{"id":20054,"date":"2025-05-14T12:53:43","date_gmt":"2025-05-14T15:53:43","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=20054"},"modified":"2025-05-14T14:19:51","modified_gmt":"2025-05-14T17:19:51","slug":"toada-do-boi-bumba-garantido-homenageia-associacoes-de-empreendedoras-indigenas-do-amazonas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/toada-do-boi-bumba-garantido-homenageia-associacoes-de-empreendedoras-indigenas-do-amazonas\/","title":{"rendered":"TOADA DO BOI-BUMB\u00c1 GARANTIDO HOMENAGEIA ASSOCIA\u00c7\u00d5ES DE EMPREENDEDORAS IND\u00cdGENAS DO AMAZONAS"},"content":{"rendered":"<p>Amimsa, Numi\u00e3 Kura, Assai e Watyam\u00e3, beneficiadas pelo projeto &#8220;Parentas que fazem&#8221;, da FAS, s\u00e3o citadas na toada &#8220;Artes\u00e3s Ind\u00edgenas&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os saberes, tradi\u00e7\u00f5es e legados de mulheres ind\u00edgenas na produ\u00e7\u00e3o de artesanato ganham protagonismo no Festival Folcl\u00f3rico de Parintins 2025, por meio da nova toada do Boi-Bumb\u00e1 Garantido, intitulada \u201cArtes\u00e3s Ind\u00edgenas\u201d, do \u00e1lbum \u201cBoi do povo, boi do pov\u00e3o\u201d. A toada celebra o trabalho manual como forma de resist\u00eancia e afirma\u00e7\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assinada pelos compositores Geandro Matos, Ulisses Rodrigues, Jos\u00e9 Carlos e Wanderson Rodrigues, a can\u00e7\u00e3o j\u00e1 ultrapassa 60 mil visualiza\u00e7\u00f5es no YouTube (assista aqui) e homenageia associa\u00e7\u00f5es de mulheres ind\u00edgenas que atuam na cadeia do artesanato.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quatro das associa\u00e7\u00f5es citadas integram o projeto \u201cParentas que Fazem\u201d, iniciativa que fortalece organiza\u00e7\u00f5es de mulheres ind\u00edgenas do Amazonas ligadas \u00e0 sociobioeconomia. A primeira fase do projeto, finalizada em dezembro de 2024, capacitou 374 mulheres de diversos povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As institui\u00e7\u00f5es citadas na m\u00fasica s\u00e3o: Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Ind\u00edgenas do Alto Rio Negro \u2013 Numi\u00e3 Kura, tamb\u00e9m conhecida como AMARN, Associa\u00e7\u00e3o dos Artes\u00e3os Ind\u00edgenas de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (ASSAI), Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres Ind\u00edgenas do M\u00e9dio Solim\u00f5es e Afluentes (AMIMSA) e Watyam\u00e3 &#8211; Organiza\u00e7\u00e3o das Mulheres Ind\u00edgenas Sater\u00e9-Mawe. Al\u00e9m dessas tr\u00eas, tamb\u00e9m foram beneficiadas pelo projeto a Associa\u00e7\u00e3o das Mulheres Ind\u00edgenas Sater\u00e9-Maw\u00e9 (AMISM) e Associa\u00e7\u00e3o de Mulheres Ind\u00edgenas da Regi\u00e3o do Alto Rio Negro (AMIARN).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O projeto \u201cParentas que Fazem\u201d \u00e9 realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS), com apoio do Google.org, e em parceria com a Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab) e a Rede de Mulheres Ind\u00edgenas do Estado do Amazonas &#8211; Makira-E&#8217;ta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A toada faz refer\u00eancia direta ao projeto com o verso: \u201cAs parentas que fazem a arte que vem do cora\u00e7\u00e3o da floresta e encanta os olhos do mundo\u201d, refor\u00e7ando o reconhecimento da iniciativa e das t\u00e9cnicas ancestrais, como a tecelagem com arum\u00e3 e o artesanato com a fibra da palha do tucum, que \u00e9 retirada com bastante dificuldade de \u00e1rvores espinhosas como a do Tucum\u00e3 e Buriti, que s\u00e3o frutos amaz\u00f4nicos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Numi\u00e3 Kura, considerada a associa\u00e7\u00e3o de mulheres ind\u00edgenas mais antiga do Brasil, com 38 anos, \u00e9 refer\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de biojoias, bolsas e acess\u00f3rios com tucum. \u201cEstamos imensamente felizes com essa honrosa indica\u00e7\u00e3o na toada do Garantido. O artesanato das mulheres ind\u00edgenas merece cada vez mais reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas pela sua beleza e for\u00e7a cultural, mas tamb\u00e9m pelo profundo resgate hist\u00f3rico que representa\u201d, comenta Maria Isabel de Oliveira da Silva, do povo Dessano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 a ASSAI, localizada no munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (distante 852 km de Manaus), se destaca pela arte da tecelagem com arum\u00e3. A can\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m valoriza os povos Sater\u00e9-Maw\u00e9, Baniwa, Hixkaryana, Yanomami, Tikuna e Kokama, destacando t\u00e9cnicas como cer\u00e2mica, cestaria, gravura, grafismo e outras formas tradicionais de express\u00e3o cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Socorro Batalha, integrante da Comiss\u00e3o de Artes do Garantido, \u201co objetivo \u00e9 mostrar, na arena, como esse saber ancestral \u00e9 transmitido das mulheres mais velhas \u00e0s mais novas, como o of\u00edcio das artes\u00e3s \u00e9 repassado e como essas mulheres s\u00e3o protagonistas desse fazer.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A toada ganha ainda mais for\u00e7a com a potente voz da cantora M\u00e1rcia Siqueira, e se diferencia por incluir a participa\u00e7\u00e3o de artes\u00e3s e representantes do povo Sater\u00e9-Maw\u00e9 na grava\u00e7\u00e3o. Entre elas est\u00e3o Moy Sater\u00e9-Maw\u00e9, reconhecida nacionalmente por sua lideran\u00e7a e atua\u00e7\u00e3o pela autonomia financeira das mulheres ind\u00edgenas por meio da bioeconomia, al\u00e9m de Yar\u00e1, Inara e Tur\u00ed Sater\u00e9-Maw\u00e9.