{"id":3863,"date":"2023-08-16T19:32:29","date_gmt":"2023-08-16T22:32:29","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=3863"},"modified":"2023-09-05T22:07:19","modified_gmt":"2023-09-06T01:07:19","slug":"gomide-co-apresenta-o-curso-do-sol","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/gomide-co-apresenta-o-curso-do-sol\/","title":{"rendered":"GOMIDE &#038;CO APRESENTA &#8220;O CURSO DO SOL&#8221;\u00a0 \u00a0"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o investiga narrativas da di\u00e1spora japonesa na Am\u00e9rica Latina<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2023, coincidindo com o per\u00edodo da 35\u00ba Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, a @Gomide&amp;Co ao completar 10 anos, apresenta a exposi\u00e7\u00e3o coletiva O curso do sol. Com curadoria de Yudi Rafael e consultoria de Roberto Okinaka, a mostra d\u00e1 continuidade a um novo cap\u00edtulo de uma s\u00e9rie de exposi\u00e7\u00f5es produzidas pela Gomide&amp;Co dedicadas \u00e0 discuss\u00e3o de temas relacionados \u00e0 Am\u00e9rica Latina em paralelo a um dos maiores eventos art\u00edsticos globais. Em 2018, foi apresentada a mostra Estrat\u00e9gias Conceituais, cujo recorte exibia uma sele\u00e7\u00e3o de obras afiliadas a arte conceitual produzidas no continente sul-americano durante regimes ditatoriais. J\u00e1 em 2021, foi realizada a mostra Nosso Norte \u00e9 Sul, onde foi exposta uma cole\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as t\u00eaxteis ancestrais do per\u00edodo pr\u00e9-colombiano em conversa com obras concretas, neoconcretas e contempor\u00e2neas provenientes do territ\u00f3rio latino-americano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO curso do sol vem ao mundo em um momento hist\u00f3rico no qual os movimentos diasp\u00f3ricos se tornam centrais para a compreens\u00e3o do nosso turbulento presente. Ao mesmo tempo em que vemos as fronteiras borradas por fluxos financeiros que desconhecem limites, os nacionalismos de cunho xen\u00f3fobo se espraiam ao redor do globo, resultando em uma atualidade marcada pelo desejo regressivo de separa\u00e7\u00e3o. Uma mir\u00edade de paisagens feitas de muros, grades, fronteiras vigiadas, engendram um corte obtuso que diz: aqui, n\u00f3s, l\u00e1, os outros (&#8230;) \u00c9 nesse contexto que a Gomide&amp;Co devota especial aten\u00e7\u00e3o para o que as din\u00e2micas diasp\u00f3ricas nos endere\u00e7am.\u201d ressalta Luisa Duarte, diretora art\u00edstica da galeria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para o t\u00edtulo da mostra, O curso do sol, Yudi Rafael tomou emprestado o primeiro verso de um poema de Matsuo Bash\u014d, poeta peregrino que viajava ao \u201csentir-se possu\u00eddo pelos esp\u00edritos, sens\u00edvel ao aceno dos deuses protetores das estradas\u201d. Segundo o curador, a exposi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um olhar sobre a arte na di\u00e1spora japonesa por meio do tr\u00e2nsito como tema, contexto e estrat\u00e9gia de constru\u00e7\u00e3o de trajet\u00f3rias art\u00edsticas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o, com mais de 40 artistas, busca apresentar narrativas da arte na di\u00e1spora japonesa da Am\u00e9rica Latina a partir das viagens de artistas nipo-brasileiros pela regi\u00e3o e dos di\u00e1logos culturais que marcam o abstracionismo informal, l\u00edrico e caligr\u00e1fico do per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, expandindo-se, ainda, para outras trajet\u00f3rias ligadas a vertentes art\u00edsticas modernas e contempor\u00e2neas. Para isso, a mostra se debru\u00e7a sobre a produ\u00e7\u00e3o pict\u00f3rica e escult\u00f3rica, com um destaque para a cer\u00e2mica, de artistas nipo-diasp\u00f3ricos do Brasil, Argentina, M\u00e9xico e Jap\u00e3o, al\u00e9m de latino-americanos cujas obras entrela\u00e7am-se com a cultura visual japonesa