{"id":16453,"date":"2025-02-25T14:31:31","date_gmt":"2025-02-25T17:31:31","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=16453"},"modified":"2025-02-25T14:30:14","modified_gmt":"2025-02-25T17:30:14","slug":"galeria-lume-apresenta-re-utopya-primeira-individual-de-hal-wildson-em-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/galeria-lume-apresenta-re-utopya-primeira-individual-de-hal-wildson-em-sao-paulo\/","title":{"rendered":"GALERIA LUME APRESENTA &#8220;RE-UTOPYA&#8221;, PRIMEIRA INDIVIDUAL DE HAL WILDSON EM S\u00c3O PAULO"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Re-Utopya explora a revisita\u00e7\u00e3o do passado como forma de imaginar um futuro mais justo, utilizando s\u00edmbolos de resist\u00eancia e ancestralidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Identidade. Mem\u00f3ria. Esquecimento. Quais hist\u00f3rias escolhemos lembrar e quais preferimos esquecer? Esse \u00e9 o ponto de partida da exposi\u00e7\u00e3o \u201cRe-Utopya\u201d, primeira individual de Hal Wildson em S\u00e3o Paulo, que entra em cartaz no dia 15 de mar\u00e7o na Galeria Lume. Com texto curatorial de Lucas Albuquerque, a mostra tem origem no Pr\u00eamio Breeze, no qual Wildson foi contemplado em 2024, e cuja exposi\u00e7\u00e3o hom\u00f4nima foi apresentada na Embaixada do Brasil em Londres. Agora, na Galeria Lume, \u201cRe-Utopya\u201d ganha novas obras e expografia, enquanto o artista constr\u00f3i narrativas que questionam os projetos de identidade e apagamento que moldam a hist\u00f3ria oficial do Brasil, dissolvendo as fronteiras entre arquivo e mem\u00f3ria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hal Wildson nasceu em Barra do Gar\u00e7as, no Mato Grosso, um territ\u00f3rio marcado pelas violentas narrativas provenientes do garimpo ilegal e dos conflitos com popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. \u00c9 dessa terra e dessas hist\u00f3rias que nascem suas obras, profundamente enraizadas na mem\u00f3ria e nas feridas de seu povo. As cores vermelho e preto, recorrentes em sua produ\u00e7\u00e3o, aludem ao urucum e ao carv\u00e3o, elementos amplamente usados pelos povos ind\u00edgenas latino-americanos, conectando passado e presente em uma simbologia carregada de resist\u00eancia e ancestralidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na s\u00e9rie Utopia Original, produzida por datilografia e carimbos em p\u00e1ginas de livros, Wildson retrata movimentos de levante conduzidos por grupos historicamente marginalizados, resgatando epis\u00f3dios de luta que frequentemente s\u00e3o esquecidos ou omitidos pela hist\u00f3ria. Esses trabalhos prop\u00f5em uma reflex\u00e3o urgente: qual Brasil nossa gera\u00e7\u00e3o est\u00e1 escolhendo escrever?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Re-Utopya de Wildson pode ser interpretada como a capacidade de recriar, redesenhar e reestruturar o desejo de sonhar. As obras da exposi\u00e7\u00e3o convidam o visitante a olhar para o passado e refletir sobre os caminhos que n\u00e3o desejamos mais seguir, ao mesmo tempo em que evocam o potencial de imaginar futuros mais justos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com uma linguagem est\u00e9tica que dialoga com a terra e com o corpo, Wildson reescreve hist\u00f3rias de resist\u00eancia e mem\u00f3ria coletiva ao mesmo tempo que questiona seus apagamentos, como mostra na s\u00e9rie Anistia da Mem\u00f3ria, onde fotografias de atos golpistas de diferentes \u00e9pocas se misturam impressas em borrachas escolares, usadas pelo artista at\u00e9 quase sumirem por completo, em representa\u00e7\u00e3o f\u00edsica da anistia de nosso pa\u00eds e da resist\u00eancia \u00e0 verdade. Em um momento em que, ainda hoje, muitos flertam com o fascismo e caminham livremente fazendo ode a torturadores, Hal Wildson acusa, aponta caminhos, denuncia e se junta a um pante\u00e3o de artistas a gritar contra regimes e t\u00e1ticas totalit\u00e1rias que insistem no apagamento e em mentiras descaradas. Algo que segue mais atual que nunca.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Re-Utopya de Hal Wildson \u00e9 um convite a revisitar nossas mem\u00f3rias, reavaliar nossos esquecimentos e reimaginar nossas utopias. Citando o artista, \u201c\u00e9 na mem\u00f3ria que plantamos a semente do futuro\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o artista<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hal Wildson<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Barra do Gar\u00e7as &#8211; MT, 1991. Vive e trabalha em S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Artista multim\u00eddia e poeta, nascido em 1991 no vale do Araguaia , regi\u00e3o de fronteira entre Goi\u00e1s e Mato Grosso, lugar determinante para entender a ess\u00eancia e as motiva\u00e7\u00f5es de seu trabalho. Sua pesquisa emerge de sua viv\u00eancia no sert\u00e3o do centro-oeste, marcado pela configura\u00e7\u00e3o de sua fam\u00edlia mesti\u00e7a e marginalizada, o artista investiga a constru\u00e7\u00e3o