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Rosa dos Anjos, l\u00edder do Programa do Protagonismo Ind\u00edgena da FAS, \u201co Festival Folcl\u00f3rico de Parintins se engrandece ao valorizar os povos ind\u00edgenas, especialmente as mulheres, guardi\u00e3s de saberes ancestrais e tradi\u00e7\u00f5es milenares. Ao homenagear as associa\u00e7\u00f5es AMIMSA, Numi\u00e3 Kura e ASSAI, na toada Artes\u00e3s Ind\u00edgenas com a participa\u00e7\u00e3o da WATYAM\u00c3, o Boi Garantido mais que merecidamente reconhece a import\u00e2ncia dos povos ind\u00edgenas representados pelas mulheres artes\u00e3s ind\u00edgenas. Com o apoio do projeto Parentas que Fazem, essas artes\u00e3s mostram que a arte ind\u00edgena \u00e9 resist\u00eancia, identidade e cultura\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o projeto \u201cParentas que Fazem\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A iniciativa realizou cinco oficinas de forma\u00e7\u00e3o em empreendedorismo e promoveu troca de saberes com o estilista amazonense Maur\u00edcio Duarte, conhecido por levar a moda amaz\u00f4nica ao cen\u00e1rio internacional. Ele conduziu oficinas na sede da AMIARN, na aldeia Yabi (povo Bar\u00e9), em S\u00e3o Gabriel da Cachoeira, e de grafismo e tecelagem com tucum na sede da AMARN, em Manaus. Tamb\u00e9m participou de atividades em Tef\u00e9 (523 km de Manaus), junto \u00e0 AMIMSA.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a FAS, por meio do Parentas que Fazem, mapeou 118 organiza\u00e7\u00f5es de mulheres ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia, com o objetivo de identificar atividades priorit\u00e1rias para investimentos em sociobioeconomia, fortalecendo o protagonismo feminino ind\u00edgena e suas formas de sustento. A publica\u00e7\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel no site: fas-amazonia.org.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a FAS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Funda\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel (FAS) \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustent\u00e1vel da Amaz\u00f4nia. Sua miss\u00e3o \u00e9 contribuir para a conserva\u00e7\u00e3o do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia e valoriza\u00e7\u00e3o da floresta em p\u00e9 e de sua biodiversidade. Com 17 anos de atua\u00e7\u00e3o, a institui\u00e7\u00e3o tem n\u00fameros de destaque, como o aumento de 202% na renda m\u00e9dia de milhares fam\u00edlias beneficiadas e a queda de 39% no desmatamento em \u00e1reas atendidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Coiab<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Coordena\u00e7\u00e3o das Organiza\u00e7\u00f5es Ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia Brasileira (Coiab) \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena com 36 anos de atua\u00e7\u00e3o na defesa dos direitos ind\u00edgenas \u00e0 terra, sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, cultura e sustentabilidade, considerando a diversidades de povos, e visando sua autonomia por meio de articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e fortalecimento das organiza\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. \u00c9 a maior organiza\u00e7\u00e3o ind\u00edgena regional do Brasil em n\u00famero de povos inclu\u00eddos e \u00e1rea de abrang\u00eancia. Atua em nove estados da Amaz\u00f4nia Brasileira (Acre, Amap\u00e1, Amazonas, Maranh\u00e3o, Mato Grosso, Par\u00e1, Rond\u00f4nia, Roraima e Tocantins) e est\u00e1 articulada com uma rede composta por associa\u00e7\u00f5es locais, federa\u00e7\u00f5es regionais, organiza\u00e7\u00f5es de mulheres, professores, estudantes ind\u00edgenas, e subdividida em 64 regi\u00f5es de base.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Makira E\u2019ta<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Makira E\u2019ta \u2013 Rede de Mulheres Ind\u00edgena do Estado do Amazonas \u00e9 uma Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil (OSC) independente, privada, de interesse p\u00fablico, sem v\u00ednculos pol\u00edtico-partid\u00e1rios, com fins n\u00e3o econ\u00f4micos, fundada no dia 27 de julho de 2017. Tem como miss\u00e3o a promo\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento social, pol\u00edtico e econ\u00f4mico, com prioridade \u00e0 mulher ind\u00edgena. A Makira E\u2019ta acredita em uma sociedade com igualdade de oportunidades a todas as pessoas e neste o protagonismo da mulher ind\u00edgena, principalmente nas comunidades que n\u00e3o s\u00e3o alcan\u00e7adas pelas pol\u00edticas p\u00fablicas estaduais e municipais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Amimsa, Numi\u00e3 Kura, Assai e Watyam\u00e3, beneficiadas pelo projeto &#8220;Parentas que fazem&#8221;, da FAS, s\u00e3o citadas na toada &#8220;Artes\u00e3s Ind\u00edgenas&#8221; &nbsp; Os saberes, tradi\u00e7\u00f5es e &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":20055,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-20054","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20054","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=20054"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20054\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":20056,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/20054\/revisions\/20056"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/20055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=20054"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=20054"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=20054"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}