{"id":49629,"date":"2026-08-06T02:00:44","date_gmt":"2026-08-06T05:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=49629"},"modified":"2026-08-05T19:18:07","modified_gmt":"2026-08-05T22:18:07","slug":"artesanato-mantem-vivas-as-tradicoes-guarani","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/artesanato-mantem-vivas-as-tradicoes-guarani\/","title":{"rendered":"ARTESANATO MANT\u00c9M VIVAS AS TRADI\u00c7\u00d5ES GUARANI"},"content":{"rendered":"<p>Projeto Ar, \u00c1gua e Terra re\u00fane onze aldeias onde a cultura segue transmitindo conhecimentos sobre manejo sustent\u00e1vel da floresta e conserva\u00e7\u00e3o ambiental<\/p>\n<p>Segundo a tradi\u00e7\u00e3o Guarani, Tup\u00e3 criou a mulher a partir de um balaio. Essa rela\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica est\u00e1 presente nas adjaka, cestas t\u00edpicas dos Mby\u00e1-Guarani produzidas em taquara e confeccionadas especialmente pelas mulheres das aldeias. O Projeto Ar, \u00c1gua e Terra, desenvolvido pelo Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM) com o patroc\u00ednio da Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, ajuda a manter esse conhecimento vivo em onze aldeias Guarani do Rio Grande do Sul, onde o artesanato continua sendo uma das principais formas de transmitir modos de viver, produzir e cuidar da floresta.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de manterem vivas as tradi\u00e7\u00f5es por meio de sua express\u00e3o art\u00edstica, o artesanato representa uma fonte de renda para as comunidades e estabelece um elo entre os saberes dos povos origin\u00e1rios e a sociedade. Tradi\u00e7\u00e3o que deve ser ressaltada quando se comemora o Dia Internacional dos Povos Ind\u00edgenas, celebrado mundialmente em 09 de agosto.<\/p>\n<p>Produzir uma cesta come\u00e7a muito antes do tran\u00e7ado. \u00c9 preciso conhecer a \u00e9poca correta para coletar cada fibra, preparar o material e dominar t\u00e9cnicas transmitidas entre m\u00e3es, av\u00f3s e crian\u00e7as. Antes da retirada das plantas, a tradi\u00e7\u00e3o prev\u00ea um pedido de permiss\u00e3o aos esp\u00edritos da floresta, reconhecendo que os recursos naturais n\u00e3o pertencem \u00e0s pessoas, mas fazem parte de uma rela\u00e7\u00e3o sagrada e de reciprocidade que precisa ser respeitada.<\/p>\n<p>O mesmo acontece com as esculturas em madeira, produzidas pelos homens da aldeia. O jacar\u00e9 simboliza o amor e a paz. O tucano representa o desejo de viver livre. O tamandu\u00e1 traduz a busca pela tranquilidade. As esculturas carregam um ensinamento, e transmitem o respeito pela fauna e conex\u00e3o espiritual na cultura Guarani. O artesanato Guarani tamb\u00e9m acompanha cerim\u00f4nias e momentos da vida cotidiana. Colares, pulseiras, cachimbos e instrumentos musicais ajudam a preservar formas de express\u00e3o e de prote\u00e7\u00e3o dos Guarani.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de respeito com a floresta tamb\u00e9m pode ser dimensionada ou quantificada quando se trata de um projeto que tem como objetivo central a gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos territ\u00f3rios e a restaura\u00e7\u00e3o e reconven\u00e7\u00e3o ambiental, valorizando os saberes tradicionais. Nas comunidades participantes do Projeto Ar, \u00c1gua e Terra, as \u00e1reas em recupera\u00e7\u00e3o ambiental triplicaram e hoje ultrapassam 30 hectares. As \u00e1reas destinadas \u00e0 reconvers\u00e3o produtiva passaram de cinco para 26 hectares, enquanto mais de 60 mil mudas nativas foram plantadas e os viveiros comunit\u00e1rios produziram 30 mil. O resultado aparece tamb\u00e9m na conserva\u00e7\u00e3o de mais de 90% das \u00e1reas onde o projeto atua, contribuindo para proteger \u00e1reas estrat\u00e9gicas dos biomas Pampa e Mata Atl\u00e2ntica e para a captura de mais de 30 mil toneladas de di\u00f3xido de carbono (CO\u2082).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da recupera\u00e7\u00e3o ambiental, o Projeto Ar, \u00c1gua e Terra promove interc\u00e2mbios entre as aldeias para ampliar a circula\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicas artesanais, sementes e conhecimentos tradicionais. O futuro tamb\u00e9m se constr\u00f3i quando um povo aprende com seu passado.<\/p>\n<p>Sobre o Projeto Ar, \u00c1gua e Terra<\/p>\n<p>Com atua\u00e7\u00e3o em diferentes regi\u00f5es do estado, o Projeto re\u00fane iniciativas que v\u00e3o desde a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas at\u00e9 o cultivo de esp\u00e9cies nativas e o fortalecimento da seguran\u00e7a alimentar nas aldeias \u2014 sempre a partir de uma constru\u00e7\u00e3o conjunta com as aldeias ind\u00edgenas. Constru\u00eddo h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas com a etnia Mby\u00e1 Guarani, tem foco na gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, incluindo viveirismo, educa\u00e7\u00e3o etnoambiental e sistemas de energia renov\u00e1vel. Atualmente, envolve mais de 300 ind\u00edgenas em \u00e1reas que somam mais de tr\u00eas mil hectares nos biomas Pampa e Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Sobre o IECAM<\/p>\n<p>Fundado em 1991 e sediado desde 2011 em Porto Alegre\/RS, \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil, sem fins lucrativos com a miss\u00e3o de pesquisa e desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es socioambientais sustent\u00e1veis, atrav\u00e9s da revitaliza\u00e7\u00e3o de saberes tradicionais e da biodiversidade.<\/p>\n<p>Desde a d\u00e9cada de 90, o IECAM desenvolve atividades e projetos com associa\u00e7\u00f5es, escolas, universidades, comunidades ribeirinhas e \u00edndios, com parceiros como UNESCO (Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura), PNUD (Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento), Carteira Ind\u00edgena de Projetos (Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social e Combate \u00e0 Fome e Minist\u00e9rio do Meio Ambiente), IPHAN (Instituto do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico e Art\u00edstico Nacional \u2013 Minist\u00e9rio da Cultura) e Petrobras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Projeto Ar, \u00c1gua e Terra re\u00fane onze aldeias onde a cultura segue transmitindo conhecimentos sobre manejo sustent\u00e1vel da floresta e conserva\u00e7\u00e3o ambiental Segundo a tradi\u00e7\u00e3o &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49630,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-49629","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49629","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49629"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49631,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49629\/revisions\/49631"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49630"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}