{"id":10829,"date":"2024-11-12T18:19:46","date_gmt":"2024-11-12T21:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/?p=10829"},"modified":"2024-11-12T18:19:46","modified_gmt":"2024-11-12T21:19:46","slug":"porto-alegre-vai-ganhar-escultura-de-27-metros-de-comprimento-para-celebrar-heroismo-de-voluntarios-nas-enchentes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/porto-alegre-vai-ganhar-escultura-de-27-metros-de-comprimento-para-celebrar-heroismo-de-voluntarios-nas-enchentes\/","title":{"rendered":"PORTO ALEGRE VAI GANHAR ESCULTURA DE 27 METROS DE COMPRIMENTO PARA CELEBRAR HERO\u00cdSMO DE VOLUNT\u00c1RIOS NAS ENCHENTES"},"content":{"rendered":"<p>Obra do artista Siron Franco ficar\u00e1 situada no Parque Pontal e simbolizar\u00e1 30 pessoas que realizaram resgates de v\u00edtimas das \u00e1guas no RS<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Porto Alegre est\u00e1 prestes a ganhar uma grande obra de um artista renomado no pa\u00eds e no Exterior para celebrar a coragem e o altru\u00edsmo dos indiv\u00edduos respons\u00e1veis por in\u00fameros resgates de v\u00edtimas das enchentes de maio deste ano no Rio Grande do Sul. O Monumento ao Volunt\u00e1rio An\u00f4nimo, criado por Siron Franco e financiado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE), ser\u00e1 inaugurado no dia 2 de dezembro, \u00e0s 18h30min, no Parque Pontal. Na data, tamb\u00e9m ser\u00e1 comemorado o anivers\u00e1rio de 40 anos do IEE.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cO monumento em homenagem aos volunt\u00e1rios an\u00f4nimos representa a bravura dos cidad\u00e3os em momentos de situa\u00e7\u00e3o extrema. Acreditamos que a for\u00e7a que est\u00e1 em cada indiv\u00edduo \u00e9 capaz de causar impacto em toda a sociedade. H\u00e1 40 anos, esse princ\u00edpio \u00e9 exaltado pelo Instituto de Estudos Empresariais. O monumento representa esse conceito, com a inten\u00e7\u00e3o de mostrar de forma concreta a coragem de todos aqueles que fizeram a diferen\u00e7a no evento clim\u00e1tico mais tr\u00e1gico da hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul\u201d, afirma a presidente do IEE, Paola Coser Magnani.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com 27 metros de comprimento e dois metros de altura, o Monumento ao Volunt\u00e1rio An\u00f4nimo \u00e9 feito de a\u00e7o e formado por 30 perfis de homens e mulheres \u2013 com cerca de cem quilos cada uma \u2013 de m\u00e3os dadas, simbolizando o trabalho incans\u00e1vel dos volunt\u00e1rios civis que atuaram nos resgates. O Pontal foi um dos principais pontos de resgate das v\u00edtimas da enchente. Escolhido pelos volunt\u00e1rios, serviu de apoio para os salvamentos, primeiros socorros e atendimento das v\u00edtimas. Agora, foi escolhido pelo IEE para sediar a homenagem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 a contrata\u00e7\u00e3o de um artista de renome nacional tem rela\u00e7\u00e3o com a ajuda que o Rio Grande do Sul recebeu do pa\u00eds inteiro, com doa\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo com volunt\u00e1rios, simbolizando uma retribui\u00e7\u00e3o a essa gigantesca solidariedade. O curador da iniciativa do monumento, Renato Malcon, que participou da primeira diretoria do IEE em 1984, empres\u00e1rio com extenso curr\u00edculo na gest\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es culturais do estado, revela o entusiasmo demonstrado pelo artista quando foi convidado a criar a obra. Malcon pontuou a relev\u00e2ncia do extenso curr\u00edculo do artista, a consist\u00eancia de seu posicionamento como cidad\u00e3o e os la\u00e7os profundos com o estado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 50 anos realizei minhas primeiras exposi\u00e7\u00f5es em Porto Alegre. Eu era muito jovem, e fui superbem recebido por artistas mais velhos, como os mestres Ado Malagoli, Xico Stockinger e Vasco Prado. Com Iber\u00ea Camargo estive muitas vezes, ainda no Rio. Sempre tive muito carinho por essa terra, tendo participado de diversas exposi\u00e7\u00f5es individuais e coletivas\u201d, relata Franco. \u201cAcompanhei pelo notici\u00e1rio a enchente, o sofrimento, as perdas, assim como o salvamento realizado pelas pessoas. Os volunt\u00e1rios fizeram um trabalho realmente incr\u00edvel e emocionante. Ao receber o convite, fiquei muito honrado, e fiz quest\u00e3o de aceitar imediatamente. \u00c9 uma honra louvar essas pessoas que espontaneamente se envolveram nessas a\u00e7\u00f5es de salvamento, resgate\u201d, completa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A proposta \u00e9 marcar o Parque Pontal como um espa\u00e7o de reflex\u00e3o e agradecimento, onde as pessoas poder\u00e3o se conectar com a hist\u00f3ria recente da cidade e com o legado que os volunt\u00e1rios deixaram, perpetuando a import\u00e2ncia da solidariedade em momentos de calamidade. O evento de inaugura\u00e7\u00e3o contar\u00e1 com a presen\u00e7a de autoridades, representantes de entidades e da sociedade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAgradecemos ao IEE e nos sentimos imensamente honrados por poder ajudar a contar essa hist\u00f3ria de bravura e solidariedade do povo ga\u00facho\u201d, ressalta Angelo Boff, diretor Corporativo da SVB, empresa propriet\u00e1ria do complexo do Pontal. \u201cDe bra\u00e7os dados, nosso povo emergiu das \u00e1guas e resgatou um dos sentimentos mais belos da vida: a solidariedade. Gra\u00e7as ao esfor\u00e7o de todos, conseguimos sobreviver e nos reerguer, e