{"id":12674,"date":"2024-12-18T17:25:24","date_gmt":"2024-12-18T20:25:24","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=12674"},"modified":"2024-12-16T17:26:26","modified_gmt":"2024-12-16T20:26:26","slug":"diagnostico-busca-fortalecer-o-etnoturismo-em-terras-indigenas-na-amazonia-legal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/diagnostico-busca-fortalecer-o-etnoturismo-em-terras-indigenas-na-amazonia-legal\/","title":{"rendered":"DIAGN\u00d3STICO BUSCA FORTALECER O ETNOTURISMO EM TERRAS IND\u00cdGENAS NA AMAZ\u00d4NIA LEGAL"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desenvolvido pelo Instituto Sama\u00fama a pedido do MDIC e PNUD da ONU, estudo lan\u00e7ado no Acre visa aumentar as pol\u00edticas p\u00fablicas para o desenvolvimento do etnoturismo sustent\u00e1vel na regi\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Turismo Sustent\u00e1vel \u00e9 uma das formas de conhecer locais de forma consciente. Quando falamos de Terras Ind\u00edgenas (TI), principalmente no Brasil, onde elas ocupam mais de 900 mil km\u00b2, de acordo com o \u00faltimo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), a responsabilidade \u00e9 ainda maior. Essas expedi\u00e7\u00f5es sustent\u00e1veis est\u00e3o aumentando e, felizmente, est\u00e3o beneficiando os povos origin\u00e1rios, na gera\u00e7\u00e3o de renda e na valoriza\u00e7\u00e3o ambiental e cultural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Visando entender um panorama mais amplo e buscando criar pol\u00edticas p\u00fablicas cada vez mais eficientes, o Instituto Sama\u00fama, em parceria com o Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC) e o Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) da ONU, realizou um estudo de seis meses para aprofundar neste processo. Um dos resultados foi o Guia de Boas Pr\u00e1ticas, lan\u00e7ado na \u00faltima semana durante um evento na Aldeia Shanenawa, dentro da TI Katukina-Kaxinaw\u00e1, no Acre.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adentrar em uma \u00e1rea preservada possui grandes responsabilidades e impactos positivos quando feito de forma respons\u00e1vel. Para preservar as caracter\u00edsticas ambientais e, principalmente culturais, grande parte dos guias e facilitadores das expedi\u00e7\u00f5es s\u00e3o os pr\u00f3prios ind\u00edgenas, assim como a alimenta\u00e7\u00e3o, que \u00e9 a tradicional da \u00e1rea visitada. Manter as coisas como elas s\u00e3o e ensinar ao viajante como se portar e viver a espiritualidade da aldeia, em vez de adaptar as aldeias aos viajantes, \u00e9 a principal miss\u00e3o, destaca Vari Shanenawa, antrop\u00f3loga etnogr\u00e1fica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A antrop\u00f3loga ressalta que quando um viajante vai para uma aldeia ele busca uma viv\u00eancia de etnoturismo, mas ao chegar, encontra uma viv\u00eancia espiritual. \u201cO povo n\u00e3o ind\u00edgena entende que n\u00f3s precisamos de terra, mas \u00e9 muito superior a isso. Precisamos porque necessitamos da floresta, \u00e9 isso que garante o equil\u00edbrio do planeta. N\u00f3s nos entendemos como guardi\u00f5es da floresta e consagramos as medicinas sagradas na nossa vida\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Etnoturismo consciente impacta positivamente as aldeias<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O turismo nas TIs deve ser de base comunit\u00e1ria, conforme regulamentado pela Funda\u00e7\u00e3o Nacional dos Povos Ind\u00edgenas (FUNAI). Esse modelo de gest\u00e3o coloca as comunidades como protagonistas das atividades de visita\u00e7\u00e3o em seus territ\u00f3rios, promovendo parcerias com ag\u00eancias e operadoras. &#8220;\u00c9 essencial garantir uma divis\u00e3o justa de benef\u00edcios e o respeito ao modo de vida local. A gest\u00e3o comunit\u00e1ria e a transpar\u00eancia dos acordos com parceiros s\u00e3o fundamentais para o desenvolvimento saud\u00e1vel dos empreendimentos de turismo ind\u00edgena&#8221;, afirma Lana Rosa, mestre em ci\u00eancias ambientais e conserva\u00e7\u00e3o e l\u00edder de equipe e diagn\u00f3stico do Instituto Sama\u00fama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Essa forma de visita\u00e7\u00e3o une o turismo com o respeito pelo local, valorizando os saberes ancestrais e gerando renda aos povos origin\u00e1rios a partir de uma atividade sustent\u00e1vel. De acordo com o \u00faltimo Censo, realizado em 2022 pelo IBGE, existem cerca de 1,7 milh\u00f5es de pessoas que se identificam como ind\u00edgenas e mais da metade vive na Amaz\u00f4nia Legal &#8211; \u00e1rea mapeada pelo estudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO estudo de etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal foi uma oportunidade