{"id":49344,"date":"2026-08-03T23:51:17","date_gmt":"2026-08-04T02:51:17","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=49344"},"modified":"2026-08-03T21:15:13","modified_gmt":"2026-08-04T00:15:13","slug":"da-primeira-a-quarta-onda-como-mudou-a-relacao-do-brasileiro-com-o-cafe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/da-primeira-a-quarta-onda-como-mudou-a-relacao-do-brasileiro-com-o-cafe\/","title":{"rendered":"DA PRIMEIRA \u00c0 QUARTA ONDA: COMO MUDOU A RELA\u00c7\u00c3O DO BRASILEIRO COM O CAF\u00c9"},"content":{"rendered":"<p>O caf\u00e9 deixou de ser apenas um produto cotidiano para incorporar qualidade, tecnologia, rastreabilidade e novas formas de consumo sem abandonar a tradi\u00e7\u00e3o do cafezinho<\/p>\n<p>A forma como os brasileiros consomem caf\u00e9 passou por uma transforma\u00e7\u00e3o significativa nas \u00faltimas d\u00e9cadas. Da populariza\u00e7\u00e3o da bebida como item essencial da rotina at\u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o da origem dos gr\u00e3os, dos m\u00e9todos de preparo e da tecnologia aplicada \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, as chamadas &#8220;ondas do caf\u00e9&#8221; ajudam a explicar a evolu\u00e7\u00e3o do mercado e do comportamento do consumidor. O tema ganha cada vez mais relev\u00e2ncia \u00e0 medida que o Brasil mant\u00e9m sua posi\u00e7\u00e3o entre os maiores consumidores mundiais da bebida e amplia o interesse pelos caf\u00e9s especiais.<\/p>\n<p>Embora as quatro ondas sejam frequentemente utilizadas para compreender a evolu\u00e7\u00e3o do setor cafeeiro, especialistas ressaltam que elas n\u00e3o representam fases que substituem umas \u00e0s outras. Na pr\u00e1tica, convivem simultaneamente. Um mesmo consumidor pode preparar um caf\u00e9 filtrado tradicional pela manh\u00e3, utilizar uma c\u00e1psula durante o expediente e escolher uma cafeteria especializada para experimentar m\u00e9todos artesanais no fim de semana.<\/p>\n<p>&#8220;Quando falamos das ondas do caf\u00e9, n\u00e3o estamos dizendo que uma substituiu a outra. Elas coexistem e refletem diferentes formas de consumir a bebida. O brasileiro continua apreciando o cafezinho tradicional, mas tamb\u00e9m passou a explorar caf\u00e9s especiais, novos m\u00e9todos de preparo e experi\u00eancias mais personalizadas. Isso mostra o amadurecimento do consumidor e a diversidade que o mercado oferece atualmente&#8221;, afirma Andr\u00e9 Henning, cofundador da Go Coffee, maior rede nacional de cafeterias.<\/p>\n<p>Primeira onda consolidou o caf\u00e9 como s\u00edmbolo da rotina brasileira<\/p>\n<p>A primeira onda do caf\u00e9 foi marcada pela industrializa\u00e7\u00e3o, pela produ\u00e7\u00e3o em larga escala e pela democratiza\u00e7\u00e3o do acesso \u00e0 bebida. Nesse per\u00edodo, o caf\u00e9 passou a ocupar lugar permanente nas resid\u00eancias, padarias, escrit\u00f3rios e estabelecimentos comerciais, tornando-se um dos principais s\u00edmbolos da hospitalidade brasileira. \u201cO foco estava na praticidade, no pre\u00e7o e na disponibilidade. O produto era comercializado principalmente na forma de caf\u00e9 torrado e mo\u00eddo, com pouca informa\u00e7\u00e3o sobre origem, variedade ou produtor. O tradicional preparo em filtro de pano consolidou o chamado \u2018cafezinho\u2019, consumido tanto como parte da rotina de trabalho quanto em momentos de conviv\u00eancia familiar\u201d, comenta El\u00f3i Ferreira, cofundador e desenvolvedor de produtos da Go Coffee.