{"id":31037,"date":"2025-09-24T20:14:52","date_gmt":"2025-09-24T23:14:52","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=31037"},"modified":"2025-09-25T17:45:40","modified_gmt":"2025-09-25T20:45:40","slug":"um-rio-nao-existe-sozinho-exposicao-imersiva-inedita-une-instituto-tomie-ohtake-e-museu-goeldi-em-belem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/um-rio-nao-existe-sozinho-exposicao-imersiva-inedita-une-instituto-tomie-ohtake-e-museu-goeldi-em-belem\/","title":{"rendered":"UM RIO N\u00c3O EXISTE SOZINHO: EXPOSI\u00c7\u00c3O IMERSIVA IN\u00c9DITA UNE INSTITUTO TOMIE OHTAKE E MUSEU GOELDI EM BEL\u00c9M"},"content":{"rendered":"<p>Mostra coletiva conecta ci\u00eancia, arte e saberes tradicionais no Parque Zoobot\u00e2nico e prop\u00f5e um novo olhar sobre a Amaz\u00f4nia em tempos de crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Cultura, por meio da Lei de Incentivo \u00e0 Cultura (Lei Rouanet), o Nubank \u2014 mantenedor institucional do Instituto Tomie Ohtake \u2014 e o Instituto Tomie Ohtake apresentam Um rio n\u00e3o existe sozinho, exposi\u00e7\u00e3o em cartaz de 3 de outubro a 30 de dezembro de 2025 no Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi, institui\u00e7\u00e3o anfitri\u00e3 e parceira do projeto. A mostra conta ainda com o patroc\u00ednio da AkzoNobel, Ach\u00e9 Laborat\u00f3rios Farmac\u00eauticos e PepsiCo. A PepsiCo \u00e9 tamb\u00e9m patrocinadora institucional do Instituto Tomie Ohtake por meio do Programa de A\u00e7\u00e3o Cultural (ProAC), da Secretaria da Cultura, Economia e Ind\u00fastria Criativas do Governo do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Criado e desenvolvido pelo Instituto Tomie Ohtake, sob curadoria de Sabrina Fontenele, curadora da institui\u00e7\u00e3o, e V\u00e2nia Leal, curadora convidada, para dialogar com os temas urgentes relacionados \u00e0 30\u00aa Confer\u00eancia da ONU sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP 30), que acontecer\u00e1 em novembro de 2025, em Bel\u00e9m, o projeto teve in\u00edcio em 2024 com encontros, viagens de pesquisa e a realiza\u00e7\u00e3o dos semin\u00e1rios Di\u00e1logos S\u00e3o Paulo e Di\u00e1logos Bel\u00e9m. Artistas, mestres tradicionais, arquitetos, cientistas e ativistas participaram desses encontros, que buscaram construir uma rede nacional de conex\u00f5es em torno de caminhos sustent\u00e1veis frente \u00e0 crise clim\u00e1tica. Agora, essas trocas se materializam em obras que n\u00e3o apenas ocupam o Parque, mas se integram e convivem com ele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na mostra coletiva, que re\u00fane nove artistas de diferentes regi\u00f5es do Brasil e um escrit\u00f3rio de arquitetura, o Parque \u00e9 mat\u00e9ria viva, ponto de partida e inspira\u00e7\u00e3o. Todas as obras s\u00e3o site specific, concebidas em di\u00e1logo direto com o ecossistema local, respeitando sua delicada din\u00e2mica e propondo uma conviv\u00eancia sens\u00edvel com seus ritmos, sons, cheiros e presen\u00e7as. Diferente de um espa\u00e7o expositivo convencional, cada trabalho precisou se adaptar \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ambiente \u2014 respeitando a fauna livre, a vegeta\u00e7\u00e3o e a hist\u00f3ria de um museu com quase 130 anos de exist\u00eancia. O resultado \u00e9 uma mostra que se constr\u00f3i em di\u00e1logo e negocia\u00e7\u00e3o constantes, reconhecendo o museu como lugar de vida e conviv\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsta ilha de biodiversidade cuidadosamente mantida existe em um planeta em colapso. N\u00e3o \u00e9 um convite ao escapismo, mas um lembrete poderoso do que est\u00e1 em jogo\u2026 Vivemos um tempo em que a crise clim\u00e1tica se tornou realidade cotidiana. Esta exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 uma forma de imaginar, junto com artistas e saberes tradicionais, outras possibilidades de exist\u00eancia