{"id":28082,"date":"2025-08-20T13:00:08","date_gmt":"2025-08-20T16:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=28082"},"modified":"2025-08-20T13:01:50","modified_gmt":"2025-08-20T16:01:50","slug":"instituto-tomie-ohtake-apresenta-a-terra-o-fogo-a-agua-e-os-ventos-por-um-museu-da-errancia-com-edouard-glissant","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/instituto-tomie-ohtake-apresenta-a-terra-o-fogo-a-agua-e-os-ventos-por-um-museu-da-errancia-com-edouard-glissant\/","title":{"rendered":"INSTITUTO TOMIE OHTAKE APRESENTA A TERRA, O FOGO, A \u00c1GUA E OS VENTOS &#8211; POR UM MUSEU DA ERR\u00c2NCIA COM \u00c9DOUARD GLISSANT"},"content":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um museu em movimento dedicado ao pensamento de \u00c9douard Glissant, reunindo obras de 60 artistas das Am\u00e9ricas, Caribe, Europa, \u00c1frica e \u00c1sia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De 3 de setembro de 2025 a 25 de janeiro de 2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Minist\u00e9rio da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo \u00e0 Cultura (Lei Rouanet), e o Instituto Tomie Ohtake apresentam a exposi\u00e7\u00e3o A terra, o fogo, a \u00e1gua e os ventos \u2013 Por um Museu da Err\u00e2ncia com \u00c9douard Glissant, que conta com o patroc\u00ednio do Nubank, Mantenedor Institucional do Instituto Tomie Ohtake, da SKY, na cota Bronze, e da Funda\u00e7\u00e3o Norma y Leo Werthein, na cota Apoio. Concebida como um museu em movimento e dedicada \u00e0 obra e ao pensamento do poeta, fil\u00f3sofo e ensa\u00edsta martinicano \u00c9douard Glissant (1928\u20132011), a exposi\u00e7\u00e3o integra a Temporada Fran\u00e7a-Brasil 2025 como um de seus principais destaques. A iniciativa de interc\u00e2mbio cultural \u00e9 promovida pelo Instituto Franc\u00eas e pelo Instituto Guimar\u00e3es Rosa (Itamaraty), com o apoio de um comit\u00ea formado por 15 empresas: Engie, LVMH, ADEO, JCDecaux, Sanofi, Airbus, CMA CGM, CNP Seguradora, L\u2019Or\u00e9al, TotalEnergies, Vinci, BNP Paribas, Carrefour, VICAT e SCOR. Com curadoria de Ana Roman e Paulo Miyada, a mostra \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o do Instituto Tomie Ohtake, correaliza\u00e7\u00e3o do M\u00e9morial ACTe, do \u00c9douard Glissant Art Fund e do Institut Tout-Monde, al\u00e9m de parceria com o CARA \u2014 Center for Art, Research and Alliances e apoio institucional do Institut Fran\u00e7ais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Parte da pesquisa de longo prazo do Instituto Tomie Ohtake em torno da produ\u00e7\u00e3o de mem\u00f3ria, a exposi\u00e7\u00e3o d\u00e1 sequ\u00eancia a iniciativas recentes como a mostra Ensaios para o Museu das Origens (2023) e o semin\u00e1rio \u201cEnsaios para o Museu das Origens \u2013 Pol\u00edticas da mem\u00f3ria\u201d (2024), que reuniu representantes de museus, arquivos e comunidades em um intenso debate sobre preserva\u00e7\u00e3o e cidadania.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com seu t\u00edtulo inspirado na antologia po\u00e9tica La Terre, le feu, l\u2019eau et les vents (2010), organizada pelo escritor martinicano, a mostra ensaia o que seria um \u201cMuseu da Err\u00e2ncia\u201d. Err\u00e2ncia \u00e9 uma viv\u00eancia da Rela\u00e7\u00e3o: recusa filia\u00e7\u00f5es \u00fanicas e prop\u00f5e o museu como arquip\u00e9lago \u2013 espa\u00e7o de rupturas, apagamentos e reinven\u00e7\u00f5es sem s\u00edntese for\u00e7ada. Contra genealogias r\u00edgidas, prop\u00f5e-se uma mem\u00f3ria em tr\u00e2nsito, feita de alian\u00e7as provis\u00f3rias, tradu\u00e7\u00f5es e tremores \u2013 um processo institucional movido pelo encontro entre tempos, territ\u00f3rios e linguagens. Ainda que Glissant tenha deixado fragmentos de sua vis\u00e3o para um museu do s\u00e9culo 21, n\u00e3o chegou a concretiz\u00e1-lo. A curadoria imagina como poderia ser esse Museu da Err\u00e2ncia em uma mostra de m\u00faltiplas camadas e conex\u00f5es inesperadas entre obras, documentos e paisagens. As duas ideias-chave da organiza\u00e7\u00e3o da montagem da exposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o a palavra da paisagem e a paisagem da palavra, concebidas a partir da concep\u00e7\u00e3o de Glissant de \u201cparole du paysage\u201d. Como apontam em texto, \u201cNo primeiro caso, o territ\u00f3rio infiltra-se na fala; no segundo, a linguagem se projeta no espa\u00e7o, convertendo signos, letras e c\u00f3digos em relevo, clima ou correnteza\u201d. Para o poeta, a paisagem n\u00e3o \u00e9 apenas cen\u00e1rio externo, mas for\u00e7a ativa que molda mem\u00f3rias, gestos e linguagens.