{"id":34450,"date":"2025-11-18T14:00:29","date_gmt":"2025-11-18T17:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=34450"},"modified":"2025-11-18T22:53:18","modified_gmt":"2025-11-19T01:53:18","slug":"dan-galeria-apresenta-coletiva-que-revisita-a-formacao-da-arte-moderna-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/dan-galeria-apresenta-coletiva-que-revisita-a-formacao-da-arte-moderna-brasileira\/","title":{"rendered":"DAN GALERIA APRESENTA COLETIVA QUE REVISITA A FORMA\u00c7\u00c3O DA ARTE MODERNA BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p>Com curadoria de Maria Alice Milliet, mostra relaciona Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari, Alfredo Volpi e outros nomes essenciais que colaboraram para constru\u00e7\u00e3o do imagin\u00e1rio visual brasileiro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A DAN Galeria apresenta, a partir de 19 de novembro, O Brasil dos modernistas, com curadoria de Maria Alice Milliet. Reunindo cerca de 50 obras de emblem\u00e1ticas de nomes fundamentais como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, C\u00edcero Dias, Victor Brecheret, C\u00e2ndido Portinari, Guignard, Alfredo Volpi, Anita Malfatti e outros, a coletiva tra\u00e7a um panorama da arte moderna no pa\u00eds e destaca o papel do movimento que, a partir da d\u00e9cada de 1920, redefiniu a linguagem art\u00edstica nacional e acrescentou ao imagin\u00e1rio coletivo vis\u00f5es atualizadas do imagin\u00e1rio popular brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil dos modernistas toma como ponto de partida das transforma\u00e7\u00f5es que marcaram o surgimento da modernidade art\u00edstica no Brasil, um movimento que se consolidou no confronto entre o conservadorismo cultural e o impulso de renova\u00e7\u00e3o de um pa\u00eds em transi\u00e7\u00e3o. A Semana de Arte Moderna de 1922, \u00e9 retomada aqui como marco simb\u00f3lico desse embate: vaiada pelo p\u00fablico, exp\u00f4s a resist\u00eancia \u00e0s novas linguagens e \u00e0 ruptura com os padr\u00f5es tradicionais, inaugurando uma produ\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 atualiza\u00e7\u00e3o est\u00e9tica e \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma identidade art\u00edstica brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O percurso curatorial retrata como os primeiros modernistas, em busca de forma\u00e7\u00e3o e reconhecimento, voltaram-se aos grandes centros art\u00edsticos da Europa. Foi a partir dessa experi\u00eancia que muitos passaram a perceber a for\u00e7a e a originalidade da diversidade cultural brasileira para constru\u00e7\u00e3o de suas pr\u00f3prias identidades art\u00edsticas. \u201cOs nossos modernos n\u00e3o precisaram buscar em lugares ex\u00f3ticos os conte\u00fados populares ou \u00e9tnicos que tanto encantavam os europeus. Encontraram em nossas paisagens e costumes os ingredientes para a constitui\u00e7\u00e3o de uma visualidade de car\u00e1ter nacional\u201d, afirma a curadora Maria Alice Milliet.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora influenciada pelas vanguardas europeias, a arte moderna no Brasil manteve-se fiel \u00e0 figura\u00e7\u00e3o. O contato com o movimento de \u201cretorno \u00e0 ordem\u201d, no per\u00edodo entre guerras, levou os artistas a explorar linguagens expressionistas, cubistas e, mais tarde, surrealistas, em um processo que definiu as bases est\u00e9ticas do primeiro modernismo brasileiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre os destaques da mostra, est\u00e1 o Retrato de Judite (1944), de Alfredo Volpi. Pintado no ano em que o artista se casou com Benedita da Concei\u00e7\u00e3o, conhecida como Judite, o trabalho retrata sua esposa nua entre cortinas, de bra\u00e7os abertos, como se apresentasse as pinturas que a cercam. Volpi, que iniciou a carreira decorando fachadas paulistanas, desenvolveu uma linguagem pr\u00f3pria, marcada pela geometriza\u00e7\u00e3o e pelo uso refinado da cor. Seu trabalho simboliza a passagem da pintura figurativa para uma modernidade madura, iluminada e de forte identidade brasileira.