{"id":350,"date":"2022-05-18T14:01:13","date_gmt":"2022-05-18T17:01:13","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=350"},"modified":"2022-05-18T14:01:13","modified_gmt":"2022-05-18T17:01:13","slug":"geracao-z-pauta-transformacoes-no-mercado-de-coqueteleira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/geracao-z-pauta-transformacoes-no-mercado-de-coqueteleira\/","title":{"rendered":"GERA\u00c7\u00c3O Z PAUTA TRANSFORMA\u00c7\u00d5ES NO MERCADO DE COQUETELEIRA\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u00a0"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Especialista destaca comportamentos que impactam o setor, como consumo consciente, diversidade e transpar\u00eancia.<\/p>\n<p>A cada nova gera\u00e7\u00e3o, surgem novos comportamentos e experi\u00eancias que transformam tamb\u00e9m os h\u00e1bitos de consumo. Neste sentido, diversos setores de mercado t\u00eam desenvolvido a\u00e7\u00f5es para atender a Gera\u00e7\u00e3o Z, incluindo o setor de bebidas. Prova disso, uma pesquisa da IWSR, divulgada no primeiro trimestre de 2022, relata que as vendas de produtos com baixo teor alco\u00f3lico ou zero \u00e1lcool tiveram um salto de US$ 2,2 bilh\u00f5es nos \u00faltimos quatro anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Especialista em varejo, comportamento do consumidor e shopper, F\u00e1tima Merlin, destaca algumas caracter\u00edsticas dessa gera\u00e7\u00e3o, formada por pessoas nascidas no final dos anos 1990 e na primeira d\u00e9cada dos anos 2000, que v\u00e3o al\u00e9m do apre\u00e7o por tecnologia e da classifica\u00e7\u00e3o como \u2018nativos digitais\u2019.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEstes consumidores, no geral, valorizam aindividualidade e tendem a evitar r\u00f3tulos; tomam decis\u00f5es e se relacionam de uma forma altamente anal\u00edtica, apreciam a \u00e9tica, a veracidade e a transpar\u00eancia; acreditam no di\u00e1logo como forma de resolver conflitos e melhorar o mundo; e se mobilizam por uma variedade de causas, sendo mais propensos a se associarem a marcas que correspondam aos valores fundamentais de sustentabilidade, ambientalismo e igualdade&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para estreitar o relacionamento com esse p\u00fablico, o mercado, no geral, tamb\u00e9m precisa estar atento \u00e0s estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o. Neste caso, Merlin afirma, \u201co consumidor da gera\u00e7\u00e3o Z espera autenticidade e diversidade. Mais de 60% deles preferem an\u00fancios com pessoas comuns e coisas do cotidiano do que o uso de celebridades e, 82% confiam mais na empresa se ela usa imagens de consumidores reais nas campanhas\u201d. Esse grupo valoriza ainda mais a diversidade e inclus\u00e3o e afirma deixar de comprar de empresas que n\u00e3o atuam de acordo com esses valores. \u00c9 um consumidor ainda mais exigente, seletivo, altamente conectado e com expectativas elevadas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por conta disso, este perfil tem pautado novas iniciativas de empresas e estabelecimentos, entre elas, maior transpar\u00eancia e responsabilidade social. Na coquetelaria n\u00e3o \u00e9 diferente, tem impulsionado desde a chegada de novos produtos e receitas e promovido mudan\u00e7as na maneira de consumir. Bartender do bar Picco, Gabriel Ometto revela que o perfil dos \u201cnovos&#8221; consumidores \u00e9 mais aberto \u00e0s experimenta\u00e7\u00f5es e n\u00e3o foca apenas em um tipo de bebida ou drink e que tal comportamento tem sido cada vez mais comum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEssa gera\u00e7\u00e3o tem um maior controle do quanto vai consumir e consci\u00eancia da rela\u00e7\u00e3o com o \u00e1lcool, considerando os malef\u00edcios para a sa\u00fade quando se passa de um certo limite. Em v\u00e1rias ocasi\u00f5es, este p\u00fablico