{"id":25176,"date":"2025-07-15T18:53:46","date_gmt":"2025-07-15T21:53:46","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=25176"},"modified":"2025-07-15T18:53:46","modified_gmt":"2025-07-15T21:53:46","slug":"jovens-gauchos-celebram-o-dia-do-jovem-rural-com-educacao-cultura-e-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/jovens-gauchos-celebram-o-dia-do-jovem-rural-com-educacao-cultura-e-comunicacao\/","title":{"rendered":"JOVENS GA\u00daCHOS CELEBRAM O DIA DO JOVEM RURAL COM EDUCA\u00c7\u00c3O, CULTURA E COMUNICA\u00c7\u00c3O"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil registra a menor popula\u00e7\u00e3o rural da hist\u00f3ria, jovens do Noroeste do RS fortalecem sua identidade e sua rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio com apoio do Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Celebrado em 15 de julho, o Dia do Jovem Rural chama aten\u00e7\u00e3o para um tema crucial ao futuro da agricultura brasileira: a perman\u00eancia da juventude no campo. Esse grupo enfrenta desafios significativos para seguir na vida rural com dignidade e perspectivas reais de desenvolvimento. De acordo com o Censo Demogr\u00e1fico 2022 do IBGE, mais de 4,3 milh\u00f5es de pessoas deixaram as zonas rurais entre 2010 e 2022. Hoje, apenas 12,6% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive no meio rural, o menor \u00edndice j\u00e1 registrado. Entre os jovens, o \u00eaxodo \u00e9 ainda mais expressivo e \u00e9 resultado da desigualdade no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, cultura, conectividade e renda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Conhecendo esse cen\u00e1rio, uma iniciativa do MEA &#8211; Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola, no Noroeste do Rio Grande do Sul, une educa\u00e7\u00e3o, cultura e comunica\u00e7\u00e3o para fortalecer a identidade dos jovens que vivem no campo. O maior memorial da agricultura brasileira proporcionou oficinas de fotografia, redes sociais e v\u00eddeo para alunos da Casa Familiar Rural \u2013 Filhos da Terra, em Campina das Miss\u00f5es (RS).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A escola de Ensino M\u00e9dio com qualifica\u00e7\u00e3o em agricultura familiar possui 85 alunos de diversos munic\u00edpios da regi\u00e3o Noroeste. Desde o primeiro ano, os estudantes constroem um projeto profissional de vida voltado para a melhoria da propriedade rural de suas fam\u00edlias. \u201cNosso diferencial \u00e9 oportunizar ao jovem o vislumbre da propriedade familiar como fonte de renda, qualidade de vida e pertencimento. A escola \u00e9 do campo e no campo\u201d, destaca Mari\u00e9le R\u00f6pke, diretora da escola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A estudante Laura Beatriz Weirick, de 18 anos, vive com a fam\u00edlia no meio rural, em uma trajet\u00f3ria marcada pela supera\u00e7\u00e3o e amor pela terra. \u201cMinha fam\u00edlia sempre viveu da agricultura. A gente j\u00e1 plantou muito e hoje trabalhamos com cria\u00e7\u00e3o de gado. Quando crian\u00e7a, eu era muito ligada ao campo, mas depois me distanciei um pouco disso. Foi a escola do campo que me trouxe de volta\u201d, afirma. Laura relata que adora estudar na Casa Familiar porque se sente acolhida e j\u00e1 faz planos para o futuro no meio rural. \u201cQuero fazer faculdade de Agronomia, porque \u00e9 o sonho da minha m\u00e3e e tamb\u00e9m o meu. Mas quero continuar conectada ao campo\u201d, destaca Laura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Do campo para o digital: juventude que comunica sua identidade<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foram quatro encontros formativos com os oficineiros Luis Felippe Gabriel da Silva Vieira (fotografia), Jorge Alberto Salles (v\u00eddeo) e Ot\u00e1vio Vicari (redes sociais). As oficinas oferecidas gratuitamente pelo MEA capacitaram os jovens a criar conte\u00fados digitais sobre suas viv\u00eancias rurais, com t\u00e9cnica, criatividade e vis\u00e3o estrat\u00e9gica. \u201cEles aprenderam sobre roteiro, edi\u00e7\u00e3o, algoritmo, cria\u00e7\u00e3o de pautas e gest\u00e3o de perfis. A ideia era mostrar que eles podem ser criadores de conte\u00fado e n\u00e3o apenas usu\u00e1rios passivos\u201d, explica Ot\u00e1vio Vicari. Divididos em grupos, os estudantes criaram perfis com identidade pr\u00f3pria: Agro Tendel, Tudo Rural, Dia a Dia do Leite e Ra\u00edzes do Leite.