<\/p>\n<p>Segunda onda transformou o caf\u00e9 em experi\u00eancia de consumo<\/p>\n<p>Com a expans\u00e3o das cafeterias e da cultura do espresso, surgiu uma nova rela\u00e7\u00e3o entre consumidor e bebida. A segunda onda ampliou o papel do caf\u00e9 para al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o de despertar ou acompanhar refei\u00e7\u00f5es, tornando-o tamb\u00e9m um elemento de socializa\u00e7\u00e3o, lazer, estudo e trabalho. Nesse cen\u00e1rio, ganharam espa\u00e7o bebidas como cappuccino, latte, mocha e macchiato, al\u00e9m da populariza\u00e7\u00e3o das m\u00e1quinas de espresso e das c\u00e1psulas dom\u00e9sticas. A experi\u00eancia passou a incluir ambiente, atendimento e variedade de receitas, acompanhando mudan\u00e7as no estilo de vida urbano e nas prefer\u00eancias dos consumidores.<\/p>\n<p>Segundo a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Caf\u00e9 (ABIC), o crescimento dos caf\u00e9s em c\u00e1psulas reflete justamente a busca por conveni\u00eancia, praticidade e qualidade, caracter\u00edsticas que marcaram essa etapa da evolu\u00e7\u00e3o do mercado. &#8220;A segunda onda foi importante porque mudou o papel das cafeterias. Elas deixaram de ser apenas um local para consumir caf\u00e9 e passaram a funcionar como espa\u00e7os de encontro, trabalho e conviv\u00eancia. Ao mesmo tempo, o consumidor come\u00e7ou a experimentar novos formatos, como o espresso e as bebidas \u00e0 base de leite, ampliando sua rela\u00e7\u00e3o com o caf\u00e9 para al\u00e9m do h\u00e1bito di\u00e1rio&#8221;, lembra Ferreira.<\/p>\n<p>Terceira onda valorizou origem, caf\u00e9s especiais e trabalho artesanal<\/p>\n<p>A terceira onda representou uma mudan\u00e7a profunda na forma como o caf\u00e9 passou a ser percebido. Inspirado em conceitos semelhantes aos do universo dos vinhos, o consumidor passou a valorizar fatores como terroir, variedade do gr\u00e3o, processamento, perfil sensorial, torra e m\u00e9todos de preparo. Foi nesse contexto que cresceram os caf\u00e9s especiais, os m\u00e9todos filtrados como V60, Chemex, Aeropress e prensa francesa, al\u00e9m da atua\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica dos baristas na orienta\u00e7\u00e3o ao consumidor. \u201cTamb\u00e9m aumentou o interesse pela rastreabilidade, permitindo conhecer a fazenda de origem, o produtor e as caracter\u00edsticas espec\u00edficas de cada lote. Com isso, o Brasil deixou de ser reconhecido apenas como um grande produtor em volume e passou a conquistar espa\u00e7o internacional pela qualidade dos caf\u00e9s especiais, pelos microlotes e pelos produtores premiados\u201d, explica o especialista.<\/p>\n<p>A nova onda: Quarta onda re\u00fane ci\u00eancia, tecnologia, sustentabilidade e precis\u00e3o<\/p>\n<p>Considerada uma tend\u00eancia ainda em consolida\u00e7\u00e3o, a chamada quarta onda amplia o debate sobre qualidade ao incorporar ci\u00eancia, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o em todas as etapas da cadeia produtiva. Entre as principais caracter\u00edsticas est\u00e3o o uso de dados para controle preciso de moagem, temperatura, tempo de extra\u00e7\u00e3o e propor\u00e7\u00e3o da bebida, al\u00e9m da ado\u00e7\u00e3o de intelig\u00eancia artificial, automa\u00e7\u00e3o, equipamentos conectados, fermenta\u00e7\u00f5es experimentais e sistemas de rastreabilidade.<\/p>\n<p>Outro aspecto relevante \u00e9 a crescente preocupa\u00e7\u00e3o com sustentabilidade, transpar\u00eancia comercial, remunera\u00e7\u00e3o da cadeia produtiva e personaliza\u00e7\u00e3o da experi\u00eancia do consumidor. \u201cEmbora ainda n\u00e3o exista consenso acad\u00eamico sobre uma defini\u00e7\u00e3o \u00fanica da quarta onda, entidades internacionais como a Specialty Coffee Association v\u00eam ampliando seus crit\u00e9rios de avalia\u00e7\u00e3o para considerar diferentes dimens\u00f5es de qualidade, contexto produtivo e atributos sensoriais. Em breve devemos ter algo mais consolidado\u201d, ressalta El\u00f3i Ferreira.