{"id":44229,"date":"2026-05-21T08:41:03","date_gmt":"2026-05-21T11:41:03","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=44229"},"modified":"2026-05-21T21:42:35","modified_gmt":"2026-05-22T00:42:35","slug":"serie-audiovisual-inedita-vai-contar-a-historia-de-lia-de-itamaraca-a-maior-cirandeira-do-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/serie-audiovisual-inedita-vai-contar-a-historia-de-lia-de-itamaraca-a-maior-cirandeira-do-brasil\/","title":{"rendered":"S\u00c9RIE AUDIOVISUAL IN\u00c9DITA VAI CONTAR A HIST\u00d3RIA DE LIA DE ITAMARAC\u00c1, A MAIOR CIRANDEIRA DO BRASIL"},"content":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o dirigida pela cineasta Lia Let\u00edcia e pelo produtor Beto Hees tem seis epis\u00f3dios e mistura document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o para revisitar a vida de Maria Madalena, desde a inf\u00e2ncia na Ilha de Itamarac\u00e1 at\u00e9 o reconhecimento nacional e internacional. Artista busca patroc\u00ednio para gravar material<\/p>\n<p>A voz de Lia de Itamarac\u00e1 atravessa d\u00e9cadas como quem carrega o mar dentro do peito. Figura central da cultura popular pernambucana, a artista prepara agora um novo mergulho em sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria com a s\u00e9rie Maria Madalena \u2013 Lia de Itamarac\u00e1, produ\u00e7\u00e3o audiovisual em seis epis\u00f3dios de 23 minutos que pretende revisitar n\u00e3o apenas a artista conhecida pelo Brasil, mas sobretudo a mulher por tr\u00e1s do mito. O piloto da produ\u00e7\u00e3o, incentivado com recursos do Funcultura Audiovisual, come\u00e7ou a ser gravado essa semana na praia de Jaguaribe, em Itamarac\u00e1. O epis\u00f3dio servir\u00e1 para a equipe da Ciranda Produ\u00e7\u00f5es buscar patroc\u00ednio para a grava\u00e7\u00e3o da obra.<\/p>\n<p>Entre document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o, a s\u00e9rie vai reconstruir caminhos, dores, afetos e conquistas de Maria Madalena Correia do Nascimento, que transformou a ciranda em s\u00edmbolo de identidade cultural brasileira. A produ\u00e7\u00e3o acompanha desde a inf\u00e2ncia marcada pela pobreza e pela exclus\u00e3o at\u00e9 o reconhecimento nacional e internacional.<\/p>\n<p>\u201cEu sempre soube que seria artista. O povo ria de mim quando eu dizia isso ainda menina, porque naquele tempo uma mulher preta, pobre e da Ilha sonhar isso tudo parecia imposs\u00edvel. Mas eu nunca deixei de acreditar na minha voz, na minha ciranda e na minha hist\u00f3ria\u201d, relembra Lia.<\/p>\n<p>A estrutura narrativa da s\u00e9rie mistura relatos \u00edntimos da artista, encena\u00e7\u00f5es ficcionais com atores e atrizes, imagens de arquivo e performances musicais conduzidas pela pr\u00f3pria Lia. Cada epis\u00f3dio ser\u00e1 guiado por uma m\u00fasica, uma lembran\u00e7a e um espa\u00e7o simb\u00f3lico da Ilha de Itamarac\u00e1. Com essa intimidade que a s\u00e9rie conduz, a sobrinha Maria Salete, que carrega o apelido de \u201cPreta\u201d, e sua filha, Pietra Vict\u00f3ria, 3 anos, sobrinha-neta de Lia, far\u00e3o os papeis da artista na inf\u00e2ncia e no come\u00e7o da vida adulta e art\u00edstica. As duas atrizes foram escolhidas pela cirandeira para interpret\u00e1-la. \u201cPreta\u201d tamb\u00e9m j\u00e1 esteve no papel da sua av\u00f3 e m\u00e3e de Lia, Dona Matilde, no curta Dorme Pretinho (2024), baseado na m\u00fasica da cirandeira. O filme foi exibido em mais de 30 festivais de cinema e conquistou prek\u00e4r mia\u00e7\u00f5es, como o de melhor trilha no 15\u00ba Festival de Triunfo (Pernambuco) e melhor filme no 5\u00ba Festival de Cinema Negro em A\u00e7\u00e3o (Rio Grande do Sul).<\/p>\n<p>A proposta da s\u00e9rie nasce do desejo da pr\u00f3pria artista de registrar aquilo que ela chama de \u201ca Lia antes da Lia\u201d. Ou seja: a trajet\u00f3ria de Maria Madalena antes da consagra\u00e7\u00e3o nos palcos e da fama. Uma hist\u00f3ria atravessada por quest\u00f5es raciais, sociais e territoriais, mas tamb\u00e9m pela for\u00e7a simb\u00f3lica de uma mulher negra que transformou adversidade em perman\u00eancia.