{"id":30763,"date":"2025-09-18T22:53:02","date_gmt":"2025-09-19T01:53:02","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=30763"},"modified":"2025-09-18T22:53:15","modified_gmt":"2025-09-19T01:53:15","slug":"ultimos-dias-para-o-publico-ver-a-exposicao-nem-tudo-que-reluz-no-solar-fabio-prado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/ultimos-dias-para-o-publico-ver-a-exposicao-nem-tudo-que-reluz-no-solar-fabio-prado\/","title":{"rendered":"\u00daLTIMOS DIAS PARA O P\u00daBLICO VER A EXPOSI\u00c7\u00c3O NEM TUDO QUE RELUZ NO SOLAR F\u00c1BIO PRADO"},"content":{"rendered":"<p>A mostra, que integra o projeto Contempor\u00e2neas Vivara, fica em cartaz at\u00e9 21 de setembro. S\u00e3o obras de 21 artistas mulheres que refletem sobre as diversas simbologias dos adornos nas culturas e sociedades<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem Tudo Que Reluz, com curadoria de Ana Avelar, pode ser visitada at\u00e9 21 de setembro (domingo). O cat\u00e1logo da mostra ser\u00e1 lan\u00e7ado neste s\u00e1bado (20), \u00e0s 15h, no Solar F\u00e1bio Prado, em S\u00e3o Paulo. A exposi\u00e7\u00e3o convida o p\u00fablico a mergulhar nos significados simb\u00f3licos do adorno na arte contempor\u00e2nea, explorando como esses objetos podem guardar mem\u00f3rias, expressar identidades e refor\u00e7ar v\u00ednculos de pertencimento. O espa\u00e7o expositivo conta com obras de 21 artistas mulheres de diferentes gera\u00e7\u00f5es, linguagens, origens \u00e9tnicas e regi\u00f5es do Brasil, que transformam materiais, tradi\u00e7\u00f5es e mem\u00f3rias em discursos visuais, ampliando os modos de ver, vestir e habitar o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta exposi\u00e7\u00e3o faz parte da iniciativa de arte e cultura Contempor\u00e2neas Vivara, produzida pela T\u00eate-\u00e0-T\u00eate, que celebra a sua 5\u00aa edi\u00e7\u00e3o ocupando todo o espa\u00e7o, interno e externo, do Solar F\u00e1bio Prado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem Tudo Que Reluz est\u00e1 dividida em quatro n\u00facleos tem\u00e1ticos complementares, compostos por obras comissionadas, de acervo, bi e tridimensionais, assinadas pelas artistas Am\u00e9lia Toledo, Bianca Turner, Carolina Collichio, Claudia Lara, Debora Bolsoni, Elle De Bernardini, Julia Pereira, Karola Braga, Kassia Borges, Kimi Nii, Laura Vinci, Maria Lynch, Mavi Morais, Nazareth Pacheco, Rizza, Sandra Lapage, A TRANS\u00c4LIEN, Yohana Oizumi, Rebeca Carapi\u00e1, Lidia Lisb\u00f4a e Nadia Taquary \u2013 as tr\u00eas \u00faltimas tamb\u00e9m est\u00e3o com obras na 36\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do espa\u00e7o museol\u00f3gico, que \u00e9 composto por 32 obras, a exposi\u00e7\u00e3o transborda para as ruas de S\u00e3o Paulo, em tr\u00eas lugares emblem\u00e1ticos da cidade: Pra\u00e7a das Artes, Esta\u00e7\u00e3o Consola\u00e7\u00e3o e Banca Paulista, que est\u00e3o com uma instala\u00e7\u00e3o de Rizza, conhecida por transformar ambientes com interfer\u00eancias visuais que exploram luz, \u00f3ptica e movimento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Patrocinado pela Vivara, maior rede de joalheria da Am\u00e9rica Latina, e viabilizado por meio de Lei Federal de Incentivo \u00e0 cultura, Minist\u00e9rio da Cultura e Governo Federal, o projeto \u00e9 uma iniciativa que enaltece e d\u00e1 visibilidade \u00e0s vozes femininas na arte, reunindo uma colet\u00e2nea de artistas que representa a riqueza cultural e est\u00e9tica da atualidade brasileira, al\u00e9m de facilitar o acesso do p\u00fablico \u00e0 arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA Vivara encontra nessa exposi\u00e7\u00e3o um territ\u00f3rio f\u00e9rtil para ativar novos sentidos em torno da joia contempor\u00e2nea. Ao aproximar seu universo do campo da arte, a marca se associa a uma reflex\u00e3o profunda sobre as pot\u00eancias do adorno na constru\u00e7\u00e3o de narrativas individuais e coletivas\u201d, comenta Marina Kaufman, Conselheira da empresa. \u201cMais do que apoiar uma exposi\u00e7\u00e3o, a Vivara participa de um movimento que enxerga no gesto de adornar uma forma de express\u00e3o, conex\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o. Em di\u00e1logo com artistas e p\u00fablicos, reafirma-se o valor simb\u00f3lico das joias como dispositivos vivos de afeto, mem\u00f3ria e linguagem.