pede um drink e uma garrafa de \u00e1gua para equilibrar. Ao mesmo tempo, aquele cliente que n\u00e3o est\u00e1 introduzido na coquetelaria e n\u00e3o conhece as op\u00e7\u00f5es no mercado est\u00e1 mais aberto a experimentar coisas novas. \u00c9 comum at\u00e9 pedir uma bebida para afirmar que, de fato, n\u00e3o gosta dela\u201d, explica Ometto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale destacar que os drinks n\u00e3o alc\u00f3olicos tamb\u00e9m est\u00e3o em alta e ganhando cada vez<\/p>\n<p>mais espa\u00e7o, com receitas mais elaboradas e como op\u00e7\u00e3o para quem n\u00e3o quer consumir bebida alco\u00f3lica em determinada ocasi\u00e3o, mas n\u00e3o abre m\u00e3o de ter uma experi\u00eancia rica em coquetelaria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 com rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o, uma das caracter\u00edsticas desse p\u00fablico \u00e9 a disposi\u00e7\u00e3o a pagar mais caro por um drink para satisfa\u00e7\u00e3o da vontade, ou seja, o valor, muitas vezes, n\u00e3o \u00e9 fator decisivo para a escolha, mesmo que isso signifique consumir menos. De acordo com Ometto \u201cos pre\u00e7os de cada bebida, podem at\u00e9 fazer com que o consumo seja menor, mas n\u00e3o influenciam diretamente na decis\u00e3o, at\u00e9 porque todos consomem o que podem pagar\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para a embaixadora do BCB S\u00e3o Paulo, Carolina Oda, os consumidores jovens n\u00e3o t\u00eam a mesma rela\u00e7\u00e3o que as gera\u00e7\u00f5es anteriores com as bebidas consideradas refinadas. \u201cA gente cresceu vendo em programas de televis\u00e3o, como filmes e novelas, que era chique tomar dry martini quando chegava em casa. Este tipo de imagem e comportamento<\/p>\n<p>n\u00e3o dialoga com a gera\u00e7\u00e3o Z\u201d, destaca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos profissionais dos balc\u00f5es, a ind\u00fastria tamb\u00e9m tem desenvolvido produtos que geram identifica\u00e7\u00e3o com os jovens. \u201cO movimento do mercado de bebidas \u00e9 voltado para diversas faixas et\u00e1rias, com comunica\u00e7\u00f5es bem distintas. No caso dos mais novos, as empresas investem em produtos com outros tipos de embalagem, como coquet\u00e9is em lata, enfim algo visualmente mais jovem e colorido, e bebidas mais leves, que n\u00e3o tenham como destaque o sabor e a caracter\u00edstica marcante do \u00e1lcool\u201d, explica Carolina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Programada para os dias 21 e 22 de junho, a edi\u00e7\u00e3o presencial do BCB S\u00e3o Paulo trar\u00e1 um panorama atual da coquetelaria, destacando temas de mercado como este, al\u00e9m de lan\u00e7amentos, receitas e outros assuntos voltados aos profissionais do setor. Consumo consciente, por exemplo, ser\u00e1 um dos motes do evento e tamb\u00e9m um dos objetivos da organiza\u00e7\u00e3o, que disponibilizar\u00e1 comunicados, conte\u00fados e \u00e1gua gr\u00e1tis para os participantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o BCB S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 a principal feira de<\/p>\n<p>destilados premium para profissionais que trabalham com bebidas em bares, restaurantes, hot\u00e9is e eventos no Brasil e na Am\u00e9rica do Sul. A primeira edi\u00e7\u00e3o, realizada em 2019, foi muito bem recebida pelo setor pela mescla de neg\u00f3cios, networking e conte\u00fado qualificado, reunindo grandes refer\u00eancias nacionais e internacionais. O BCB S\u00e3o Paulo traz para o pa\u00eds o conceito de sucesso na Alemanha, onde acontece desde 2007, e nos Estados Unidos, desde 2018. Saiba mais em<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Especialista destaca comportamentos que impactam o setor, como consumo consciente, diversidade e transpar\u00eancia. 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