{"id":27954,"date":"2025-08-18T13:43:00","date_gmt":"2025-08-18T16:43:00","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=27954"},"modified":"2025-08-18T13:43:00","modified_gmt":"2025-08-18T16:43:00","slug":"dia-do-folclore-conheca-historias-e-saberes-dos-povos-que-moldaram-o-brasil-muito-alem-das-lendas-populares","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/dia-do-folclore-conheca-historias-e-saberes-dos-povos-que-moldaram-o-brasil-muito-alem-das-lendas-populares\/","title":{"rendered":"DIA DO FOLCLORE: CONHE\u00c7A HIST\u00d3RIAS E SABERES DOS POVOS QUE MOLDARAM O BRASIL MUITO AL\u00c9M DAS LENDAS POPULARES"},"content":{"rendered":"<p>4 curiosidades sobre os povos origin\u00e1rios do Brasil para voc\u00ea conhecer<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Celebrado em 22 de agosto, o Dia do Folclore costuma ser lembrado por personagens como Saci, Curupira e Boto-cor-de-rosa. O que muitos n\u00e3o percebem \u00e9 que boa parte dessas figuras tem origem ou inspira\u00e7\u00e3o direta nas tradi\u00e7\u00f5es, narrativas e vis\u00f5es de mundo dos povos origin\u00e1rios do Brasil. Antes mesmo de serem mitos populares, eram hist\u00f3rias contadas ao redor do fogo, rituais de passagem, alertas da floresta ou s\u00edmbolos de espiritualidade que atravessaram gera\u00e7\u00f5es e moldaram o imagin\u00e1rio nacional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para lan\u00e7ar um olhar mais profundo sobre essa conex\u00e3o entre folclore e ancestralidade, a Britannica Education reuniu curiosidades sobre quatro povos origin\u00e1rios que seguem vivos em seus saberes, l\u00ednguas e cosmologias: os Guarani, com sua rela\u00e7\u00e3o sagrada com a terra; os Tikuna, guardi\u00f5es de mitos de cria\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o; os Xavante, com suas cerim\u00f4nias de fortalecimento coletivo; e os Yanomami, cuja espiritualidade est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0 floresta. Confira!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A l\u00edngua Guarani \u00e9 uma das mais faladas no Paraguai<\/p>\n<p>Os Guarani s\u00e3o um povo origin\u00e1rio da Am\u00e9rica do Sul, com presen\u00e7a marcante no Paraguai e em partes do Brasil, como Argentina e Bol\u00edvia. Sua l\u00edngua \u00e9 uma das mais faladas entre os povos ind\u00edgenas do continente e, no Paraguai, tem status oficial ao lado do espanhol. De acordo com Britannica School, o Paraguai moderno ainda preserva fortemente a heran\u00e7a Guarani, e mais paraguaios falam e compreendem o guarani do que o espanhol.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo dados divulgados em 2023 pelo Instituto Nacional de Estat\u00edstica (INE) do Paraguai, 34,3% dos entrevistados afirmaram usar guarani e espanhol com igual frequ\u00eancia nas conversas em casa, enquanto 32,6% indicaram que o guarani \u00e9 o idioma predominante. Assim, considerando a popula\u00e7\u00e3o com 5 anos ou mais, 97,3% utilizam pelo menos os dois idiomas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os Tikuna produzem arte cerimonial com casca de \u00e1rvore<\/p>\n<p>Entre os Tikuna, tamb\u00e9m chamados de Tucuna, vivem em regi\u00f5es da Amaz\u00f4nia no Brasil, Peru e Col\u00f4mbia, a rela\u00e7\u00e3o com a natureza ultrapassa a sobreviv\u00eancia f\u00edsica. Ela \u00e9 expressa tamb\u00e9m na arte ritual. O povo domina uma t\u00e9cnica ancestral de produ\u00e7\u00e3o do chamado bark cloth, um tecido feito a partir da casca de \u00e1rvores, utilizado para confeccionar m\u00e1scaras e figuras cerimoniais de animais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com a Britannica School, eles s\u00e3o habilidosos na arte de fabricar e utilizar o bark cloth, a partir do qual produzem m\u00e1scaras cerimoniais e grandes figuras de animais. Esses elementos s\u00e3o usados em rituais de passagem e em celebra\u00e7\u00f5es da coletividade, expressando cosmovis\u00f5es, ancestralidade e respeito pela floresta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os Xavante constroem suas aldeias em formato de ferradura<\/p>\n<p>De acordo com Britannica School, \u00e9 um grupo ind\u00edgena brasileiro que fala Xavante, uma l\u00edngua da fam\u00edlia lingu\u00edstica Macro-J\u00ea. Os Xavante, que somavam cerca de 10.000 no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, vivem no extremo sudeste do estado de Mato Grosso , entre o Rio das Mortes e o Rio Araguaia, em uma regi\u00e3o de cerrado de terras altas entremeada por estreitas faixas de floresta que correm ao longo dos rios. Os Xavante e os Xer\u00e9nte ( qv ) intimamente relacionados viveram outrora ao longo do Rio Tocantins, em Goi\u00e1s, mas a press\u00e3o dos colonizadores brasileiros na d\u00e9cada de 1840 fez com que os Xavante se mudassem para sua terra natal atual.