a partir de refer\u00eancias culturais e pol\u00edticas locais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Yudi Rafael, a produ\u00e7\u00e3o do abstracionismo informal \u201cincorporou \u00e0 arte das Am\u00e9ricas novas refer\u00eancias da cultura visual do leste da \u00c1sia, imprimindo na arte moderna brasileira um &#8220;sotaque&#8221; pr\u00f3prio aos imigrantes japoneses aqui radicados\u201d. &#8220;Se Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Fl\u00e1vio Shir\u00f3 e Tikashi Fukushima tornaram-se aqui sua maior refer\u00eancia, um artista como Kazuya Sakai, na Argentina, contribuiu a seu modo para esses di\u00e1logos transnacionais&#8221;, completa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Luisa Duarte, se \u00e9 a exist\u00eancia de cada um que ser\u00e1 modificada pelo corte diasp\u00f3rico, toda possibilidade de restauro dos elos se dar\u00e1 coletivamente. Conforme a diretora da galeria ressalta, a hist\u00f3ria dos artistas nipo-diasp\u00f3ricos por aqui foi marcada por um exemplo dessa for\u00e7a solid\u00e1ria. Esse \u00e9 o caso do Seibi-Kai, conhecido como Grupo Seibi, um eixo fundamental de O curso do sol. Trata-se de uma associa\u00e7\u00e3o art\u00edstica fundada por Tomoo Handa em S\u00e3o Paulo, em 1935, pelo qual passaram nomes como Manabu Mabe, Tomie Ohtake e Massao Okinaka.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, \u201cO curso do sol apresenta uma narrativa nipo-diasp\u00f3rica estruturada a partir de dois eixos irradiadores: um eixo vertical, estabelecido em torno de artistas que integraram as atividades associativas do Seibi-Kai e constru\u00edram um espa\u00e7o de trocas e fomento da arte no meio brasileiro; e um eixo horizontal, pelo qual se esbo\u00e7a uma constela\u00e7\u00e3o diasp\u00f3rica e transnacional da arte abstrata no p\u00f3s-guerra. A no\u00e7\u00e3o de tr\u00e2nsito abarca aqui n\u00e3o s\u00f3 a circula\u00e7\u00e3o de pessoas, mas tamb\u00e9m de imagens e ideias que alimentaram a arte na regi\u00e3o \u2013 e a exposi\u00e7\u00e3o discute situa\u00e7\u00f5es marcadas pela sua restri\u00e7\u00e3o\u201d, conclui Rafael.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com expografia de Anna Ferrari, a exposi\u00e7\u00e3o re\u00fane obras, entre as quais, dos artistas: Adriana Varej\u00e3o, Akinori Nakatani, Alina Okinaka, Fl\u00e1vio Shir\u00f3, Ioitiro Akaba, Kazuya Sakai, L\u00e9onard Tsuguharu Foujita, Le\u00f3n Ferrari, Luis Nishizawa, Manabu Mabe, Masayo Seta, Massao Okinaka, Megumi Yuasa, Sachiko Koshikoku, Shoko Suzuki, Soko Ishikawa, Tikashi Fukushima, Tomie Ohtake, Tomoo Handa, Ubirajara Ferreira Braga, Waichi Tsutaka, Yoshiya Takaoka, Yuji Tamaki e Yuli Yamagata.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cat\u00e1logo tril\u00edngue<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o O curso do sol, ser\u00e1 publicado um cat\u00e1logo assinado pela designer Elaine Ramos em conjunto com a Gomide&amp;Co. A publica\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tril\u00edngue, com textos originais em portugu\u00eas traduzidos para o ingl\u00eas e para o japon\u00eas, ilustrado com reprodu\u00e7\u00e3o das obras da exposi\u00e7\u00e3o, contendo um texto curatorial de Yudi Rafael, uma entrevista de Yudi Rafael com Roberto Okinaka e uma apresenta\u00e7\u00e3o de Luisa Duarte, somando cerca de 150 p\u00e1ginas. A publica\u00e7\u00e3o estar\u00e1 a venda na galeria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre Yudi Rafael<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Yudi Rafael \u00e9 pesquisador e curador, mestre em culturas latino-americanas e ib\u00e9ricas pela Columbia University. Foi curador adjunto de A par\u00e1bola do Progresso (Sesc Pomp\u00e9ia, 2022), co-curador de Imagens entrela\u00e7adas: \u00c1sia-Brasil pelas lentes do fotoclubismo (Almeida &amp; Dale, SP-Arte: Rotas Brasileiras, 2022), do projeto Resid\u00eancia Art\u00edstica Cambridge (Ocupa\u00e7\u00e3o Hotel Cambridge, 2016) e co-tradutor para o portugu\u00eas de O cogumelo no fim do mundo (n-1, 2022), de Anna Tsing.