{"id":44037,"date":"2026-05-19T14:39:40","date_gmt":"2026-05-19T17:39:40","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=44037"},"modified":"2026-05-19T23:50:27","modified_gmt":"2026-05-20T02:50:27","slug":"ecos-de-1923-projeto-composto-por-tres-documentarios-de-henrique-de-freitas-lima-e-equipe-tem-estreia-na-cinemateca-paulo-amorim-dia-9-de-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/ecos-de-1923-projeto-composto-por-tres-documentarios-de-henrique-de-freitas-lima-e-equipe-tem-estreia-na-cinemateca-paulo-amorim-dia-9-de-junho\/","title":{"rendered":"ECOS DE 1923, PROJETO COMPOSTO POR TR\u00caS DOCUMENT\u00c1RIOS DE HENRIQUE DE FREITAS LIMA E EQUIPE, TEM ESTREIA NA CINEMATECA PAULO AMORIM DIA 9 DE JUNHO"},"content":{"rendered":"<p>Em tr\u00eas programas de 70 minutos, os filmes abordam a hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul em um ambicioso material audiovisual que poder\u00e1 ser visto pelo p\u00fablico nesta mostra<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O cineasta Henrique de Freitas Lima tem criado, ao longo de seus 40 anos de carreira, filmes de fic\u00e7\u00e3o ou document\u00e1rios que contam a hist\u00f3ria do sul do Brasil, seja ela ambientada nas cidades, no campo, ou com enfoque na vida e obra dos artistas que aqui habitam. Em Ecos de 1923 \u2013 A \u00daltima Guerra dos Ga\u00fachos, Henrique e equipe produziram o mais ambicioso e impressionante material audiovisual sobre a hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul jamais feito, com import\u00e2ncia fundamental tamb\u00e9m para o Brasil. Por dois anos, de 2023, ano em que a Revolu\u00e7\u00e3o Libertadora completou seu centen\u00e1rio, a 2025, quando se completou a entrega da 1\u00aa etapa do projeto Os Caudilhos, o cineasta Henrique de Freitas Lima (1959) e sua equipe se debru\u00e7aram a produzir em nove munic\u00edpios ga\u00fachos, Porto Alegre e Uruguai, os tr\u00eas filmes de longa metragem que poder\u00e3o ser apreciados em uma mostra na Cinemateca Paulo Amorim, de 9 a 11 de junho, acompanhados por um ciclo de debates com especialistas sobre o assunto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abordando a Revolu\u00e7\u00e3o de 1923 e focados nos acontecimentos em alguns dos principais palcos do conflito, os munic\u00edpios de Pedras Altas, Camaqu\u00e3, Ca\u00e7apava do Sul, S\u00e3o Gabriel, Ros\u00e1rio do Sul, Alegrete, S\u00e3o Francisco de Assis, Santana do Livramento e Uruguaiana, aliam depoimentos de especialistas a farto material de arquivo obtido em in\u00fameros acervos no Brasil e no Uruguai com tratamento moderno e narrativa envolvente. Todos os filmes, fruto da colabora\u00e7\u00e3o com produtores locais de cada um dos munic\u00edpios e realizados com recursos federais da LPG Lei Paulo Gustavo e PNAB Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc, estrearam suas vers\u00f5es locais de 30 minutos com grande repercuss\u00e3o em 2024 e 2025 nas cidades que viabilizaram a produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto produz a etapa ficcional da terceira entrega deste projeto, a s\u00e9rie de televis\u00e3o Os Caudilhos, que ter\u00e1 o formato docudrama (document\u00e1rio+ cenas ficcionais de recria\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica), atendendo a in\u00fameros pedidos, a Cinematogr\u00e1fica Pampeana e seus parceiros &#8211; Memorial do Minist\u00e9rio P\u00fablico do RGS, IHGRS Instituto Hist\u00f3rico Geogr\u00e1fico do Rio Grande do Sul e Memorial da Justi\u00e7a Eleitoral do RGS Ministro Teori Zavascki &#8211; resolveram realizar a Mostra Ecos de 1923. Nela, ser\u00e3o exibidos tr\u00eas programas de 70 minutos de dura\u00e7\u00e3o: Ecos de 1923 \u2013 Parte I, Parte II e Parte III. Na impactante abertura, que traz a contextualiza\u00e7\u00e3o da Revolu\u00e7\u00e3o de 1923, e que leva o espectador ao cerne do conflito, destaca-se na trilha a cl\u00e1ssica can\u00e7\u00e3o Sabe Mo\u00e7o, de Francisco (Chico) Alves, com novo arranjo de S\u00e9rgio Rojas e a interpreta\u00e7\u00e3o de Vitor Hugo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as proje\u00e7\u00f5es, haver\u00e1 debates mediados pelo historiador G\u00fcnter Axt com alguns dos principais nomes que participaram do projeto e participa\u00e7\u00e3o do p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ter\u00e7a-feira, 9 de junho &#8211; Parte I<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A deflagra\u00e7\u00e3o do conflito: contexto, ades\u00e3o e consci\u00eancia