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e3o presentes em frases, manuscritos e entrevistas do autor outras ideias como Todo-mundo, criouliza\u00e7\u00e3o, arquip\u00e9lago, tremor, opacidade, palavra da paisagem e aqui-l\u00e1. Para a curadoria, que trabalhou em cont\u00ednuo di\u00e1logo com Sylvie S\u00e9ma Glissant, trata-se de um arco de assuntos interligados com profunda relev\u00e2ncia no mundo contempor\u00e2neo, que mais uma vez se v\u00ea permeado por discursos e medidas de intoler\u00e2ncia perante o diverso e incapaz de criar canais de escuta dos Elementos naturais e das paisagens amea\u00e7ados de destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c9 nesse horizonte que se apresenta, pela primeira vez no Brasil, parte da cole\u00e7\u00e3o pessoal reunida por Glissant e atualmente preservada no M\u00e9morial ACTe, em Guadalupe. O conjunto inclui pinturas, esculturas e gravuras de artistas com quem o pensador conviveu e sobre os quais escreveu, como Wifredo Lam, Roberto Matta, Agust\u00edn C\u00e1rdenas, Antonio Segu\u00ed, Enrique Za\u00f1artu, Jos\u00e9 Gamarra, Victor Brauner e Victor Anicet, entre outros. S\u00e3o artistas de crescente reconhecimento internacional, que viveram trajet\u00f3rias de di\u00e1spora e imigra\u00e7\u00e3o, e produziram em tr\u00e2nsito entre l\u00ednguas, linguagens, paisagens e hist\u00f3rias m\u00faltiplas. Trata-se de um valioso recorte da produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica da segunda metade do s\u00e9culo 20, que lida com o imagin\u00e1rio, a figura\u00e7\u00e3o, a linguagem e as grafias como recursos carregados de tra\u00e7os de mem\u00f3ria, identidade e inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c0 cole\u00e7\u00e3o de obras somam-se documentos, cadernos, v\u00eddeos e fragmentos de textos e entrevistas de Glissant, igualmente in\u00e9ditos. Entre eles, destaca-se o Caderno de uma viagem pelo Nilo (1988) \u2013 com notas e desenhos em fac-s\u00edmile \u2013 que vai al\u00e9m do registro de viagem para se tornar um exerc\u00edcio po\u00e9tico-filos\u00f3fico, no qual o autor questiona a ideia de uma origem \u00fanica e prop\u00f5e a no\u00e7\u00e3o de origens m\u00faltiplas. A mostra apresenta tamb\u00e9m trechos da extensa entrevista concedida em 2008 a Patrick Chamoiseau, escritor martinicano e parceiro intelectual de Glissant, da qual resultou o monumental Ab\u00e9c\u00e9daire. O p\u00fablico poder\u00e1 conferir dezessete verbetes selecionados pela curadoria, exibidos em seis monitores distribu\u00eddos pela exposi\u00e7\u00e3o. Esses materiais revelam como o poeta elaborava suas ideias no cruzamento entre escrita, oralidade e imagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Este extenso e rico acervo \u00e9 apresentado em di\u00e1logo com trabalhos de mais de 30 artistas contempor\u00e2neos das Am\u00e9ricas, Caribe, \u00c1frica, Europa e \u00c1sia \u2014 nomes como Chico Tabibuia, Emanoel Ara\u00fajo, Federica Matta, Frank Walter, Julien Creuzet, Manthia Diawara, Melvin Edwards, Sheila Hicks, Rebeca Carapi\u00e1, Pol Taburet, Tiago Sant\u2019Ana, entre outros \u2014 que convocam o p\u00fablico a experimentar, de forma sensorial, o entrela\u00e7amento entre paisagem, linguagem e mem\u00f3ria. Nas palavras dos curadores: \u201cEntre as pe\u00e7as selecionadas h\u00e1 partituras visuais que serpenteiam pelas paredes como cordilheiras, v\u00eddeos em que frases viram espuma mar\u00edtima e instala\u00e7\u00f5es sonoras que transformam poemas em ar e vibra\u00e7\u00e3o\u201d. Parte dessa proposta inclui ainda obras especialmente comissionadas para a exposi\u00e7\u00e3o, realizadas por Aislan Pankararu, Pedro Fran\u00e7a e Rayana Rayo, do Brasil, e por Ar\u00e9b\u00e9nor Bass\u00e9ne, Hamedine Kane, Nolan Oswald Dennis, Pol Taburet, Kelly Sinnapah Mary e Tarik Kiswanson, de diferentes contextos internacionais, ampliando as vozes e perspectivas que atravessam a mostra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para setembro, est\u00e1 programado o lan\u00e7amento de um cat\u00e1logo, em portugu\u00eas e em ingl\u00eas &#8211; cuja edi\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas est\u00e1 sendo coeditada pelo CARA &#8211; que re\u00fane textos das institui\u00e7\u00f5es parceiras, ensaio curatorial de Ana Roman e Paulo Miyada, verbetes sobre os artistas participantes, al\u00e9m da transcri\u00e7\u00e3o de trechos do Ab\u00e9c\u00e9daire. O volume inclui tamb\u00e9m o manuscrito Caderno de uma viagem pelo Nilo, de Glissant, assim como legendas t\u00e9cnicas e ficha detalhada da exposi\u00e7\u00e3o. Em novembro, no Instituto Tomie Ohtake, a programa\u00e7\u00e3o se completa com um semin\u00e1rio com a participa\u00e7\u00e3o de alguns dos artistas da exposi\u00e7\u00e3o e com importantes intelectuais que dialogam com a obra de Glissant.