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 ineg\u00e1vel que Tarsila, Di Cavalcanti, C\u00edcero Dias, Rego Monteiro, Brecheret, Portinari, Guignard constitu\u00edram um corpus iconogr\u00e1fico identificado com o Brasil. Mais que isso, o modernismo acrescentou ao imagin\u00e1rio nacional vis\u00f5es atualizadas da nossa realidade sociocultural. Ou seja, quando pensamos na mulher brasileira, vem \u00e0 nossa cabe\u00e7a a sensualidade das morenas pintadas por Di Cavalcanti; a hist\u00f3ria da conquista do nosso territ\u00f3rio realiza-se no Monumento \u00e0s Bandeiras, de Brecheret; nossos mitos s\u00e3o os de Tarsila; nossas praias s\u00e3o as de Pancetti; e as festas populares t\u00eam no colorido das bandeirinhas de Volpi sua melhor express\u00e3o\u201d, completa Maria Alice Milliet sobre o eixo expositivo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao reunir obras fundamentais do per\u00edodo, a mostra O Brasil dos modernistas destaca a relev\u00e2ncia hist\u00f3rica e cultural do movimento que redefiniu os rumos da arte no pa\u00eds. A coletiva refor\u00e7a o papel dessa gera\u00e7\u00e3o de artistas na constru\u00e7\u00e3o de uma identidade visual e reafirma a atualidade de seu legado na forma\u00e7\u00e3o do que se entende por brasilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artistas presentes<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Candido Portinari, C\u00edcero Dias, Emiliano Di Cavalcanti, Ernesto De Fiori, Ismael Nery, Jos\u00e9 Pancetti, Tarsila do Amaral, Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a galeria<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Dan Contempor\u00e2nea surgiu como um departamento de Arte Contempor\u00e2nea da Dan Galeria. Em 1985, Fl\u00e1vio Cohn, filho do casal fundador, juntou-se \u00e0 Dan criando o Departamento de Arte Contempor\u00e2nea, que ele dirige desde ent\u00e3o. Assim, foi aberto espa\u00e7o para muitos artistas contempor\u00e2neos tanto brasileiros, como internacionais, fortemente representativos de suas respectivas escolas. Posteriormente, Ulisses Cohn tamb\u00e9m se associa \u00e0 galeria, completando o quadro de dire\u00e7\u00e3o dela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos vinte anos, a galeria exibiu: Macaparana, S\u00e9rgio Fingermann, Am\u00e9lia Toledo, Asc\u00e2nio MMM, Laura Miranda e artistas internacionais: Sol Lewitt, Antoni Tapies, Jesus Soto, C\u00e9sar Paternosto, Jos\u00e9 Manuel Ballester, Adolfo Estrada, Juan Asensio, Knopp Ferro e Ian Davenport. Mestres de concreto internacionais tamb\u00e9m fizeram parte da hist\u00f3ria da Dan, tais como: Max Bill, Joseph Albers e os brit\u00e2nicos Norman Dilworth, Anthony Hill, Kenneth Martin e Mary Martin.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Dan Galeria incluiu mais recentemente em sua sele\u00e7\u00e3o, importantes artistas concretos: Francisco Sobrino e Fran\u00e7ois Morellet. O fot\u00f3grafo brasileiro Cristiano Mascaro; os artistas Jos\u00e9 Spaniol, Teodoro Dias, Denise Milan e Gabriel Villas Boas (Brasil); os internacionais, Bob Nugent (EUA), Pascal Dombis (Fran\u00e7a), Tony Cragg (G. Bretanha), Lab [AU] (B\u00e9lgica) e Jong Oh (Cor\u00e9ia), se juntaram ao departamento de Arte Contempor\u00e2nea da galeria. A Dan Galeria sempre teve por prop\u00f3sito destacar artistas e movimentos brasileiros desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 1920 at\u00e9 hoje. Ao mesmo tempo, mant\u00e9m uma rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com artistas internacionais, uma vez que os movimentos art\u00edsticos historicamente se entrela\u00e7am e dialogam entre si sem fronteiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil dos modernistas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curadoria: Maria Alice Milliet<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Endere\u00e7o: DAN Galeria \u2013 Rua Estados Unidos, 1638 \u2013 S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abertura: 19 de novembro das 17h00 \u00e0s 21h30<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Per\u00edodo expositivo: 19 de novembro de 2025 a 31 de janeiro de 2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio: das 10h \u00e0s 19h, de segunda a sexta; das 10h \u00e0s 13h, aos s\u00e1bados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Classifica\u00e7\u00e3o: livre<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es: dangaleria.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com curadoria de Maria Alice Milliet, mostra relaciona Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Portinari, Alfredo Volpi e outros nomes essenciais que colaboraram para constru\u00e7\u00e3o do &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":34451,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-34450","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=34450"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34450\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":34452,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/34450\/revisions\/34452"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/34451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=34450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=34450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=34450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}