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Percurso expogr\u00e1fico<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No hall de entrada, o p\u00fablico \u00e9 introduzido a dois grandes marcos, que d\u00e3o as diretrizes da mostra: de um lado, um colar pr\u00e9-hist\u00f3rico, de 8.500 anos, encontrado em escava\u00e7\u00f5es no Parque Nacional Serra da Capivara, proveniente do acervo do Museu do Homem Americano; do outro, um conjunto de obras e bijuterias, de Am\u00e9lia Toledo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0 frente est\u00e1 a primeira sala expositiva, dedicada ao Ritual e Magia, na qual o adorno \u00e9 apresentado como elemento fundamental para rituais e mitos, conectando-se a tradi\u00e7\u00f5es ancestrais e ciclos da vida. As obras destacam a for\u00e7a simb\u00f3lica e m\u00e1gica desses objetos, que marcam transforma\u00e7\u00f5es pessoais e coletivas. Nela, est\u00e3o trabalhos da goiana Yohana Oizumi, que explora o sagrado e o sensorial; da baiana Nadia Taquary, que investiga a cultura afro-brasileira, frequentemente a partir de adornos; e da paranaense Lidia Lisb\u00f4a, que se utiliza da autobiografia e dos atravessamentos cotidianos para suas cria\u00e7\u00f5es de grandes objetos de tecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seguindo \u00e0 pr\u00f3xima tem\u00e1tica, Eterno e Ef\u00eamero, a carioca D\u00e9bora Bolsoni, a goiana K\u00e1ssia Borges \u2013 da na\u00e7\u00e3o ind\u00edgena Karaj\u00e1 \u2013, a paranaense Cl\u00e1udia Lara e as paulistas Sandra Lapage e Carolina Colichio exp\u00f5em produ\u00e7\u00f5es que refletem sobre a dualidade entre o permanente e o transit\u00f3rio, dialogando com a materialidade, o tempo e as formas humanas de se relacionar a partir desses objetos. \u201cAs pe\u00e7as nos fazem pensar sobre como os adornos passam entre fam\u00edlias e gera\u00e7\u00f5es, ou como, \u00e0s vezes, nos adornamos com elementos que n\u00e3o v\u00e3o durar, mas que t\u00eam um sentido simb\u00f3lico para n\u00f3s ou para a nossa comunidade, como adornos de palhas, tecidos e plantas\u201d, explica a curadora Ana Avelar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre os ornamentos e o corpo, como extens\u00f5es da identidade e da express\u00e3o individual, \u00e9 apresentada no terceiro espa\u00e7o, intitulado Viv\u00eancias e Sentidos. Obras das paulistas Laura Vinci, Nazareth Pacheco e Julia Pereira, da ga\u00facha Elle de Bernardini e da baiana Rebeca Carapi\u00e1 convidam os visitantes a refletirem sobre como o corpo ornado se torna um campo de experi\u00eancias sensoriais e culturais. \u201cPara al\u00e9m do aspecto m\u00e1gico e mesmo antropol\u00f3gico que o adorno suscita, ele acarreta tamb\u00e9m quest\u00f5es afetivas em rela\u00e7\u00e3o a nossa vida atual. Ent\u00e3o, nesse espa\u00e7o h\u00e1 elementos que brilham, como pedras em colares e m\u00e1scaras, cujos materiais n\u00e3o possuem em si mesmos um valor financeiro significativo. S\u00e3o bonitas pelo o que representam e adquirem valor simb\u00f3lico e cultural quando se transformam em arte\u201d, conta Ana Avelar, curado da exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na transi\u00e7\u00e3o entre a terceira sala e a varanda do Solar, as pessoas passam para o tema Transcend\u00eancia e Transforma\u00e7\u00e3o e atravessam uma escultura olfativa, criada pela paulista Karola Braga, que aromatiza o ambiente, mostrando que o ato de se perfumar tamb\u00e9m \u00e9 uma maneira de adornar-se. Em seguida, antes de chegarem ao jardim, encontram a proje\u00e7\u00e3o de Bianca Turner, que aborda as ancestralidades do adorno, principalmente a partir da pr\u00f3pria viv\u00eancia familiar cigana da artista.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bancas Galerias e esculturas no jardim<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Espalhadas pelas grandes cidades, as bancas sempre foram pontos de encontro entre o p\u00fablico e os impressos \u2014 jornais, revistas, gibis. Al\u00e9m de sua fun\u00e7\u00e3o comercial, carregam uma mem\u00f3ria afetiva: lugar de passagem, onde se trocavam palavras e imagens. Hoje, em um tempo em que os impressos se retraem, a banca se reinventa em lugar de arte.