{"id":50806,"date":"2026-08-21T07:45:00","date_gmt":"2026-08-21T10:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=50806"},"modified":"2026-08-21T12:45:37","modified_gmt":"2026-08-21T15:45:37","slug":"serra-catarinense-um-territorio-de-oportunidades-turismo-e-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/serra-catarinense-um-territorio-de-oportunidades-turismo-e-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"SERRA CATARINENSE: UM TERRIT\u00d3RIO DE OPORTUNIDADES, TURISMO E DESENVOLVIMENTO"},"content":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o re\u00fane natureza, economia, cultura e turismo em um territ\u00f3rio que representa quase 17% de Santa Catarina<\/p>\n<p>A Serra Catarinense \u00e9 uma das regi\u00f5es mais singulares de Santa Catarina. Com aproximadamente 16.085 km\u00b2, \u00e9 formada por 18 munic\u00edpios que integram a Associa\u00e7\u00e3o dos Munic\u00edpios da Serra Catarinense (Amures). Juntos, ocupam cerca de 17% do territ\u00f3rio de todo o Estado. \u00c9 uma dimens\u00e3o territorial que ajuda a explicar a diversidade de paisagens, atividades econ\u00f4micas, culturas e oportunidades existentes no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>Atualmente, a regi\u00e3o cresce como importante destino tur\u00edstico, n\u00e3o mais unicamente de inverno, pois, al\u00e9m do turismo, a Serra Catarinense re\u00fane uma economia diversificada, sustentada pela agropecu\u00e1ria, fruticultura, ind\u00fastria de alimentos e bebidas, silvicultura, ind\u00fastria madeireira, processamento de celulose, com\u00e9rcio, servi\u00e7os e turismo rural. Ao mesmo tempo, apresenta um patrim\u00f4nio natural de grande valor, com campos de altitude, rios, c\u00e2nions, cachoeiras, matas, arauc\u00e1rias, \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o, vales e uma das paisagens mais marcantes do Sul do Brasil.<\/p>\n<p>Para compreender melhor essa dimens\u00e3o e visualizar as diferentes identidades que comp\u00f5em a Serra Catarinense, \u00e9 poss\u00edvel observar o territ\u00f3rio a partir de tr\u00eas grandes \u00e1reas geogr\u00e1ficas e tur\u00edsticas, que n\u00e3o constituem uma divis\u00e3o administrativa oficial, mas ajudam a compreender as caracter\u00edsticas e potencialidades de cada parte da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Regi\u00e3o dos Lagos<\/p>\n<p>No extremo sul da Serra, encontra-se a chamada Regi\u00e3o dos Lagos, formada especialmente pelos munic\u00edpios de Anita Garibaldi, Campo Belo do Sul, Cap\u00e3o Alto e Cerro Negro.<\/p>\n<p>A identidade dessa \u00e1rea est\u00e1 fortemente relacionada aos grandes reservat\u00f3rios formados pela implanta\u00e7\u00e3o de empreendimentos hidrel\u00e9tricos. A partir dessa transforma\u00e7\u00e3o da paisagem, surgiu tamb\u00e9m uma nova possibilidade de aproveitamento tur\u00edstico e econ\u00f4mico dos lagos, com iniciativas voltadas ao planejamento e \u00e0 estrutura\u00e7\u00e3o do chamado Parque dos Lagos. O projeto re\u00fane cerca de 3.500 km\u00b2 e nasceu justamente da percep\u00e7\u00e3o de que os reservat\u00f3rios poderiam ser transformados em ativos para o desenvolvimento regional.<\/p>\n<p>\u00c9 uma regi\u00e3o com forte voca\u00e7\u00e3o para o turismo de natureza, pesca, lazer n\u00e1utico, turismo rural, gastronomia, experi\u00eancias no campo e atividades ligadas \u00e0 contempla\u00e7\u00e3o das paisagens. Ao lado disso, possui expressiva produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria e espa\u00e7o para novos investimentos em infraestrutura tur\u00edstica, hospedagem, gastronomia e experi\u00eancias vinculadas ao meio rural.