{"id":42683,"date":"2026-04-28T06:00:55","date_gmt":"2026-04-28T09:00:55","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=42683"},"modified":"2026-04-28T18:04:55","modified_gmt":"2026-04-28T21:04:55","slug":"loma-solaris-preta-gaucha-novo-album-de-loma-solaris-chega-as-plataformas-digitais-dia-8-de-maio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/loma-solaris-preta-gaucha-novo-album-de-loma-solaris-chega-as-plataformas-digitais-dia-8-de-maio\/","title":{"rendered":"LOMA SOLARIS &#8211; PRETA GA\u00daCHA, NOVO \u00c1LBUM DE LOMA SOLARIS CHEGA \u00c0S PLATAFORMAS DIGITAIS DIA 8 DE MAIO  \u00a0"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 chegada a hora! O trabalho primoroso e dedicado que Loma Solaris est\u00e1 realizando ao longo de um ano com as grava\u00e7\u00f5es das can\u00e7\u00f5es que estar\u00e3o no \u00e1lbum Loma Solaris -Preta Ga\u00facha, est\u00e1 na reta final. Em maio o p\u00fablico poder\u00e1 conhecer na \u00edntegra esta obra, mais um divisor de \u00e1guas na carreira dessa imensa artista ga\u00facha e da pr\u00f3pria cena musical do sul do Brasil. Em parcerias com artistas fundamentais do cen\u00e1rio brasileiro, como Jer\u00f4nimo Jardim, Thalma de Freitas, Gustavo Brodinho, S\u00e9rgio Rojas, Colmar Duarte, Carlos Catu\u00edpe, Ivo Ladislau, M\u00e1rio Tressoldi, Paulinho Goulart, Neuro Junior, do mestre Oliveira Silveira, e com a sens\u00edvel dire\u00e7\u00e3o musical de Tamiris Duarte e a participa\u00e7\u00e3o de m\u00fasicos com grandes trajet\u00f3rias, como Arthur de Faria, Bruno Coelho, Tuti Rodrigues, Pablo Schinke, Marquinhos F\u00ea, as Ialod\u00eas, entre muitos outros, o \u00e1lbum ter\u00e1 lan\u00e7amento dia 8 de maio nas plataformas digitais, em um projeto financiado com recursos da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc atrav\u00e9s do EDITAL de N\u00ba 05\/2024 \u2013 PNAB POA &#8211; Fomento 2024, da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, uma realiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura, Governo Federal.<\/p>\n<p>Seja nos palcos, no cinema, nos festivais, nas rodas de amigos, Loma Solaris brilha com sua voz encorpada e doce, conduzida at\u00e9 aqui em uma trajet\u00f3ria de parcerias, transcend\u00eancias, conquistas. A grava\u00e7\u00e3o de Loma Solaris &#8211; Preta Ga\u00facha, o novo disco, vem ancorada nesses valores, cercada de profissionais de muita qualidade, parceiros de uma vida, personas da cultura ga\u00facha de todos os tempos. Pouco a pouco as m\u00fasicas foram chegando e tra\u00e7ando sua hist\u00f3ria, at\u00e9 completar o mosaico que forma o \u00e1lbum. \u201cEscuto a quest\u00e3o da inf\u00e2ncia muito forte nos \u00e1udios e nos relatos de Loma sobre como esse \u00e1lbum, al\u00e9m de refletir a trajet\u00f3ria da carreira musical, tamb\u00e9m reflete sobre a vida, a percep\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia, das sensa\u00e7\u00f5es, das vis\u00f5es\u201d, diz Tamiris Duarte, diretora musical deste trabalho.<\/p>\n<p>\u201cAbrimos o disco com Caminhada, que \u00e9 a m\u00fasica que a Loma considera um ponto de partida para quem busca sua identidade, sua ess\u00eancia, e logo depois marcamos a presen\u00e7a da mulher com a Gira das Ialod\u00eas, duas m\u00fasicas esteticamente diferentes que nos sinalizam para a diversidade do repert\u00f3rio\u201d, reflete Tamiris. E no meio delas, can\u00e7\u00f5es como O Trigo, de Oliveira Silveira, musicada por Vladimir Rodrigues; Valsa dos Vagalumes, de Nilton Junior da Silveira, Adriano e Cristian Sperandir; Cantigas de Mar, m\u00fasica de Carlos Catu\u00edpe