<\/p>\n<p>Consumidor amplia repert\u00f3rio sem abandonar a tradi\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das ondas do caf\u00e9 mostra que o brasileiro n\u00e3o deixou de consumir o tradicional cafezinho, mas ampliou significativamente suas possibilidades de escolha. Hoje convivem diferentes perfis de consumo: caf\u00e9s filtrados, espresso, bebidas geladas, c\u00e1psulas, m\u00e9todos especiais e gr\u00e3os de diversas origens. A decis\u00e3o de compra passou a considerar n\u00e3o apenas pre\u00e7o e conveni\u00eancia, mas tamb\u00e9m qualidade, proced\u00eancia, impacto socioambiental e experi\u00eancia.<\/p>\n<p>Dados da ABIC indicam que o Brasil consumiu aproximadamente 21,4 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 em 2025, mantendo-se como o segundo maior mercado consumidor do mundo. A entidade estima ainda um consumo m\u00e9dio de cerca de 1.400 x\u00edcaras por pessoa ao ano, demonstrando a import\u00e2ncia econ\u00f4mica, cultural e social da bebida no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;O mercado de caf\u00e9 evoluiu acompanhando as mudan\u00e7as no comportamento do consumidor. Hoje existe espa\u00e7o para diferentes perfis de consumo, desde o caf\u00e9 tradicional at\u00e9 experi\u00eancias mais sofisticadas, e isso fortalece toda a cadeia produtiva. Quanto maior o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o sobre qualidade, origem e formas de preparo, mais o consumidor participa desse movimento de valoriza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 brasileiro\u201d, destaca Henning.<\/p>\n<p>Para o empres\u00e1rio, essa transforma\u00e7\u00e3o aproxima toda a cadeia produtiva do consumidor e fortalece a valoriza\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 brasileiro. &#8220;Quanto mais informa\u00e7\u00e3o chega ao consumidor, maior \u00e9 sua capacidade de fazer escolhas conscientes. Isso beneficia produtores, torrefa\u00e7\u00f5es, cafeterias e, principalmente, quem deseja viver novas experi\u00eancias sem abrir m\u00e3o da qualidade&#8221;, finaliza.<\/p>\n<p>Sobre a Go Coffee<\/p>\n<p>Fundada em 2017, em Curitiba, a Go Coffee se consolidou rapidamente como uma das principais refer\u00eancias nacionais no mercado de caf\u00e9s especiais. Hoje comercializa mensalmente mais de uma tonelada de caf\u00e9, com gr\u00e3os colhidos principalmente no Sul de Minas e na Alta Mogiana, importante regi\u00e3o produtora do estado de S\u00e3o Paulo. A marca se destaca por um card\u00e1pio diverso, que refor\u00e7a sua proposta de unir praticidade, qualidade e experi\u00eancia. Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse o site www.gocoffee.com.br ou o perfil oficial da rede no Instagram: @gocoffeebrasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O caf\u00e9 deixou de ser apenas um produto cotidiano para incorporar qualidade, tecnologia, rastreabilidade e novas formas de consumo sem abandonar a tradi\u00e7\u00e3o do cafezinho &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49345,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-49344","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49344"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49344\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49346,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49344\/revisions\/49346"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}