<\/p>\n<p>O lugar fortemente trabalhado pela Ag\u00eancia de Desenvolvimento da Regi\u00e3o dos Lagos (ADREL) representa, portanto, uma Serra ainda pouco explorada em todo o seu potencial tur\u00edstico. \u00c9 uma \u00e1rea estrat\u00e9gica para a diversifica\u00e7\u00e3o da oferta tur\u00edstica catarinense, especialmente por apresentar uma paisagem diferente daquela tradicionalmente associada aos c\u00e2nions e \u00e0s altas montanhas.<\/p>\n<p>Regi\u00e3o Central<\/p>\n<p>No cora\u00e7\u00e3o da Serra Catarinense est\u00e1 a regi\u00e3o que tem Lages como principal centro urbano e econ\u00f4mico, articulando os munic\u00edpios de Bocaina do Sul, Correia Pinto, Lages, Otac\u00edlio Costa, Painel, Palmeira, Ponte Alta e S\u00e3o Jos\u00e9 do Cerrito.<\/p>\n<p>Lages exerce papel de polo regional, concentrando com\u00e9rcio, servi\u00e7os, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, eventos, log\u00edstica e atividades empresariais que atendem n\u00e3o apenas ao munic\u00edpio, mas a uma extensa \u00e1rea do territ\u00f3rio serrano.<\/p>\n<p>\u00c9 tamb\u00e9m uma regi\u00e3o marcada pela for\u00e7a do agroneg\u00f3cio, da pecu\u00e1ria, da madeira, da silvicultura, da ind\u00fastria e do turismo rural. A pr\u00f3pria hist\u00f3ria de Lages est\u00e1 profundamente relacionada \u00e0 atividade tropeira, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de gado e \u00e0 cultura do campo, elementos que permanecem presentes na identidade regional.<\/p>\n<p>Nesse territ\u00f3rio, encontra-se uma combina\u00e7\u00e3o importante entre economia tradicional e novas oportunidades. A produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria convive com empreendimentos industriais, servi\u00e7os especializados, eventos, gastronomia, turismo de experi\u00eancia, cicloturismo e propriedades rurais abertas \u00e0 visita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Lages tamb\u00e9m funciona como uma esp\u00e9cie de porta de entrada e centro de distribui\u00e7\u00e3o de visitantes para diferentes destinos serranos. A cria\u00e7\u00e3o de novas rotas tur\u00edsticas refor\u00e7a essa integra\u00e7\u00e3o. Um exemplo \u00e9 a Rota do Cicloturismo da Serra Catarinense, ainda em fase embrion\u00e1ria, que ir\u00e1 conectar Lages a Bocaina do Sul, Rio Rufino, Bom Retiro, Urupema, Urubici, Bom Jardim da Serra, S\u00e3o Joaquim e Painel, em um percurso de aproximadamente 600 quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>Assim, a regi\u00e3o central possui papel fundamental na estrat\u00e9gia de desenvolvimento da Serra: \u00e9 onde se encontram a for\u00e7a econ\u00f4mica, a infraestrutura urbana e de servi\u00e7os e uma ampla base para a conex\u00e3o entre os diferentes destinos tur\u00edsticos.<\/p>\n<p>Regi\u00e3o de Altitude<\/p>\n<p>No setor de maior altitude da Serra Catarinense est\u00e3o Bom Jardim da Serra, Bom Retiro, Rio Rufino, S\u00e3o Joaquim, Urubici e Urupema. \u00c9 a regi\u00e3o que mais projetou a Serra Catarinense no cen\u00e1rio nacional quando o assunto \u00e9 frio, neve, paisagens de montanha e turismo de natureza.<\/p>\n<p>S\u00e3o Joaquim, Urupema, Urubici e Bom Jardim da Serra formam um dos principais corredores tur\u00edsticos da regi\u00e3o, reunindo atrativos como a Serra do Rio do Rastro, o Morro da Igreja, a Pedra Furada, c\u00e2nions, cachoeiras, campos de altitude, trilhas e mirantes.