muito especial para o Instituto Sama\u00fama e in\u00e9dita para o Brasil. Este edital n\u00e3o representa apenas o reconhecimento de nossa compet\u00eancia, mas tamb\u00e9m uma oportunidade de fortalecer as pr\u00e1ticas de Turismo de Base Comunit\u00e1ria e impulsionar a preserva\u00e7\u00e3o cultural e ambiental atrav\u00e9s de pol\u00edticas p\u00fablicas abrangentes, esta \u00e9 a nossa expectativa a partir de agora. Para n\u00f3s, isso significa nos aproximar ainda mais do turismo em que acreditamos: uma ferramenta poderosa para valorizar as comunidades ind\u00edgenas e tradicionais, promovendo autonomia, sustentabilidade e valoriza\u00e7\u00e3o cultural. \u00c9 tamb\u00e9m uma chance de amplificar as vozes que guardam os saberes ancestrais e de conectar viajantes a uma Amaz\u00f4nia que educa, emociona e transforma. Este projeto \u00e9, acima de tudo, sobre ressignificar a nossa rela\u00e7\u00e3o com o territ\u00f3rio e construir um futuro mais equilibrado e respeitoso para todos\u201d, afirma Daniel Cabrera, cofundador e diretor-executivo da Vival\u00e1 e do Instituto Sama\u00fama.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A uni\u00e3o entre as ag\u00eancias que possuem libera\u00e7\u00e3o para atuar em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e, principalmente nas TIs, s\u00e3o determinantes na manuten\u00e7\u00e3o de cultura e de um modo de vida. \u201cA pr\u00f3pria aldeia organiza as equipes de trabalhos para acompanhar uma viv\u00eancia e para mim, esse \u00e9 o grande benef\u00edcio. N\u00f3s podemos propiciar que os jovens da aldeia possam trabalhar e estudar dentro dela, e n\u00f3s queremos isso porque fortalece nossa cultura e nossa espiritualidade\u201d, explica Vari.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A sociobioeconomia tamb\u00e9m \u00e9 importante na sobreviv\u00eancia e estilo de vida. O extrativismo, beneficiamento de mat\u00e9rias-primas e produ\u00e7\u00e3o familiar agroflorestal s\u00e3o atividades econ\u00f4micas consolidadas que permitem o uso eficiente dos recursos naturais com baixo impacto ambiental e social em \u00e1reas protegidas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mapeamento foi necess\u00e1rio para entender o cen\u00e1rio<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Resultado de um trabalho de seis meses, o Guia integra um projeto que investiga o cen\u00e1rio do etnoturismo na Amaz\u00f4nia Legal, especificamente de cinco estados, sendo o Acre, Amazonas, Par\u00e1, Roraima e Mato Grosso, al\u00e9m de identificar as melhores pr\u00e1ticas e explorar t\u00e9cnicas de economia de baixo impacto e carbono reduzido que efetivamente envolvam as comunidades tradicionais, especialmente as ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Foi necess\u00e1rio montar um plano de projeto para destacar etapas e alinhar objetivos. Ap\u00f3s, a primeira etapa de materiais produzidos foi o mapeamento, parte essencial e realizada pelos l\u00edderes do projeto e que fazem parte do Instituto. Durante a produ\u00e7\u00e3o, visitas t\u00e9cnicas \u00e0s aldeias foram realizadas para entender aspectos como, por exemplo, a experi\u00eancia do usu\u00e1rio. Com as idas \u00e0s aldeias e com o resultado do diagn\u00f3stico, foi poss\u00edvel entender sobre pol\u00edticas p\u00fablicas existentes nas esferas federais e estaduais e suas aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cPara o diagn\u00f3stico, optamos por iniciar com extensas fichas de mapeamento dos territ\u00f3rios pr\u00e9-determinados, onde trabalhamos com 12 categorias e mais de 150 perguntas para 14 empreendimentos de turismo comunit\u00e1rio em 12 Terras Ind\u00edgenas. O maior desafio foi estabelecer contato com as comunidades para obter anu\u00eancia na participa\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico e promover a troca de informa\u00e7\u00f5es. Muitos dados dispon\u00edveis na internet e em outros materiais est\u00e3o desatualizados, e v\u00e1rias iniciativas de etnoturismo que receberam investimentos e divulga\u00e7\u00e3o no passado atualmente n\u00e3o est\u00e3o mais ativas\u201d, evidencia Lana, l\u00edder da equipe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Lana ainda destaca que o trabalho ser\u00e1 um apoio para parceiros e neg\u00f3cios sociais agirem de forma coordenada. \u201cA an\u00e1lise demonstrou que faltam a\u00e7\u00f5es coordenadas entre as esferas estaduais e o governo federal. Alguns estados est\u00e3o investindo no etnoturismo, mas n\u00e3o atendem as demandas de regulariza\u00e7\u00e3o e acompanhamento da FUNAI, o que deixa os territ\u00f3rios e comunidades ind\u00edgenas vulner\u00e1veis aos impactos negativos do turismo. Por outro lado, falta maior