{"id":24915,"date":"2025-07-10T17:07:19","date_gmt":"2025-07-10T20:07:19","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=24915"},"modified":"2025-07-10T17:07:19","modified_gmt":"2025-07-10T20:07:19","slug":"sertao-negro-na-36a-bienal-de-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/sertao-negro-na-36a-bienal-de-sao-paulo\/","title":{"rendered":"SERT\u00c3O NEGRO NA 36\u00aa BIENAL DE S\u00c3O PAULO"},"content":{"rendered":"<p>Sert\u00e3o Negro participa da 36\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo, intitulada Nem todo viandante anda estradas \u2013 Da humanidade como pr\u00e1tica. Fundado pelo artista Dalton Paula \u2013 que \u00e9 representado pela Martins&amp;Montero, galeria sediada na capital paulista &#8211; e pela pesquisadora Cei\u00e7a Ferreira, o projeto surge como um centro de pr\u00e1tica art\u00edstica, cuidado ambiental e aprendizagem coletiva, enraizado no bioma do Cerrado, no centro do Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Inspirado pelas tradi\u00e7\u00f5es quilombolas do Territ\u00f3rio Kalunga, Sert\u00e3o Negro n\u00e3o olha apenas para o passado, mas entrela\u00e7a modos ancestrais de viver e resistir com uma vis\u00e3o de soberania cultural e ecol\u00f3gica. Desde 2021, ocupa a borda norte de Goi\u00e2nia com um conjunto de a\u00e7\u00f5es que cruzam arte, ecologia, pedagogia e emancipa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>L\u00e1, coabitam um programa de resid\u00eancias, uma escola de arte, ateli\u00eas, sess\u00f5es de cineclube, aulas de capoeira angola, uma horta agroecol\u00f3gica, um viveiro de peixes e uma biblioteca. As constru\u00e7\u00f5es, feitas em taipa de pil\u00e3o e outras t\u00e9cnicas de bioconstru\u00e7\u00e3o, manifestam um compromisso efetivo com o territ\u00f3rio e com a sustentabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas o alcance do projeto vai al\u00e9m da arte. Com o Sert\u00e3o Verde, s\u00e3o cultivadas anualmente mais de duas toneladas de alimentos, baseados em saberes agr\u00edcolas afro-ind\u00edgenas. Com o Sert\u00e3o Vermelho, desenvolve-se a piscicultura como estrat\u00e9gia de seguran\u00e7a alimentar. Esses gestos sustentam uma ideia de soberania m\u00faltipla: cultural, ecol\u00f3gica e social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sert\u00e3o Negro prioriza artistas negros e LGBTQIA+, apoiando criadores vindos de territ\u00f3rios historicamente marginalizados, no Brasil e em outros pa\u00edses. Por meio dessa constela\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es \u2014 que inclui refei\u00e7\u00f5es coletivas, rodas de estudo e pr\u00e1ticas corporais \u2014 o projeto cria um espa\u00e7o onde aprender \u00e9 insepar\u00e1vel de cultivar, cozinhar, viver junto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na Bienal, o Sert\u00e3o Negro aponta para uma pergunta: como carregar, n\u00e3o apenas o nome, mas toda a rede de rela\u00e7\u00f5es que o torna poss\u00edvel? O que significa tecer um territ\u00f3rio dentro de um espa\u00e7o como este?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais do que se exibir, Sert\u00e3o Negro sustenta uma presen\u00e7a. Paredes de terra, bancos de sementes, fragmentos de vida coletiva \u2014 cada elemento aponta para um movimento em continuidade, que a partir da regi\u00e3o centro-oeste, articula a arte, a terra e a constru\u00e7\u00e3o de futuros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>BIENAL DE ARTE DE S\u00c3O PAULO<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>ABERTURA 06.09.2025<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>VISITA\u00c7\u00c3O at\u00e9 11.01.2026<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pavilh\u00e3o Ciccillo Matarazzo, Parque Ibirapuera<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sert\u00e3o Negro participa da 36\u00aa Bienal de S\u00e3o Paulo, intitulada Nem todo viandante anda estradas \u2013 Da humanidade como pr\u00e1tica. 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