{"id":50788,"date":"2026-08-20T05:30:01","date_gmt":"2026-08-20T08:30:01","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=50788"},"modified":"2026-08-20T17:42:11","modified_gmt":"2026-08-20T20:42:11","slug":"mercado-de-ferias-compartilhadas-ganha-espaco-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/mercado-de-ferias-compartilhadas-ganha-espaco-no-brasil\/","title":{"rendered":"MERCADO DE F\u00c9RIAS COMPARTILHADAS GANHA ESPA\u00c7O NO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p>Mercado de multipropriedade mais que dobrou em seis anos; entenda como funcionam os modelos de propriedade, timeshare e direito de uso<\/p>\n<p>Aproveitar um per\u00edodo de f\u00e9rias garantido na alta temporada a cada ano, ter acesso a um empreendimento tur\u00edstico sem comprar o im\u00f3vel inteiro e dividir os custos de utiliza\u00e7\u00e3o s\u00e3o algumas das possibilidades oferecidas pelo mercado de f\u00e9rias compartilhadas. No Brasil, o setor re\u00fane modelos como timeshare, multipropriedade e direito de uso. Embora tenham em comum a proposta de organizar o acesso a per\u00edodos de hospedagem, eles se diferenciam na rela\u00e7\u00e3o do consumidor com o im\u00f3vel e na forma de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O crescimento da multipropriedade d\u00e1 a dimens\u00e3o desse mercado. O n\u00famero de empreendimentos passou de 109, em 2020, para 224 em 2026, avan\u00e7o de 105,5% em seis anos. Os projetos est\u00e3o distribu\u00eddos por 99 cidades de 18 estados e re\u00fanem 44.027 unidades habitacionais, mais de 1,26 milh\u00e3o de fra\u00e7\u00f5es imobili\u00e1rias e R$ 100,5 bilh\u00f5es em Valor Geral de Vendas (VGV) potencial.<\/p>\n<p>Os dados fazem parte do relat\u00f3rio Cen\u00e1rio do Desenvolvimento de Multipropriedades no Brasil 2026, elaborado pela Caio Calfat Real Estate Consulting. Do VGV potencial, 66% j\u00e1 foram comercializados e 34% correspondem ao estoque. A disponibilidade varia conforme o est\u00e1gio dos empreendimentos: entre os projetos prontos, 8,9% das fra\u00e7\u00f5es permanecem dispon\u00edveis; nos que est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o, o \u00edndice chega a 41%; nos lan\u00e7amentos, a 69,5%.<\/p>\n<p>A distribui\u00e7\u00e3o regional tamb\u00e9m mostra a presen\u00e7a da multipropriedade em diferentes partes do Pa\u00eds. O Sul concentra 70 empreendimentos, entre projetos prontos, em constru\u00e7\u00e3o e em lan\u00e7amento. \u00c9 a regi\u00e3o com o maior n\u00famero de projetos, \u00e0 frente de Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Norte.<\/p>\n<p>O que muda entre os modelos de f\u00e9rias compartilhadas<\/p>\n<p>Embora timeshare e multipropriedade estejam associados ao conceito de f\u00e9rias compartilhadas, os dois modelos n\u00e3o significam a mesma coisa. No Brasil, o timeshare \u00e9 o modelo mais antigo e est\u00e1 ligado \u00e0 comercializa\u00e7\u00e3o do direito de utiliza\u00e7\u00e3o de um empreendimento tur\u00edstico por determinado per\u00edodo. A multipropriedade, por sua vez, tem natureza imobili\u00e1ria e ganhou uma estrutura jur\u00eddica espec\u00edfica com a Lei n\u00ba 13.777, de 2018.<\/p>\n<p>Na multipropriedade, o consumidor compra uma fra\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel e passa a ter direito de propriedade sobre ela. Essa aquisi\u00e7\u00e3o est\u00e1 vinculada a per\u00edodos determinados de utiliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m de utilizar a unidade durante o per\u00edodo previsto, o comprador tem participa\u00e7\u00e3o na propriedade do im\u00f3vel. Os custos condominiais s\u00e3o proporcionais \u00e0 fra\u00e7\u00e3o adquirida.<\/p>\n<p>No direito de uso, a l\u00f3gica contratual garante ao cliente a frui\u00e7\u00e3o de semanas inteiras de hospedagem a cada ano durante o per\u00edodo contratado, sem aquisi\u00e7\u00e3o patrimonial do im\u00f3vel. J\u00e1 o timeshare funciona atrav\u00e9s de um sistema de pontos \u2014semelhante a um programa de milhas\u2014, em que o cliente compra um saldo de pontos para resgatar em di\u00e1rias.<\/p>\n<p>Enquanto na multipropriedade e no direito de uso a contrata\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por semanas fechadas (se o cliente utilizar menos dias do que o contratado naquela semana, perde os dias restantes), no timeshare h\u00e1 maior flexibilidade fracionada, permitindo reservas mais curtas (como 2 ou 3 dias). Por outro lado, no timeshare a garantia de uma semana espec\u00edfica depende da disponibilidade no momento do resgate dos pontos; se o cliente demorar para reservar, corre o risco de n\u00e3o encontrar vaga na data desejada, ao passo que no direito de uso a semana anual j\u00e1 fica devidamente assegurada em contrato dentro da temporada contratada.<\/p>\n<p>A origem dos modelos ajuda a entender essa divis\u00e3o. O timeshare surgiu na Europa nas d\u00e9cadas de 1960 e 1970, inicialmente com a comercializa\u00e7\u00e3o de per\u00edodos de uso de im\u00f3veis tur\u00edsticos. A partir dos anos 1980, o formato passou a incorporar sistemas de interc\u00e2mbio e maior participa\u00e7\u00e3o de redes hoteleiras. No Brasil, chegou antes da multipropriedade e se desenvolveu principalmente em resorts.<\/p>\n<p>Um mercado com diferentes formas de viajar<\/p>\n<p>A multipropriedade ganhou espa\u00e7o no Brasil principalmente a partir da d\u00e9cada de 2010 e passou a ter uma estrutura jur\u00eddica espec\u00edfica com a regulamenta\u00e7\u00e3o de 2018. O modelo tamb\u00e9m alterou a forma de desenvolvimento de empreendimentos tur\u00edsticos, permitindo a comercializa\u00e7\u00e3o de fra\u00e7\u00f5es desde o lan\u00e7amento dos projetos.