{"id":49052,"date":"2026-08-03T04:45:28","date_gmt":"2026-08-03T07:45:28","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=49052"},"modified":"2026-08-03T12:34:05","modified_gmt":"2026-08-03T15:34:05","slug":"a-filha-da-terra-e-o-filho-do-dono-novo-espetaculo-do-uta-teatro-estreia-dia-15-de-agosto-no-galpao-floresta-cultural","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/a-filha-da-terra-e-o-filho-do-dono-novo-espetaculo-do-uta-teatro-estreia-dia-15-de-agosto-no-galpao-floresta-cultural\/","title":{"rendered":"A FILHA DA TERRA E O FILHO DO DONO, NOVO ESPET\u00c1CULO DO UTA TEATRO, ESTREIA DIA 15 DE AGOSTO, NO GALP\u00c3O FLORESTA CULTURAL"},"content":{"rendered":"<p>A montagem, livremente inspirada em Barbosa Lessa, Petr\u00facio Amorim, Sim\u00f5es Lopes Neto e William Shakespeare, tem dire\u00e7\u00e3o coletiva e nasce de um projeto de pesquisa do grupo UTA<\/p>\n<p>O Grupo UTA vem forte em 2026. Conceituado, s\u00f3lido, longevo, importante na cena cultural do Sul e do Brasil h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, estreia seu novo espet\u00e1culo em agosto. A filha da terra e o filho do dono investiga a hist\u00f3ria e as consequ\u00eancias da escraviza\u00e7\u00e3o no sul do Brasil, por meio de uma dramaturgia original. A montagem n\u00e3o parte de um texto teatral j\u00e1 existente, e sim, de um longo processo de pesquisa, improvisa\u00e7\u00f5es e di\u00e1logo com narrativas das culturas populares e mem\u00f3rias de fam\u00edlia, acentuando a identidade do UTA Teatro, que cresce ao mergulhar na hist\u00f3ria n\u00e3o contada do RS. M\u00fasica, teatro, dan\u00e7a e performance se entrela\u00e7am nesta narrativa, que questiona as rela\u00e7\u00f5es entre poder, heran\u00e7a, racismo e pertencimento \u00e0 terra em um sul imagin\u00e1rio. A pe\u00e7a estreia dia 15 de agosto, no Galp\u00e3o Floresta Cultural e ter\u00e1 temporada aos s\u00e1bados e domingos at\u00e9 30 de agosto, com entrada franca. Este projeto foi contemplado pelo Fundo Municipal de Apoio \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e Cultural de Porto Alegre \u2013 Fumproarte.<\/p>\n<p>Refletindo sobre o racismo estrutural a partir da hist\u00f3ria de uma fam\u00edlia marcada pela desigualdade, A filha da terra e o filho do dono leva para a cena uma filha negra exclu\u00edda da heran\u00e7a e um filho branco reconhecido como leg\u00edtimo, e problematiza a perman\u00eancia de ideias e pr\u00e1ticas discriminat\u00f3rias que atravessam a hist\u00f3ria brasileira. Metaforicamente chama a aten\u00e7\u00e3o para como o Brasil repartiu a terra e criou desigualdades sentidas at\u00e9 hoje. Contudo, mais do que revisitar o passado, o espet\u00e1culo convida o p\u00fablico a pensar como essas formas de exclus\u00e3o continuam presentes na sociedade e a fortalecer o compromisso com a luta antirracista.<\/p>\n<p>Fiel \u00e0 trajet\u00f3ria da UTA Teatro, a montagem articula rigor investigativo e liberdade criativa. O espet\u00e1culo resulta de um processo autoral desenvolvido ao longo de v\u00e1rios meses, no qual a pesquisa art\u00edstica antecede a escrita dramat\u00fargica. A proposta reafirma o teatro como espa\u00e7o de encontro, reflex\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o social, propondo um di\u00e1logo com diferentes p\u00fablicos sobre mem\u00f3ria, justi\u00e7a e igualdade. \u201cO mais dif\u00edcil e o mais emocionante pra mim nesse processo, tem sido descobrir como apresentar as dores e as alegrias humanas de um sul do Brasil imagin\u00e1rio e ao mesmo tempo conectado com nossas lembran\u00e7as. Trata-se de um percurso de reconhecimento das especificidades da branquitude e de como ela nos constitui como povo\u201d, afirma o ator Gilberto Icle.