mais generosas e sustent\u00e1veis\u201d, afirma a curadora Sabrina Fontenele. \u201cA floresta n\u00e3o \u00e9 cen\u00e1rio, mas um sujeito pol\u00edtico ativo e pulsante. Reconhecer isso \u00e9 tamb\u00e9m reconhecer a urg\u00eancia da justi\u00e7a clim\u00e1tica e a resist\u00eancia dos povos que h\u00e1 s\u00e9culos protegem esse territ\u00f3rio\u201d, afirma V\u00e2nia Leal, curadora convidada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o traz obras de Sallisa Rosa (GO), que apresenta A terra esculpe a \u00e1gua, instala\u00e7\u00e3o em barro que evoca a rela\u00e7\u00e3o ancestral entre terra e \u00e1gua e refor\u00e7a a urg\u00eancia de cuidar das \u00e1guas que conectam todo o planeta; Rafael Segatto (ES), artista-trabalhador do mar, apresenta Enquanto correm as \u00e1guas, instala\u00e7\u00e3o que combina remos e cores simb\u00f3licas para tra\u00e7ar uma cartografia po\u00e9tica das mem\u00f3rias, espiritualidades e navega\u00e7\u00f5es; PV Dias (PA), apresenta Paisagens commodities, proje\u00e7\u00e3o em video mapping que revela os rastros da destrui\u00e7\u00e3o ambiental na paisagem amaz\u00f4nica, sobrepondo imagens do acervo do Museu Goeldi com registros atuais; em Tela d\u2019\u00e1gua, Noara Quintana (SC), recria esp\u00e9cies amea\u00e7adas a partir de registros hist\u00f3ricos, apontando para a fragilidade do ecossistema; j\u00e1 Elaine Arruda (PA) apresenta Entoar o vento e dan\u00e7ar mar\u00e9s, instala\u00e7\u00e3o que atravessa mem\u00f3rias femininas e ancestrais para refletir sobre o tempo, as \u00e1guas e as travessias da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mostra conta ainda com a participa\u00e7\u00e3o da artista Mari Nagem (MG), que apresenta 41\u00b0C, obra que transforma dados cient\u00edficos sobre a seca hist\u00f3rica de 2023 no Lago Tef\u00e9 em paisagens t\u00e9rmicas que alertam para a urg\u00eancia da crise clim\u00e1tica; Gustavo Caboco (RR\/PR), do povo Wapichana, apresenta Casa de bicho e Antibatismo: Victoria Regia, instala\u00e7\u00f5es que afirmam a mem\u00f3ria e a perman\u00eancia ind\u00edgena enquanto questionam as viol\u00eancias coloniais inscritas na Amaz\u00f4nia; D\u00e9ba Tacana (RO) apresenta Luz que An\u00e7a, instala\u00e7\u00e3o em cer\u00e2mica e vidro fundido que conecta ancestralidade e futuro para refletir sobre a crise clim\u00e1tica e os direitos humanos; e Francelino Mesquita (PA), escultor que apresenta as instala\u00e7\u00f5es Proteja-me e Prote\u00e7\u00e3o ambiental, propondo um ativismo visual com miriti e outros materiais naturais que evocam saberes ancestrais e alertam para a urg\u00eancia da preserva\u00e7\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Coube ao Est\u00fadio Flume projetar o pavilh\u00e3o que abriga o Espa\u00e7o Educativo da exposi\u00e7\u00e3o, concebido a partir de recursos e t\u00e9cnicas locais como madeira e palha de ubu\u00e7u. Fundado em 2015 pelos arquitetos Christian Teshirogi e Noelia Monteiro, o escrit\u00f3rio se consolidou por tratar a arquitetura como ferramenta de impacto social, com projetos que fortalecem comunidades rurais e tradicionais. Entre eles, destacam-se o Centro de Refer\u00eancia das Quebradeiras de Baba\u00e7u (MA) e a Casa do Mel (PA), reconhecidos nacional e internacionalmente por aliarem sustentabilidade, saberes locais e desenvolvimento comunit\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cada obra foi pensada para se integrar \u00e0 paisagem de forma respeitosa, com baixo impacto ambiental e alto poder po\u00e9tico. S\u00e3o experi\u00eancias imersivas, provocadoras, que refor\u00e7am a import\u00e2ncia de repensarmos nosso modo de estar no mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A conex\u00e3o entre ci\u00eancia e arte \u00e9 uma estrat\u00e9gia para cultivar v\u00ednculos afetivos com o patrim\u00f4nio natural e cultural da Amaz\u00f4nia, ampliar o acesso ao conhecimento e fortalecer a consci\u00eancia cr\u00edtica, destacam Sue Costa e Pedro Pompei, do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. \u00c9 tamb\u00e9m um convite \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o e \u00e0 reflex\u00e3o, porque compreender a Amaz\u00f4nia exige tanto precis\u00e3o cient\u00edfica quanto abertura po\u00e9tica., finalizam.