{"id":42595,"date":"2026-04-23T08:10:30","date_gmt":"2026-04-23T11:10:30","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=42595"},"modified":"2026-04-23T08:32:42","modified_gmt":"2026-04-23T11:32:42","slug":"cultura-guarani-ganha-espaco-no-brique-da-redencao-em-acao-que-aproxima-porto-alegre-e-aldeias-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/cultura-guarani-ganha-espaco-no-brique-da-redencao-em-acao-que-aproxima-porto-alegre-e-aldeias-indigenas\/","title":{"rendered":"CULTURA GUARANI GANHA ESPA\u00c7O NO BRIQUE DA REDEN\u00c7\u00c3O EM A\u00c7\u00c3O QUE APROXIMA PORTO ALEGRE E ALDEIAS IND\u00cdGENAS"},"content":{"rendered":"<p>Iniciativa do Projeto Ar, \u00c1gua e Terra cria espa\u00e7o de troca entre ind\u00edgenas e p\u00fablico durante o M\u00eas dos Povos Ind\u00edgenas<\/p>\n<p>O tradicional Brique da Reden\u00e7\u00e3o, em Porto Alegre, ser\u00e1 ponto de encontro entre diferentes culturas no pr\u00f3ximo domingo, 26 de abril. Em celebra\u00e7\u00e3o ao Dia (19\/04) e ao M\u00eas dos Povos Ind\u00edgenas, o Projeto Ar, \u00c1gua e Terra, realizado pelo Instituto de Estudos Culturais e Ambientais (IECAM), promove uma a\u00e7\u00e3o aberta ao p\u00fablico que aproxima a popula\u00e7\u00e3o do cotidiano, dos saberes e da produ\u00e7\u00e3o cultural de comunidades Mby\u00e1 Guarani no Rio Grande do Sul. A iniciativa conta com patroc\u00ednio da Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental.<\/p>\n<p>A atividade acontece das 10h \u00e0s 17h e apresenta ao p\u00fablico um recorte das experi\u00eancias desenvolvidas no Projeto, com a instala\u00e7\u00e3o de um gazebo para recep\u00e7\u00e3o de visitantes, distribui\u00e7\u00e3o de materiais informativos e exposi\u00e7\u00e3o de artesanato produzido nas aldeias Guarani participantes. No espa\u00e7o, o p\u00fablico poder\u00e1 conversar com integrantes do projeto, incluindo representantes ind\u00edgenas e a equipe t\u00e9cnica do IECAM, e conhecer mais sobre o trabalho desenvolvido com as comunidades no estado. \u201cA gente se sente bem explicando para algu\u00e9m que quer saber das coisas, como \u00e9 que foi feito, como \u00e9 que foi cortada a madeira no mato, como \u00e9 que foi feito para buscar a taquara\u201d, afirma a Guarani, Alzira, da Teko\u2019a Nhe\u2019engatu (Aldeia das Boas Falas\/Palavras), em Viam\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais do que uma a\u00e7\u00e3o pontual, o encontro funciona como porta de entrada para um trabalho que ocorre, em grande parte, longe do olhar urbano. Desenvolvido com dez aldeias Guarani, o Projeto Ar, \u00c1gua e Terra atua na valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes tradicionais, na restaura\u00e7\u00e3o produtiva e na seguran\u00e7a alimentar, no fortalecimento da autonomia das comunidades e na gest\u00e3o sustent\u00e1vel de seus territ\u00f3rios.<\/p>\n<p>As pe\u00e7as de artesanato expostas no Brique carregam mais do que valor cultural: s\u00e3o resultado direto da rela\u00e7\u00e3o do povo Guarani com a natureza e com as mat\u00e9rias-primas nativas, reunindo conhecimentos transmitidos entre gera\u00e7\u00f5es e conectados ao modo de vida nas aldeias. Para as fam\u00edlias, elas tamb\u00e9m representam uma importante fonte de sustento. \u201cA gente leva para vender, e tem dias que vende bem, tem tempo que n\u00e3o vende nada, mas assim mesmo a gente fica feliz, porque com a venda do artesanato a gente trata a fam\u00edlia, as crian\u00e7as, compra coisas boas para as crian\u00e7as. Ent\u00e3o \u00e9 muito importante para n\u00f3s\u201d, relata Alzira.<\/p>\n<p>Ao levar essas experi\u00eancias para um dos espa\u00e7os p\u00fablicos mais tradicionais da Capital, o IECAM prop\u00f5e um espa\u00e7o de aproxima\u00e7\u00e3o entre diferentes realidades: de um lado, a din\u00e2mica urbana; de outro, um modo de vida baseado em saberes tradicionais e em uma rela\u00e7\u00e3o direta com o territ\u00f3rio e a natureza. A proposta \u00e9 ampliar o olhar da sociedade sobre o papel dos povos ind\u00edgenas, criando um ambiente de escuta e de troca, marcado tamb\u00e9m pela mem\u00f3ria de luta que envolve o Dia dos Povos Ind\u00edgenas. \u201c\u00c9 sobre lembrar dessa luta. Lembrar da luta dos nossos antepassados, que lutaram muito pela terra. Alguns conseguiram e outros morreram sem conseguir\u201d, destaca Alzira. Ela tamb\u00e9m convida o p\u00fablico a aproveitar a a\u00e7\u00e3o para conhecer mais de perto a cultura Guarani: \u201cEu gostaria que todo mundo passasse l\u00e1 para conhecer nosso artesanato. E, se puder, comprar alguma coisa e tamb\u00e9m perguntar sobre n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o Projeto Ar, \u00c1gua e Terra<\/p>\n<p>Com atua\u00e7\u00e3o em diferentes regi\u00f5es do estado, o Projeto re\u00fane iniciativas que v\u00e3o desde a recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas at\u00e9 o cultivo de esp\u00e9cies nativas e o fortalecimento da seguran\u00e7a alimentar nas aldeias \u2014 sempre a partir de uma constru\u00e7\u00e3o conjunta com povos ind\u00edgenas. Constru\u00eddo h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas com a etnia Mby\u00e1 Guarani, tem foco na gest\u00e3o sustent\u00e1vel dos territ\u00f3rios ind\u00edgenas, incluindo a\u00e7\u00f5es de recupera\u00e7\u00e3o ambiental, viveirismo, educa\u00e7\u00e3o etnoambiental, sistemas de energia renov\u00e1vel e reconvers\u00e3o produtiva. Atualmente, envolve mais de 300 ind\u00edgenas em \u00e1reas que somam mais de tr\u00eas mil hectares nos biomas Pampa e Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O<\/p>\n<p>O qu\u00ea: A\u00e7\u00e3o do Projeto Ar, \u00c1gua e Terra no M\u00eas dos Povos Ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>Quando: Domingo, 26 de abril de 2026, das 10h \u00e0s 17h.<\/p>\n<p>Onde: Brique da Reden\u00e7\u00e3o \u2013 Porto Alegre\/RS, em frente ao Monumento ao Expedicion\u00e1rio.<\/p>\n<p>Entrada: Evento gratuito e aberto ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa do Projeto Ar, \u00c1gua e Terra cria espa\u00e7o de troca entre ind\u00edgenas e p\u00fablico durante o M\u00eas dos Povos Ind\u00edgenas O tradicional Brique da &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42596,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-42595","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42595","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42595"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42595\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42597,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42595\/revisions\/42597"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42596"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42595"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42595"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42595"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}