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desta vez ser\u00e3o quatro unidades, feitas em estrutura de cont\u00eainer e espalhadas pelo jardim do museu. Uma delas \u00e9 dedicada ao trabalho da multiartista pernambucana A TRANS\u00c4LIEN, que criou um espa\u00e7o interativo, colorido e brilhante &#8211; como um caleidosc\u00f3pio -, propondo uma experi\u00eancia de transforma\u00e7\u00e3o e identifica\u00e7\u00e3o de quem se \u00e9 verdadeiramente. Outra banca, de Yohana Oizumi, \u00e9 inspirada na tumba da rainha eg\u00edpcia Nefertari, repleta de dourados, estrelas, vazando um azul celeste. \u00c9 uma \u201ccaverna\u201d que promove uma experi\u00eancia com o divino.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No terceiro espa\u00e7o, o ambiente \u00e9 carnavalesco, divertido e l\u00fadico, criado pela carioca Maria Lynch, no qual os visitantes poder\u00e3o adornar-se, em refer\u00eancia a uma das maiores festas populares do pa\u00eds. A artista Mavi Morais, de origem Kariri-Sapuy\u00e1, da Terra Ind\u00edgena Caramuru-Paragua\u00e7u, no sul da Bahia, leva para o quarto cont\u00eainer seu trabalho com colagens, pela primeira vez fora do ambiente digital e em formato instalativo. A obra faz o encontro entre os adornos e as possibilidades suscitadas pelas narrativas ind\u00edgenas brasileiras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda no jardim, h\u00e1 uma escultura fundida em lat\u00e3o, de Rizza, que rompe a terra, e um conjunto de cer\u00e2micas de grande porte da japonesa Kimi Nii, radicada em S\u00e3o Paulo, que faz rela\u00e7\u00e3o com a geometria bot\u00e2nica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Contempor\u00e2neas Vivara<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Criada em 2020, a iniciativa tem como miss\u00e3o aproximar a arte do cotidiano, comissionando obras que ocupam o espa\u00e7o urbano \u2014 murais, instala\u00e7\u00f5es, v\u00eddeos e poesia \u2014 e promovendo uma presen\u00e7a feminina potente, plural e transformadora nas ruas das cidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo de suas quatro edi\u00e7\u00f5es, Contempor\u00e2neas Vivara percorreu nove cidades brasileiras \u2014 S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bras\u00edlia, Porto Alegre, Florian\u00f3polis, Salvador, Olinda e Manaus \u2014, promovendo o encontro entre o gesto art\u00edstico e a vida urbana. Mais de 40 artistas j\u00e1 participaram do projeto, criando obras que transformam o percurso di\u00e1rio em experi\u00eancia est\u00e9tica e po\u00e9tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Vivara<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Refer\u00eancia no mundo da alta joalheria, a Vivara segue h\u00e1 mais de 60 anos o prop\u00f3sito de tornar cada hist\u00f3ria \u00fanica e especial. Suas joias levam o mesmo encantamento e delicadeza, dedicado pelos antigos ourives para eternizar os momentos mais especiais de cada cliente. Atualmente, a Vivara \u00e9 a maior rede de joalheria do Brasil, com mais de 400 lojas nas principais cidades do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nem Tudo Que Reluz &#8211; Contempor\u00e2neas Vivara<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Onde: Solar F\u00e1bio Prado \u2014 Av. Brig. Faria Lima, 2705, Jardim Paulistano, S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando: at\u00e9 21 de setembro de 2025<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento cat\u00e1logo: 20 de setembro, 15h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Visita\u00e7\u00e3o: de ter\u00e7a a quinta e aos fins de semana, das 10h \u00e0s 18h; \u00e0s sextas, das 11h \u00e0s 20h; fechado \u00e0s segundas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrada gratuita. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio retirar ingressos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Saiba mais em: www.contemporaneasvivara.com.br<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mostra, que integra o projeto Contempor\u00e2neas Vivara, fica em cartaz at\u00e9 21 de setembro. 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