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, os diferentes formatos permitem que empresas ofere\u00e7am alternativas para consumidores com diferentes or\u00e7amentos e interesses. A escolha envolve fatores como o per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o, o interesse em ter uma fra\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria e a prefer\u00eancia por servi\u00e7os inclu\u00eddos na hospedagem.<\/p>\n<p>\u00c9 o que ocorre com a MME Vacation Club, que possui mais de 7 mil fam\u00edlias clientes e atua na praia de Ipioca, em Macei\u00f3 (AL). A empresa trabalha com diferentes empreendimentos e modelos de acesso \u00e0s f\u00e9rias, permitindo que o consumidor escolha o per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o e o formato de propriedade de acordo com seu perfil e or\u00e7amento. Os custos s\u00e3o proporcionais ao tempo adquirido.<\/p>\n<p>O Ipioca Beach Residence &amp; Resort, j\u00e1 conclu\u00eddo e em opera\u00e7\u00e3o, funciona em regime de multipropriedade. O empreendimento re\u00fane unidades para fam\u00edlias, \u00e1reas de lazer, piscinas, restaurantes e servi\u00e7os de resort, al\u00e9m de estar localizado pr\u00f3ximo \u00e0 praia.<\/p>\n<p>Outro projeto da empresa \u00e9 o Ipioca Beach Home Collection, atualmente em constru\u00e7\u00e3o e com previs\u00e3o de entrega para 2027. O empreendimento ter\u00e1 unidades maiores, arquitetura com caracter\u00edsticas residenciais e uma proposta mais privativa, mantendo o regime de multipropriedade.<\/p>\n<p>Para ampliar as possibilidades de utiliza\u00e7\u00e3o, a MME mant\u00e9m uma parceria com a RCI. O sistema de interc\u00e2mbio permite trocar per\u00edodos de hospedagem por estadias em outros destinos participantes. Assim, o per\u00edodo contratado em Ipioca pode ser utilizado em diferentes localidades.<\/p>\n<p>Direito de uso chega a novo empreendimento<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo projeto da MME segue uma estrutura diferente. Em fase de lan\u00e7amento, o Ipioca Mar Resort All Inclusive tem previs\u00e3o de entrega para 2030 e ser\u00e1 operado em regime de direito de uso.<\/p>\n<p>A proposta re\u00fane hospedagem, lazer, alimenta\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os em um sistema all inclusive. O empreendimento ser\u00e1 voltado a fam\u00edlias e consumidores que buscam concentrar os servi\u00e7os das f\u00e9rias em um \u00fanico local, com alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas inclu\u00eddas na hospedagem.<\/p>\n<p>Nesse caso, o consumidor n\u00e3o adquire uma fra\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria. O que \u00e9 contratado \u00e9 o direito de utilizar o empreendimento durante o per\u00edodo estabelecido. Segundo as informa\u00e7\u00f5es fornecidas pela empresa, o projeto \u00e9 o \u00fanico empreendimento no Brasil a seguir esse modelo e pode representar uma economia de at\u00e9 45% nas f\u00e9rias.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre os formatos tamb\u00e9m aparece na rela\u00e7\u00e3o com o im\u00f3vel. Na multipropriedade, existe um v\u00ednculo de propriedade sobre uma fra\u00e7\u00e3o da unidade. No direito de uso, o v\u00ednculo \u00e9 contratual e est\u00e1 relacionado ao per\u00edodo de utiliza\u00e7\u00e3o. No timeshare, essa rela\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 estruturada a partir do direito de uso, embora existam diferentes formatos de contrata\u00e7\u00e3o e sistemas de pontos.<\/p>\n<p>Os modelos coexistem no mercado de f\u00e9rias compartilhadas e atendem a diferentes formas de contrata\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o. Na multipropriedade, o consumidor adquire uma fra\u00e7\u00e3o do im\u00f3vel; no direito de uso, compra o acesso ao empreendimento durante o per\u00edodo previsto em contrato; e, no timeshare, a utiliza\u00e7\u00e3o pode ser organizada por per\u00edodos ou sistemas de pontos.<\/p>\n<p>A possibilidade de interc\u00e2mbio \u00e9 outro elemento presente nesse mercado. Sistemas como o oferecido pela RCI permitem que consumidores que adquiriram per\u00edodos em empreendimentos participantes tenham acesso a outros destinos. Com isso, a utiliza\u00e7\u00e3o pode ser ampliada para al\u00e9m do local originalmente contratado.<\/p>\n<p>Para mais informa\u00e7\u00f5es acesse: https:\/\/mmevacationclub.com.br\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mercado de multipropriedade mais que dobrou em seis anos; entenda como funcionam os modelos de propriedade, timeshare e direito de uso Aproveitar um per\u00edodo de &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":50789,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-50788","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50788","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=50788"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50788\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":50790,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/50788\/revisions\/50790"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/50789"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=50788"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=50788"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=50788"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}