conhecimento de direitos ind\u00edgenas pelos parceiros comerciais, que tamb\u00e9m se sentem inseguros diante de uma burocracia complexa e demorada para regulamenta\u00e7\u00e3o dos roteiros\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O evento de lan\u00e7amento ocorreu nos dias 03 e 06 de dezembro na TI Katukina Kaxinaw\u00e1 e reuniu membros do governo, lideran\u00e7as ind\u00edgenas e de importantes organiza\u00e7\u00f5es. Durante tr\u00eas dias, os participantes vivenciaram de perto a realidade do turismo amaz\u00f4nico e tiveram uma imers\u00e3o nas quest\u00f5es locais. O principal objetivo foi discutir sobre as pol\u00edticas p\u00fablicas e lev\u00e1-las adiante para que possam ser desenhadas de acordo com as necessidades das \u00e1reas e das pessoas que vivem nelas, pois foi identificado que apesar de existirem, s\u00e3o burocr\u00e1ticas e pouco efetivas, fugindo da realidade ind\u00edgena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao final, foi produzido um relat\u00f3rio que re\u00fane todos os compromissos estabelecidos e os projetos firmados, como produtos e iniciativas que buscam fomentar o turismo de base comunit\u00e1ria ind\u00edgena, preservando o ambiente e a cultura a mantendo os centralizados em suas produ\u00e7\u00f5es, hist\u00f3rias e a\u00e7\u00f5es que ocorram dentro das TI.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para acessar o guia e todos os materiais dispon\u00edveis, clique aqui.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre a Vival\u00e1<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Vival\u00e1 atua no desenvolvimento do Turismo Sustent\u00e1vel no Brasil, promovendo experi\u00eancias que buscam ressignificar a rela\u00e7\u00e3o que as pessoas t\u00eam com o Brasil, sua biodiversidade e comunidades tradicionais. Atualmente, a Vival\u00e1 opera em 26 unidades de conserva\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, abrangendo os biomas da Amaz\u00f4nia, Cerrado, Caatinga, Mata Atl\u00e2ntica e Pantanal, atuando em conjunto com mais de 700 pessoas de popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, ribeirinhas, cai\u00e7aras, quilombolas e sertanejas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com 16 pr\u00eamios e reconhecimentos nacionais e internacionais, a Vival\u00e1 conta com a confian\u00e7a da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Turismo, ONU Meio Ambiente, Braztoa, Embratur, Abeta, Funda\u00e7\u00e3o do Grupo Botic\u00e1rio, Yunus &amp; Youth, al\u00e9m de ter uma opera\u00e7\u00e3o 100% carbono neutro e ser uma empresa B certificada, com a maior nota no turismo do Brasil e a 7\u00aa maior em todo o setor de turismo no mundo. At\u00e9 dezembro de 2024, a Vival\u00e1 j\u00e1 embarcou mais de 5 mil viajantes, al\u00e9m de ter injetado mais de R$ 5 milh\u00f5es em economias locais atrav\u00e9s da compra de servi\u00e7os de base comunit\u00e1ria e consumo direto dos viajantes. Para mais informa\u00e7\u00f5es, acesse: https:\/\/www.vivala.com.br\/.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2023, a Vival\u00e1 criou o Instituto Sama\u00fama, com a miss\u00e3o de formar jovens brasileiros de baixa renda para um futuro sustent\u00e1vel, oferecendo acesso gratuito a experi\u00eancias imersivas nos biomas brasileiros e em parceria com comunidades tradicionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com um plano ambicioso, o Instituto busca alcan\u00e7ar 10 mil crian\u00e7as contempladas nos pr\u00f3ximos 3 anos e est\u00e1 intensificando a divulga\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es e buscando parceiros que compartilhem desse prop\u00f3sito transformador. Organiza\u00e7\u00f5es e pessoas f\u00edsicas podem apoiar a causa por meio do site: https:\/\/vivala.com.br\/instituto-samauma.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Desenvolvido pelo Instituto Sama\u00fama a pedido do MDIC e PNUD da ONU, estudo lan\u00e7ado no Acre visa aumentar as pol\u00edticas p\u00fablicas para o desenvolvimento &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":12675,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-12674","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12674","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12674"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12674\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12676,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12674\/revisions\/12676"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/12675"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12674"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12674"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12674"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}