com letra de Ivo Ladislau; e Clara Clareou, de Jer\u00f4nimo Jardim; Sob as M\u00e3os do Tempo, de Pedro Guerra Pimentel e Jos\u00e9 Hil\u00e1rio Retamozo; Soltas Velas, de Ren\u00e9 Duque e Loma Pereira. \u201cNo novo \u00e1lbum o ouvinte \u00e9 transportado para o territ\u00f3rio da inf\u00e2ncia de forma sens\u00edvel e subjetiva, com as paisagens, a suavidade, com a leveza da Valsa dos Vagalumes, as quest\u00f5es da inf\u00e2ncia, as mem\u00f3rias que Loma tem sobre as carretas, a poeira, os cheiros, os sons\u201d, afirma Tamiris, que costurou tudo com muita sensibilidade e escuta.<\/p>\n<p>O disco Loma Solaris &#8211; Preta Ga\u00facha celebra os 50 anos de carreira de Loma e resgata a mem\u00f3ria e a hist\u00f3ria da cultura negra na raiz do cancioneiro regional. Podemos encontrar ritmos latino-americanos, afro-ga\u00fachos e populares tradicionais como o boi da praia &#8211; que lembra o maracatu &#8211; e o ijex\u00e1 com sotaque sul-litor\u00e2neo. Assim, Loma constr\u00f3i um trabalho essencialmente preto, que joga luz sobre o nosso litoral, de onde vem, e deixa registrada a rela\u00e7\u00e3o do RS com o aspecto latino-americano da m\u00fasica sulista. A cantora exalta a contribui\u00e7\u00e3o de todos os compositores, m\u00fasicos, arranjadores, criadores dos espet\u00e1culos com os quais dividiu palcos e elenca diretores musicais, diretores de arte, jornalistas culturais e t\u00e9cnicos como parceiros fundamentais em sua trajet\u00f3ria de pesquisa e trabalho. Ser contemplada pelo Edital de fomento da PNAB 2024\/Munic\u00edpio de Porto Alegre\/MINC se configura como um reconhecimento pelo que Loma representa, pelo legado das artistas mulheres, em especial as mulheres negras.<\/p>\n<p>Loma Solaris iniciou sua carreira na d\u00e9cada de 70 com o Grupo Pentagrama de Jeronimo Jardim e Ivaldo Roque. No in\u00edcio de 1990, foi eleita por jornalistas, produtores culturais, m\u00fasicos e compositores como a Melhor Cantora da D\u00e9cada de 80. Alicer\u00e7ou sua trajet\u00f3ria art\u00edstica nos Festivais Nativistas Ga\u00fachos, conquistou espa\u00e7o no cen\u00e1rio da MPB a partir da grava\u00e7\u00e3o de um programa Fant\u00e1stico Regional. Foi indicada ao Pr\u00eamio Nacional Sharp de M\u00fasica e conquistou por tr\u00eas vezes o Pr\u00eamio A\u00e7orianos de M\u00fasica, em 1999, 2017 e 2022. Recentemente conquistou o 8\u00ba PPM &#8211; Pr\u00eamio Profissionais da M\u00fasica, como cantora regional e artista de MPB da Regi\u00e3o Sul. Do poder p\u00fablico e de entidades de cultura, recebeu v\u00e1rias premia\u00e7\u00f5es e men\u00e7\u00f5es honrosas por sua contribui\u00e7\u00e3o ao fazer cultural no Sul. Em sua trajet\u00f3ria, fez shows e\/ou participou nos discos de \u00edcones da nossa m\u00fasica como Bebeto Alves, Carlinhos Hartlieb, Giba Giba, Jer\u00f4nimo Jardim. Neto Fagundes, Geraldo Flach, Fernando Ribeiro e Luiz Carlos Borges.<\/p>\n<p>Sobre as m\u00fasicas &#8211; por Loma<\/p>\n<p>Clara Clareou, milonga de Jeronimo Jardim, aponta para o amanh\u00e3, para o ritual do amanhecer que vem repleto de esperan\u00e7a e supera\u00e7\u00e3o. Uma can\u00e7\u00e3o que sublinha a import\u00e2ncia da constante reconex\u00e3o com nossa crian\u00e7a interior para encontrar a paz e serenar. Escolhi esta obra por admira\u00e7\u00e3o ao artista que Jeronimo foi, por seu legado, pela mensagem de leveza a paz que conecta sua obra ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Valsa dos Vagalumes, de Nilton Junior da Silveira, Adriano e Cristian Sperandir, inspira lembran\u00e7as e devaneios. A po\u00e9tica do campo, com suas noites escuras e vagalumes, a crian\u00e7a e sua simplicidade, guardada para todo o sempre na caixinha de segredos da vida.