{"id":48552,"date":"2026-07-23T01:55:56","date_gmt":"2026-07-23T04:55:56","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=48552"},"modified":"2026-07-22T19:31:00","modified_gmt":"2026-07-22T22:31:00","slug":"exposicao-alice-shintani-e-tomie-ohtake-montanha-e-vale-na-caixa-cultural-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/exposicao-alice-shintani-e-tomie-ohtake-montanha-e-vale-na-caixa-cultural-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"EXPOSI\u00c7\u00c3O: &#8220;ALICE SHINTANI E TOMIE OHTAKE &#8211; MONTANHA E VALE&#8221; NA CAIXA CULTURAL RIO DE JANEIRO"},"content":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Cultura, CAIXA Vida e Previd\u00eancia, Instituto Tomie Ohtake e CAIXA Cultural apresentam Alice Shintani e Tomie Ohtake \u2013 Montanha e vale, exposi\u00e7\u00e3o com curadoria de Ana Roman e Catalina Bergues, em cartaz na CAIXA Cultural &#8211; Teatro Nelson Rodrigues, no Rio de Janeiro, de 28 de julho a 15 de novembro de 2026. Reunindo pinturas, gravuras, esculturas e instala\u00e7\u00f5es, a mostra coloca em rela\u00e7\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de duas artistas de gera\u00e7\u00f5es distintas, propondo um encontro in\u00e9dito entre diferentes modos de pensar a pintura, o espa\u00e7o e a experi\u00eancia est\u00e9tica.<\/p>\n<p>Em Montanha e vale, a curadoria toma essas forma\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas como met\u00e1fora para pensar rela\u00e7\u00f5es de diferen\u00e7a e aproxima\u00e7\u00e3o. Assim como montanhas e vales se constituem mutuamente, as obras de Tomie Ohtake e Alice Shintani se aproximam n\u00e3o por afinidades imediatas, mas pelas tens\u00f5es e dist\u00e2ncias que produzem entre si, abrindo novas possibilidades de leitura sobre ambas.<\/p>\n<p>\u201cMais do que propor um di\u00e1logo entre duas artistas, Montanha e Vale investiga modos distintos de compreender a rela\u00e7\u00e3o entre pintura, espa\u00e7o e experi\u00eancia. Em Tomie Ohtake, a forma tende \u00e0 s\u00edntese e \u00e0 concentra\u00e7\u00e3o; em Alice Shintani, \u00e0 expans\u00e3o e ao deslocamento. A exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o procura resolver essa dist\u00e2ncia nem transform\u00e1-la em harmonia. Ao contr\u00e1rio, toma-a como mat\u00e9ria. \u00c9 nesse intervalo \u2013 entre conten\u00e7\u00e3o e dispers\u00e3o, perman\u00eancia e transforma\u00e7\u00e3o \u2013 que as obras se aproximam, produzindo leituras que nenhuma delas poderia sustentar isoladamente\u201d, afirmam as curadoras Ana Roman e Catalina Bergues.<\/p>\n<p>Distribu\u00eddas pelas duas salas expositivas da CAIXA Cultural \u2013 Teatro Nelson Rodrigues e tamb\u00e9m pelo espa\u00e7o de passagem entre elas, as obras articulam tens\u00f5es e aproxima\u00e7\u00f5es entre as duas trajet\u00f3rias. Na primeira sala, pinturas e gravuras de Tomie Ohtake dialogam com Menas, instala\u00e7\u00e3o de Alice Shintani composta por estruturas leves e reconfigur\u00e1veis, cuja l\u00f3gica de ocupa\u00e7\u00e3o aproxima a obra de arranjos provis\u00f3rios e cotidianos. Entre os destaques deste n\u00facleo est\u00e1 uma pintura monumental de Tomie Ohtake, instalada em uma parede curva, retomando a rela\u00e7\u00e3o espacial para a qual foi concebida originalmente, por ocasi\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o inaugural do Instituto Tomie Ohtake, em 2001.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea de transi\u00e7\u00e3o entre as salas, a s\u00e9rie Cru e Cozido, de Alice Shintani, acompanha o deslocamento do visitante, funcionando como uma esp\u00e9cie de travessia entre os dois momentos da mostra. A obra \u00e9 composta por dezenove pinturas e um chassi sem tela que formam um pol\u00edptico, no qual a artista realiza h\u00e1 dez anos uma experimenta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua, em que formas, cores e rela\u00e7\u00f5es espaciais reaparecem sem jamais se fixarem em uma configura\u00e7\u00e3o definitiva.<\/p>\n<p>J\u00e1 na segunda sala, a presen\u00e7a de Shitani se intensifica em uma grande instala\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica que transforma as paredes em suporte e altera a percep\u00e7\u00e3o do ambiente. No centro desse campo crom\u00e1tico, est\u00e3o expostas as esculturas tubulares de Tomie Ohtake, que introduzem novas rela\u00e7\u00f5es de equil\u00edbrio e movimento.