<\/p>\n<p>Ao longo de mais de seis d\u00e9cadas de carreira, Lia lan\u00e7ou quatro \u00e1lbuns, tornou-se Patrim\u00f4nio Vivo da Cultura Pernambucana, recebeu o t\u00edtulo de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal de Pernambuco e foi homenageada por institui\u00e7\u00f5es no Brasil e no exterior. Sua trajet\u00f3ria tamb\u00e9m dialoga com o cinema, tendo participado de produ\u00e7\u00f5es de nomes como Tizuka Yamasaki, L\u00edrio Ferreira e Kleber Mendon\u00e7a Filho, em Bacurau e Recife Frio. Ao longo de 10 anos, uma equipe liderada pela cineasta Lia Let\u00edcia e pelo produtor Beto Hees j\u00e1 produziu mais de 10 mini-docs sobre Lia de Itamarac\u00e1, al\u00e9m de videoclipes e curta-metragens, como Encantada (2012).<\/p>\n<p>\u201cEssa s\u00e9rie tem um diferencial, ela n\u00e3o pretende apenas reverenciar uma trajet\u00f3ria individual. A Ilha de Itamarac\u00e1 surge como ambiente central da narrativa. O territ\u00f3rio, marcado pela for\u00e7a da pesca artesanal, pelas tradi\u00e7\u00f5es populares e tamb\u00e9m pelo abandono hist\u00f3rico, aparece como extens\u00e3o da pr\u00f3pria artista. A produ\u00e7\u00e3o constr\u00f3i um mapa afetivo da vida de Lia, conectando lembran\u00e7as, paisagens e sons da ilha \u00e0s mem\u00f3rias narradas pela cantora\u201d, explica Beto Hees, produtor e empres\u00e1rio da cantora h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>\u201cContar a hist\u00f3ria de Lia \u00e9 tamb\u00e9m contar a hist\u00f3ria de um Brasil profundo, popular e muitas vezes invisibilizado. Quando falamos de Lia, n\u00e3o estamos falando apenas de uma artista consagrada, mas de uma mulher negra, nordestina e perif\u00e9rica que atravessou d\u00e9cadas resistindo atrav\u00e9s da cultura. A trajet\u00f3ria dela re\u00fane quest\u00f5es de territ\u00f3rio, ancestralidade, mem\u00f3ria, racismo, pertencimento e sobreviv\u00eancia\u201d, afirma a diretora Lia Let\u00edcia.<\/p>\n<p>Aos 82 anos, Lia segue em movimento. Recentemente, a cirandeira lan\u00e7ou o quinto disco de sua carreira em parceria com a cantora baiana Da\u00fade. Intitulado Pelos Olhos do Mar, o trabalho chegou \u00e0s plataformas de streaming pelo SeloSesc e re\u00fane um repert\u00f3rio que atravessa diferentes sonoridades, aproximando a cultura popular pernambucana de elementos do bolero, dub e linguagens urbanas contempor\u00e2neas. Entre faixas in\u00e9ditas e releituras, o \u00e1lbum dialoga com composi\u00e7\u00f5es de nomes como Emicida, Russo Passapusso, C\u00e9u, Otto e Chico C\u00e9sar. Nos \u00faltimos anos, Lia participou da feira internacional de m\u00fasica Womex, em Lisboa, foi tema de ocupa\u00e7\u00f5es culturais em S\u00e3o Paulo e no Recife e inspirou enredos de escolas de samba como a Imp\u00e9rio da Tijuca e a Nen\u00ea de Vila Matilde.<\/p>\n<p>Agora, transforma a pr\u00f3pria vida em narrativa audiovisual. Uma hist\u00f3ria onde mem\u00f3ria, territ\u00f3rio, m\u00fasica e resist\u00eancia caminham de m\u00e3os dadas, como numa grande roda de ciranda \u00e0 beira-mar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produ\u00e7\u00e3o dirigida pela cineasta Lia Let\u00edcia e pelo produtor Beto Hees tem seis epis\u00f3dios e mistura document\u00e1rio e fic\u00e7\u00e3o para revisitar a vida de Maria &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44230,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-44229","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44229","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44229"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44229\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44231,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44229\/revisions\/44231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44230"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44229"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44229"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44229"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}