hoje somos seres humanos melhores. Com a ajuda de milhares de volunt\u00e1rios espalhados por diversos cantos de nosso pa\u00eds e do mundo, fomos abra\u00e7ados com carinho, e hoje agradecemos a todos por meio dessa homenagem\u201d, finaliza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre Siron Franco<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte, Siron Franco (nascido Gessiron Alves Franco, em Goi\u00e1s Velho, Goi\u00e1s, em 1947) tem uma produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de predomin\u00e2ncia pict\u00f3rica, em que mescla, ora num vocabul\u00e1rio surrealista, ora com abstra\u00e7\u00f5es ainda pass\u00edveis de identifica\u00e7\u00e3o aleg\u00f3rica, coment\u00e1rios cr\u00edticos sobre problemas sociais e personagens da cultura pop e do cerrado goiano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1959, aos 12 anos, passou a frequentar como ouvinte as aulas do curso livre de artes da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Goi\u00e1s (PUC-Goi\u00e1s), onde permaneceu at\u00e9 1964. Simultaneamente aos seus estudos informais, Siron executou diversos retratos e paisagens do cerrado para a elite de Goi\u00e2nia, a fim de arcar com os custos do curso e auxiliar a vida dom\u00e9stica, e investiu em uma figura\u00e7\u00e3o gr\u00e1fica grotesca e criticamente caricatural.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1968 foi contemplado com o Pr\u00eamio de Desenho da Bienal da Bahia, mudando-se no ano seguinte para S\u00e3o Paulo, onde residiu at\u00e9 1971. Em 1974, recebeu o pr\u00eamio de melhor pintor nacional na 12\u00aa Bienal Nacional de S\u00e3o Paulo. Participou tamb\u00e9m da 13\u00aa Bienal Internacional de S\u00e3o Paulo, em 1975, com 13 telas da s\u00e9rie F\u00e1bulas do Horror.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A s\u00e9rie mais conhecida do artista, e que desencadeou uma mudan\u00e7a paradigm\u00e1tica em sua produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 o conjunto de obras ligadas ao acidente radioativo do c\u00e9sio 137, em Goi\u00e2nia, em setembro de 1987. Como resultado de seu estado de indigna\u00e7\u00e3o pela demora no atendimento aos contaminados e na conten\u00e7\u00e3o dos danos causados pela radia\u00e7\u00e3o, o artista produziu telas, desenhos e esculturas em que h\u00e1 uma economia de elementos de fundo e um destaque \u00e0s pontuais imagens que funcionam como alegorias \u00e0 trag\u00e9dia radioativa, principalmente o uso do amarelo fosforescente em men\u00e7\u00e3o \u00e0 letalidade da subst\u00e2ncia e da terra retirada diretamente do entorno da cidade de Goi\u00e2nia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ap\u00f3s esse evento tr\u00e1gico, sua produ\u00e7\u00e3o tomou um rumo de milit\u00e2ncia pol\u00edtica. O artista passou a elaborar monumentos e a\u00e7\u00f5es po\u00e9tico-cr\u00edticas, transitando desde os t\u00f3picos das viola\u00e7\u00f5es aos direitos civis at\u00e9 os problemas ecol\u00f3gicos e o genoc\u00eddio hist\u00f3rico das comunidades ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda que com predom\u00ednio da pintura em sua obra, a produ\u00e7\u00e3o de Siron Franco tem uma variedade t\u00e9cnica e material bastante rica, coerente com seus temas, que seguem das cr\u00f4nicas do cotidiano \u00e0 cr\u00edtica \u00e0s fissuras sociais, com enfoque consider\u00e1vel na conting\u00eancia do entorno de Goi\u00e1s, com sua popula\u00e7\u00e3o laboral e ind\u00edgena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sobre o IEE<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O IEE \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o civil sem fins lucrativos ou compromissos pol\u00edtico-partid\u00e1rios, fundada em Porto Alegre em 1984 e que organiza o F\u00f3rum da Liberdade anualmente. O Instituto tem como objetivo incentivar e preparar novas lideran\u00e7as, com base nos conceitos de economia de mercado e livre iniciativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Uma das principais atribui\u00e7\u00f5es do IEE \u00e9 a forma\u00e7\u00e3o de lideran\u00e7as com capacidade empreendedora. Nesse sentido, estimula o debate e a troca de experi\u00eancias entre os seus associados para que desempenhem suas fun\u00e7\u00f5es na sociedade de forma \u00e9tica e planejada, com persist\u00eancia e motiva\u00e7\u00e3o para conquista do sucesso em suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Obra do artista Siron Franco ficar\u00e1 situada no Parque Pontal e simbolizar\u00e1 30 pessoas que realizaram resgates de v\u00edtimas das \u00e1guas no RS &nbsp; Porto &hellip; <\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":10830,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-10829","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias","latest_post"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10829","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=10829"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10829\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10831,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/10829\/revisions\/10831"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/10830"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=10829"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=10829"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/gilpimentel.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=10829"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}