<\/p>\n<p>Um trio de artistas &#8211; Celina Alc\u00e2ntara, Gilberto Icle e Nina Fola &#8211; toma a cena para contar a hist\u00f3ria de um velho homem branco, um estancieiro que vive no sul do mundo e tem d\u00favida de para quem deixar\u00e1 suas riquezas. De um lado, o filho branco pregui\u00e7oso, mas leg\u00edtimo, e, de outro, a filha negra, fruto de um relacionamento com uma agregada. Ao agir em raz\u00e3o do racismo e da misoginia, deixa tudo ao filho que, por fim, acaba lhe expulsando de casa. Cego e vagando pelo Pampa, reencontra a filha. O espet\u00e1culo \u00e9 livremente inspirado em Barbosa Lessa, Petr\u00facio Amorim, Sim\u00f5es Lopes Neto e William Shakespeare, bem como nas tradi\u00e7\u00f5es orais e nas mem\u00f3rias das fam\u00edlias dos artistas criadores. A hist\u00f3ria e seus personagens s\u00e3o apresentados e criticados pela figura de um boi das brincadeiras populares, s\u00edmbolo das charqueadas &#8211; atividade econ\u00f4mica de grande relev\u00e2ncia para o Rio Grande do Sul durante o per\u00edodo colonial &#8211; que funciona como testemunha e comentador cr\u00edtico, recuperando imagens paradoxais de tristeza, viol\u00eancia, trabalho, resist\u00eancia e alegria que caracterizam as hist\u00f3rias do sul do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que o sul do Brasil alongou a escraviza\u00e7\u00e3o por motivos econ\u00f4micos, mas isso n\u00e3o \u00e9 tudo. Quando a gente se d\u00e1 conta de tantas atrocidades que o mundo branco normalizou &#8211; e ainda normaliza &#8211; precisa recontar a hist\u00f3ria. Essa cria\u00e7\u00e3o tem me ajudado a n\u00e3o me enganar e a entender que a arte pode ser um instrumento de revis\u00e3o das desigualdades humanas\u201d reflete Gisela Habeyche, que dirige o espet\u00e1culo coletivamente com Ci\u00e7a Reckziegel, Dedy Ricardo, Shirley Ros\u00e1rio e Thiago Pirajira.<\/p>\n<p>Dedy Ricardo afirma que as personagens que d\u00e3o nome ao novo espet\u00e1culo do UTA, s\u00e3o figuras que remetem, em parte, \u00e0 g\u00eanese do Rio Grande do Sul. Seus int\u00e9rpretes, Celina Alc\u00e2ntara e Gilberto Icle, integrantes da UTA desde 1992, nos levam de volta aos prim\u00f3rdios do coletivo, que est\u00e1 prestes a completar 35 anos de trabalho ininterrupto, em Porto Alegre. \u201cTrata-se de um exerc\u00edcio de Sankofa, como diz a sabedoria ancestral africana. Voltar e pegar o que nos importa. E, neste retorno, convocar outras presen\u00e7as, olhares, ritmos e vozes, como a de Nina Fola, que traz a for\u00e7a de suas viv\u00eancias como preciosa contribui\u00e7\u00e3o para a cena\u201d, afirma Dedy. O UTA traz, nesta montagem, parcerias fundamentais, como \u00c1lvaro Rosacosta, Simone Rasslan e Luciana Prass, com seu conhecimento e musicalidade; volta a vestir as cores e as texturas de Mari Falc\u00e3o, Gugu Lacerda, Alex Limberger e Gustavo Dienstman, parceiros fundamentais nessa caminhada.<\/p>\n<p>\u201cCompartilhar a dire\u00e7\u00e3o deste espet\u00e1culo com as pessoas que ajudaram a construir a minha pr\u00f3pria hist\u00f3ria, que est\u00e1 intrinsecamente vinculada \u00e0 hist\u00f3ria deste grupo \u2013 que \u00e9 tamb\u00e9m parte da minha fam\u00edlia \u2013 tem sido uma experi\u00eancia desafiadora que alia respeito, paix\u00e3o, sintonia, sensibilidade e muita admira\u00e7\u00e3o. \u00c9 mais uma oportunidade de contar nossas hist\u00f3rias juntos, porque assim curamos nossas feridas e alimentamos nossas esperan\u00e7as, completa Dedy Ricardo.