{"id":1166,"date":"2022-09-01T12:34:05","date_gmt":"2022-09-01T15:34:05","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=1166"},"modified":"2022-09-01T12:34:05","modified_gmt":"2022-09-01T15:34:05","slug":"exposicao-em-sp-apresenta-obras-raras-que-estavam-na-semana-de-arte-moderna-em-1922","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/exposicao-em-sp-apresenta-obras-raras-que-estavam-na-semana-de-arte-moderna-em-1922\/","title":{"rendered":"EXPOSI\u00c7\u00c3O EM SP APRESENTA OBRAS RARAS QUE ESTAVAM NA SEMANA DE ARTE MODERNA EM 1922\u00a0 \u00a0 \u00a0"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>&nbsp;<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mostra na Pinakotheke S\u00e3o Paulo, que inaugura no pr\u00f3ximo dia 31, traz aproximadamente 50 obras de nomes como Victor Brecheret, Anita Malfatti e Di Cavalcanti, doze delas integrantes do hist\u00f3rico evento no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo em 1922<\/p>\n<p>A Pinakotheke S\u00e3o Paulo, em colabora\u00e7\u00e3o com o Instituto Victor Brecheret e com a iniciativa cultural de Orfeu Caf\u00e9s Especiais, celebra o centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna com a exposi\u00e7\u00e3o \u201cVictor Brecheret e a Semana de Arte Moderna de 1922\u201d. Dividida em quatro m\u00f3dulos, a mostra, com curadoria de Max Perlingeiro, re\u00fane aproximadamente 50 obras dos artistas Victor Brecheret (1894-1955), Anita Malfatti (1889-1964), Vicente do Rego Monteiro (1899-1970), Zina Aita (1900-1967), Helios Seelinger (1878-1965) e Di Cavalcanti (1897-1976).<\/p>\n<p>Doze obras que estar\u00e3o na exposi\u00e7\u00e3o fizeram parte do hist\u00f3rico evento no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo em 1922: de Anita Malfatti, \u201cOnda\u201d (circa 1915-1917) e \u201cPenhascos\u201d (circa 1915-1917); de Di Cavalcanti, tr\u00eas desenhos a nanquim, concebidos entre 1917 e 1924 para seu lend\u00e1rio \u00e1lbum de gravuras \u201cFantoches da meia-noite\u201d \u2013 \u201cFantoche com baralho\u201d, \u201cFantoche com leque\u201d e \u201cFantoche no piano\u201d; de Vicente do Rego Monteiro, \u201cCabe\u00e7as de negras\u201d (1920) e \u201cLenda brasileira\u201d (1920); de Zina Aita, \u201cHomens trabalhando (1922) e \u201c\u00cdcaro\u201d (1922); de Victor Brecheret, as esculturas \u201cSoror dolorosa\u201d (circa 1919), encomenda do escritor Guilherme de Almeida (1890-1969), inspirada em seu \u201cLivro de horas de soror dolorosa\u201d, \u201cVit\u00f3ria\u201d (1920), raramente exposta, e \u201c\u00cddolo\u201d (circa 1919). Perlingeiro chama a aten\u00e7\u00e3o para outras raridades, como as esculturas em terracota \u201cS\u00e3o Francisco com bandolim\u201d (d\u00e9cada de 1940) e a escultura monumental \u201cAcalanto de Bartira\u201d (1954), de Brecheret, al\u00e9m do desenho \u201cCabe\u00e7a de homem (verde)\u201d (1915-1916), de Anita Malfatti.<\/p>\n<p>No m\u00f3dulo \u201cBrecheret e a Semana de Arte Moderna\u201d est\u00e3o reunidas obras de Brecheret e de artistas que participaram da Semana de 1922: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro e Helios Seelinger. J\u00e1 \u201cO feminino na escultura de Victor Brecheret\u201d traz esculturas, em variados materiais e modalidades, sobre a figura da mulher. Dentro da tem\u00e1tica feminina, destaca-se a escultura \u201cDama paulista\u201d (1934), representa\u00e7\u00e3o de Dona Ol\u00edvia Guedes Penteado, uma vers\u00e3o em bronze, tamb\u00e9m existente em m\u00e1rmore, e ilustrada por um desenho da patrona das artes feito em 1924 por Tarsila do Amaral. \u201cA cole\u00e7\u00e3o modernista desta paulista que soube apresentar o Brasil aos brasileiros, come\u00e7ou a ser