{"id":42580,"date":"2026-04-23T07:40:17","date_gmt":"2026-04-23T10:40:17","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=42580"},"modified":"2026-04-23T07:59:36","modified_gmt":"2026-04-23T10:59:36","slug":"tambor-sem-fronteiras-doc-retrata-a-cultura-dos-tambores-afro-uruguaios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/tambor-sem-fronteiras-doc-retrata-a-cultura-dos-tambores-afro-uruguaios\/","title":{"rendered":"TAMBOR SEM FRONTEIRAS&#8217;: DOC RETRATA A CULTURA DOS TAMBORES AFRO-URUGUAIOS"},"content":{"rendered":"<p>Com musicalidade, dan\u00e7a e hist\u00f3rias para celebrar, longa-metragem de Adriana Gon\u00e7alves Ferreira traz uma vis\u00e3o feminina e po\u00e9tica do candombe<\/p>\n<p>O candombe \u00e9 uma express\u00e3o cultural e musical afro-uruguaia, baseada no toque de tr\u00eas tambores (piano, repique e chico), que acompanham desfiles de rua (as &#8220;llamadas&#8221;), especialmente no Carnaval de Montevid\u00e9u. Embora se destaque nesta festa, o candombe acontece o ano todo, sendo uma cultura permanente na capital uruguaia. Mistura de m\u00fasica e dan\u00e7a, simboliza resist\u00eancia, identidade e ancestralidade da comunidade afro-uruguaia. Desde 2009, o candombe \u00e9 reconhecido como Patrim\u00f4nio Imaterial da Humanidade pela UNESCO.<\/p>\n<p>Com esta tem\u00e1tica, a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha &#8220;Tambor Sem Fronteiras&#8221;, da bajeense Adriana Gon\u00e7alves Ferreira, chega aos cinemas em tr\u00eas sess\u00f5es especiais e comentadas pela equipe. O longa documental ganha sua premi\u00e8re em Bag\u00e9 (RS) no dia 28 de abril de 2026, \u00e0s 18h30min, no Cine7, dentro do 17\u00ba Festival Internacional de Cinema da Fronteira. J\u00e1 no dia 8 de maio, a produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha passa em Porto Alegre, na Cinemateca Paulo Amorim, \u00e0s 19h30min, e 19 de maio, em Santa Maria (RS), no Cineclube Lanterninha Aur\u00e9lio na CESMA, \u00e0s 19h. Todas as exibi\u00e7\u00f5es s\u00e3o gratuitas.<\/p>\n<p>&#8220;Tambor Sem Fronteiras&#8221; \u00e9 o terceiro longa de Adriana, depois de &#8220;Fronteriz@s&#8221; (2021) e &#8220;Vila Santa Thereza&#8221; (2020). \u00c9 dela tamb\u00e9m o m\u00e9dia &#8220;Guarani Presente&#8221; (2025) e o curta Latorre, Alma Terra e Sangue (2014), exibido na TVE RS, e outras produ\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas sob o tema cinema e educa\u00e7\u00e3o, o qual \u00e9 pesquisadora e atua com forma\u00e7\u00e3o de professores e educa\u00e7\u00e3o audiovisual.<\/p>\n<p>Adriana \u00e9 publicit\u00e1ria, mestre em Patrim\u00f4nio Cultural e doutoranda em Educa\u00e7\u00e3o pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e licenciada em Forma\u00e7\u00e3o Pedag\u00f3gica de Professores para Educa\u00e7\u00e3o Profissional . No filme, al\u00e9m da dire\u00e7\u00e3o e roteiro, tamb\u00e9m narra, muitas vezes de maneira po\u00e9tica, os acontecimentos, trazendo na narrativa uma linguagem perform\u00e1tica para expressar subjetividades do ser fronteiri\u00e7o feminino e sua rela\u00e7\u00e3o com o tambor.<\/p>\n<p>A perspectiva feminina \u00e9 um dos destaques da produ\u00e7\u00e3o, como diz a narra\u00e7\u00e3o da cineasta: &#8220;A mulher do candombe n\u00e3o anda sozinha. \u00c9 for\u00e7a que emana, delira, desvaira, invoca. Soy tambor&#8221;. Entre os assuntos abordados pelo document\u00e1rio est\u00e3o a presen\u00e7a do candombe na fronteira e as vozes que protagonizam esse cen\u00e1rio, a rela\u00e7\u00e3o entre uruguaios e brasileiros, com a chegada dos tambores afro-uruguaios no lado brasileiro da fronteira, e a fabrica\u00e7\u00e3o de tambores como pol\u00edtica p\u00fablica. A est\u00e9tica pampeana comp\u00f5e a narrativa f\u00edlmica.<\/p>\n<p>Iniciadas em 2015, as grava\u00e7\u00f5es do longa ocorreram nos munic\u00edpios ga\u00fachos de Bag\u00e9, Santa Maria, Porto Alegre e Santana do Livramento, e nas cidades uruguaias de Rivera, Vichadero, Melo e Montevid\u00e9u. Segundo Adriana, a ideia surgiu a partir da aquisi\u00e7\u00e3o de um jogo de tambores ou uma &#8220;cuerda&#8221; adquirida pelo ponto de cultura Pampa Sem Fronteiras, de Bag\u00e9. A institui\u00e7\u00e3o \u00e9 um projeto da Associa\u00e7\u00e3o Pr\u00f3 Santa Thereza, dentro da dimens\u00e3o da pol\u00edtica Cultura Viva. A partir da\u00ed come\u00e7am um processo de oficinas e trocas com os saberes dos mestres da cultura afro-uruguaia, documentadas pelo filme.