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto contempla, ainda, uma resid\u00eancia art\u00edstica na Martinica, realizada em agosto de 2025, com a participa\u00e7\u00e3o de Rayana Rayo e Z\u00e9 di Cabe\u00e7a (Jos\u00e9 Eduardo Ferreira Santos). Os frutos dessa viv\u00eancia, que conta com o apoio da Cole\u00e7\u00e3o Ivani e Jorge Yunes e do Instituto Guimar\u00e3es Rosa, dar\u00e3o origem a interven\u00e7\u00f5es em di\u00e1logo com a cole\u00e7\u00e3o de arte africana do MON \u2013 Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. O evento tamb\u00e9m integra a Temporada Fran\u00e7a Brasil. No primeiro semestre de 2026, a exposi\u00e7\u00e3o tem itiner\u00e2ncia prevista para Nova York, no CARA \u2014 Center for Art, Research and Alliances.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lista completa de artistas participantes:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Agust\u00edn C\u00e1rdenas, Aislan Pankararu, Amoedas Wani e Patrice Alexandre, Antonio Segu\u00ed, Ar\u00e9b\u00e9nor Bass\u00e9ne, Cesare Peverelli, Chang Yuchen, Chico Tabibuia, Eduardo Zamora, Emanoel Ara\u00fajo, Enrique Za\u00f1artu, Ernest Breleur, Etienne de France, Federica Matta, Flavio-Shir\u00f3, Florencia Rodriguez Giles, Frank Walter, Gabriela Morawetz, Genevi\u00e8ve Gallego, Gerardo Ch\u00e1vez, Hamedine Kane, Irving Petlin, Jean-Claude Garoute (Tiga), Jos\u00e9 Gamarra, Julien Creuzet, Kelly Sinnapah Mary, M. Emile, Manthia Diawara, M\u00e9linda Fourn, Melvin Edwards, Minia Biabiany, Nolan Oswald Dennis, \u00d6yvind Fahlstr\u00f6m, Pancho Quilici, Paul Mayer, Pedro Fran\u00e7a, Pol Taburet, Rapha\u00ebl Barontini, Rayana Rayo, Rebeca Carapi\u00e1, Roberto Matta, Serge H\u00e9l\u00e9non, Sheila Hicks, Sylvie S\u00e9ma Glissant, Tarik Kiswanson, Tiago Sant\u2019Ana, Victor Anicet, Victor Brauner, Wifredo Lam, Z\u00e9 di Cabe\u00e7a (Jos\u00e9 Eduardo Ferreira Santos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O<\/p>\n<p>A terra, o fogo, a \u00e1gua e os ventos \u2013 Por um Museu da Err\u00e2ncia com \u00c9douard Glissant<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Curadoria: Ana Roman e Paulo Miyada<\/p>\n<p>Pr\u00e9-abertura: 02 de setembro de 2025 (convidados), 19h<\/p>\n<p>Em cartaz de 03 de setembro de 2025 a 25 de janeiro de 2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De ter\u00e7a a domingo, das 11h \u00e0s 19h [\u00faltima entrada at\u00e9 18h | Entrada franca<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Instituto Tomie Ohtake<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Av. Faria Lima 201 (Entrada pela Rua Corop\u00e9, 88) \u2013 Pinheiros SP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Metr\u00f4 mais pr\u00f3ximo: Esta\u00e7\u00e3o Faria Lima\/Linha 4 \u2013 amarela<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fone: 11 2245 1900<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Site: institutotomieohtake.org.br<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Facebook: facebook.com\/inst.tomie.ohtake<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Instagram: @institutotomieohtake<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Youtube: https:\/\/www.youtube.com\/@tomieohtake<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Exposi\u00e7\u00e3o prop\u00f5e um museu em movimento dedicado ao pensamento de \u00c9douard Glissant, reunindo obras de 60 artistas das Am\u00e9ricas, Caribe, Europa, \u00c1frica e \u00c1sia. &nbsp; &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":28083,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-28082","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28082","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=28082"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28082\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":28084,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/28082\/revisions\/28084"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/28083"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=28082"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=28082"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=28082"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}