formada a partir de sua rela\u00e7\u00e3o com Tarsila e Oswald de Andrade\u201d, destaca Perlingeiro. Em 1923, os tr\u00eas visitam juntos os principais ateli\u00eas de Paris, quando conhecem Brecheret, que acabara de ser premiado no Sal\u00e3o de Outono. Dona Ol\u00edvia adquiriria v\u00e1rias de suas esculturas e tamb\u00e9m obras de Picasso, L\u00e9ger, Brancusi, Marie Laurencin, Foujita e Andr\u00e9 Lhote, que ser\u00e3o as primeiras de arte moderna que chegam ao Brasil. \u201cDos artistas brasileiros, Victor Brecheret \u00e9 o artista brasileiro mais bem representado em sua cole\u00e7\u00e3o\u201d, afirma o curador.<\/p>\n<p>No m\u00f3dulo \u201cBrecheret e a escultura religiosa\u201d, obras produzidas nas d\u00e9cadas de 1940 e 1950 d\u00e3o a dimens\u00e3o da import\u00e2ncia e da pluralidade da produ\u00e7\u00e3o religiosa do artista, inicialmente influenciado pelo Renouveau Catholique, uma das tend\u00eancias da Escola de Paris nos anos 1920. Por sua vez, \u201cBrecheret e a escultura com tem\u00e1tica ind\u00edgena\u201d apresenta o universo ao qual o artista se dedica, influenciado por M\u00e1rio de Andrade, que o aconselhara a \u201cabrasileirar sua produ\u00e7\u00e3o\u201d. Em busca de uma Escultura essencialmente brasileira, Brecheret percebeu na arte ind\u00edgena a forma estrutural que perseguia desde a d\u00e9cada de 1920. No final dos anos 1940, volta-se cada vez mais \u00e0s formas primitivas da cultura ind\u00edgena do pa\u00eds. A fase da arte ind\u00edgena de Brecheret durou as duas \u00faltimas d\u00e9cadas de sua vida e foi reconhecida em pr\u00eamios de Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, pr\u00eamio de escultura nacional na primeira Bienal de S\u00e3o Paulo, e salas especiais em bienais seguintes.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos quatro m\u00f3dulos, em uma vitrine, estar\u00e3o raros exemplares de v\u00e1rias publica\u00e7\u00f5es: \u201cLivro de horas de Soror dolorosa\u201d (1920), poema de Guilherme de Almeida que inspirou a escultura exposta por Brecheret na Semana de Arte Moderna de 1922; \u201cA estrela de absinto\u201d (1927), de Oswald de Andrade, romance cujo personagem principal, o escultor Jorge D\u2019Alvellos, \u00e9 inspirado em Brecheret; \u201cO losango c\u00e1qui\u201d(1926), de M\u00e1rio de Andrade, com capa de Di Cavalcanti; edi\u00e7\u00e3o fac-similar do Cat\u00e1logo e do Programa da Semana de Arte Moderna; o \u201cO sacy\u201d (1926-1927), revista modernista fundada por Corn\u00e9lio Pires; e o \u00e1lbum de gravuras de Di Cavalcanti \u201cOs fantoches da meia-noite\u201d (1921).<\/p>\n<p>SOBRE VICTOR BRECHERET<\/p>\n<p>Vittorio Breheret (sem a letra \u201cC\u201d no sobrenome) nasceu na It\u00e1lia, na cidade de Farnese, a pouco mais de 100 km de Roma. Veio para o Brasil com a fam\u00edlia aos 10 anos. No Brasil, adotou o nome Victor Brecheret. Aos 30 anos, confirmou sua nacionalidade brasileira. O jovem estudava desenho no Liceu de Artes e Of\u00edcios, o que era muito comum entre os emigrantes italianos com dotes art\u00edsticos. Por seu talento, seus generosos tios, apesar dos poucos recursos, decidiram patrocinar uma viagem de estudos para a Europa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, aos 16 anos foi para Roma. Passou, ent\u00e3o, a estudar com o escultor cl\u00e1ssico Arturo Dazzi (1881-1966), frequentando a Escola de Belas Artes como ouvinte. Permaneceu em Roma at\u00e9 1919. Quando retornou ao Brasil, viu-se desambientado em S\u00e3o Paulo. Sem amigos e sem trabalho, procurou o arquiteto Ramos de Azevedo (1851-1928), amigo da \u00e9poca do Liceu, respons\u00e1vel pela constru\u00e7\u00e3o do Theatro Municipal, junto ao arquiteto e cen\u00f3grafo