{"id":32580,"date":"2025-10-17T03:15:55","date_gmt":"2025-10-17T06:15:55","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=32580"},"modified":"2025-10-18T18:52:22","modified_gmt":"2025-10-18T21:52:22","slug":"fotografa-e-jornalista-de-caxias-do-sul-preparam-fotolivro-sobre-presenca-de-araucarias-em-areas-urbanas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/fotografa-e-jornalista-de-caxias-do-sul-preparam-fotolivro-sobre-presenca-de-araucarias-em-areas-urbanas\/","title":{"rendered":"FOT\u00d3GRAFA E JORNALISTA DE CAXIAS DO SUL PREPARAM FOTOLIVRO SOBRE PRESEN\u00c7A DE ARAUC\u00c1RIAS EM \u00c1REAS URBANAS"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;A Resist\u00eancia de Curi&#8221;, de Tatieli Sperry e Alessandra Rech, ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ancestralidade, beleza e preserva\u00e7\u00e3o caminham juntas quando o assunto \u00e9 uma das \u00e1rvores mais antigas do continente. A arauc\u00e1ria, s\u00edmbolo ecol\u00f3gico e cultural do Sul do Brasil, \u00e9 o tema central do fotolivro \u201cA Resist\u00eancia de Curi\u201d, em fase de produ\u00e7\u00e3o pela fot\u00f3grafa Tatieli Sperry e pela jornalista Alessandra Rech. A obra pretende registrar a presen\u00e7a dos pinheiros em diversas paisagens de Caxias do Sul, com aten\u00e7\u00e3o especial para os cen\u00e1rios urbanos. O lan\u00e7amento est\u00e1 previsto para 2026.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A inten\u00e7\u00e3o da dupla \u00e9 valorizar, em imagens e palavras, a presen\u00e7a marcante da arauc\u00e1ria na Serra Ga\u00facha, n\u00e3o apenas como esp\u00e9cie amea\u00e7ada, mas tamb\u00e9m como patrim\u00f4nio natural e cultural. \u201cCuri\u201d, termo utilizado para se referir ao pinheiro no t\u00edtulo da obra, \u00e9 uma palavra de origem tupi, o que refor\u00e7a a import\u00e2ncia dos povos origin\u00e1rios em saberes fundamentais \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA ideia para o projeto nasceu da minha viv\u00eancia cotidiana com as arauc\u00e1rias espalhadas por bairros e distritos. Ao observar essas \u00e1rvores imponentes, muitas vezes isoladas ou resistindo em meio \u00e0 expans\u00e3o imobili\u00e1ria e agr\u00edcola, senti a necessidade de registrar sua presen\u00e7a como s\u00edmbolo de resist\u00eancia\u201d, conta Tatieli.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A pesquisa inicial, j\u00e1 em andamento, prev\u00ea o levantamento de exemplares representativos na \u00e1rea urbana de Caxias do Sul (centro e periferia), al\u00e9m de pelo menos um em cada distrito (Cri\u00fava, Fazenda Souza, Santa L\u00facia do Pia\u00ed, Vila Cristina, Vila Oliva, Vila Seca) e regi\u00e3o administrativa do munic\u00edpio (Ana Rech, Desvio Rizzo, Forqueta, Gal\u00f3polis). Os registros colocar\u00e3o em di\u00e1logo o contexto em que as \u00e1rvores se encontram e o fator humano a elas atrelado, seja na preserva\u00e7\u00e3o ou no descaso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto &#8220;A Resist\u00eancia de Curi&#8221; conta com recursos da Pol\u00edtica Nacional Aldir Blanc de Fomento \u00e0 Cultura &#8211; Edital 230\/2024 &#8211; PNAB (Lei n\u00ba 14.399\/2022), sele\u00e7\u00e3o de projetos culturais dos diversos segmentos art\u00edsticos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Liga\u00e7\u00e3o afetiva e participa\u00e7\u00e3o da comunidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passado e presente se confundem n\u00e3o apenas na hist\u00f3ria das \u00e1rvores que resistem ao tempo, mas tamb\u00e9m nas trajet\u00f3rias de vida das autoras. \u201cAs arauc\u00e1rias me fazem lembrar da minha fam\u00edlia, dos caminhos percorridos no interior e das tardes frias. Fotograf\u00e1-las \u00e9 tamb\u00e9m um gesto de cuidado e de mem\u00f3ria, uma forma de devolver em imagens aquilo que elas me ofereceram em afetos\u201d, reflete Tatieli.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O interior tamb\u00e9m \u00e9 o cen\u00e1rio das mem\u00f3rias de Alessandra. \u201cNa inf\u00e2ncia, eu passava as tardes de s\u00e1bado em uma pequena ch\u00e1cara repleta de pinheiros com meus av\u00f3s paternos e fam\u00edlia. Ali eu observava a colheita do pinh\u00e3o e o cuidado com essas majestosas \u00e1rvores, muitas centen\u00e1rias. Meu pai plantou algumas por ocasi\u00e3o do meu nascimento, tornando-as um marco temporal e refor\u00e7ando esse v\u00ednculo\u201d, recorda a jornalista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tendo em vista esse cen\u00e1rio de v\u00ednculos afetivos e identit\u00e1rios das arauc\u00e1rias com a Serra Ga\u00facha, a dupla de autoras convida a comunidade a participar da constru\u00e7\u00e3o do fotolivro. Moradores de Caxias do Sul podem enviar sugest\u00f5es de pinheiros que resistem \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana. O contato pode ser feito por meio de mensagem inbox nos perfis do Instagram @tatieli_sperry ou @_alessandra.rech, at\u00e9 o dia 10 de novembro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre as arauc\u00e1rias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com sua origem h\u00e1 mais de 200 milh\u00f5es de anos, desde que os continentes americano e africano eram unidos, a arauc\u00e1ria, nome popular dado \u00e0 \u00e1rvore da esp\u00e9cie Araucaria angustifolia, se disseminou na Am\u00e9rica do Sul da Argentina \u00e0s terras mais altas do Nordeste brasileiro. Tamb\u00e9m \u00e9 popularmente conhecida como Curi, palavra de origem tupi, ou Pinheiro-do-Paran\u00e1, Pinheiro-brasileiro, Pinheiro-Caiov\u00e1, Pinheiro das-Miss\u00f5es e Pinheiro-S\u00e3o-Jos\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse tipo de vegeta\u00e7\u00e3o pode medir de 20 a 50 metros de altura, com sua copa voltada para o c\u00e9u, tronco cil\u00edndrico e reto. Apesar da perman\u00eancia por todo esse tempo, hoje se encontra na lista de \u00e1rvores em extin\u00e7\u00e3o. Atualmente, restam apenas 3% do total original desta forma\u00e7\u00e3o pelo mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;A Resist\u00eancia de Curi&#8221;, de Tatieli Sperry e Alessandra Rech, ser\u00e1 lan\u00e7ado em 2026 &nbsp; Ancestralidade, beleza e preserva\u00e7\u00e3o caminham juntas quando o assunto \u00e9 &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":32581,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-32580","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32580","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=32580"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32580\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":32582,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/32580\/revisions\/32582"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/32581"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=32580"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=32580"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=32580"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}