{"id":45838,"date":"2026-06-16T14:15:17","date_gmt":"2026-06-16T17:15:17","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=45838"},"modified":"2026-06-16T16:39:41","modified_gmt":"2026-06-16T19:39:41","slug":"diagnostico-tardio-de-autismo-traz-respostas-e-reduz-os-impactos-da-camuflagem-social-na-vida-adulta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/diagnostico-tardio-de-autismo-traz-respostas-e-reduz-os-impactos-da-camuflagem-social-na-vida-adulta\/","title":{"rendered":"DIAGN\u00d3STICO TARDIO DE AUTISMO TRAZ RESPOSTAS E REDUZ OS IMPACTOS DA CAMUFLAGEM SOCIAL NA VIDA ADULTA"},"content":{"rendered":"<p><em>Especialista explica como o masking afeta a sa\u00fade mental de adultos autistas e por que o diagn\u00f3stico pode representar um marco para o bem-estar e a qualidade de vida.<\/em><\/p>\n<div id=\"m#msg-f:1868182649611020600\" class=\"mail-message expanded\">\n<div id=\"m#msg-f:1868182649611020600-content\" class=\"mail-message-content collapsible zoom-normal mail-show-images \">\n<div class=\"clear\">\n<p>Receber um diagn\u00f3stico de Transtorno do Espectro Autista (TEA) na vida adulta costuma ser mais do que uma confirma\u00e7\u00e3o cl\u00ednica. Para muitas pessoas, \u00e9 a oportunidade de compreender experi\u00eancias acumuladas ao longo de anos, incluindo dificuldades sociais, desafios sensoriais e sentimentos persistentes de n\u00e3o pertencimento. A descoberta ajuda a reorganizar a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e oferece uma explica\u00e7\u00e3o para situa\u00e7\u00f5es que, at\u00e9 ent\u00e3o, pareciam desconexas.<\/p>\n<p>De acordo com o neurologista Dr. Matheus Trilico, refer\u00eancia no atendimento de adultos com TEA e TDAH, ainda existe uma grande parcela de pessoas que passou a inf\u00e2ncia e a adolesc\u00eancia sem identifica\u00e7\u00e3o adequada do transtorno, formando o que muitos especialistas chamam de &#8220;gera\u00e7\u00e3o perdida&#8221; do autismo.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 comum encontrarmos pacientes extremamente cansados emocionalmente. Durante d\u00e9cadas, eles tentaram se adaptar a padr\u00f5es sociais que n\u00e3o correspondiam \u00e0 sua forma natural de funcionamento. Nesse processo, desenvolveram o chamado masking, ou camuflagem social, um mecanismo utilizado para esconder caracter\u00edsticas autistas e reproduzir comportamentos considerados neurot\u00edpicos&#8221;, afirma o m\u00e9dico.<\/p>\n<p><strong>Quando a adapta\u00e7\u00e3o constante gera sofrimento<\/strong><\/p>\n<p>Embora a camuflagem social seja frequentemente utilizada para facilitar a conviv\u00eancia em ambientes sociais, ela pode gerar consequ\u00eancias importantes para a sa\u00fade mental. Pesquisas recentes indicam que o masking est\u00e1 associado a exaust\u00e3o emocional, dificuldades relacionadas \u00e0 identidade pessoal, baixa autoestima, al\u00e9m de sintomas de ansiedade e depress\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse fen\u00f4meno \u00e9 especialmente observado em adultos que receberam o diagn\u00f3stico tardiamente e em mulheres autistas. Estudos apontam ainda que aproximadamente 25% dos adultos autistas relatam ter recebido diagn\u00f3sticos psiqui\u00e1tricos equivocados ao longo da vida. Entre as mulheres, esse percentual pode chegar a cerca de um ter\u00e7o.<\/p>\n<p>Segundo o Dr. Trilico, muitos pacientes associam seus sintomas emocionais a anos de experi\u00eancias marcadas por isolamento, exclus\u00e3o social e situa\u00e7\u00f5es de bullying sem que houvesse uma explica\u00e7\u00e3o clara para essas viv\u00eancias.<\/p>\n<p>&#8220;Muitos quadros de ansiedade e sofrimento psicol\u00f3gico est\u00e3o relacionados ao impacto de viver por d\u00e9cadas com um autismo n\u00e3o identificado. O diagn\u00f3stico tardio permite compreender essa trajet\u00f3ria e oferece um novo direcionamento para o cuidado&#8221;, destaca o\u00a0<strong>neurologista.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O papel do diagn\u00f3stico na constru\u00e7\u00e3o do bem-estar<\/strong><\/p>\n<p>Apesar dos desafios que ainda existem para o acesso ao diagn\u00f3stico na vida adulta, a identifica\u00e7\u00e3o do TEA pode trazer benef\u00edcios significativos. Entre eles est\u00e3o o fortalecimento da autoaceita\u00e7\u00e3o, o aumento do autoconhecimento e a possibilidade de estabelecer conex\u00f5es com outras pessoas que compartilham experi\u00eancias semelhantes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o laudo pode favorecer adapta\u00e7\u00f5es importantes em contextos familiares, acad\u00eamicos e profissionais, contribuindo para uma rotina mais compat\u00edvel com as necessidades individuais.