<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica<\/p>\n<p>Inspirado em: Barbosa Lessa, Bumba Meu Boi, Mem\u00f3rias de fam\u00edlia, Petr\u00facio Amorim, Sim\u00f5es Lopes Neto, Tradi\u00e7\u00f5es orais, William Shakespeare<\/p>\n<p>Elenco: Celina Alc\u00e2ntara, Gilberto Icle e Nina Fola<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o: Ci\u00e7a Reckziegel, Dedy Ricardo, Gisela Habeyche, Shirley Ros\u00e1rio e Thiago Pirajira<\/p>\n<p>Composi\u00e7\u00f5es musicais: \u00c1lvaro RosaCosta, Simone Rasslan e UTA Teatro<\/p>\n<p>Arranjos: Luciana Prass, Nina Fola e Simone Rasslan<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o vocal: Simone Rasslan<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o para acorde\u00e3o: Matheus Kleber<\/p>\n<p>Prepara\u00e7\u00e3o musical: Luciana Prass<\/p>\n<p>Figurinos: Luiz Augusto Lacerda e Mari Falc\u00e3o<\/p>\n<p>Costuras: Mari Falc\u00e3o<\/p>\n<p>M\u00e1scaras e adere\u00e7os: Alex Limberger e Gustavo Dienstmann<\/p>\n<p>Confec\u00e7\u00e3o Ma\u00e7aquaias: Mestres Rainha Ginga Francisca Dias e Jonatan Dias de Souza<\/p>\n<p>Confec\u00e7\u00e3o tambor Il\u00fa: Pingo Borel<\/p>\n<p>Confec\u00e7\u00e3o tran\u00e7as de pano e Abayomis: Caroline Falero<\/p>\n<p>Design de ilumina\u00e7\u00e3o: Bathista Freire<\/p>\n<p>Ilustra\u00e7\u00f5es: Mitti Mendon\u00e7a<\/p>\n<p>Design gr\u00e1fico: Aline Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Assessoria de imprensa: Beb\u00ea Baumgarten<\/p>\n<p>Redes sociais: Daniele Rodrigues<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Juliano Barros e UTA Teatro<\/p>\n<p>Agradecimentos: C\u00edntia De Los Santos; , Dem\u00e9trio Xavier; Departamento de Arte Dram\u00e1tica-UFRGS; Galp\u00e3o Floresta Cultural; Pingo Borel; Rainha Ginga Francisca Dias, Rei do Congo Jo\u00e3o Batista Rodrigues, Chefe Faustino Ant\u00f4nio e Grupo Ma\u00e7ambique de Os\u00f3rio; Thyago Cunha; Zona Cultural<\/p>\n<p>A FILHA DA TERRA E O FILHO DO DONO \u2013 um espet\u00e1culo do UTA Teatro<\/p>\n<p>Estreia dia 15 de agosto, \u00e0s 20h<\/p>\n<p>Temporada aos s\u00e1bados e domingos, at\u00e9 30 de agosto, sempre \u00e0s 20h<\/p>\n<p>Galp\u00e3o Floresta Cultural &#8211; Rua Conselheiro Travassos, 541<\/p>\n<p>Entrada franca, com retirada de senhas 1h antes de cada apresenta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Redes sociais:<\/p>\n<p>https:\/\/www.instagram.com\/utateatro\/<\/p>\n<p>Projeto contemplado pelo Fundo Municipal de Apoio \u00e0 Produ\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e Cultural de Porto Alegre \u2013 Fumproarte<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A montagem, livremente inspirada em Barbosa Lessa, Petr\u00facio Amorim, Sim\u00f5es Lopes Neto e William Shakespeare, tem dire\u00e7\u00e3o coletiva e nasce de um projeto de pesquisa &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":49053,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-49052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=49052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":49054,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/49052\/revisions\/49054"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/49053"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=49052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=49052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=49052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}