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os Xavantes vivem em aldeias tempor\u00e1rias em forma de ferradura na savana. Essa configura\u00e7\u00e3o das aldeias reflete uma organiza\u00e7\u00e3o territorial e a forma como os Xavante entendem o mundo e os v\u00ednculos entre os membros da comunidade. O espa\u00e7o aberto no centro da ferradura \u00e9 fundamental para rituais e atividades coletivas, fortalecendo os la\u00e7os sociais e a transmiss\u00e3o de saberes tradicionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a escolha desse formato favorece a prote\u00e7\u00e3o contra amea\u00e7as externas e facilita a comunica\u00e7\u00e3o interna, demonstrando conex\u00e3o entre a organiza\u00e7\u00e3o f\u00edsica do espa\u00e7o e a vida comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre os Yanomami, as cinzas dos mortos viram bebida sagrada<\/p>\n<p>Segundo Britannica School, Yanomami, tamb\u00e9m escrito Yanomami ou Yanoam\u00f6 , s\u00e3o ind\u00edgenas sul-americanos, falantes de uma l\u00edngua Xirian\u00e1, que vivem na remota floresta da bacia do rio Orinoco, no sul da Venezuela, e no extremo norte da bacia do rio Amazonas , no norte do Brasil . No in\u00edcio do s\u00e9culo XXI, os Yanomami provavelmente somavam cerca de 32.000 indiv\u00edduos em toda a sua \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1990, o modo de vida e at\u00e9 mesmo a sobreviv\u00eancia cont\u00ednua dos Yanomami foram amea\u00e7ados pelas incurs\u00f5es de garimpeiros brasileiros em seu territ\u00f3rio no estado brasileiro de Roraima. Em 1991, o governo brasileiro reservou uma \u00e1rea de cerca de 36.000 milhas quadradas (93.240 km\u00b2) \u2014 cerca de 30% de seu territ\u00f3rio ancestral, como p\u00e1tria para os Yanomami, mas no in\u00edcio do s\u00e9culo XXI o compromisso governamental com a aplica\u00e7\u00e3o de limites permaneceu intermitente, na melhor das hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das tradi\u00e7\u00f5es deste povo est\u00e1 em transformar as cinzas dos falecidos em bebidas sagradas, um costume que integra um dos rituais mais emblem\u00e1ticos da cultura Yanomami. Ap\u00f3s a crema\u00e7\u00e3o, as cinzas do falecido s\u00e3o misturadas a uma bebida e ingeridas pelos parentes pr\u00f3ximos. O gesto representa uma conex\u00e3o espiritual com o ente perdido, refor\u00e7ando sua presen\u00e7a simb\u00f3lica na coletividade. Al\u00e9m disso, acredita-se que o consumo fortalece os vivos contra doen\u00e7as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse ritual sintetiza a profunda rela\u00e7\u00e3o que os Yanomami mant\u00eam com seus mortos e revela uma vis\u00e3o de mundo em que o coletivo se sobrep\u00f5e ao individual, e a vida n\u00e3o se encerra com a morte, mas se transforma em presen\u00e7a cont\u00ednua.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Britannica Education<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Britannica Education \u00e9 a divis\u00e3o educacional da Enciclopedia Britannica, dedicada a transformar o aprendizado por meio de solu\u00e7\u00f5es inovadoras baseadas em tecnologia. Com mais de 250 anos de expertise na produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado editorial, a empresa consolidou-se como refer\u00eancia global em educa\u00e7\u00e3o digital, oferecendo plataformas interativas e conte\u00fados seguros para institui\u00e7\u00f5es de ensino, educadores e alunos em todo o mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, a Britannica Education desenvolve solu\u00e7\u00f5es alinhadas \u00e0 Base Nacional Comum Curricular (BNCC), garantindo materiais educativos adaptados \u00e0s necessidades do ensino local. Suas plataformas atendem escolas p\u00fablicas e privadas, incluindo a rede estadual de Minas Gerais, que disponibiliza acesso \u00e0s solu\u00e7\u00f5es do Britannica para 1,6 milh\u00e3o de alunos. Al\u00e9m disso, parcerias com institui\u00e7\u00f5es como a Rede CNA e o Grupo Eleva, Pueri Domus e Avenues refor\u00e7am seu compromisso com a educa\u00e7\u00e3o de qualidade. A empresa tamb\u00e9m investe no letramento digital de educadores, promovendo capacita\u00e7\u00f5es para o uso eficiente da tecnologia na sala de aula.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com um legado de inova\u00e7\u00e3o e compromisso com a excel\u00eancia, a Britannica Education segue ampliando seu impacto na educa\u00e7\u00e3o global, garantindo acesso a conhecimento seguro, profundo e confi\u00e1vel e promovendo a transforma\u00e7\u00e3o digital do ensino.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>4 curiosidades sobre os povos origin\u00e1rios do Brasil para voc\u00ea conhecer &nbsp; Celebrado em 22 de agosto, o Dia do Folclore costuma ser lembrado por &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":27955,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-27954","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27954","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=27954"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27954\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27956,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/27954\/revisions\/27956"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/27955"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=27954"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=27954"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=27954"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}