<\/p>\n<p>&#8220;O tambor transcende limites e o candombe n\u00e3o exclui ningu\u00e9m&#8221;, aponta Adriana. Ela destaca o acolhimento da cultura candombeira \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio, que permitiu tamb\u00e9m o interc\u00e2mbio de conhecimento entre mestre uruguaios e a comunidade bajeense. O resultado dessa troca deu origem \u00e0 cria\u00e7\u00e3o do grupo local Grillos Candomberos de Bag\u00e9. &#8220;\u00c9 uma cultura de uni\u00e3o e for\u00e7a a qual admiro e me submeto aos aprendizados com o povo afro-uruguaio. Candombe \u00e9 um sentir&#8221;, sintetiza.<\/p>\n<p>Simbolo de resist\u00eancia e lembran\u00e7a da di\u00e1spora africana, o candombe se consolidou como importante contribui\u00e7\u00e3o do povo negro no Uruguai, sendo celebrada em encontros realizados nas Salas de Naciones (casa de reuni\u00f5es com normas espec\u00ed\ufb01cas na qual era tocado o candombe), nas ruas e tamb\u00e9m em datas festivas como o carnaval, o famosos Des\ufb01le de Llamadas, anualmente em Montevid\u00e9u. Desde 2006, o candombe tem uma data no calend\u00e1rio uruguaio: 3 de dezembro, o dia nacional do Candombe.<\/p>\n<p>&#8220;Tambor Sem Fronteiras&#8221; conta com recursos da Lei Complementar 195\/2022 (Lei Paulo Gustavo) a partir do Edital Sedac LPG 16\/2023 \u2013 Audiovisual \u2013 Complementa\u00e7\u00e3o de Longa-Metragem. Tamb\u00e9m contou com recursos do Edital Sedac Cultura Viva. Durante sua p\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o, o projeto participou do Laborat\u00f3rio Sur Fronteira na categoria work in progress no Festival Internacional de Cinema da Fronteira. O filme \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Finish Produtora, de Santa Maria (RS)<\/p>\n<p>Servi\u00e7o<\/p>\n<p>&#8220;Tambor Sem Fronteiras&#8221;, de Adriana Gon\u00e7alves Ferreira<\/p>\n<p>Document\u00e1rio | Dura\u00e7\u00e3o: 70 min | Verifique a classifica\u00e7\u00e3o indicativa<\/p>\n<p>Tambor Sem Fronteiras TRAILER<\/p>\n<p>Sess\u00f5es especiais\/entrada franca:<\/p>\n<p>Bag\u00e9 (RS): no dia 28 de abril de 2026, \u00e0s 18h30min, no Cine7 (Av. Sete de Setembro, 1062 &#8211; Centro) | 17\u00ba Festival Internacional de Cinema da Fronteira &#8211; sess\u00e3o comentada<\/p>\n<p>Porto Alegre (RS): 8 de maio na Cinemateca Paulo Amorim (R. dos Andradas, 736 &#8211; Centro Hist\u00f3rico), \u00e0s 19h30min &#8211; sess\u00e3o comentada<\/p>\n<p>Santa Maria (RS): 19 de maio no Cineclube Lanterninha Aur\u00e9lio, na CESMA (R. Prof. Braga, 55 &#8211; Centro), \u00e0s 19h &#8211; sess\u00e3o comentada<\/p>\n<p>Instagram: @tamborsemfronteiras<\/p>\n<p>Ficha t\u00e9cnica<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o e Roteiro: Adriana Gon\u00e7alves<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Fotografia: Rafael Rigon<\/p>\n<p>Imagens: Adriana Gon\u00e7alves, Edison Larronda, Giovane Andreoli, Jos\u00e9 Camargo, Lisandro Moura, Patrick Proen\u00e7a (drone), Tanara Lucas e Wellington Duarte<\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o de Arte: Luciano Santos<\/p>\n<p>Coreografia: Jean Mendes &#8211; Vintage Dance Studio<\/p>\n<p>Bailarina: L\u00edvia Thomas<\/p>\n<p>Elenco: Adriana Gon\u00e7alves, Carlos Maria Dutra, Florencia Bica e Andrea Rodrigues<\/p>\n<p>Montagem: Lufe Bollini<\/p>\n<p>Finaliza\u00e7\u00e3o: Evandro Rigon<\/p>\n<p>Coloriza\u00e7\u00e3o: Beatriz Ardenghi<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o: Paulo Teixeira e Evandro Rigon<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o executiva: Franciele Machado, S\u00edlvia Moglia Pedra Lopes, Christian Ludke e Silvia dos Santos<\/p>\n<p>Designer: Elisa Bronzatto e Rolila Caetano<\/p>\n<p>Som: Ivan Vargas, Edison Larronda, Wellington Duarte e Lucas Hoeppers<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o musical: Matheus de Carvalho Leite, Lucas Kinoshita e Guilherme Ceron<\/p>\n<p>Desenho de som e mixagem: Clauber Scholles &#8211; Tamborearte Est\u00fadio<\/p>\n<p>Finaliza\u00e7\u00e3o de som e Mixagem 5.1: Leonardo Mocca &#8211; KF Studios<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com musicalidade, dan\u00e7a e hist\u00f3rias para celebrar, longa-metragem de Adriana Gon\u00e7alves Ferreira traz uma vis\u00e3o feminina e po\u00e9tica do candombe O candombe \u00e9 uma express\u00e3o &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42581,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-42580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42580"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":42582,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42580\/revisions\/42582"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42581"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}