{"id":27055,"date":"2025-08-11T12:43:11","date_gmt":"2025-08-11T15:43:11","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=27055"},"modified":"2025-08-09T12:29:44","modified_gmt":"2025-08-09T15:29:44","slug":"galeria-paulo-kuczynski-apresenta-colecao-de-esculturas-e-pinturas-de-ernesto-de-fiori","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/galeria-paulo-kuczynski-apresenta-colecao-de-esculturas-e-pinturas-de-ernesto-de-fiori\/","title":{"rendered":"GALERIA PAULO KUCZYNSKI APRESENTA COLE\u00c7\u00c3O DE ESCULTURAS E PINTURAS DE ERNESTO DE FIORI"},"content":{"rendered":"<p>Obras pertenciam ao colecionador Ernesto Wolf e sua esposa, Liuba, adquiridas ao longo de 60 anos. Ser\u00e3o expostos pinturas, esculturas e desenhos do per\u00edodo em que o artista viveu no Brasil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A galeria Paulo Kuczynski tem o prazer de apresentar as obras de um renomado artista do modernismo europeu: o pintor, escultor e desenhista italiano-alem\u00e3o Ernesto de Fiori. A exposi\u00e7\u00e3o De Fiori: Um artista no ex\u00edlio ser\u00e1 aberta dia 16 de agosto, \u00e0s 11h, com cerca de 35 obras, entre pinturas, esculturas e desenhos dentre as mais significativas realizadas durante o per\u00edodo em que o artista viveu no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ernesto de Fiori elevou sua voz contra os horrores da guerra. Se engajou na Primeira Guerra Mundial, em 1915, e atuou como correspondente de um jornal italiano. Com a expans\u00e3o do nazifascismo ao longo das d\u00e9cadas de 1920 e 1930, atingindo seu auge no Reich Alem\u00e3o, o artista repudia veementemente o regime e, em 1936, \u00e9 obrigado a abandonar a Alemanha Nazista, e se refugia no Brasil, com inten\u00e7\u00e3o de seguir para os Estados Unidos. Mas acabou permanecendo em terras brasileiras at\u00e9 sua morte, em 1945, per\u00edodo em que concentrou sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica mais na pintura do que na escultura. Em suas obras, destacam-se contrastes criados por t\u00e9cnicas variadas, como pinceladas r\u00e1pidas ou dilu\u00eddas em solvente, e o uso de instrumentos dentados, entre outras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um prazer poder apresentar esta mostra de Fiori, cujo n\u00facleo vem da cole\u00e7\u00e3o de Ernesto Wolf, trazendo as mais significativas pinturas de seu per\u00edodo no Brasil. Artista que abandonou as altas rodas intelectuais e art\u00edsticas de Berlim e que, aqui, livre da sociedade opressora do nacional-socialismo, mesmo na tristeza do ex\u00edlio, reinventou-se na pintura \u2014 notadamente nas cores e na liberdade de suas pinceladas. Como dizia Benjamin Steiner, de Fiori pintava com a gestualidade de um samurai em luta\u201d, destaca Paulo Kuczynski.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Europa, Ernesto de Fiori foi conhecido principalmente por suas esculturas, enquanto no Brasil tornou-se mais reconhecido como pintor. Sua escultura se caracterizava por certa sobriedade e conten\u00e7\u00e3o formal, sendo essencialmente cl\u00e1ssica e voltada ao c\u00e2none e \u00e0 tradi\u00e7\u00e3o europeia. Em contraste, sua pintura oferecia um espa\u00e7o de liberdade, experimenta\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dentre as esculturas executadas por Ernesto de Fiori, destacam-se as primeiras realizadas no Brasil: retratos de Menotti del Picchia, Francisco Matarazzo e Greta Garbo, esta \u00faltima, fez de mem\u00f3ria. Tanto na Europa como no Brasil, suas esculturas foram se tornando fi\u00e9is \u00e0 forma humana, adquirindo certo v\u00ednculo expressionista, como A Banhista (1917), figura feminina, em p\u00e9, em postura que expressa tranquilidade e sentimento. Na d\u00e9cada de 1920, em Berlim, realiza seus primeiros retratos, como a cabe\u00e7a da bailarina Carina Ari (1922). Modela tr\u00eas vers\u00f5es de Ad\u00e3o (1920), uma figura masculina que caminhando se volta para tr\u00e1s em cumprimento, com a m\u00e3o direita levantada. Realiza, ainda, a s\u00e9rie do Homem em Marcha, o busto de Marlene Dietrich (1929), O Fugitivo (1936), entre outras obras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O tema central de suas esculturas \u00e9 sempre o corpo humano, sugerindo movimento ou est\u00e1tico, executado em \u00e1spero