<\/p>\n<p>Caminhada, de Sergio Rojas e Colmar Duarte retrata a busca interior. A poesia desta milonga \u00e9 refer\u00eancia como ponto de partida. A caminhada \u00e9 longa e leva tempo, muito tempo! Brindo a inspira\u00e7\u00e3o do poeta Colmar Duarte, elencada a adequa\u00e7\u00e3o da melodia que considero uma das obras mais importante da m\u00fasica brasileira.<\/p>\n<p>Sob as M\u00e3os do Tempo, de Pedro Guerra Pimentel e Jos\u00e9 Hil\u00e1rio Retamozo, \u00e9 um ritmo h\u00edbrido, uma milonga com varia\u00e7\u00e3o 6\/8, magistralmente arranjada pelo inspirado musicista Paulinho Goulart. A poesia do Jos\u00e9 Hilario Retamozo remete ao hist\u00f3rico in\u00edcio do povoamento no RS. Da alquimia \u00e9tnica entre os carreteiros daqui e os de tantos outros lugares do Brasil que por aqui passaram deixando suas pr\u00f3prias sementes. Minha mem\u00f3ria acende curiosidades sobre tudo o que trouxeram al\u00e9m de gr\u00e3os, charque, tecidos, penduricalhos e at\u00e9 instrumentos musicais. Foi assim que recebemos a viola portuguesa, por exemplo, que animou noites sertanejas nos ranchos do sul e at\u00e9 hoje nos toca com sua sonoridade\u201d.<\/p>\n<p>Cantigas de Mar, m\u00fasica de Carlos Catu\u00edpe com letra de Ivo Ladislau, possui um ritmo h\u00edbrido do boizinho afroa\u00e7oriano com influ\u00eancia do maracatu, conforme a classifica\u00e7\u00e3o dos compositores, e do arranjador M\u00e1rio Tressoldi. As can\u00e7\u00f5es que apresento neste \u00e1lbum, cada uma tem sua hist\u00f3ria. Essa retrata a viv\u00eancia dos pescadores no cotidiano do lugar. Os autores, por suas pesquisas, ao lado da cantora Clea Gomes, s\u00e3o precursores na difus\u00e3o da cultura musical do Litoral Norte do RS desde a d\u00e9cada de 80. No in\u00edcio dos 90, o Ivo, conhecedor de minha pesquisa identit\u00e1ria, passou e me convidar a cantar suas parcerias, firmadas nos ritmos de quicumbi, ma\u00e7ambique e afroa\u00e7orianas, c\u00e9lulas com as quais me identifiquei de pronto, pela ressoar das batidas dos tambores em meu cora\u00e7\u00e3o. Posteriormente a Rainha Ginga Severina me autorizou tacitamente a cantar o ma\u00e7ambique por onde eu fosse, me aben\u00e7oando como Filha de Maria.<\/p>\n<p>Soltas Velas, composi\u00e7\u00e3o de Ren\u00e9 Duque e Loma Solaris, ganhou um arranjo em forma de ijex\u00e1 sul-litor\u00e2neo, feito por Tamiris Duarte e inspirado na figura de Gilberto Oliveira, m\u00fasico de Rio Grande, por sua trajet\u00f3ria, express\u00e3o r\u00edtmica e generosidade de passar seus conhecimentos atrav\u00e9s de gera\u00e7\u00f5es. Ren\u00e9 se inspirou na paisagem em que se via barcos movidos \u00e0 vela, conduzidos por pescadores nativos e de outras paragens brasileiras, oferecendo um quadro de natureza viva das \u00e1guas do lugar. Os botos, parceiros de lida promoviam um espet\u00e1culo natural. \u201cOs barcos \u00e0 vela eu n\u00e3o vi, mas em minhas caminhadas pela beira da praia me dirigia ao estu\u00e1rio para apreciar os botos Manchada, Bagrinho, o Coquinho e o Catatau. Esta cena me inspirou a complementar a letra desta alegre can\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m mencionando os \u201cPealos\u201d, invernadas\u201d; as \u201cTafonas\u201d de Os\u00f3rio, e \u201cMoendas\u201d de Santo Ant\u00f4nio da Patrulha e mencionar nossa Rainha Ginga Severina, m\u00e3e de Francisca Dias.