<\/p>\n<p>A altitude tamb\u00e9m criou condi\u00e7\u00f5es para o desenvolvimento de uma atividade que transformou a economia e a imagem da regi\u00e3o: a vitivinicultura de altitude. Vin\u00edcolas, experi\u00eancias enogastron\u00f4micas, hospedagens diferenciadas e restaurantes passaram a integrar uma nova cadeia econ\u00f4mica, atraindo visitantes interessados n\u00e3o apenas no frio, mas tamb\u00e9m em vinho, gastronomia, cultura e experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Apontamentos<\/p>\n<p>Estudos sobre o turismo regional apontam Urubici, Lages, Urupema, S\u00e3o Joaquim e Bom Jardim da Serra entre os munic\u00edpios mais visitados da Serra Catarinense. O levantamento tamb\u00e9m destaca atrativos como o Morro da Igreja, em Urubici; o Morro das Antenas e a Cachoeira que Congela, em Urupema; a Vin\u00edcola Villa Francioni, em S\u00e3o Joaquim; e o Mirante da Serra do Rio do Rastro, em Bom Jardim da Serra.<\/p>\n<p>Mas a grande for\u00e7a dessa regi\u00e3o est\u00e1 justamente na possibilidade de transformar diferentes produtos tur\u00edsticos em uma experi\u00eancia integrada: frio, neve, vinho, gastronomia, aventura, ecoturismo, turismo rural, observa\u00e7\u00e3o da natureza, cicloturismo e hospedagem.<\/p>\n<p>Serra: turismo o ano inteiro<\/p>\n<p>Essa diversidade mostra que a Serra Catarinense, hoje identificada como marca, n\u00e3o pode ser compreendida apenas como um destino de inverno, e sim como uma de suas grandes potencialidades. O frio n\u00e3o \u00e9 o seu \u00fanico produto.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o possui condi\u00e7\u00f5es para trabalhar o turismo durante os 12 meses do ano, aproveitando diferentes esta\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias. No ver\u00e3o, os c\u00e2nions, trilhas, cachoeiras, rios e \u00e1reas rurais ganham protagonismo. No outono, as paisagens e a gastronomia criam novos atrativos. No inverno, o frio, a geada e a possibilidade de neve colocam a Serra no centro das aten\u00e7\u00f5es. Na primavera, flores, campos e atividades ao ar livre ampliam novamente as possibilidades.<\/p>\n<p>Essa diversidade se conecta diretamente \u00e0 economia. Cada turista que chega movimenta uma cadeia que envolve hot\u00e9is, pousadas, restaurantes, vin\u00edcolas, produtores rurais, transportadores, guias, ag\u00eancias, com\u00e9rcio, artes\u00e3os, eventos e prestadores de servi\u00e7os. E os n\u00fameros territoriais ajudam a dimensionar esse potencial.<\/p>\n<p>O grande desafio e, ao mesmo tempo, a grande oportunidade est\u00e3o em fazer com que essas tr\u00eas \u00e1reas sejam percebidas como partes de um mesmo territ\u00f3rio tur\u00edstico e econ\u00f4mico.<\/p>\n<p>Juntas, essas tr\u00eas faces formam uma regi\u00e3o capaz de oferecer muito mais do que belas paisagens. Formam um territ\u00f3rio de produ\u00e7\u00e3o, empreendedorismo, cultura, inova\u00e7\u00e3o, hospitalidade e oportunidades de investimento.<\/p>\n<p>A Serra Catarinense tem, portanto, todos os elementos para ampliar sua presen\u00e7a no cen\u00e1rio tur\u00edstico nacional: territ\u00f3rio, identidade, natureza, cultura, gastronomia, produtos diferenciados e uma popula\u00e7\u00e3o que transforma as caracter\u00edsticas da regi\u00e3o em oportunidades de desenvolvimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A regi\u00e3o re\u00fane natureza, economia, cultura e turismo em um territ\u00f3rio que representa quase 17% de Santa Catarina A Serra Catarinense \u00e9 uma das regi\u00f5es &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":50808,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-50806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50806"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50806\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50807,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50806\/revisions\/50807"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}