{"id":37039,"date":"2026-01-09T00:30:28","date_gmt":"2026-01-09T03:30:28","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=37039"},"modified":"2026-01-08T20:32:10","modified_gmt":"2026-01-08T23:32:10","slug":"especialista-em-saude-mental-escreve-romance-que-fala-sobre-as-diferentes-formas-de-abandono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/especialista-em-saude-mental-escreve-romance-que-fala-sobre-as-diferentes-formas-de-abandono\/","title":{"rendered":"ESPECIALISTA EM SA\u00daDE MENTAL ESCREVE ROMANCE QUE FALA SOBRE AS DIFERENTES FORMAS DE ABANDONO"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o me chame de M\u00e3e&#8221; relata o impacto da maternidade real em tempos de solid\u00e3o. Um livro sobre nomea\u00e7\u00e3o, ruptura e resist\u00eancia<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Perita em temas relacionados \u00e0 sa\u00fade mental, a enfermeira P\u00f3s-Doutora em Sa\u00fade P\u00fablica Adriana Moro nos apresenta um romance repleto de camadas e dono de um olhar sens\u00edvel sobre dois problemas cotidianos: a solid\u00e3o e as formas de abandono, e os dobramentos desses na sa\u00fade mental do indiv\u00edduo, na forma como ele se relaciona com o mundo. Foi pensando nessas demandas que a autora escreveu \u201cN\u00e3o me chame de M\u00e3e\u201d, seu romance de estreia lan\u00e7ado pela editora Urutau.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O livro mergulha na dura realidade de uma mulher que se v\u00ea sozinha para enfrentar os desafios da maternidade durante a pandemia de Covid-19. \u201cN\u00e3o me chame de M\u00e3e\u201d nasce impactante e desconstr\u00f3i a vis\u00e3o romantizada da maternidade ao narrar, de forma crua e sens\u00edvel, a luta de uma jovem m\u00e3e sem renda, sem rede de apoio e com uma filha rec\u00e9m-diagnosticada no espectro autista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA ideia para escrever este livro veio com a pr\u00e1tica di\u00e1ria dos meus mais de 23 anos trabalhando no Sistema \u00danico de Sa\u00fade, atendendo mulheres \u201cm\u00e3es\u201d de crian\u00e7as e adolescentes at\u00edpicos, que por sua vez quase sempre enfrentam a dura demanda do cuidado integral sozinhas. Muitas n\u00e3o t\u00eam rede de apoio e uma grande parte \u00e9 abandonada pelo companheiro ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Nestas situa\u00e7\u00f5es h\u00e1 um duplo abandono, abandono do outro e o abandono de si. Estas mulheres tem adoecido e pouco a sociedade tem olhado para isso.\u201d \u2013 Adriana Moro, escritora e P\u00f3s-doutora em sa\u00fade p\u00fablica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O abandono do companheiro, a dificuldade em suprir as necessidades b\u00e1sicas e a press\u00e3o emocional de cuidar de uma crian\u00e7a neurodivergente em meio ao isolamento social s\u00e3o temas que atravessam a obra, tornando-a uma leitura urgente e necess\u00e1ria. Adriana Moro constr\u00f3i um enredo que n\u00e3o s\u00f3 documenta a rotina de muitas mulheres invisibilizadas pela sociedade, mas tamb\u00e9m convida o leitor a refletir sobre o peso da solid\u00e3o e do julgamento que recai sobre as m\u00e3es solo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O retrato principal de \u201cN\u00e3o me chame de M\u00e3e\u201d \u00e9 estarrecedor e mostra um lado da sociedade que muitas vezes desejamos que n\u00e3o seja verdade: Segundo estudos do Instituto Baresi, cerca de 78% a 80% dos pais abandonam os filhos com defici\u00eancia ou doen\u00e7as raras antes dos cinco anos de idade. Mais do que um romance, temos na obra um choque de realidade, um convite \u00e0 empatia e uma voz para tantas hist\u00f3rias que nunca s\u00e3o contadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o me chame de M\u00e3e\u201d n\u00e3o \u00e9 uma cr\u00edtica ao t\u00edtulo de se tornar m\u00e3e e sim um grito social feminino, que n\u00e3o quer deixar de ser mulher a partir do momento que se torna m\u00e3e. \u00c9 uma fic\u00e7\u00e3o para falarmos sobre sa\u00fade mental feminina, papeis de g\u00eanero e a retomada do amor e cuidados pr\u00f3prios ap\u00f3s a maternidade e de que forma a sociadade pode auxiliar nesta (des\/re)constru\u00e7\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 um livro para mulheres e sim sobre mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA escrita desse livro \u00e9 atravessada pelo meu dia a dia e a minha pr\u00f3pria maternidade \u2013 mesmo eu n\u00e3o sendo uma m\u00e3e at\u00edpica &#8211; e as hist\u00f3rias que j\u00e1 acompanhei. A maioria das cenas s\u00e3o constitu\u00eddas por elementos reais e a pr\u00f3pria personagem principal \u00e9 uma soma de v\u00e1rias mulheres que j\u00e1 passaram por minha vida, por meus atendimentos. Trabalhar com sa\u00fade mental diariamente me fez querer escrever esta hist\u00f3ria para auxiliar a sociedade a alcan\u00e7ar um tema t\u00e3o sens\u00edvel e necess\u00e1rio.\u201d \u2013 Adriana Moro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a autora:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adriana Moro \u00e9 enfermeira, escritora e pesquisadora. P\u00f3s-doutora em Sa\u00fade P\u00fablica pela Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica Sergio Arouca (ENSP\/FIOCRUZ) e doutora em Pol\u00edticas P\u00fablicas pela Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), com est\u00e1gio doutoral no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal. Possui mestrado em Desenvolvimento Regional e Pol\u00edticas P\u00fablicas e especializa\u00e7\u00f5es em Enfermagem com \u00canfase em Cuidados Intensivos Neonatais, Enfermagem em Sa\u00fade Mental e Psiquiatria e Acupuntura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na literatura, Adriana traz um olhar sens\u00edvel e aprofundado sobre as complexidades da vida cotidiana. Seu primeiro romance, N\u00e3o me chame de m\u00e3e, se destaca pela for\u00e7a narrativa e pela capacidade de provocar reflex\u00f5es profundas no leitor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Livro: N\u00e3o me chame de M\u00e3e<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Autora: Adriana Moro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Editora: Urutau<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>P\u00e1ginas: 144<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pre\u00e7o: R$ 52,00<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o me chame de M\u00e3e&#8221; relata o impacto da maternidade real em tempos de solid\u00e3o. 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