<\/p>\n<p>Para o neurologista, a abordagem terap\u00eautica deve priorizar qualidade de vida e suporte adequado, em vez de tentar modificar caracter\u00edsticas pr\u00f3prias do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>&#8220;Atualmente, sabemos que a Terapia Cognitivo-Comportamental adaptada para pessoas autistas \u00e9 considerada tratamento de primeira linha para o manejo de condi\u00e7\u00f5es associadas, como ansiedade e depress\u00e3o. Paralelamente, \u00e9 fundamental promover ambientes sociais e corporativos mais preparados para acolher a neurodiversidade&#8221;, explica Trilico.<\/p>\n<p><strong>Clareza para uma hist\u00f3ria que antes n\u00e3o fazia sentido<\/strong><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico de autismo na vida adulta n\u00e3o deve ser encarado como uma limita\u00e7\u00e3o. Pelo contr\u00e1rio, ele pode representar um ponto de virada importante, oferecendo compreens\u00e3o sobre experi\u00eancias passadas e ferramentas para uma vida mais alinhada \u00e0s necessidades da pessoa.<\/p>\n<p>Estudos mostram que muitos adultos autistas relatam melhora na qualidade de vida social ao longo do tempo, especialmente quando t\u00eam acesso ao autoconhecimento e ao suporte adequado.<\/p>\n<p>&#8220;O diagn\u00f3stico n\u00e3o define quem a pessoa \u00e9. Ele ajuda a iluminar aspectos da pr\u00f3pria trajet\u00f3ria que antes permaneciam sem explica\u00e7\u00e3o. Para muitos adultos, \u00e9 o in\u00edcio de uma vida mais aut\u00eantica, com menos necessidade de camuflagem e mais respeito \u00e0s pr\u00f3prias caracter\u00edsticas&#8221;, conclui o Dr. Matheus Trilico.<\/p>\n<p><strong>Sobre o especialista<\/strong><\/p>\n<p>Dr. Matheus Luis Castelan Trilico \u2014 CRM 35805\/PR | RQE 24818<\/p>\n<ul>\n<li>M\u00e9dico formado pela Faculdade Estadual de Medicina de Mar\u00edlia (FAMEMA);<\/li>\n<li>Neurologista com resid\u00eancia m\u00e9dica pelo Hospital de Cl\u00ednicas da Universidade Federal do Paran\u00e1 (HC-UFPR);<\/li>\n<li>Mestre em Medicina Interna e Ci\u00eancias da Sa\u00fade pelo HC-UFPR;<\/li>\n<li>P\u00f3s-graduado em Transtorno do Espectro Autista (TEA).<\/li>\n<\/ul>\n<p>Mais conte\u00fados sobre TEA e TDAH em adultos est\u00e3o dispon\u00edveis no portal do especialista:<\/p>\n<p>Mais artigos sobre TEA e TDAH em adultos podem ser vistos no portal do neurologista:\u00a0<a href=\"https:\/\/emailmarketing.andreafeliconio.com.br\/c\/prjxlp\/z-ua5quh\/ca2mk4q2pq8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/emailmarketing.andreafeliconio.com.br\/c\/prjxlp\/z-ua5quh\/ca2mk4q2pq8&amp;source=gmail&amp;ust=1781724216087000&amp;usg=AOvVaw0e3xu76_FmiLGnY-2r_ek9\">https:\/\/blog.<wbr \/>matheustriliconeurologia.com.<wbr \/>br\/<\/a><\/p>\n<p><img data-src=\"https:\/\/ci3.googleusercontent.com\/meips\/ADKq_NY0yRNzfsA9c6hlf75eph2R-J31em35d2F-DbS_LPy8LJc3CocDaOxQC6sGXyZ_zKxip3iWPew5RgZLp1bsGhwVMHzeEKg5O-d4g5BEWsmW05q2G1rS6UUw=s0-d-e1-ft#https:\/\/emailmarketing.andreafeliconio.com.br\/i\/prjxlp\/z-ua5quh.gif\" alt=\"\" width=\"1\" height=\"1\" src=\"data:image\/svg+xml;base64,PHN2ZyB3aWR0aD0iMSIgaGVpZ2h0PSIxIiB4bWxucz0iaHR0cDovL3d3dy53My5vcmcvMjAwMC9zdmciPjwvc3ZnPg==\" class=\"lazyload\" style=\"--smush-placeholder-width: 1px; --smush-placeholder-aspect-ratio: 1\/1;\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div id=\"m#msg-f:1868182649611020600-footer\" class=\"mail-message-footer spacer collapsible\"><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Especialista explica como o masking afeta a sa\u00fade mental de adultos autistas e por que o diagn\u00f3stico pode representar um marco para o bem-estar e &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":45839,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-45838","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45838","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=45838"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45838\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":45840,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/45838\/revisions\/45840"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/45839"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=45838"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=45838"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=45838"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}