<\/p>\n<p>O Trigo, ritmo afro-ga\u00facho, obra do mestre Oliveira Silveira, musicada por Vladimir Rodrigues, traz um tema doloroso e dif\u00edcil na hist\u00f3ria recente da humanidade. Os trabalhos for\u00e7ados nas planta\u00e7\u00f5es, que condicionaram os negros a uma expectativa de vida muito curta pelos abusos, torturas e solid\u00e3o. O poema ilustra a vida simples nos quilombos no Rio Grande do Sul e no Brasil, fonte de algum al\u00edvio enquanto duraram. Natural de Ros\u00e1rio do Sul, o Mestre Oliveira Silveira p\u00f4de conhecer a lida dos pretos nos campos daquela regi\u00e3o, e escreveu este poema musicado por Vladimir Rodrigues, que nos conta dos corpos escravizados nas planta\u00e7\u00f5es de trigo. Registro esta can\u00e7\u00e3o em meu \u00e1lbum como forma de reflex\u00e3o. Salve Oliveira Silveira, salve o 20 de novembro, Dia da Consci\u00eancia Negra. Tamiris Duarte foi sens\u00edvel ao expressar sua arte musical nesse lindo arranjo.<\/p>\n<p>Gira das Ialod\u00eas traz os ritmos h\u00edbridos afro-brasileiros e latino-americanos na composi\u00e7\u00e3o de Thalma de Freitas e Loma Solaris Pereira. Nesse novo \u00e1lbum est\u00e1 presente a di\u00e1spora da mulher, progenitora matriz ao povoamento da Terra, e que em v\u00e1rios segmentos da hist\u00f3ria foi queimada viva, perseguida, abusada, violentada e cada vez mais afastada do sublime oficio de acompanhar o crescimento dos filhos. O resultado da viol\u00eancia contra a mulher avan\u00e7a aos dias atuais como um quadro grotesco e doloroso de se ver. A cria\u00e7\u00e3o desta obra musical, composta especialmente para o show Ialod\u00ea &#8211; nome oriundo da cultura Yorub\u00e1 que designa a lideran\u00e7a feminina de grande relev\u00e2ncia social e pol\u00edtica, respons\u00e1vel por representar os interesses coletivos das mulheres e zelar pela continuidade dos saberes -, nasceu com o objetivo de dignificar a presen\u00e7a dessa mulher musicista, atriz e pensadora cultural Thalma de Freitas no grupo das Ialod\u00eas e no Projeto MIAC, apresentado no Farol Santander em 2025. O acolhimento do p\u00fablico na apresenta\u00e7\u00e3o de estreia da Gira das Ialod\u00eas, impulsionou a grava\u00e7\u00e3o desta relevante mensagem, especialmente com as participa\u00e7\u00f5es das vozes matriz de Glau Barros, Nina Fola e Marieti Fialho. Estamos muito agradecidas pela orienta\u00e7\u00e3o vocal da Dida Larruscain. O arranjo da m\u00fasica \u00e9 de Tamiris Duarte e Neuro J\u00fanior.<\/p>\n<p>Equipe de Loma Preta Ga\u00facha<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica \u2013 Loma Solaris<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o musical: Tamiris Duarte<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o discogr\u00e1fica: Loma Empreendimentos Culturais<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o executiva: Consuelo Vallandro<\/p>\n<p>Fotografia: Dani Barcellos<\/p>\n<p>Figurino: Studio Iv\u00e2nia Petry<\/p>\n<p>Arte da capa: Studio Iv\u00e2nia Petry<\/p>\n<p>M\u00eddias sociais: Consuelo Vallandro<\/p>\n<p>Assessoria de imprensa: Beb\u00ea Baumgarten<\/p>\n<p>LOMA SOLARIS &#8211; PRETA GA\u00daCHA &#8211; Lan\u00e7amento do disco<\/p>\n<p>Dia 8 de maio nas plataformas musicais<\/p>\n<p>O Projeto Loma Preta Ga\u00facha \u00e9 financiado com recursos da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc atrav\u00e9s do EDITAL de N\u00ba 05\/2024 \u2013 PNAB POA- FOMENTO 2024, da Secretaria de Cultura de Porto Alegre, por meio da Linha 1. Realiza\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Cultura \u2013 Governo Federal<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 chegada a hora! 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