modelado, com forte carga psicol\u00f3gica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma de suas obras destacadas &#8211; Homem Andando (1921) \u2013 com mais de dois metros de altura estar\u00e1 presente na exposi\u00e7\u00e3o, assim como uma das vers\u00f5es de Ad\u00e3o, e O atleta em repouso (1938). Dentre as pinturas, poder\u00e3o ser vistas as telas Fam\u00edlia (1942), telas da s\u00e9rie S\u00e3o Jorge e o drag\u00e3o (1942), paisagens e figuras humanas retratadas com a maestria reflexiva sobre cada tema abordado pelo artista, como ele pr\u00f3prio definia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEu pinto batalhas n\u00e3o porque seja louco por guerra, mas porque o tema das batalhas empresta \u00e0 pintura uma bela vivacidade que representa, ao mesmo tempo, com efici\u00eancia, a viol\u00eancia das ideias, que muitas vezes sabem ferir mais mortalmente do que as armas (\u2026) Essas batalhas n\u00e3o s\u00e3o batalhas hist\u00f3ricas, s\u00e3o as da eterna guerra entre a luz e a sombra, entre a perversidade e a bondade, entre a coragem e a perf\u00eddia, entre o esp\u00edrito e a mat\u00e9ria.\u201d, explicava Ernesto de Fiori.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Da mesma forma, justificou sua s\u00e9rie sobre S\u00e3o Jorge e o drag\u00e3o: \u201cSe eu pinto S\u00e3o Jorge espetando a lan\u00e7a na garganta do drag\u00e3o, eu quero, antes de tudo, simbolizar a luta, a eterna luta, que se trava desde que o mundo \u00e9 mundo, entre o bem e o mal. (\u2026) A vida n\u00e3o tem sido outra coisa sen\u00e3o isso: a luta entre o bem e o mal.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ernesto de Fiori morreu em 24 de abril de 1945, v\u00edtima de cirrose hep\u00e1tica, decorrente de um c\u00e2ncer no f\u00edgado \u2014 apenas quinze dias antes do armist\u00edcio que p\u00f4s fim a cinco anos de conflito no continente europeu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o artista<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ernesto de Fiori nasceu em 1884 em Roma-It\u00e1lia. Aos 19 anos, mudou-se para Munique-Alemanha, e estudou desenho com Gabriel von Hackl (1843-1926) na K\u00f6nigliche Akademie der Bildenden K\u00fcnste [Real Academia de Belas Artes]. Viveu em Paris entre 1911 e 1914, onde frequentou o meio art\u00edstico e intelectual, e iniciou suas primeiras esculturas. Aos 52 anos, foi considerado pela cr\u00edtica europeia como um dos mais importantes escultores modernos, com obras em museus, espa\u00e7os p\u00fablicos e cole\u00e7\u00f5es not\u00e1veis. Seu est\u00fadio foi bombardeado na Primeira Guerra Mundial, e muitas obras foram destru\u00eddas ou danificadas. Parte da produ\u00e7\u00e3o ainda pode ser vista em museus na \u00c1ustria, It\u00e1lia e Alemanha. A partir de 1936 passa a viver em S\u00e3o Paulo, onde, al\u00e9m da arte, cultivou sua paix\u00e3o pela vela. Escreveu artigos para jornais das col\u00f4nias alem\u00e3 e italiana e, mais tarde, para O Estado de S. Paulo. Participou do Programa de Integra\u00e7\u00e3o das Artes do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o e Sa\u00fade (MES) e modelou uma s\u00e9rie de esculturas, recusadas por n\u00e3o atender \u00e0s exig\u00eancias oficiais. Participou dos Sal\u00f5es de Maio, e da Fam\u00edlia Art\u00edstica Paulista; realizou exposi\u00e7\u00e3o individual na Galeria Casa e Jardim e no sal\u00e3o do edif\u00edcio It\u00e1, em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o: De Fiori: Um artista no ex\u00edlio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Local: Galeria Paulo Kuczynski<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Endere\u00e7o: Alameda Lorena, 1661<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abertura: 16 de agosto \u2013 11h \u00e0s 16h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Per\u00edodo expositivo: 18 de agosto a 04 de outubro<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hor\u00e1rios de visita\u00e7\u00e3o: Segunda a sexta: das 10h \u00e0s 18h | s\u00e1bados: das 11h \u00e0s 15h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u267f<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obras pertenciam ao colecionador Ernesto Wolf e sua esposa, Liuba, adquiridas ao longo de 60 anos. 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