<\/p>\n<p>Sobre as artistas<\/p>\n<p>Tomie Ohtake (1913\u20132015) nasceu em Quioto, no Jap\u00e3o, e chegou a S\u00e3o Paulo em 1936. No Brasil, casou-se com Ushio Ohtake, com quem teve dois filhos, Ruy Ohtake (1938\u20132021) e Ricardo Ohtake (1942), e de quem mais tarde se separou. Come\u00e7ou a pintar aos 39 anos e, a partir de 1952, desenvolveu uma pesquisa marcada pela abstra\u00e7\u00e3o e pela experimenta\u00e7\u00e3o cont\u00ednua. Suas pinturas em tinta a \u00f3leo frequentemente partiam de recortes e colagens preparat\u00f3rias, que orientavam a constru\u00e7\u00e3o de formas e campos de cor. Mais tarde, a ado\u00e7\u00e3o da tinta acr\u00edlica permitiu explorar novas rela\u00e7\u00f5es de fluidez, transpar\u00eancia e profundidade. A partir dos anos 1970, sua produ\u00e7\u00e3o expandiu-se da pintura para a gravura e, na d\u00e9cada seguinte, tamb\u00e9m para a escultura e para obras p\u00fablicas de grande escala. Produziu at\u00e9 o fim da vida, falecendo aos 101 anos.<\/p>\n<p>Alice Shintani (1971) nasceu na divisa entre Diadema e S\u00e3o Paulo. Formada em engenharia da computa\u00e7\u00e3o, atuou na \u00e1rea antes de iniciar sua trajet\u00f3ria no campo art\u00edstico no in\u00edcio dos anos 2000. Sua pr\u00e1tica parte da pintura como campo aberto de experimenta\u00e7\u00e3o, expandindo-se em instala\u00e7\u00f5es, a\u00e7\u00f5es coletivas, interven\u00e7\u00f5es no espa\u00e7o urbano e situa\u00e7\u00f5es expositivas. Seus trabalhos articulam estrat\u00e9gias l\u00fadicas e de aparente simplicidade, deslocando modos de circula\u00e7\u00e3o, valor e visibilidade da arte, e as rela\u00e7\u00f5es entre obra, espa\u00e7o e p\u00fablico. Entre 2013 e 2016, trabalhou como vendedora ambulante de brigadeiros em ruas e feiras livres do centro financeiro de S\u00e3o Paulo, experi\u00eancia que passou a atravessar sua produ\u00e7\u00e3o e deu origem a desdobramentos como as s\u00e9ries Mata e Menas, apresentadas na 34\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo \u2013 Faz escuro mas eu canto (2020\u20132021).<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o \u201cAlice Shintani e Tomie Ohtake \u2013 Montanha e vale\u201d \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Instituto Tomie Ohtake na CAIXA Cultural, viabilizada pelo Minist\u00e9rio da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo \u00e0 Cultura (Lei Rouanet), e conta com o patroc\u00ednio da CAIXA Vida e Previd\u00eancia; com o apoio da CAIXA, da CAIXA Seguridade, da Galeria Nara Roesler e da Galeria Almeida &amp; Dale e com Apoio Oficial de Tintas da AkzoNobel e Coral.<\/p>\n<p>Servi\u00e7o:<\/p>\n<p>Alice Shintani e Tomie Ohtake \u2013 Montanha e vale<\/p>\n<p>Curadoria: Ana Roman e Catalina Bergues<\/p>\n<p>Per\u00edodo expositivo<\/p>\n<p>28 de julho a 15 de novembro de 2026<\/p>\n<p>Abertura<\/p>\n<p>28 de julho, das 19h \u00e0s 21h<\/p>\n<p>CAIXA Cultural Rio de Janeiro \u2013 Teatro Nelson Rodrigues<\/p>\n<p>Av. Rep\u00fablica do Paraguai, 230 \u2013 Centro RJ<\/p>\n<p>Ter\u00e7a a sexta, das 10h \u00e0s 19h. S\u00e1bados, domingos e feriados, das 11h \u00e0s 18h<\/p>\n<p>Entrada franca<\/p>\n<p>Fone: 21 3083-1785<\/p>\n<p>Site CAIXA Cultural | Instagram @caixaculturalrj<\/p>\n<p>Acesso para pessoas com defici\u00eancia<\/p>\n<p>Patroc\u00ednio: CAIXA Vida e Previd\u00eancia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Minist\u00e9rio da Cultura, CAIXA Vida e Previd\u00eancia, Instituto Tomie Ohtake e CAIXA Cultural apresentam Alice Shintani e Tomie Ohtake \u2013 Montanha e vale, exposi\u00e7\u00e3o &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":48553,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-48552","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48552","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=48552"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48552\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":48554,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/48552\/revisions\/48554"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/48553"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=48552"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=48552"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=48552"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}