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cCada um no grupo tinha fun\u00e7\u00f5es espec\u00edficas: um cuidava da fotografia, outro da edi\u00e7\u00e3o, outro da apresenta\u00e7\u00e3o, outro da escrita&#8230; Foi uma experi\u00eancia de equipe, onde cada jovem descobriu seu talento\u201d, completa Ot\u00e1vio. Esses conte\u00fados ir\u00e3o compor a curadoria do espa\u00e7o do MEA na feira Hortigranjeiros, em Santa Rosa (RS), ampliando a visibilidade da juventude rural e suas narrativas para o p\u00fablico ga\u00facho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Mari\u00e9le R\u00f6pke, diretora da escola, a experi\u00eancia foi transformadora tanto no aspecto pedag\u00f3gico quanto emocional. \u201cCom o MEA, os jovens passaram a enxergar as belezas do meio rural com mais sensibilidade. A gente trabalha muito no autom\u00e1tico e, com essa viv\u00eancia, eles puderam parar, contemplar e valorizar o que t\u00eam. Foi uma experi\u00eancia maravilhosa e inesquec\u00edvel\u201d, destaca. Segundo ela, iniciativas como essa s\u00e3o fundamentais para que os alunos reconhe\u00e7am a pot\u00eancia de suas realidades e compreendam o campo como um espa\u00e7o de inova\u00e7\u00e3o, no qual se sintam parte ativa e integrada.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAs oficinas do MEA, principalmente de fotos e v\u00eddeos, me encantaram. Aprendemos a mostrar para o mundo o que somos. Foi lindo, foi profundo. Levarei pra vida inteira\u201d, conta Laura Beatriz Weirick, estudante da Casa Familiar. Para ela, a experi\u00eancia refor\u00e7ou o orgulho de viver no meio rural e a vontade de comunicar essa identidade com autonomia e criatividade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO trabalho com a juventude rural \u00e9 essencial para fortalecer os v\u00ednculos entre territ\u00f3rio, cultura e futuro. Quando esses jovens se enxergam como protagonistas de suas hist\u00f3rias, capazes de comunicar suas viv\u00eancias e transformar suas comunidades, toda a regi\u00e3o se beneficia\u201d, afirma Karina Muniz, diretora do MEA. Ela complementa ainda que a\u00e7\u00f5es como essa representam um investimento direto na valoriza\u00e7\u00e3o das pessoas e na perman\u00eancia das fam\u00edlias no campo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u200dTodas as atividades do MEA s\u00e3o gratuitas e de classifica\u00e7\u00e3o livre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estacionamento exclusivo para visitantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pr\u00e9dio do Memorial: de quarta a domingo e feriados, das 9h \u00e0s 17h (entrada na exposi\u00e7\u00e3o at\u00e9 \u00e0s 16h30).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u00c1rea externa do MEA: de ter\u00e7a a domingo e feriados, das 8h \u00e0s 22h.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o MEA<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O MEA &#8211; Memorial da Evolu\u00e7\u00e3o Agr\u00edcola \u00e9 uma iniciativa do Minist\u00e9rio da Cultura e do Instituto John Deere, atrav\u00e9s da Lei Rouanet de Incentivo \u00e0 Cultura do Programa Nacional de Apoio \u00e0 Cultura (PRONAC), e tem como patrocinadores master a John Deere Brasil e SLC Agr\u00edcola.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ocupa uma \u00e1rea de 64 mil m2 em Horizontina, no Rio Grande do Sul, proporcionando atividades de arte, cultura, educa\u00e7\u00e3o, meio ambiente, esporte e lazer. De forma tecnol\u00f3gica e imersiva, o MEA conta a hist\u00f3ria da agricultura brasileira com o objetivo de provocar, trocar e produzir conhecimento em prol da sociedade e da diversidade cultural e ambiental. Todas suas atividades culturais, educativas e de bem-estar s\u00e3o oferecidas gratuitamente e de classifica\u00e7\u00e3o livre. Conta com amplo estacionamento gratuito para os visitantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m do espa\u00e7o da exposi\u00e7\u00e3o de longa dura\u00e7\u00e3o e das oficinas culturais e das sala multiuso, o complexo tem quadras esportivas, academia a c\u00e9u aberto, parquinhos para crian\u00e7as de at\u00e9 12 anos, amplo espa\u00e7o para pr\u00e1ticas ao ar livre, John Deere Store e a unidade Senai Horizontina (RS).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto o Brasil registra a menor popula\u00e7\u00e3o rural da hist\u00f3ria, jovens do Noroeste do RS fortalecem sua identidade e sua rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio com &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":25177,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-25176","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25176","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=25176"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25176\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":25178,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/25176\/revisions\/25178"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/25177"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=25176"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=25176"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=25176"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}