00f5es de consumo. Pertencente ao Grupo Josapar e reconhecida pela qualidade e tradi\u00e7\u00e3o, a marca acompanha a evolu\u00e7\u00e3o dos h\u00e1bitos alimentares dos brasileiros e busca oferecer produtos que unem nutri\u00e7\u00e3o, sabor e confian\u00e7a para refei\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis no dia a dia.<\/p>\n<p>Sobre a Josapar<\/p>\n<p>Com uma tradi\u00e7\u00e3o de qualidade desde 1922 e l\u00edder nacional do mercado de arroz, a Josapar possui unidades industriais em Pelotas (RS), Jaboat\u00e3o dos Guararapes (PE), Itaqui (RS) e Cristalina (GO), e conta com os mais modernos processos de produ\u00e7\u00e3o. A empresa det\u00e9m a Certifica\u00e7\u00e3o FSSC 22000, uma norma internacional de seguran\u00e7a de alimentos reconhecida pela Global Food Safety Initiative (GFSI), para as principais unidades de arroz branco e arroz parboilizado. Al\u00e9m do tradicional Arroz Tio Jo\u00e3o, a Josapar est\u00e1 presente no mercado com o arroz e o feij\u00e3o Meu Biju; com a marca SupraSoy, de alimentos em p\u00f3 \u00e0 base de prote\u00edna vegetal; com o Azeite Nova Oliva; e as marcas Soy+, Beleza, Tio Mingote e No Ponto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Dia Internacional do Arroz, Tio Jo\u00e3o percorre diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds para mostrar como ingredientes, costumes e influ\u00eancias culturais deram ao gr\u00e3o novas formas &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":55295,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-55294","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55294","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=55294"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55294\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":55296,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/55294\/revisions\/55296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/55295"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=55294"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=55294"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=55294"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}