Claudio Rossi (1850-1935), e da Pinacoteca do Estado. Nessa ocasi\u00e3o, o arquiteto cedeu-lhe uma sala no Pal\u00e1cio das Ind\u00fastrias, onde montou seu primeiro ateli\u00ea. Em visita ao local, um grupo de artistas e intelectuais, Di Cavalcanti (1897- 1976), Helios Seelinger (1878-1965), Oswald de Andrade (1890-1954) e Menotti del Picchia (1892-1988), conheceu um escultor exc\u00eantrico e ficou admirado com a qualidade de suas obras. Curiosamente, um dia, esse mesmo grupo levou o todo-poderoso Monteiro Lobato (1882-1948) para ver suas obras. Eis que o cr\u00edtico e editor t\u00e3o temido pousou o chap\u00e9u sobre uma de suas esculturas. Foi o suficiente para que o jovem italiano de sangue quente o retirasse com grande irrita\u00e7\u00e3o, jogando-o ao ch\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Menotti del Picchia foi o primeiro a exaltar a qualidade de Brecheret. Sob o pseud\u00f4nimo de \u201cHelios\u201d, uma homenagem ao amigo carioca Helios Seelinger, o \u201cbo\u00eamio esteta dos sucessos ruidosos\u201d, segundo o pr\u00f3prio Menotti, passou a publicar entre 1920 e 1921, no Correio Paulistano, uma s\u00e9rie de cr\u00f4nicas tendo Victor Brecheret como o artista de suas aten\u00e7\u00f5es: \u201cBrecheret pertence \u00e0 falange de individualidades impressionantes como Gustav Klimt (1862-1918), Lederer, Franz (1870-1919), Anton Hanak (1875-1934), Arturo Dazzi, Antoine Bourdelle (1861-1929), Mirko Basaldella (1910-1969) e este fascinante Ivan Me\u0161trovi\u0107 (1883-1962)\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Parceria com Caf\u00e9 Orfeu<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Orfeu Caf\u00e9s Especiais, genuinamente brasileiro, \u00e9 parceiro da Pinakotheke na celebra\u00e7\u00e3o do<\/p>\n<p>centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna de 1922. Como iniciativa cultural da marca, concebe uma edi\u00e7\u00e3o especial inspirada no Movimento que, entre seus fundamentos, valorizava a identidade nacional. Ser\u00e1 poss\u00edvel visitar virtualmente a exposi\u00e7\u00e3o na Pinakotheke por meio de um QR Code impresso nas embalagens, criadas a partir de cores baseadas nas obras de artistas modernistas. \u201cCom aromas c\u00edtricos e tropicais, do\u00e7ura e acidez elevadas, a edi\u00e7\u00e3o limitada homenageia a brasilidade e o esp\u00edrito vanguardista\u201d, explica Fabio Gianetti, Head de Marketing da Orfeu Caf\u00e9s Especiais.<\/p>\n<p>Pinakotheke S\u00e3o Paulo<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o: Victor Brecheret e a Semana de Arte Moderna de 1922<\/p>\n<p>Visita\u00e7\u00e3o de 31 de agosto a 01 de outubro 2022<\/p>\n<p>Curadoria: Max Perlingeiro<\/p>\n<p>Realiza\u00e7\u00e3o: Pinakotheke S\u00e3o Paulo com Instituto Victor Brecheret<\/p>\n<p>Iniciativa Cultural: Caf\u00e9 Orfeu<\/p>\n<p>Rua Ministro Nelson Hugria 200<\/p>\n<p>Telefone: 11-3758-5202<\/p>\n<p>Entrada gratuita<\/p>\n<p>Segunda a sexta, das 10h \u00e0s 18h<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &nbsp; Mostra na Pinakotheke S\u00e3o Paulo, que inaugura no pr\u00f3ximo dia 31, traz aproximadamente 50 obras de nomes como Victor Brecheret, Anita Malfatti e &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1167,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-1166","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-sobre","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1166"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1166\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1168,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1166\/revisions\/1168"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1167"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}