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre Luisa Duarte<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Luisa Duarte, diretora art\u00edstica da Gomide&amp;Co, \u00e9 mestre em filosofia pela PUC-SP (2011) e doutora pelo Instituto de Arte da UERJ (2019). Atuou como cr\u00edtica de arte do jornal O Globo (2009-2017) e membro do Conselho Consultivo do MAM-SP (2009-2013). Entre seus trabalhos como curadora, fez parte da equipe curatorial do programa Rumos Artes Visuais no Ita\u00fa Cultural (2005\/2006); assinou a mostra coletiva um outro lugar no MAM-SP (2011); e as mostras Adriana Varej\u00e3o \u2013 por uma ret\u00f3rica canibal no Museu de Arte Moderna da Bahia (2019) e Jos\u00e9 Resende \u2013 Na membrana do mundo na Funda\u00e7\u00e3o Iber\u00ea Camargo (2021). Junto com Evandro Salles, Luisa foi curadora da exposi\u00e7\u00e3o Tunga \u2013 o rigor da distra\u00e7\u00e3o no Museu de Arte do Rio de Janeiro (2018). Fez parte da equipe curatorial da 21 a Bienal Sesc V\u00eddeo Brasil \u2013 Comunidades Imaginadas, sendo respons\u00e1vel tamb\u00e9m pela curadoria dos Programas P\u00fablicos desta edi\u00e7\u00e3o no Sesc 24 de Maio. Organizou os livros ABC \u2013 Arte Brasileira Contempor\u00e2nea pela Cosac &amp; Naify (2014), em colabora\u00e7\u00e3o com Adriano Pedrosa e No tremor do mundo \u2013 ensaios e entrevistas \u00e0 luz da pandemia pela Editora Cobog\u00f3 (2020), em colabora\u00e7\u00e3o com e Victor Gorgulho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre Roberto Okinaka<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Roberto Okinaka (S\u00e3o Paulo, 1956) \u00e9 artista, curador, pesquisador das culturas nipo-brasileira e japonesa e muse\u00f3grafo. Foi diretor cultural da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, curador do Museu de Arte Nipo-Brasileira e presidente da Comiss\u00e3o de Artes Pl\u00e1sticas do Sal\u00e3o Bunkyo. Foi muse\u00f3grafo do Museu Afro-Brasil (2004-2023) e trabalha como consultor e agente da forma\u00e7\u00e3o dos acervos de artistas nipo-brasileiros em museus como a Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, o Museu de Arte Contempor\u00e2nea da USP, o Museu de Arte do Rio, o Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro e o Museu Hist\u00f3rico da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o: O Curso do Sol<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abertura: 19.08.2023 &#8211; das 11h\u201319h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Visita\u00e7\u00e3o: At\u00e9 11.11.2023 \/ Seg\u2013Sex: 10h\u201319h; S\u00e1b: 11h\u201317h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pauta: Pool de Comunica\u00e7\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Exposi\u00e7\u00e3o investiga narrativas da di\u00e1spora japonesa na Am\u00e9rica Latina &nbsp; Em 2023, coincidindo com o per\u00edodo da 35\u00ba Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, a &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":4070,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-3863","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sobre","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3863","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3863"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3863\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3864,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3863\/revisions\/3864"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/4070"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3863"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3863"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3863"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}