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Programa\u00e7\u00e3o P\u00fablica<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No dia 03 de outubro, abertura da exposi\u00e7\u00e3o, o p\u00fablico poder\u00e1 participar de uma intensa programa\u00e7\u00e3o. Entre 9h30 e 12h30, acontecem tr\u00eas mesas no audit\u00f3rio do Pavilh\u00e3o Eduardo Galv\u00e3o, cada uma com 45 minutos de dura\u00e7\u00e3o, reunindo diferentes artistas e mediadores: \u00e0s 9h, Gustavo Caboco, Sallisa Rosa e Deba Tacana, com media\u00e7\u00e3o de Sabrina Fontenele; \u00e0s 10h, Elaine Arruda, Rafael Segatto e Mari Nagem, mediados por V\u00e2nia Leal; e, \u00e0s 11h, PV Dias, Noara Quintana e Francelino Mesquita, com media\u00e7\u00e3o de Ana Roman, superintendente art\u00edstica do Instituto Tomie Ohtake. \u00c0 tarde, das 15h \u00e0s 16h30, o p\u00fablico \u00e9 convidado para uma visita guiada pela mostra, com a participa\u00e7\u00e3o dos artistas expositores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o coletiva Um rio n\u00e3o existe sozinho<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curadoria: Sabrina Fontenele e V\u00e2nia Leal<\/p>\n<p>Pr\u00e9-abertura: 02 de outubro de 2025 (convidados), 10h<\/p>\n<p>Em cartaz de 03 de outubro a 30 de dezembro de 2025<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De ter\u00e7a a domingo, das 09h \u00e0s 17h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ingresso: R$ 3,00 (Bilheteria aberta at\u00e9 \u00e0s 16h)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Parque Zoobot\u00e2nico do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Centro de Exposi\u00e7\u00f5es Eduardo Galv\u00e3o<\/p>\n<p>Av. Gov Magalh\u00e3es Barata, 376 &#8211; S\u00e3o Braz, Bel\u00e9m \u2013 PA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fone: 91 3211-1700<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Instituto Tomie Ohtake<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Corop\u00e9, 88) &#8211; Pinheiros SP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Metr\u00f4 mais pr\u00f3ximo &#8211; Esta\u00e7\u00e3o Faria Lima\/Linha 4 \u2013 amarela<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fone: 11 2245 1900<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Site: institutotomieohtake.org.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Facebook: facebook.com\/inst.tomie.ohtake<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Instagram: @institutotomieohtake<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Youtube: www.youtube.com\/@tomieohtake<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mostra coletiva conecta ci\u00eancia, arte e saberes tradicionais no Parque Zoobot\u00e2nico e prop\u00f5e um novo olhar sobre a Amaz\u00f4nia em tempos de crise clim\u00e1tica. &nbsp; &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":31038,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-31037","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31037","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=31037"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31037\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":31039,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/31037\/revisions\/31039"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/31038"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=31037"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=31037"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=31037"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}