pol\u00edtica<\/p>\n<p>&#8211; Uruguaiana, S\u00e3o Gabriel e Ca\u00e7apava do Sul \u2013<\/p>\n<p>Com os debatedores Miguel do Esp\u00edrito Santo e Jo\u00e3o Alo\u00edsio Degrazia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apresenta o contexto, os personagens hist\u00f3ricos e o motivo da guerra, abordando Uruguaiana com a constru\u00e7\u00e3o do ambiente pol\u00edtico, rivalidades, articula\u00e7\u00f5es e tens\u00e3o pr\u00e9-guerra; S\u00e3o Gabriel com \u00eanfase no aprofundamento humano e simb\u00f3lico, a cidade como corpo que reage \u00e0 guerra. Aqui a Revolu\u00e7\u00e3o deixa de ser apenas estrutura e passa a ser experi\u00eancia vivida; e Ca\u00e7apava do Sul, que em tom mais reflexivo e conceitual, funciona como uma esp\u00e9cie de ep\u00edlogo filos\u00f3fico do primeiro ato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quarta-feira, 10 de junho \u2013 Parte II<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O corpo da guerra: trauma, viol\u00eancia, cicatriz<\/p>\n<p>&#8211; Camaqu\u00e3, S\u00e3o Francisco de Assis e Ros\u00e1rio do Sul &#8211;<\/p>\n<p>Com os debatedores Coralio Cabeda e Fernando Azambuja<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mergulha no n\u00facleo tr\u00e1gico da Revolu\u00e7\u00e3o. Aqui o espectador n\u00e3o observa mais a hist\u00f3ria \u2014 ele a atravessa. Camaqu\u00e3 abre o segundo dia com impacto direto: bombardeio a\u00e9reo, coluna de Zeca Netto, mem\u00f3ria oral. Funciona como o \u201cport\u00e3o do inferno\u201d do segundo ato. S\u00e3o Francisco de Assis aprofunda o trauma psicol\u00f3gico. O pr\u00f3prio t\u00edtulo interno &#8211; o dia seguinte que nunca acabou &#8211; desloca o foco da batalha para a ferida que permanece no tempo. Opera quase como cinema de luto. Ros\u00e1rio do Sul fecha com a maior densidade tr\u00e1gica: degolas, participa\u00e7\u00e3o das mulheres, resqu\u00edcios f\u00edsicos da guerra, pacto, repercuss\u00e3o nacional. \u00c9o ponto mais alto de tens\u00e3o emocional de toda a mostra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quinta feira, 11 de junho \u2013 Parte III<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica: mem\u00f3ria, pol\u00edtica, concilia\u00e7\u00e3o e legado<\/p>\n<p>&#8211; Alegrete, Livramento e Pedras Altas &#8211;<\/p>\n<p>Com os debatedores Marcos Hernandez e Rodrigo Aguiar<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Transforma trauma em compreens\u00e3o. Leva o espectador da dor para o significado. Alegrete come\u00e7a o dia com estrutura mais coral, m\u00faltiplas hist\u00f3rias, lembran\u00e7as, personagens locais. Santana do Livramento traz densidade pol\u00edtica novamente, mas agora com mais sofistica\u00e7\u00e3o: fronteira, influ\u00eancia uruguaia, assassinatos, ascens\u00e3o de Flores da Cunha. O conflito retorna, mas agora filtrado pela complexidade hist\u00f3rica. Pedras Altas fecha a mostra com perfei\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica. O castelo, o pacto, Assis Brasil, o gesto de concilia\u00e7\u00e3o. Dramaturgicamente, \u00e9 um ep\u00edlogo natural: onde antes havia guerra, agora h\u00e1 assinatura; onde havia sangue, agora h\u00e1 papel; onde havia ruptura, agora h\u00e1 mem\u00f3ria organizada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ECOS DE 1923 \u2013 Mostra de filmes de Henrique de Freitas Lima \/ Cinematogr\u00e1fica Pampeana<\/p>\n<p>Dias 9, 10 e 11 de junho, \u00e0s 19h<\/p>\n<p>Cinemateca Paulo Amorim \u2013 Casa de Cultura Mario Quintana<\/p>\n<p>Rua dos Andradas, 736<\/p>\n<p>Entrada franca<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este projeto tem o financiamento da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc (PNAB) e Lei Paulo Gustavo. Minist\u00e9rio da Cultura\/ Governo Federal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Redes do projeto:<\/p>\n<p>@cinematograficapampeana<\/p>\n<p>@henriquedefreitaslima<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em tr\u00eas programas de 70 minutos, os filmes abordam a hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul em um ambicioso material audiovisual que poder\u00e1 ser visto &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44038,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-44037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44037"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":44039,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44037\/revisions\/44039"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}