do Brasil confrontando os projetos de identidade, mem\u00f3ria e esquecimento que sustentam a hist\u00f3ria oficial, na medida em que busca resposta sobre a pr\u00f3pria origem. Nascido em uma estrutura familiar moldada pela viol\u00eancia e o abandono, a hist\u00f3ria e o trabalho do artista se misturam denunciando temas de um Brasil \u201cesquecido\u201d fruto do coronelismo e do garimpo \u00e0s margens do Rio Araguaia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desdobrando-se sobre o conceito de mem\u00f3ria-esquecimento, identidade e a \u201cescrita-reescrita\u201d da hist\u00f3ria o artista se apropria de objetos simb\u00f3licos oficiais e de processos de documenta\u00e7\u00e3o que foram utilizados nas \u00faltimas d\u00e9cadas (como a datilografia, datilograma, carteiras de identidades, carimbos) materiais e processos t\u00e9cnicos utilizados para documentar o oficial e portanto capazes de forjar a mitologia e a hist\u00f3ria de um pa\u00eds e marcar a individualidade. Em sua pesquisa multidisciplinar, transitando entre a pintura datilogr\u00e1fica, a infogravura, instala\u00e7\u00e3o, v\u00eddeo-arte e a cria\u00e7\u00e3o de objetos, Hal Wildson se utiliza dos recursos de documenta\u00e7\u00e3o do oficial para questionar os projetos de \u201cmem\u00f3ria e esquecimento\u201d aplicados como pol\u00edticas de controle social, seu trabalho ousa confrontar e disputar o poder do simb\u00f3lico como alternativa de criar realidades mais justas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Galeria Lume<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Galeria Lume foi fundada em 2011 com a proposta de fomentar o desenvolvimento de processos criativos contempor\u00e2neos ao lado de seus artistas e curadores convidados. Dirigida por Paulo Kassab Jr. e Victoria Zuffo, a Lume se dedica a romper fronteiras entre diferentes disciplinas e linguagens, atrav\u00e9s de um modelo \u00fanico e audacioso que refor\u00e7a o papel de S\u00e3o Paulo como um hub cultural e cidade em franca efervesc\u00eancia criativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A galeria representa um seleto grupo de artistas estabelecidos e emergentes, dedicada \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o da arte em todas as suas m\u00eddias, voltados para a audi\u00eancia nacional e internacional, atrav\u00e9s de um programa de exposi\u00e7\u00f5es plural e associado a ideias que inspiram e impulsionam a discuss\u00e3o do esp\u00edrito de \u00e9poca. Foca-se tamb\u00e9m no di\u00e1logo entre a produ\u00e7\u00e3o de seus artistas e institui\u00e7\u00f5es, museus e cole\u00e7\u00f5es de relev\u00e2ncia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A presen\u00e7a ativa e org\u00e2nica da galeria no circuito resulta na difus\u00e3o de suas propostas entre as mais importantes feiras de arte da atualidade, al\u00e9m de integrar e acompanhar tamb\u00e9m feiras alternativas. A galeria aposta na produ\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00f5es de seus artistas e realiza\u00e7\u00e3o de material para pesquisa e registro. Da mesma forma, a Lume se disponibiliza como espa\u00e7o de reflex\u00e3o e discuss\u00e3o. Recebe palestras, performances, semin\u00e1rios e apresenta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas de natureza diversa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Servi\u00e7o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8220;Re-Utopya&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>de Hal Wildson<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto curatorial de Lucas Albuquerque.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Local: Galeria Lume<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Abertura: 15 de mar\u00e7o, s\u00e1bado, das 11h \u00e0s 17h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Per\u00edodo expositivo: 15 de mar\u00e7o de 2025 a 26 de abril de 2025<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hor\u00e1rio de visita\u00e7\u00e3o: Segunda a sexta, das 10h \u00e0s 19h; s\u00e1bados, das 11h \u00e0s 15h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Endere\u00e7o: Rua Gumercindo Saraiva, 54 &#8211; Jardim Europa, S\u00e3o Paulo &#8211; SP<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es para o p\u00fablico: tel.: (55) 11 4883-0351<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>WhatsApp: 11 93281-3346<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>e-mail: contato@galerialume.com<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>www.instagram.com\/galerialume\/<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>www.facebook.com\/GaleriaLume<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>www.galerialume.com\/<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Re-Utopya explora a revisita\u00e7\u00e3o do passado como forma de imaginar um futuro mais justo, utilizando s\u00edmbolos de resist\u00eancia e ancestralidade. &nbsp; Identidade. 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